![]() FALE CONOSCO |
|
Clique aqui para conhecer o Jornal Recomeço Elaborado pelos presos da Cadeia Pública de Leopoldina - MG |
PÉROLA ATEMPORAL
Ensinamentos do professor Dalmo de
Abreu Dallari Em 1995, o professor e grande
advogado Dalmo de Abreu Dallari, deu uma espetacular entrevista de página
inteira a Jorgemar Felix, no Jornal do Brasil. Então com 63 anos de idade e 40
de profissão, dono de um inigualável poder de dizer coisas corretas e
indefensáveis, Dallari é, juntamente com Fabio Konder Comparato e outros poucos,
um dos exemplos máximos de sabedoria no Direito. Um verdadeiro modelo que
deveria ser ouvido e estudado por jovens e velhos, para que fosse criado juízo
crítico latente na área jurídica, em contraposição à pasteurização pensante que
domina a esmagadora maioria dos operadores do
Direito. “Na verdade, é preciso que haja um cuidado maior na escolha dos
ministros. O presidente indica e o Senado faz uma sabatina pública e depois
decide. O que se tema verificado é que o Senado nesse caso tem sido
absolutamente omisso.” “Em muitos outros casos não se verifica se realmente o candidato proposto pelo presidente preenche os requisitos de vida ilibada e notável saber jurídico. Isso vem conduzindo a escolhas muito ruins. O povo não tem nenhuma informação sobre o processo de escolha e aí eu incluo as pessoas da área jurídica. Os advogados vezes muitas são surpreendidos com a indicação para o Supremo de alguém em quem nunca se ouviu falar. O Ilmar Galvão é um caso e o primo do Collor, Marco Aurélio Mello, é outro. O Supremo virou cabide de emprego de luxo.” “O Antônio Carlos Amorim, que foi presidente do Tribunal de Justiça do Rio, teve uma série de comportamentos totalmente incompatíveis com a posição de presidente de tribunal. Ele foi assistir à Copa do Mundo a convite da CBF, levando família, e depois de verificar que o presidente da CBF tinha processos na Justiça.” “O Judiciário ainda realiza muita sessão secreta, coisa que não deveria acontecer.” “Aqui em São Paulo esse viaduto que se chamou Tribunal de Justiça é ridículo. Esse viaduto fica a sete quilômetros do tribunal, não tem nada a ver. Então por que chamá-lo de Tribunal de Justiça? Exatamente para anestesiar. E o Judiciário se sente homenageado, fica feliz. Só que enquanto isso acontece, ele não tem verbas para se informatizar e fica acomodado.” Fonte: NETJURÍDICA -
http://www.netjuridica.com.br/entrevistas/dalmo_dallari.htm
|