Histórico

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“A história das instituições cientificas, durante muito tempo, esteve reduzida a uma dimensão comemorativa. Decênios, jubileus, cinqüentenários e centenários constituíam ocasiões propícias à produção de textos normalmente elogiosos, às vezes até ufanistas, em que história da instituição era expurgada dos problemas cotidianos “menores” e exibiam-se apenas as contribuições à ciência, concebida, unicamente, como um conjunto de conhecimentos, aplicáveis ou não. Nem de longe esses espaços institucionais foram reconhecidos como locais privilegiados para a atividade científica, cada qual, a um só tempo, produto e produtor de seu momento histórico.

Nos casos do Brasil e da América Latina, particularmente, essa abordagem teórica da História das ciências acarretou, além do anacronismo e da descontextualização, um segundo e grave problema. Ou seja, ao partir de um referencial essencialmente eurocêntrico e positivista, forjado para outras realidades – e, portanto, adotado pela via de um “mimetismo historiográfico”, conduziu a uma visão estreita do passado, não tendo dado conta de uma prática científica concreta que, embora tivesse existência material nos arquivos, bibliotecas e museus, não podia e não conseguia, dessa forma, encontrar seu lugar. Grande parte dessa produção comparava as manifestações aqui havidas com uma imagem um tanto idealizada dos países tomados como modelos, e buscando o esperado, não encontravam o realizado.”

Silvia F. de M. Figueirôa

Para contribuir com o historiador a contar a história do Instituto Nacional da Mata Atlântica, reunimos aqui alguns documentos e passagens responsáveis por sua existência.