Comitê de Busca para Diretor do INMA

Comitê de Busca para Diretor do INMA

Uma grande vitória para a luta MoveINMA pelo regularização do Instituto Nacional da Mata Atlântica. Finalmente, no dia 29 de junho foi publicada a Portaria MCTIC nº 3.323 que institui Comitê de Busca para subsidiar o Ministro na escolha de Diretor para a Unidade de Pesquisa Instituto Nacional da Mata Atlântica – INMA.

O Comitê de Busca será composto pelos seguintes membros:
I – JORGE ALMEIDA GUIMARÃES, da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial – EMBRAPII, que o presidirá;
II – JOÃO ANTONIO PEGAS HENRIQUES, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS;
III – JOÃO LÚCIO AZEVEDO, da Universidade de São Paulo – USP;
IV – RUY DE ARAÚJO CALDAS, da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS; e
V – VANDERLAN DA SILVA BOLZANI, da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP.

QUEM SÃO OS INDICADOS PARA FORMAR O COMITÊ DE BUSCA PARA DIRETOR DO INMA?

Jorge Almeida Guimarães
O professor e pesquisador, Jorge Almeida Guimarães, foi eleito pelo Conselho de Administração da Organização para estar à frente do cargo nos próximos quatro anos. Jorge chega com a missão de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela EMBRAPII no fomento à inovação industrial, aproximando instituições de pesquisa e empresas para suprir as demandas do segmento.

O professor Jorge Guimarães também foi presidente da Capes por 11 anos, entre 2004 e maio deste ano. Durante sua passagem pela instituição, obteve grande êxito no desenvolvimento do sistema de Pós-Graduação e no aumento da produção de conhecimento científico brasileiro, colocando o Brasil em posição de destaque internacional.

Além de Pesquisador Sênior do CNPq, o novo diretor-presidente percorreu toda a carreira universitária atuando como professor na UFRRJ, UNIFESP, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, na UNICAMP, UFF e UFRJ. Atualmente estava lecionando como professor titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Possui Doutorado em Ciências Biológicas pela UNIFESP e Pós-Doutorado pela National Institutes of Health (USA).

João Antônio Pegas Henriques
é graduado em Farmácia e Bioquímica pela UFRGS (1970); Mestre em Biofísica pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, UFRJ (1974); Docteur D?Etat et Sciences Naturelles no Institut Curie – Univesité Paris XI, França (1981); Pós-Doutorado no Institut für Mikrobiologie, da J. W. Goethe Universität, Frankfurt, Alemanha (1989). Foi professor titular do Departamento de Biofísica, Fisiologia e Farmacologia da UFRGS (1986-2003) e atualmente é Professor Titular colaborador convidado junto ao Dep. de Biofísica, coordenando o Laboratório de Reparação de DNA de Eucariotos. É professor orientador nos Programas de Pós-Graduação em Bioquímica, Biologia Celular e Molecular e Genética e Biologia Molecular da UFRGS, Professor Titular e orientador no PPG de Biotecnologia do Instituto de Biotecnologia da Universidade de Caxias do Sul, RS. No país, é pesquisador nível 1A do CNPq desde 1993 e membro Titular da Academia Brasileira de Ciências na área de Ciências Biológicas; atua como assessor do CNPq, CAPES e Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Foi o primeiro presidente da Sociedade Brasileira de Mutagênese, Carcinogênese e Teratogênese Ambiental. Participa também como Membro Associado das Sociedades Brasileiras de Genética, Bioquímica e Biofísica. Foi membro do Comitê Assessor – BF (Biofísica, Bioquímica, Fisiologia e Farmacologia) do CNPq, Diretor Nacional e Binacional do Centro de Brasileiro-Argentino de Biotecnologia (MCT/CNPq) e Representante da Área de Ciências Biológicas I CAPES, 2001 ? 2003. No seu Estado, participou como Membro do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia e como Diretor Presidente da FAPERGS. É consultor e revisor de uma série de periódicos internacionais na área de genética toxicológica, farmacologia e toxicologia celular e molecular. Suas áreas de atuação incluem reparação de DNA em diversos organismos, com ênfase em leveduras e células de mamíferos, homeostase de metais em levedura, toxicidade genética nos âmbitos de novas moléculas naturais e sintéticas com potencial farmacodinâmico, monitoramento ambiental e risco ocupacional e desenvolvimento biotecnológico. Sua principal linha de pesquisa atualmente envolve a investigação de proteínas implicadas na reparação das pontes intercadeias ao DNA e nos mecanismos moleculares do reparo de danos ao DNA gerados por novas drogas anticâncer. Juntamente com o Prof. Bernardo Erdtmann, criou o GENOTOX ? Laboratório de Genotoxicidade no Centro de Biotecnologia da UFRGS (funcionando hoje como Unidade GENOTOX-ROYAL, associado ao Instituto de Educação para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica ? Royal, São Roque, SP.), pioneiro na prestação de serviço na área de avaliação do potencial genotóxico de agrotóxicos, fármacos e amostras ambientais, trabalhando de acordo com os princípios de Boas Práticas de Laboratório – BPL, sendo até hoje referência nacional no assunto. Publicou mais de 290 artigos científicos completos em revistas científicas internacionais especializadas (SCOPUS, citações: 6026, Índice H: 40; WEB OF SCIENCES citações:5024, Índice H:37), 15 revisões internacionais e 15 capítulos de livros. Orientou mais de uma centena de estudantes de iniciação científica, formou 71 mestres e 69 doutores, a maioria atuando em Universidades e Institutos de Pesquisa públicos e privados e em Universidades do exterior.

João Lúcio Azevedo
Engenheiro agrônomo (1960) pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (ESALQ) da Universidade de São Paulo (USP), doutor em Agronomia (1962) e livre-docente (ESALQ-USP, 1966), Ph.D. em Genética pela Universidade de Sheffield (Reino Unido, 1971), professor titular (ESALQ-USP, 1984), pós-doutorado na Universidade de Manchester (Reino Unido, 1987-1988). Iniciou a carreira científica com a criação do Setor de Genética de Microorganismos do Instituto de Genética da ESALQ-USP, do qual foi chefe de 1962-1995, desenvolvendo pesquisas com genética de fungos, voltadas à estabilização de linhagens de interesse agrícola e industrial e melhoramento genético de espécies, usadas no controle biológico de pragas agrícolas. Em 1990, iniciou uma linha de pesquisa sobre microorganismos endofíticos. Introduziu no Brasil, entre outras, as técnicas de fusão de protoplastos e utilização de processos parassexuais no melhoramento genético de fungos. Uma de suas principais preocupações foi a de formar recursos humanos em genética de microorganismos de interesse agroindustrial, na época, área praticamente inexistente no Brasil. De 1960 até os dias de hoje, orientou 120 alunos de iniciação científica, 85 alunos de mestrado e 52 de doutorado, com um total 137 dissertações e teses concluídas sob sua orientação. Também em seu laboratório foram treinados 27 estagiários provenientes de empresas. Recebeu por diferentes períodos de tempo, em seu laboratório, cerca de 40 pesquisadores do exterior. Publicou 175 trabalhos de pesquisas em revistas especializadas, 12 livros e 67 capítulos de livros e trabalhos de divulgação. Ministra ou ministrou aulas de graduação e pós-graduação em diversas universidades do país. Criou as reuniões de genética de microorganismos em 1973, atualmente tradicionais na área, e, também, o curso de Fundamentos de Biotecnologia, o primeiro deles na Universidade de Brasília e que continuam a ser ministrados anualmente em diversas instituições do país. Implantou, em 1984, as reuniões anuais sobre temas de genética em melhoramento na ESALQ-USP e a partir de 2000 as reuniões: Interações Hospedeiros Vegetais-Microorganismos. Convidado, permaneceu quatro anos em Brasília (UnB), quatro anos na Unicamp, três anos em Goiânia (UFGO) e atualmente na Universidade de Mogi das Cruzes (UMG), implementando e organizando laboratórios e cursos de pós-graduação em genética e biotecnologia. Foi diretor do Instituto de Genética (ESALQ-USP) de 1984-1991, diretor da ESALQ-USP de 1991-1995, representante do Brasil na ONU, na Conferência sobre Armas Biológicas (1986), presidente da Sociedade Brasileira de Genética (1984-1986 e 1996-1998), conselheiro e secretário-geral da SPBC em diversas gestões, membro do Conselho Consultivo do Instituto Agronômico de Campinas (1997-2001), membro da Comissão sobre Biodiversidade (Cenargen, Embrapa, 1997-2002), membro da Comissão de Coordenação do PRONEX e secretário técnico de Biotecnologia (CGEE). É atualmente membro e vice-presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo. Entre os prêmios e distinções recebidas, destacam-se: Prêmio Schering de Microbiologia (1979), Prêmio Cavaleiro da Ordem do Cálice, RS (1984), Engenheiro Agrônomo do ano de 1991, Prêmio Frederico de Menezes Veiga (Embrapa, 1996), Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico (Presidência da República, 1998) e Medalha do Mérito Científico e Tecnológico (Governo de São Paulo, 2001).

Ruy de Araújo Caldas
Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Escola Superior de Agricultura da Universidade Rural do Estado de Minas Gerais, atual Universidade Federal de Viçosa(1964), , mestrado em Nutrição Mineral de Plantas pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (1967) e doutorado em Bioquímica Vegetal / Cultura de Tecidos – The Ohio State University,USA (1970). Atuou como professor da USP, UnB, UFV,UFG e Universidade Católica de Brasília. Tem experiência em ensino e pesquisa na área de Bioquímica, com ênfase em Enzimologia e Metabolismo Celular, atuando também nas atividades de desenvolvimento industrial da área de Biotecnologia, em gestão de ciência, tecnologia e inovação, sobretudo na estruturação de programas de pós-graduação nas áreas de biologia molecular , ciências genômicas e biotecnologia.Com longa experiência na viabilização da relação universidade-empresa para o desenvolvimento da biotecnologia nacional.Tem contribuido na formulação de políticas públicas e execução de programas estratégicos iem ciência , tecnologia e inovação nos ambientes do CNPq, MCTI,CGEE e FAPDF.

Vanderlan da Silva Bolzani
Farmacêutica graduada pela Faculdade de Farmácia da Universidade Federal da Paraíba (1973). Mestre em química orgânica pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), em 1977, e doutora em ciências, também pelo IQ-USP, em 1982.
Pós-doutorado no Departamento de Química no Instituto Politécnico e Universidade Estadual da Virgínia, Estados Unidos, com bolsa FAPESP, de 1992 a 1994. Foi bolsista do DAAD em 1990. Livre-docente pelo Instituto de Química da Unesp (1996) e professora titular da mesma instituição em 2005. Professora Convidada da Sorbonne, Paris VI, em 2011.
Foi chefe do Departamento de Química do IQ-Ar por dois mandatos consecutivos (2000-2004); membro do Conselho Universitário da Unesp (2002-2006) e do Conselho de Pós-Graduação (2002-2004). Foi vice-presidente (2004 a 2008) e presidente (2008-2010) da Sociedade Brasileira de Química (SBQ) e assessora da Pró-Reitoria de Pesquisa de 2008 até 2010. Membro assessor do CA-QU, do CNPq de 2008 a 2010. Em 2009 foi eleita Fellow da Royal Society of Chemistry – UK. É membro do corpo editorial de vários periódicos da área de atuação, entre esses, Nat. Prod. Report, J. Nat. Prod. É membro da Academia Brasileira de Ciências e foi recentemente eleita para Academia Paulista de Ciências.
Atualmente, é membro da coordenação do programa Biota-FAPESP/BIOprospecTA, Diretora da Agência de Inovação da UNESP (AUIN), coordenadora do Núcleo de Bioensaio, Biossíntese e Ecofisiologia de Produtos Naturais do IQ-Ar (NuBBE), pesquisadora 1A do CNPq e membro do Conselho Deliberativo do CNPq, por um mandato de dois anos, a partir de 2011 e membro do Conselho Consultivo da SBQ (2012-2014).
Desenvolve pesquisa em química de produtos naturais com ênfase para a busca de substâncias bioativas, peptídeos de plantas, biossíntese de alcalóides piperidínicos e química medicinal de produtos naturais.

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