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Chögyal Namkhai NorbuChögyal Namkhai Norbu

Chögyal Namkhai Norbu nasceu em 1938, na aldeia de Guehug situada próximo de Degué, no país de Kham (Tibet oriental). Aos dois anos de idade, Palyul Karma Yangsi y Zechen Rabjam o reconheceram como o tulku (reencarnación) de Adzam Drugpa, um grande mestre de Dzogchén no início deste século, discípulo por sua vez de Jamyang Khyentse Wangpo e Dza Paltrul, os mais importantes mestres do movimento não-sectário rimé, e também grandes praticantes do Dzogchén.

Com oito anos, o décimo sexto Karmapa e o Palpung Situ o reconheceram como a reencarnação da mente de Lodrug Shabdrung Rinpoché, que por sua vez era encarnação de Pema Karpo, um eminente erudito da ordem Drugpa Kagyu.

Desde de oito anos, iniciou uma intensa educação no Darma, recebendo ensinamentos de um grande número de mestres. Entre estes cabe assinalar seu tio materno, Khyentse Yangsi Rinpoche, e seu tio paterno Togden Orgyan Tendzin, recebendo de ambos numerosos ensinamentos e instruções de Dzogchen. Entre os outros mestres dos quais recibeu ensinamentos em sua infância cabe destacar Dzogchen Khen Rinpoché e especialmente Neguiab Rinpoché. Dos oito aos doze anos de idade foi aluno na universidade de Degué Böntö Lobdra, no mosteiro de Degué Gonchén, onde recibeu uma erudita instrução na tradição da ordem Sakya.

Entre os oito e os catorze anos, ma universidad de Degué Kuse Serjong Shedra, recebeu instruções sobre os textos mahaiana e vários ciclos tântricos, assim como sobre ciências seculares. No mesmo periodo reidiu temporariamente no mosteiro de Dzongsar, onde recebeu vários ciclos de ensinamentos do eminente lama Dzongsar Khyentse Chökyi Lodrö.

Pouco depois realizou um retiro com seu tío Orgyan Tendzin, no qual aprofundou na prática tântrica. Nessa mesma época o filho de Adzam Drugpa, Gyurmé Dorje, lhe ensinou alguns ciclos tântricos e de Dzogchén.

Aos catorze anos, depois de receber a iniciação de Vajrayoguini, por conselho de seus mestres foi encontrar uma mulher considerada emanação de Vajrayoguini. Se tratava de Ayu Khandró Dorje Peldrön, discípula dos grandes mestres Jamyang Khyentse Wangpo e Ñagla Pema Düdül. Quando Namkhay Norbu Rinpoche a conheceu, ela tinha cento treze anos, cincuenta e cinco dos quais havia passado em retiro na escuridão. Dela recebeu numerosos ensinamentos, entre os quais se contavam seus próprios tesouros da mente.

Em 1954 foi convidado a visitar a República Popular da China como representante da juventude tibetana. Desde 1954 foi instrutor de língua tibetana na Universidade do Suroeste para as Nacionalidades Menores em Chengdu, província de Sichuan. Alí conneceu o grande lama Gongkar Rinpoché, mestre de Karmapa. Dele recebeu numerosos ensinamentos da ordem Kagyu e sobre medicina tibetana. Nesse período, Rinpoché aprendeu a língua china y mongólica.

Aos dezessete anos, regressou a Degué ao haver conhecido em sonhos ao que seria seu mestre-raíz, Ñagla Changchub Dorje, proveniente da região de Ñagrong. Seus mestres haviam sido Adzam Drugpa y Ñagla Pema Düdül, assim como Shardza Rinpoché, o eminente lama bonpo que realizou o Corpo de Arco Íris. Changchub Dorje estava a cabeça de uma comunidad de praticantes, monjes y laicos, chamada Ñagla Gar, situada em um vale remoto. Além de ser um mestre espiritual, Changchub Dorje era um médico de renome. Dele Namkhai Norbu Rinpoché recebeu os principaies ensinamentos das tres series del Dzogchen: semdé, longdé y mangagdé, assim como a transmissão das mismas. Mas por acima de tudo, o mestre o introduziuo diretamente a vivencia do Dzogchen. Namkhai Norbu Rinpoché permaneceu en Ñagla Gar perto de um ano, durante o qual além de receber e praticar ensinamentos, ajudou em sua prática médica a Chanchub Dorje, servindo lhe também como secretario e escriba.

Depois, empreendeu uma peregrinação ao Tibet central, Nepal, Índia e Butão. Regressando a sua terra natal encontrou uma situação de violência que era presságio da guerra que se desataria entre Tibet e China. Decidiu então fugir para a Índia. Chegou a Sikkim em 1958, onde residiu até 1960, trabalhando como editor de livros tibetanos para a Agência de Desenvolvimento do Governo de Sikkim.

Em 1960, foi convidado pelo profesor Giuseppe Tucci para transferir-se para Itália, e residiu em Roma durante vários anos. Nessa época foi associado de investigação no Instituto pelo Meio do Extremo Oriente (IsMEO), e graças a uma bolsa da Fundação Rockefeller, contribuiu com dois apêndices ao livro de Giuseppe Tucci, Canções populares tibetanas de Gyantse e o Tibet ocidental e conduziu seminários no próprio IsMEO sobre yoga, medicina e astrologia.

Desde 1964 até sua aposentadoria recente, Namkhai Norbu Rinpoche trabalhou como professor no Instituto Universitário Oriental de Nápoles, ensinando língua tibetana e mongólica e historia cultural tibetana e filosofia budista. Durante anos realizou uma profunda investigação sobre os orígenes da cultura tibetana, examinando fontes literárias pouco conhecidas da tradição bonpo.

Durante os últimos vinte e cinco anos, conduziu retiros e seminários em muitos paises de todo o mundo, nos quais transmitiu ensinamentos sobre Dzogchen, tantrismo budista, yantra yoga e budismo em geral, todo isso desde um ponto de vista não sectário, assim como sobre aspectos da cultura, da medicina e da astrologia tibetana. Sob sua direção surgiu a Comunidade Dzogchen Internacional, associação de indivíduos que, sem necessidade de modificar seu modo de vida, compartem um interesse comum no estudo e na pratica dos ensinamentos que transmite o mestre.

biografía abreviada retirada do livro
"El cristal y la vía de la luz"

Livros
Dzogchen - O estado de auto-aperfeiçoamento

Textos
O espelho
A essência do dzogchen
O Buda não está mais distante que a plama de nossa mão.
Prática da noite
Práticas preliminares
A vida de Garab Dorje
O Estado Primordial
Os ensinamentos dzogchen e a cultura do Tibet
Visão de conjunto
O dzogchen
O dzogchen em relação com os vários níveis do caminho budista
O cuco do estado de presença
O estado de auto-perfeição