{"id":2374,"date":"2018-05-19T16:29:17","date_gmt":"2018-05-19T18:29:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?page_id=2374"},"modified":"2020-07-16T18:01:26","modified_gmt":"2020-07-16T20:01:26","slug":"lin-chi","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/lin-chi\/","title":{"rendered":"Lin-Chi (? &#8211; 867)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a name=\"inicio\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Lin-Chi.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"291\" class=\"alignleft size-full wp-image-2375\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#a\">Refer\u00eancias<\/a><br \/>\n<a href=\"#b\">Kapleau<\/a><br \/>\n<a href=\"#c\">Varenne<\/a><br \/>\n<a href=\"#d\">David Scott e Tony Doubleday<\/a><br \/>\n<a href=\"#e\">Disc\u00edpulos<\/a><br \/>\n<a href=\"#f\">Linhagem<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"a\">Refer\u00eancias<\/a><sup>1<\/sup><\/p>\n<p>Lin-chi (Rinzai) foi um mestre ch&#8217;an, que  iniciou a  linhagem Lin-chi (Rinzai), recebeu a transmiss\u00e3o do Dharma de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/huang-po\/\">Huang-po<\/a> e transmitiu o Dharma para <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hsing-hua-tsung-chiang\/\">Hsing-hua Ts&#8217;ung-chiang<\/a> que deu continuidade a umas das linhagens mais importantes do Zen Rinzai.<\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"a\">Refer\u00eancias<\/a><sup>2<\/sup><br \/>\nLinji Yixuan (Lin-chi Eu-hsuan, Rinzai Gigen), d.867. Linji, recebeu a Transmiss\u00e3o de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/huang-po\/\">Huang-Po<\/a> e foi o<br \/>\nmestre fundador da Linhagem Linji (Rinzai). Ele aparece em &#8220;Registros do Precip\u00edcio Azul&#8221; 20 e 32, &#8220;Registros do Sil\u00eancio&#8221; 13, 38, 80, 86, 95,.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><a name=\"b\"><b>Por Philip Kapleau<\/b><sup>3<\/sup><\/a><\/div>\n<p align=\"JUSTIFY\">Rinzai Gigen (Em chin\u00eas Lin-Chi l-hs&uuml;an;? \u2014 867): famoso mestre chin&ecirc;s do per&iacute;odo T\u2019ang; baseada em seus ensinamentos formou-se uma seita particular com o seu nome. A cole&ccedil;&atilde;o das Senten&ccedil;as de Rinzai (Rinzai-roku) &eacute; um texto largamente usado pelos mestres Rinzai no Jap&atilde;o. Rinzai &eacute; famoso por seus discursos vigorosos e en&eacute;rgicos m&eacute;todos pedag&oacute;gicos.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<div style=\"text-align:right\"><a name=\"c\"><b>Por Jean-Michel Varenne<sup>4<\/sup><\/b><\/a><\/div>\n<p><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Este &eacute; o mestre do Ch\u2019an, cujo nome, em japon&ecirc;s, &eacute; usado para designar uma das duas maiores seitas Zen. Lin-chi ficou famoso pela maneira rude e franca com que tratava os disc&iacute;pulos para despertar suas mentes. Era bem capaz de bater no inquiridor para cortar os padr&otilde;es de pensamento condicionado e permitir que a mente se abrisse para sua verdadeira natureza. Seus m&eacute;todos de ensino s&atilde;o mais bem ilustrados por suas pr&oacute;prias palavras:<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\n<p><dir><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Os seguidores do Caminho, o Dharma de Buda, n&atilde;o necessitam de instru&ccedil;&atilde;o especializada. Seja simplesmente voc&ecirc; mesmo, sem buscar mais nada, fazendo uma necessidade, usando mantos ou comendo&#8230; Se voc&ecirc; domina a situa&ccedil;&atilde;o na qual est&aacute;, onde quer que esteja tudo se torna verdadeiro, voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; mais manobrado pelas circunst&acirc;ncias.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Amigos, vou dizer-lhes uma coisa: n&atilde;o existe Buda, n&atilde;o existe caminho espiritual para seguir, nem treinamento, nem realiza&ccedil;&atilde;o. Voc&ecirc; est&aacute; febrilmente correndo atr&aacute;s de qu&ecirc;? Colocando uma cabe&ccedil;a em cima de sua pr&oacute;pria cabe&ccedil;a, seus cegos idiotas! A cabe&ccedil;a est&aacute; exatamente onde deveria estar. O problema \u20ac que voc&ecirc;s n&atilde;o acreditam em voc&ecirc;s mesmos, o suficiente. Por n&atilde;o acreditarem em si pr&oacute;prios, s&atilde;o jogados pra l&aacute; e pra c&aacute; pelas condi&ccedil;&otilde;es nas quais se meteram. Estando escravizados e distorcidos pelas situa&ccedil;&otilde;es objetivas, n&atilde;o t&ecirc;m liberdade de esp&eacute;cie alguma, n&atilde;o s&atilde;o senhores de si pr&oacute;prios. Parem de se voltar para fora e n&atilde;o se apeguem &agrave;s minhas palavras, tamb&eacute;m. Simplesmente deixem de se apegar ao passado e de ficar ansiando pelo futuro.<\/p>\n<p><\/dir><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p>\n<b><font face=\"Verdana\"><\/p>\n<p align=\"center\"><a name=\"d\">A casa de Lin-Tsi (morto em 867)<sup>5<\/sup><\/a><\/p>\n<p><\/font><\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b>Por David Scott e Tony Doubleday<\/b><\/div>\n<p>\n<font face=\"Verdana\" size=2><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Cerca de 150 anos ap&oacute;s Huei-Neng, Lin-Tsi traz novo alento ao &#8220;n&atilde;o-pensamento&#8221; do Tch\u2019an. Subverte, com uma <i>verve <\/i>fulminante, os dados formais da doutrina.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Esse iconoclasta obstinado sucedeu a Huang-Po e construiu seu ensinamento como uma m&aacute;quina de guerra dirigida contra a tenta&ccedil;&atilde;o de reduzir os fatos a uma formula&ccedil;&atilde;o metaf&iacute;sica enganosa.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Lin-Tsi valeu-se de uma mat&eacute;ria verbal tosca, da l&iacute;ngua popular n&atilde;o-afeita &agrave; sofistica b&uacute;dica. Atualmente, certos comentadores acad&ecirc;micos, um tanto afetados, extasiam-se diante desse mestre que rosna como um carroceiro!<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Conforme sublinhou Paul Demieville, a quem devemos uma tradu&ccedil;&atilde;o e coment&aacute;rios excepcionais, Lin-Tsi &eacute; o primeiro a dar ao chin&ecirc;s vernacular um <i>status <\/i>cultural ou &#8220;liter&aacute;rio&#8221;&#8230;<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O Tch\u2019an, solicitando a contribui&ccedil;&atilde;o da fala popular, introduz-se na vida cotidiana dos camponeses, artes&atilde;os, mercadores.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Lin-Tsi n&atilde;o apela para f&oacute;rmulas abstrusas, negligencia as refer&ecirc;ncias filos&oacute;ficas, rejeita o abuso do discurso acad&ecirc;mico. Seus serm&otilde;es, recolhidos pelos disc&iacute;pulos, trouxeram-lhe gl&oacute;ria nacional, &agrave; qual n&atilde;o deu aten&ccedil;&atilde;o, prosseguindo sua obra de demoli&ccedil;&atilde;o&#8230;<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Seu m&eacute;todo pedag&oacute;gico vai diretamente ao alvo e traduz de modo concreto a experi&ecirc;ncia do Tch\u2019an, menosprezando as abstra&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Lin-Tsi forjou <i>in loco <\/i>sua mai&ecirc;utica. Para &#8220;tirar os vermes do nariz&#8221; dos adeptos, inventou a frio instrumentos destinados a faz&ecirc;-los <i>parir: <\/i>gritos, arrotos, bastonadas, sopapos, etc. Essas manifesta&ccedil;&otilde;es espetaculares, cujo sentido em parte nos escapa, funcionam como f&oacute;rceps sobre a consci&ecirc;ncia dos ouvintes.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Os golpes desferidos por Lin-Tsi faziam explodir a apatia da comunidade mon&aacute;stica, sempre votada &agrave;s gem&ocirc;nias. Vemo-nos reduzidos a interpretar o desenvolvimento dessas sess&otilde;es pedag&oacute;gicas, que lembram estranhamente uma dramatiza&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Essa atitude espetacular, voluntariamente chocante, talvez obede&ccedil;a a um sistema convencional cuja estrutura nos escapa.<\/p>\n<p>As conversa&ccedil;&otilde;es de Lin-Tsi s&atilde;o orat&oacute;rias virulentas. N&atilde;o h&aacute; afeta&ccedil;&atilde;o nesse di&aacute;logo intenso que mina o disc&iacute;pulo e corr&oacute;i sua resist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>O interc&acirc;mbio entre mestre (anfitri&atilde;o) e disc&iacute;pulo (visitante) pode assumir contornos diversos, conforme os coment&aacute;rios magistrais de Paul Demieville.<\/p>\n<p><dir><\/p>\n<p><i><\/p>\n<p>1) O exame do anfitri&atilde;o pelo visitante<\/p>\n<p><\/i><\/dir><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O disc&iacute;pulo faz <i>khat <\/i>(eructa&ccedil;&atilde;o) e em seguida tenta envolver o mestre num tema discursivo cl&aacute;ssico, dentro da terminologia b&uacute;dica.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O mestre corre o risco de aferrar-se num debate ideol&oacute;gico, de marcar passo oferecendo explica&ccedil;&otilde;es dogm&aacute;ticas ou coment&aacute;rios ocultos.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Depois que o visitante eructa novamente, para demonstrar o absurdo da resposta, o mestre, caso insista, &eacute; ridicularizado; e o visitante se vai, batendo a porta.<\/p>\n<p><dir><\/p>\n<p><i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">2) O exame do visitante pelo anfitri&atilde;o<\/p>\n<p><\/i><\/dir><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O mestre tenta demover um disc&iacute;pulo que se agarra ao aparato l&oacute;gico e aos dogmas como um n&aacute;ufrago desesperado. Mas o visitante n&atilde;o quer saber de discuss&atilde;o e empaca como um asno teimoso, recusando-se a avan&ccedil;ar ou a recuar, confundido por sua pergunta ideol&oacute;gica. N&atilde;o h&aacute; outra solu&ccedil;&atilde;o: o mestre espanca o aluno e o p&otilde;e porta afora.<\/p>\n<p><i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">3) O exame de um anfitri&atilde;o por um anfitri&atilde;o<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Dois mestres encontram-se e p&otilde;em-se a dialogar. O primeiro submete ao segundo um ponto litigioso de metaf&iacute;sica. Mas este escusa-se ao ataque pernicioso e replica com uma sandice qualquer. O questionador, convencido da justeza do interlocutor, apressa-se a felicit&aacute;-lo; mas o outro, receoso de uma armadilha, recusa esses cumprimentos, no m&iacute;nimo, amb&iacute;guos.. &#8211;<\/p>\n<p><i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">4) O exame de um visitante por um visitante<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Dois alunos querem mostrar sapi&ecirc;ncia. Elogiam-se mutuamente, felicitam-se. Um e outro s&atilde;o perfeitos idiotas, inflados de vaidade e ignorantes da verdade essencial do Tch\u2019an.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Essa mai&ecirc;utica embusteira limitava a ambi&ccedil;&atilde;o de Lin-Tsi, que era chegar &agrave; verdade sabotando sistematicamente toda formula&ccedil;&atilde;o complexa referente &agrave; doutrina.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Conhecer o budismo, a rigor, n&atilde;o serve para nada se continuamos incapazes de manifestar por atos e palavras aut&ecirc;nticas o estado dessa compreens&atilde;o. Por isso a d&uacute;vida, a reflex&atilde;o e a cogita&ccedil;&atilde;o s&atilde;o punidas com bastonadas e pragas.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Lin-Tsi jamais evoca o &#8220;esp&iacute;rito&#8221;, o &#8220;mental c&oacute;smico&#8221;, o &#8220;n&atilde;o-pensamento&#8221; ou o Buda, que compara a &#8220;uma latrina&#8221;.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Seu m&eacute;todo apela para um corte cerebral, para um desnudamento psicol&oacute;gico destinado a revelar o &#8220;homem verdadeiro&#8221;, sem cuidados, despojado de fatuidades espirituais.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">No dizer de Lin-Tsi, o homem verdadeiro &eacute;, sem d&uacute;vida. a mais bela &#8220;conquista&#8221; do Tch\u2019an. N&atilde;o se trata de bancar o esperto entregando-se a macera&ccedil;&otilde;es espetaculares, recitando de cor as escrituras, mas de descobrir cada qual sua verdade pr&oacute;pria, aqui e agora.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O homem verdadeiro &eacute; isolado, exprime sua nudez essencial, ontol&oacute;gica, sem refer&ecirc;ncia a condi&ccedil;&otilde;es sociais e sem apoio num saber adquirido em textos doutrin&aacute;rios.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Uma hist&oacute;ria zen ilustra a busca obstinada do homem isolado.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Certo dia, mestre Keichu foi convidado para uma conversa com Kitagaki, governador de Quioto. que arvorava seus t&iacute;tulos no cart&atilde;o de visitas.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Keichu deu logo a entender que n&atilde;o perderia seu tempo com semelhante personagem. Kitagaki compreendeu imediatamente o sentido da recusa e rabiscou o titulo honor&iacute;fico, deixando apenas seu nome. Quando o mensageiro lhe trouxe de volta o cart&atilde;o rabiscado, o mestre exclamou: &#8220;Oh, que felicidade conhecer tal homem!&#8221;<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O Tch\u2019an de Lin-Tsi &eacute;, sem concess&atilde;o, mundano; que ningu&eacute;m se prevale&ccedil;a de seus tit&uacute;los, de suas fun&ccedil;&otilde;es sociais ou pol&iacute;ticas na presen&ccedil;a do homem verdadeiro, &#8220;sem qualifica&ccedil;&otilde;es&#8221;.<\/p>\n<p><i><\/p>\n<p>\u2018\u2018Agi da maneira mais comum poss&iacute;vel, nada de afeta&ccedil;&atilde;o!&#8221;<br \/>\n\u2018\u2018Sede vosso pr&oacute;prio mestre onde quer que estiverdes e de pronto sereis verdadeiros.&#8221;<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Lin-Tsi, como Huei-Neng e Chen-Huei, recriminava constantemente a postura sentada, n&atilde;o por serem si mesma perniciosa, mas por tornar-se com o tempo um obst&aacute;culo intranspon&iacute;vel, um h&aacute;bito limitador e nefasto.<\/p>\n<p><i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#8220;Existem uns cegos que, ap&oacute;s comer seu bocado de p&atilde;o, assentam-se para meditar, para se entregara pr&aacute;ticas contemplativas. Enchem-se de todas as impurezas do pensamento no af&atilde; de n&atilde;o pensar, buscam a quietude pelo dissabor do barulho. S&atilde;o pr&aacute;ticas her&eacute;ticas.&#8221;<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#8220;Vener&aacute;veis! Quando digo que n&atilde;o existe lei a ser procurada fora, os aprendizes deduzem que &eacute; preciso procur&aacute;-la dentro deles mesmos. Ent&atilde;o, sentam-se com as costas na parede, l&iacute;ngua colada ao c&eacute;u-da-boca, e permanecem mergulhados na medita&ccedil;&atilde;o.\u2019<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#8211; Lin-Tsi corta os liames que nos prendem aos reflexos, as proje&ccedil;&otilde;es, &agrave;s estrat&eacute;gias mentais. Demole os fundamentos do pensar, priva-o de qualquer apoio.<\/p>\n<p><i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&#8220;Quereis ver as coisas em conformidade com a lei? Ent&atilde;o evitai ser ludibriados pelos outros. Tudo o que encontrardes <\/p>\n<p><\/i>\u2014 <i>dentro ou fora de v&oacute;s mesmos\u2014, matai!&#8221;<br \/>\n<\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Nunca o Tch\u2019an levara t&atilde;o longe sua formula&ccedil;&atilde;o negativa. Lin-Tsi nada poupa: nem o Buda, nem a Lei (darma). nem a pr&aacute;tica.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Essa exig&ecirc;ncia &eacute;, de certo modo, pat&eacute;tica. Suas c&oacute;leras, suas viol&ecirc;ncias, suas provoca&ccedil;&otilde;es justificam talvez um azedume, uma irrita&ccedil;&atilde;o que transparece no relato que se segue \u2014 tido por Paul Demieville, seu tradutor, como um dos mais belos que proferiu. O mestre n&atilde;o pode deixar de experimentar um isolamento esmagador quando avalia a passividade, a apatia de seus disc&iacute;pulos, mergulhados num marasmo espiritual mais que evidente.<\/p>\n<p><i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\u2018\u2018Quanto &agrave; minha maneira de agir <\/p>\n<p><\/i>\u2014 <i>aquela que hoje adoto <\/i>\u2014. <i>ela &eacute;, na verdade, ao mesmo tempo criadora e destruidora. Deixo-me levar pelas transforma&ccedil;&otilde;es espirituais, dou-me com todas as coisas <\/i>\u2014 <i>mas a nada me prendo! As coisas n&atilde;o podem me desviar. Por menos que algu&eacute;m venha procurar, saio para v&ecirc;-lo. E ele n&atilde;o me reconhece.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Ponho ent&atilde;o todo tipo de vestimenta, que faz nascerem no aprendiz as interpreta&ccedil;&otilde;es; mas logo se deixa prender por minhas palavras e frases.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Desgra&ccedil;a! Os cegos se apossam de minhas vestes para me verem azul, amarelo, vermelho, branco!<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">E se tento lev&aacute;-los aos dom&iacute;nios puros, eis os aprendizes imediatamente ansiosos pela pureza; se lhes sonego essa vestimenta de pureza, ei-los perdidos e estuporados.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">P&otilde;em-se a correr como loucos gritando que estou nu! Digo ent&atilde;o: &#8220;Agora o reconheceis, o homem em mim que enverga roupas?&#8221; S&uacute;bito, voltam a cabe&ccedil;a. E me reconhecem.<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<ol type=\"1\">\n<li>Extra\u00eddo do site http:\/\/www.kaihan.com\/.<\/li>\n<li>Extra\u00eddo de &#8220;Ensinos do Mestre Zen Anzan Roshi&#8221;(texto compilado pelo Ven. Jinmyo Fleming ino e traduzido ao Portugu&ecirc;s por Claudio Miklos.<\/li>\n<li>Extra\u00eddo de &#8220;Os tr\u00eas pilares do Zen&#8221; de Philip Kapleau<\/li>\n<li>Extra\u00eddo de &#8220;O Zen&#8221; de Jean-Michel Varenne<\/li>\n<li>Extra\u00eddo de &#8220;Elementos do Zen&#8221; de David Scott e Tony Doubleday<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:center\"><a name=\"e\"><b>Disc\u00edpulos<\/b><\/a><\/div>\n<p>Entre os disc\u00edpulos de Lin-Chi est\u00e3o: <a href=\"default.asp?menu=154\" class=\"broken_link\">Joshu Hushin (Chao-Chou)<\/a>, <a href=\"default.asp?menu=231\" class=\"broken_link\">Nansen (Nan-Chuan)<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kuan-chih-chih-hsien\/\">Kuan-chih Chih-Hsien<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hsing-hua-tsung-chiang\/\">Hsing-hua Ts&#8217;ung-chiang<\/a>.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<p><a name=\"f\">Linhagem Rinzai de Koryu Osaka<\/a><\/p>\n<table width=\"100%\" border=\"0\">\n<tr>\n<td valign=\"top\">\n<ol type=\"1\"><b><u>\u00cdNDIA<\/u><\/b><\/p>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/mahakashyapa\/\">MAKAKASHO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ananda\/\">ANANDA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/shanavasa\/\">SHONAWASHU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/upagupta\/\">UBAGIKUTA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/dhritaka\/\">DAITAKA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/michaka\/\">MISHAKA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/vasumitra\/\">BASHUMITSU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buddhananda\/\">BUTSUDANANDAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buddhamitra\/\">FUDAMITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/parshvanatha\/\">BARISHIBA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/punyayashas\/\">FUNAYASHYA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ashvagosha\/\">ANABOTEI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kapimala\/\">KABIMORA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nagarjuna\/\">NAGYAHARAJUNA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/aryadeva\/\">KANADAIBA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/rahulata\/\">RAGORATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sanghanandi\/\">SOGYANANDAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/gayashata\/\">KAYSHATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kumarata\/\">KUMORATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/jayata\/\">SHAYATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/vasubandhu\/\">BASHUBANZU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/manorhita\/\">MANURA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/haklenayasha\/\">KAKUROKUNA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/aryasimha\/\">SHSISHIBODAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/basiasita\/\">BASHASHITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/punyamitra\/\">FUNYOMITA <\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/prajnatara\/\">HANNYATARA <\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<ol type=\"1\" start=\"28\"><b><u>CHINA<\/u><\/b><\/p>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/bodhidharma\/\">BODAIDARUMA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hui-ko\/\">TAISO EKA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/seng-tsan\/\">KANCHI SOSAN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tao-hsin\/\">DAII DOSHIN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hung-jen\/\">DAIMAN KONIN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hueineng\/\">DAIKAN ENO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nan-yueh-haui-jang\/\">NAN-YUEH HAUI-JANG<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ma-tsu-tao-i\/\">MA-TSU TAO-I<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/pai-chang-huai-huai\/\">PAI CHANG HUAI HUAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/huang-po\/\">HUANG-PO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/lin-chi\/\">LIN-CHI (RINZAI)<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Refer\u00eancias Kapleau Varenne David Scott e Tony Doubleday Disc\u00edpulos Linhagem Refer\u00eancias1 Lin-chi (Rinzai) foi um mestre ch&#8217;an, que iniciou a linhagem Lin-chi (Rinzai), recebeu a transmiss\u00e3o do Dharma de Huang-po e transmitiu o Dharma para Hsing-hua Ts&#8217;ung-chiang que deu continuidade &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/lin-chi\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt 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