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Algumas Sugestões sobre a Prática
de Charlotte Joko Beck
Palestra do Darma
Tradução para o português de
Maria Heleosina Ribeiro Pessôa


Joko Beck escreveu as seguintes sugestões para ajudar seus estudantes em sua prática:

  • Não comece um período sentado sem considerar porque você se senta. Conheça sua intenção. Saiba que não existe "qualquer lugar para ir, nada para atingir". Esteja consciente de pensamentos ambiciosos.
  • Cheque sua postura. Não se preocupe como você se senta, o corpo deve estar ereto (mas não rígido), equilibrado, e com conforto. O lugar deve estar limpo e agradável. (Mas podemos sentar em qualquer lugar e em qualquer posição – até mesmo deitar se estivermos doentes ou exaustos).
  • Sente-se todo dia. Tente não perder mais do que um dia em uma semana. Se a resistência aumentar (é uma parte normal da prática), esteja consciente de que ela consiste de pensamento, como tudo, é necessário que ele não o domine. Só o observe. Sinta-o no corpo. E não se mova, nunca.
  • Uma vez por semana, sente-se por mais 10-15 minutos do que você quer sentar.
  • Não fique obcecado por sentar. Em nenhum caso deve negligenciar as responsabilidades com o trabalho ou com a família para sentar.
  • Quando estiver deprimido, não evite sentar. Por mais difícil que seja, é crucial sentar quando as dificuldades surgem.
  • Saiba que sentar é simplesmente manter a consciência do corpo e da mente. Esteja atento para qualquer desejo de transformar o sentar em uma fuga da vida entrando em estados de tranqüilidade semelhantes ao estado hipnótico, tais estados podem ser sedutores mas são inúteis.
  • Esteja consciente do período de lua de mel para os iniciantes na prática de sentar, freqüentemente é seguido de resistência, possível turbulência, e insurreições emocionais. Continue a praticar com ênfase particular em suas sensações corpóreas.
  • Esteja consciente de que "atingir algo" na prática do sentar (tal como clareza especial, "insight", serenidade da mente) não é o objetivo. Estes podem ocorrer –mas o objetivo é sua consciência do que quer que seja que esteja acontecendo, incluindo confusão, desânimo ou ansiedade.
  • Mantenha sua prática para você mesmo. Não tente ensinar a outros, não se torne prosélito. Não incomode seus amidos e familiares. Existe um antigo ditado, "deixe-os perguntarem três vezes...". O que você pode dar aos outros é a forma como você vive.
  • Não gaste seu tempo sentado fazendo planos. Não há nada errado em fazer planos, mas dedique um outro momento para isto. Se você tiver pensamentos de planejamento quando você se senta, rotule-os.
  • No cotidiano esteja atentamente consciente do desejo de indiscrição ou queixa, para julgar aos outros e a si mesmo, para sentir-se superior ou inferior.

Toda prática pode ser considerada como:

  1. observação do processo mental, e
  2. experiência das sensações corpóreas presentes. Nem mais nem menos.

E finalmente, lembre que a prática verdadeira não está nas técnicas ou koans ou qualquer outra coisa em si mesmas, mas na transformação de sua vida e da minha. Não existem "atalhos". Nossa prática é sobre nossa vida, e praticaremos para sempre.




by Charlotte Joko Beck
Dharma Talk
Retirado do site www.prairiezen.org


  Joko Beck has written the following suggestions to help her students with their practice:

  • Don't begin a sitting period without considering why you sit. Know your intention. Know that there is "nowhere to go, nothing to achieve." Be aware of ambitious thoughts.
  • Check your posture. No matter how you sit, the body should be erect (but not stiff), balanced, and at ease. The sitting place should be neat and pleasant. (But we can sit anywhere and in any position--even lying down if ill or exhausted).
  • Sit every day. Try not to miss more than one day in a week. If resistance arises (it is a normal part of practice), be aware that it consists of thinking; like all thought, it need not dominate you. Just observe it. Feel it in the body. And do not bully yourself, ever.
  • Once a week, sit 10-15 minutes longer than you want to sit.
  • Don't become obsessed by sitting. In no case should one's work or family responsibilities be neglected in order to sit.
  • When upset, don't avoid sitting. Hard as it may be, it is crucial to sit when difficulties arise.
  • Know that sitting is simply maintaining awareness of body and mind. Be aware of any desire to turn sitting into an escape from life by entering peaceful, trance-like states; such states can be seductive but they are of no use.
  • Be aware that the honeymoon period for new sitters is often followed by resistance, possible turbulence, and emotional uprisings. Just continue practice with particular emphasis on feeling your bodily sensations.
  • Be aware that "achieving something" in sitting (such as special clarity, insight, calmness of mind) is not the point. These may occur--but the point is your awareness of whatever is happening, including confusion, discouragement, or anxiety.
  • Keep your practice to yourself. Don't attempt to teach others; do not proselytize. Leave your friends and family alone. There is an old saying, "let them ask three times..." What you can give others is how you live.
  • Don't spend your sitting time in planning. Nothing is wrong with planning per se, but set up another time for it. If you hear planning thoughts when you sit, label them.
  • In daily life, be acutely aware of the desire to gossip or complain, to judge others or yourself, to feel superior or inferior.

All practice can be summed up as

(1) observation of the mental process, and

(2) the experiencing of present bodily sensations. No more and no less.

And finally, remember that real practice is not about the techniques or koans or anything else as ends in themselves, but about the transformation of your life and mine. There are no "quick fixes." Our practice is about our life, and we practice forever.