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A paz no dia-a-dia


A paz na vida cotidiana pode ser examinada em vários níveis. Num sentido absoluto, a paz é iluminação, liberação completa. Enquanto não se obtém essa condição, a paz não é possível. Podemos trabalhar pela paz, avançar na sua direção, mas, enquanto não atingimos a liberação, estamos presos à experiência cíclica - e, por definição, perdemos a paz. Entretanto, mesmo dentro da experiência cíclica podemos ter momentos de paz. Existem ensinamentos que nos auxiliam a aumentar a paz e reduzir a ansiedade.

A primeira coisa que podemos analisar em relação à paz é que se trata de nossa experiência natural, uma condição não-construída. Não podemos conquistar a paz, pois ela é nossa experiência básica. Podemos perdê-la se surgirem perturbações, mas ganhá-la não tem sentido. Se pensarmos que a paz surgirá por uma boa razão ou sob condições externas, nunca a encontraremos. Uma vez perdida, a paz só retornará se removermos as perturbações que surgiram.

A paz não surge de um processo lógico sob condições; se a nossa paz estiver baseada em argumentos lógicos, não será verdadeira, mas uma condição construída e frágil. Por outro lado, todas as experiências de aflição são construídas e surgem sob condições específicas que podemos localizar analiticamente. A análise de nossa situação permitirá descobrir as condições sob as quais perdemos a paz, mas o processo para recuperá-la consiste apenas na remoção de obstáculos - não iremos agregar coisas, mas remover as artificialidades que impedem a experiência original.