“Sim” à vida

de Elihu Genmyo Smith
Tradução para o português de
Tenzin Namdrol

"SIM" À VIDA – PARTE 1

Temos empenho em manter uma prática contínua, mas infelizmente, recorremos ininterruptamente às expressões, "eu", "mim", "meu"… Hábitos, conceitos e atitudes repousam neste hábito autocentrado. É pelo filtro das expressões "eu penso…." "minha opinião…." "meu…" que vemos, ouvimos e agimos. Este hábito autocentrado nos aprisiona, nos isola da corrente da vida e faz de nós quem somos.

Zazen, a prática verdadeira, está no "sim". Nosso empenho se mede no "sim"; dizendo "sim" abrindo espaços onde a vida possa se manifestar. O sonho autocentrado permeará nossa existência a menos que meditemos e pratiquemos com regularidade. A importância de meditar diariamente é imensurável e, se sempre que possível, meditem em grupo. Sem a meditação, os hábitos autocentrados põem a perder as palavras que lemos ou ouvimos, toda a apreensão e compreensão profundas. Concentramo-nos no que estamos fazendo, ouvimos com atenção os que se dirigem a nós, comendo, consertando o que enguiçou, limpando o que está sujo, sentindo dores, sofrendo de tédio ou não fazendo nada demais. Ser apenas isso, ser o "sim" com o corpo e observar quando não temos disposição para ser este "sim". Mesmo quando dizemos o "não", nosso "não" pode ser ou surgir a partir do "sim". Doar-nos a nós mesmos, a quem está diante de nós, ser este eu/não-eu, é do que consta a prática. Ao reverenciar, sejamos a reverência. Não um esboço de reverência que pode doer; mas a própria reverência que surge da dor. Contudo, se ao reverenciar pensar ou crer "estou reverenciando e a seguir colocar-me-ei de pé", estamos nos impedindo de ser a reverência.

"Estou arrumando os sapatos, mas tenho pressa. Preciso arruma-los antes de começar a meditação no zendo, que é o que importa". Neste caso, estamos nos impedindo de dizer o "sim" à vida, de estarmos com a vida no momento presente. Não existe qualquer outro momento—mas pensamos que sim. Ao mesmo tempo não estamos replicando um gesto rígido e estereotipado de como devemos nos mover e com que ligeireza. Mesmo com pressa, calçando os sapatos podemos dizer, "sim" estou sendo a pressa.

Dizem, "Quando estiver melhor poderei praticar zazen, mas agora tudo me dói, estou cansado". A prática verdadeira, a vida, é dizer "sim" ao cansaço. Na prática do zazen e pela vida afora, surgem diferentes estados da mente—da mente/corpo—não são duas coisas distintas. A prática, a oportunidade, é ser isso, surgindo. A prática é permitir o "sim" o esforço de ser o "sim" e desvendar todas as formas que encontramos para não dizer o "sim". Vamos construir muitas barreiras para não confrontar este momento; para evitar a vida presente na pessoa que fala comigo de uma forma particularmente desagradável; ou uma circunstância mal cheirosa, etc. etc… Encontramos muitas maneiras de justificar o que evitamos, evitando a vida. Pode nos acontecer ir ao toalete e constatar que a lixeira transborda de toalhas de papel usadas. Ao lavar e enxugar as mãos numa toalha de papel, a jogamos na lixeira cheia quando temos aqui uma oportunidade de limpar e compactar, de agir sobre o que precisa ser feito agora, aqui—o lixo; mas surge a atitude autocentrada: "não é minha responsabilidade" "não fui eu que fiz", etc.

O "sim" é a vida; tudo o que vem ao nosso encontro da manhã à noite, não é um estado de ser porque surgem muitos estados de ser. Podemos nos plantar na idéia de que algumas situações, ou mesmo estados mentais são práticas válidas, meditação válida, samadhi profundo, quietude perfeita, realidade. Estados mentais surgem na prática e não têm nada de errado, mas não é o que denominamos prática Zen, não é disso que trata o Caminho.

Existe um koan, "de pé no alto de um poste de 30 metros, como é que se vai em frente?" Estamos sempre de pé no alto de um poste de trinta metros, sempre para dar o próximo passo, arriscando e oferecendo a vida. A vida é um poste de 30 metros; a vida é ir em frente. Será que estamos vendo assim as oportunidades com que nos deparamos na prática e na vida?

Sabemos por instinto—já que as opções e hábitos mentais são pessoais—como dizemos "não" a nós mesmos, à vida, apegados aos hábitos autocentrados. Como dizemos "talvez", "um dia", "um pouco". Mesmo tratando-se de ocasiões tão singelas quanto à meditação ou o repouso. "Estou demasiado…. para meditar", "para ir ao zendo" todos hábitos e conceitos autocentrados. Então o que é preciso para observar este condicionamento de hesitação, de incerteza quando podemos dizer o "sim" aqui? Será a necessidade de outras condições estarem presentes antes que possamos dizer o "sim"? São as perenes atitudes autocentradas a que nos acostumamos. Aprendemos que existem pré-condicionamentos, que antes de podermos dizer "sim" "preciso ter certeza" "preciso me informar" "preciso sentir que é assim mesmo…".

A prática não exclui a adequação do "não" à escolha. Cuidado para não substituir com uma outra norma—"preciso dizer sim", o que não adianta, passa a ser uma nova regra, mais um conceito autocentrado. Ainda que as regras possam constar da prática, zazen e prática não querem dizer o cumprimento de uma nova regra, ou estaremos de novo de pé no alto do posto de 30 metros. Um "não" também cabe no nosso "sim". Lembrem-se, não fiquem presos às palavras. Não continuem vivendo hábitos mente/corpo, senão, como poderão ir em frente do alto de um poste de 30 metros?

Para muitos de nós, o "sim" que surge da atitude autocentrada parece ser o início da prática Zen; contudo, mesmo o primeiro passo já está além disso. Zazen, a nossa prática está além da atitude autocentrada; permite-nos ser quem somos ainda que surja da chamada atitude autocentrada. Permitam o "sim", sejam o empenho de dizer o "sim". Quando não existe a disposição de dizer o "sim" observem, reparem, experimentem o condicionamento do "sim" e o do "não" de sempre. Poder dizer o "não" a partir do "sim" é maravilhoso; dizer o "sim" a partir do "sim" é maravilhoso; dizer o "talvez" a partir "sim" é maravilhoso, aqui mesmo se encontra a maravilha da vida.


&quotSIM" À VIDA – PARTE 2

O choque, a dor, o sofrimento causados pela destruição e morte no World Trade Center e no Pentagno estão ainda bem presentes em nós. Eles compõem a prática na vida, pertencem a este momento mente-corpo. Perante a tragédia muitos participaram diretamente descartando qualquer atitude autocentrada, como os bombeiros socorrendo as vítimas que fugiam dos edifícios que ruíam. As circunstâncias sustentam, impõem até, que se despojem da atitude autocentrada. Infelizmente, contudo, no rastro dos acontecimentos, a atitude autocentrada volta a impor-se, muitas vezes com insuspeitável violência, a raiva, as reações e conceitos tornam-se mais irredutíveis. A dor e o sofrimento que nos permeia no rastro da matança do dia 11 de setembro nos abala e demonstra nitidamente o percepção sólida que temos de um eu, do "meu mundo." Como é que confrontamos e assimilamos a raiva, a violência e o ódio dos terroristas e de seus atos?

Tomando consciência de como sou incapaz de assimilar e estar presente neste momento, "eu" dou de frente com as circunstâncias e condições da mente-corpo de todo o universo. "Eu" posso reagir, até lutar com raiva e ódio, em vez de abraçar o momento, as circunstâncias, estes agregados. A oportunidade para praticar surge aqui mesmo. Podemos permitir que a reação da vida nos habite? Meditando ou lidando com o dia a dia, estamos à mercê de sofrimentos que rejeitamos; a mente-corpo, sensações, pensamentos estão e entram em sofrimento devido ao que parece que é. Perguntamos: "como é possível?" A prática consiste em ir ao encontro do que estamos contendo, no que cremos quando é difícil ser a vida como ela é—ser corpo-mente segurando, lutando contra as condições ou exigindo que elas se transformem segundo os meus desejos. Não de forma abstrata. Neste mesmo momento imediato e concreto!

Quando nos aferramos a preconceitos de toda espécie, certos e errados, não somos capazes de ver claramente, não somos capazes de permitir a livre manifestação. Achamos muito difícil, mas como? Cremos na atitude autocentrada de todo o nosso ser—sabemos como queremos que os outros ou nós ajam ou falem. Tornou-se evidente na forma como reagimos com violência aos ataques de 11 de setembro. Será que estamos dispostos a ser este momento e permitir a manifestação da nação, a realidade do mundo, manifestar a nossa reação? Muitos da esquerda política enfatizam a falência da política internacional americana, criticam as tendências globalizantes e imperalistas, aferrados a idéias pertinazes sobre o governo americano e a política internacional. Muitas da direita política enfatizam a necessidade de ações militares contundentes que incorporem seus preconceitos sobre a melhor forma de agir dos Estados Unidos. Será que como nação e indivíduos, podemos aceitar as palavras do Dalai Lama, que diz que a violência só aumenta o ciclo de violência. Mas como é que podemos lidar com o ódio e a raiva que são a causa fundamental da violência sem sentido? É difícil de responder, sobretudo quando se trata de uma nação que tem idéias fixas sobre a melhor forma de lidar com tais ataques.

Estando perfeitamente à vontade a todo momento, o que quer que nos confronte nos pertence. Praticando vemos a confusão, a nossa confusão, que nos impede de lidar livremente com o manifesto. Será que acreditamos que no universo as pequenas ou as grandes coisas nos prejudicam ou nos aprisionam? Este é o espaço da prática, este é o nosso zendo. O universo de dimensão infinita é exatamente as pessoas, as circunstancias, as condições para ser plenamente que encontramos.

O empenho na prática é ser plenamente este momento, tão incômodo ou ameaçador quanto possa ser e que personifica o surgir da vida. Ser este corpo-mente no surgir do eu, mim, meu, no surgir das noções preconcebidas, não ditas, não observadas. Tomar consciência da nossa reação é o trampolim de abertura para a vida, permitindo a vida agir em nós. Isto é zazen, uma e outra vez, meditando o momento que surge, incorporando a meditação na ação. Isto é zazen na ação, ser presente quando conversamos, em crise, em dar e receber. A prática contínua sustenta a vida no momento; não existe qualquer forma ou ação prescrita. Na China antiga, quando o Governador Lu se propôs "governar pela sabedoria". O mestre Ch’an Nanchuan disse "se este é o seu propósito fará sofrer o seu povo". Não nos apegarmos nem mesmo à sabedoria, zazen é permitir a compaixão e a sabedoria que são quem somos de surgir numa miríade de manifestações em nossas vidas.


by Elihu Genmyo Smith
Retirado do site www.prairiezen.org

All of us are engaged in ongoing practice! Unfortunately, most of the time our ongoing practice is self-centeredness, saying I, me and my. Habits, thoughts, beliefs and behaviors are the basis of this ongoing self-centered practice. Through “I think…”, “I feel…, “my idea.., “my…” we see, hear and act. It is this ongoing self-centeredness practice that keeps us trapped, keeps us from our life, being who we are.

Zazen, true practice, is in the word “yes.” Our practice effort is being “yes”, saying “yes” to this, allowing our life. Unless we practice regularly, sit regularly, self-centered dream continues to pervade our life. The value of daily zazen is immeasurable; when possible, sit zazen with others. Without it, all the words we read, hear, all our insights and understanding, are lost in the face of self-centered habits. Zazen and ongoing practice throughout the day are an antidote to habitual self-centeredness. Taking care of the immediate task – listening to the one speaking to us; eating this bread; fixing what is broken; cleaning up a dirty mess; or being in the midst of pain, suffering, dullness or nothing special. To be this, to bodily say “yes” and to notice all the ways that we are unwilling to say “yes.” Even when we say “no;” our “no” can be, is to be, in the midst of “yes.” To give ourself to our self, to the task at hand, being this no-self self. This is practice. When we bow, be bowing. Not bowing “a little bit” because it hurts too much; bowing as we are in the midst of the hurt. As we bow, thinking, believing, “well, I’m bowing down, but I’m ready to get up”; that much we are holding back being bowing.

“I’m putting my shoes away, but really I’m in a rush. I need to just get them in there, so I can go on to the important thing of sitting in the zendo.” That much we hold back from saying “yes” to our life, this moment being alive. We don’t have any other time – though we think we do. At the same time, it is not duplicating a stereotyped rigid behavior of how and how fast to move. Even hurrying as we put in shoes can be to say “yes” to being hurrying.

I have heard, “When I will feel good, then I can really sit. Right now I’m too achy to sit – I’m too tired.” True practice, life, is saying “yes” to being fully tired. Throughout our zazen, our life, all sorts of different states arise: States of mind, states of body – not two different things. And our practice – our opportunity – is to be this, this arising. Our practice is to allow yes, to make the effort to be “yes;” and to notice all sorts of ways we find not to say “yes.” We may find all sorts of ways to avoid this moment; to avoid this life, which is right here the person who talks in a way I find particularly unpleasant; the circumstance that smells so bad; on and on. There are all sorts of ways to justify what we want to avoid; avoiding our life. Going into the bathroom, finding the trash overflowing, we wash our hands, use a paper towel and just sort of drop it on top. That much we avoid; right here is the opportunity. Clean it up, push it down; what needs to get taken care of right here, the trash. Self-centeredness arises as “it is not my responsibility”, “I did not do it”, and so forth.

“Yes” is our life; this is all that we encounter from morning to night. It is not a particular state of being. All sorts of states of being arise. It is very easy to get trapped in thinking that some situations, even some mental states, are good practice, good sitting, deep samadhi, deep stillness, reality. These states arise in practice life and are fine, but they are not what Zen practice is, what the way is.

There is a nice koan – From the top of a hundred-foot pole, how do you step forward? We are always on top of a hundred-foot pole, always at that juncture of stepping forward, exposing and offering our whole life. Our life is this hundred-foot pole; our life is stepping forth. Do we see this? Do we live this – our practice opportunity, our life opportunity?

We all know for ourself – because we all have our unique ways, our unique habits of mind – how we say “no” to our self, to our life, in the midst ongoing self-centeredness. How we say “maybe” or “sometime” or “a little bit.” Even in something as simple and straightforward as our sitting, we can find ways to say “no” to being this body mind right here; all the more so when were working or walking or resting. “I am too…. to sit”, “to go to the Zendo”, all the self-centered habits and beliefs. So what does it take to notice this conditional, this hesitant, this not sure if it’s okay to say “yes” here, this wanting some more conditions to be met before I say “yes?” These are the ongoing self-centeredness we have learned. We have learned to believe that there are all sorts of conditions I need before I can say “yes”. “I need to be sure”; “I need to know”; “it needs to feel right . . .”

Practice doesn’t exclude appropriateness of “no”, of choosing. Be careful not to make a new ideal- “I should say yes.” It is not of much use by itself, because if it becomes a new rule, a new self-centered belief. Though rules may be part of the form of practice, Zazen and practice are not some blind obedience or a new rule, otherwise we are just stuck on the pole. Even “no” can be in our “yes”. Remember: Don’t get trapped by the words. Not just living in habits of body-mind, how do you step forth from the top of the hundred-foot pole?

For many of us, “yes” in the midst of self-centeredness seems to be how our Zen practice begins; yet even the first step of practice is truly beyond this. Zazen, our practice, is beyond self-centeredness; it allows us to be who we are, who we always are even in the midst of so-called self-centeredness. Allow “yes”, be the effort to say “yes;” when there is unwillingness to say “yes,” see – notice – experience – the conditionality of “yes” or the habitual “no”. To say “no” in the midst of “yes” is wonderful; to say “yes” in the midst of “yes” is wonderful; to say “maybe” in the midst of “yes” is wonderful. This, right here, is our wonderful life.


“Yes” to Life – Part 2

The shock, the ache, the pain, of the World Trade Center and Pentagon killing and destruction are right here. It is nothing but our life practice, being this body-mind moment. In the midst of the events many responded directly, self-centeredness forgotten, the firemen assisting others, those funning from the burning, collapsing buildings. Being present is supported, even forced, by circumstances, and habits of self-centeredness may drop away. Unfortunately, in the wake of the events, habits of self-centeredness reassert themselves, sometimes with seeming vengeance, so that anger seems stronger, reactions and beliefs all the more solid. The pain and suffering which washes over us in the wake of the September 11th terrorist killings shakes up and reveals most starkly our solid sense of self, of “my world.” How do we face and take in the anger, violence and hatred of the terrorists and their actions?

Experiencing the ways I am unable to embrace and respond as this moment of life, “I” bump into circumstances, the conditions of body-mind, of the whole universe. “I” may react, even fight with rage and anger, rather than embracing this moment, these circumstances, these aggregates. Our practice opportunity is right here. Can we allow the response of life to live us? In sitting, throughout activities, we ache in ways that we do not want; our body-mind, feelings and thoughts ache over the way it appears to be. We demand, “How could this be?” Practice is finding ways to notice what we are holding to, what we believe when it is hard to be life as it is – to be body-mind clinging, fighting conditions or demanding that conditions be my way. Not abstractly. This very immediate, concrete moment!

……

Holding to preconceived notions of all sorts, right and wrong, we are unable to see clearly, unable to allow free functioning. All of us find this difficult. How is it difficult? We believe self-centeredness with our whole being – hold views about how others or we should act, speak. This is evident in our national response to the September 11th violence. Are we willing to be this moment and allow our national functioning, the world reality, to manifest our response? Many on the political left stress the failure of American foreign policy, criticizing imperialist or globalist tendencies, holding to their strongly held beliefs about American government and foreign policy. Many on the political right stress the need for forceful military actions which likewise incorporates their strongly held beliefs about how the United States should function. Can we as a nation and individually take the Dalai Lama’s words to heart, that “violence will only increase the cycle of violence. But how do we deal with hatred and anger, which are the root causes of such senseless violence? This is a very difficult question, especially when it concerns a nation and we have certain fixed conceptions of how to deal with such attacks.”

…..

Being at home each moment of life, anything that confronts us is ours. In practice we get to see the confusion, our confusion, which keeps us from taking care of it freely. Do we believe that the universe, little things or big things, hinder us, binds us? This is the very field of our practice, our zendo. The universe of endless dimension is exactly the people, circumstances and conditions of being that we meet.

The practice effort is being this moment, uncomfortable and even forbidding as it seems, embodying life arising. Being this is body-mind in the midst of I, me, my, in the midst of preconceived notions, unstated and usually unnoticed. It is noticing reactions of anger, depression and the many specific, particular ways I close off this moment, protect me, my, I from this moment of life. In noticing, right here is the practice of being present. Noticing our habitual response is the springboard of opening to life, allowing life to respond us. This is our zazen over and over, sitting in the midst of this moment, embodying allowing sitting to sit sitting. This is zazen in action, being present in speaking with others, in functioning in crisis, in giving and receiving. Ongoing practice supports the life of this moment; there is no formula of what specific action is called for. In ancient China, when Governor Lu proposed to “govern the people through wisdom” Ch’an Master Nan-chuan said “If this is true, the people will suffer for it.” Not holding even to wisdom, Zazen is allowing compassion and wisdom that is who we are to manifest as the myriad forms of our life.



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