Ensinamentos Zen de Huang Po – Parte 2

Compilação e tradução: John Blofeld

Pag 27

O texto indica que Huang Po não estava de todo satisfeito com a escolha da palavra “Mente Única” para indicar a inexprimível realidade que se estende além do pensamento conceitual, pois, mais de uma vez explica que a Mente Única não é na realidade Mente; porém tinha que usar um termo ou outro, e o termo havia sido empregado freqüentemente por seus antecessores. Como Mente expressa intangibilidade, lhe pareceu sem dúvida uma boa escolha, especialmente porque o uso desse texto ajuda a clarear que a parte do homem usualmente considerada como entidade individual que habita o corpo não é de fato propriedade sua, mas é propriedade comum de todos e de tudo. (deve-se ter em conta que a palavra chinesa “hsin” não significa apenas “mente”, porém também “coração”; em resumo, denota o homem real, ou tido como tal). Se preferir substituir está idéia pela palavra “Absoluto”, o que Huang Po faz em certas ocasiões, se há de ter cuidado de não interpretar o texto com noções preconcebidas no que se refere à natureza do Absoluto. Se deve clarear especificamente também que é evidente que a idéia de “Mente Única” é mesmo assim suscetível de má interpretação, a menos que se abandone toda idéia preconcebida, como preconiza Huang Po.

[…]

Tradução Flávio Capllonch Cardoso

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