{"id":2378,"date":"2018-05-19T16:35:18","date_gmt":"2018-05-19T18:35:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?page_id=2378"},"modified":"2018-06-07T17:59:19","modified_gmt":"2018-06-07T19:59:19","slug":"ma-tsu-tao-i","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ma-tsu-tao-i\/","title":{"rendered":"Ma-tsu Tao-i"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=2379\" rel=\"attachment wp-att-2379\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Ma-tsu-Tao-i-201x300.png\" alt=\"\" width=\"201\" height=\"300\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2379\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Ma-tsu-Tao-i-201x300.png 201w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Ma-tsu-Tao-i.png 235w\" sizes=\"auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px\" \/><\/a><br \/>\n<b>Ma-tsu Tao-i (709-788)<\/b><br \/>\n<em>Jiangxi Mazu Daoyi (Chiang-hsi Ma-tsu Tao-i, Baso Doitsu) 709-788.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#a\">Notas Biogr\u00e1ficas<\/a><br \/>\n<a href=\"#e\">Refer\u00eancias<\/a><br \/>\n<a href=\"#b\">Por Varenne<\/a><br \/>\n<a href=\"#c\">Por D.T.Suzuki<\/a><br \/>\n<a href=\"#d\">Disc\u00edpulos<\/a><br \/>\n<a href=\"#f\">Linhagem<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"a\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/a><sup>1<\/sup><br \/>\nMa-tsu Tao-i (Baso Doitsu) foi um mestre ch&#8217;an que recebeu a transmiss\u00e3o do Dharma de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nan-yueh-haui-jang\/\">Nan-yueh Haui-jang<\/a>.<br \/>\nTransmitiu o Dharma para <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/pai-chang-huai-huai\/\">Pai-Chang Huai-hai<\/a>, seu mais famoso dharma herdeiro (hassu).<\/p>\n<p>Ma-tsu \u00e9 um dos mestres Zen mais famosos de todos os tempos. Ele e seus disc\u00edpulos s\u00e3o o assunto de mais koans que qualquer outro mestre na hist\u00f3ria do Zen. A hist\u00f3ria mais famosa sobre ele diz que ele estava sentando em Zazen no Monte Heng e seu Mestre Nan-yueh Haui-jang lhe pergunta o que que ele espera obter sentando. Ma-tsu disse que estava tentando obter o estado de Buda. Hau-jang levanta um peda\u00e7o de azulejo e come\u00e7a esfreg\u00e1-lo com uma pedra. Quando Ma-tsu pergunta por que ele estava fazendo aquilo, Hau-jang responde: &#8220;Estou polindo o azulejo para obter um espelho.&#8221; Ma-tsu questionou que o azulejo n\u00e3o poderia transformar-se em um espelho, &#8220;Como pode alguem se tornar um Buda por sentar-se em medita\u00e7\u00e3o?&#8221; Esta hist\u00f3ria \u00e9 freq\u00fcentemente malentendida como significando que sentar-se em medita\u00e7\u00e3o \u00e9 in\u00fatil. <\/p>\n<p>Ma Tsu continuou a iluminar <a href=\"#c\">muitos outros<\/a>, e seus estudantes est\u00e3o no meio do mais renomado em budismo de Zen. <\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"e\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/a><sup>2<\/sup><br \/>\nJiangxi Mazu Daoyi (Chiang-hsi Ma-tsu Tao-i, Baso Doitsu) 709-788.<br \/>\nFoi o &uacute;nico Herdeiro de Dharma de <a href=\"default.asp?menu=238\" class=\"broken_link\">Nanyue Huairang<\/a>. Entre os seus 139 Herdeiros de Dharma estava <a href=\"default.asp?menu=156\" class=\"broken_link\">Baizhang Huaihai<\/a>. Era um dos mais proeminentes dos mestres Tang Chan e teve grande participa&ccedil;&atilde;o no delineamento dos estilos pedag&oacute;gicos pelo seu uso do grito, bast&atilde;o, e olhar. Seus ditos e a&ccedil;&otilde;es est&atilde;o catalogados no Jiangxi Daoyi yu-lu de Chan-shi (Kiangsi Tao &#8211; yu-lu de ch&#8217;an-shih, Declara&ccedil;&otilde;es Registradas do mestre Ch&#8217;an Daoyi de Jiangxi). Ele aparece em &#8220;Registros do Precip&iacute;cio Azul&#8221; 3, 53, 73, &#8220;Registros do Sil&ecirc;ncio&#8221; 6, 36, 90 e &#8220;Gateless Gate&#8221; 30, 33. Ele aparece nas Declara&ccedil;&otilde;es e A&ccedil;&otilde;es de Dongshan (Dongshan yulu) 2.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><a name=\"b\"><b>Por Jean-Michel Varenne<\/b><\/a><sup>3<\/sup><\/p>\n<p>Matsu(Chiang-hsi Ma-tsu Tao-i, Jiangxi Mazu Daoyi, Baso Doitsu). Foi o \u00fanico Herdeiro de Dharma de Nanyue Huairang. Entre os seus 139 Herdeiros de Dharma estava Baizhang Huaihai. Era um dos mais proeminentes dos mestres Tang Chan e teve grande participa\u00e7\u00e3o no delineamento dos estilos pedag\u00f3gicos pelo seu uso do grito, bast\u00e3o, e olhar.<\/p>\n<p>Os mestres Tch\u2019an instru&iacute;ram um verdadeiro processo da comunica&ccedil;&atilde;o, desenvolvendo uma pedagogia do instante, muitas vezes, brutal, mas destinada a acuar o ouvinte e a faz&ecirc;-lo renunciar &agrave;s &uacute;ltimas restri&ccedil;&otilde;es mentais.<br \/>\nO aluno deve tentar responder espontaneamente a provoca&ccedil;&atilde;o, sem jamais levar em conta a rela&ccedil;&atilde;o dualista &#8220;mestre-disc&iacute;pulo&#8221;. Esse interc&acirc;mbio ultrapassa o quadro de um di&aacute;logo idealista. Havendo o confronto, os ferrolhos da raz&atilde;o devem saltar e liberar, de um golpe, a espontaneidade em estado puro. A compreens&atilde;o s&uacute;bita da sua pr&oacute;pria natureza faz com que se rompam as peias das conven&ccedil;&otilde;es.<br \/>\nUm disc&iacute;pulo, achegando-se a Matsu, interrogou-o sobre a verdade do Zen, segundo a f&oacute;rmula consagrada:<br \/>\n\u2014 Que pretendia Bodhidharma quando veio do Oeste?<br \/>\n\u2014 Fala mais baixo e aproxima-te!<br \/>\nO disc&iacute;pulo avan&ccedil;ou docilmente, e Matsu, assoprando-lhe vigorosamente no rosto, deixou-o estonteado.<br \/>\nOutro aluno chegou &agrave; compreens&atilde;o da verdade quando Matsu lhe chutou o traseiro ao prosternar-se, humildemente, aos p&eacute;s do mestre. &#8220;Depois do golpe, nunca mais deixei de rir&#8221;, confessava mais tarde.<br \/>\nEssas anedotas, estranhas aos profanos, indicam que o mestre se recusa a responder &agrave; pergunta sentenciosa que espera uma explica&ccedil;&atilde;o &#8220;ideol&oacute;gica&#8221; conforme &agrave; raz&atilde;o. Pelo contr&aacute;rio, assoprando ou golpeando, interrompe um di&aacute;logo falso estribado em conven&ccedil;&otilde;es religiosas anacr&ocirc;nicas.<br \/>\nVivemos fascinados pelo jogo das perguntas formais, doutrinais. O mestre Tcli\u2019an p&otilde;e as coisas no lugar apontando a finalidade &uacute;ltima da experi&ecirc;ncia ontol&oacute;gica: despertar enquanto natureza incriada.<br \/>\nO instrutor insiste no valor do instante, escancara o olhar do aluno para as coisas tais quais s&atilde;o: pr&oacute;ximas, vivas e no entanto, insubstanciais&#8230;<br \/>\nUm disc&iacute;pulo, sem d&uacute;vida angustiado, interpelou Matsu sobre a Grande Extin&ccedil;&atilde;o (o Nirvana, estado de consci&ecirc;ncia pr&oacute;prio aos iluminados).<br \/>\n\u2014 V&aacute; em frente \u2014 ordenou Matsu.<br \/>\n\u2014 Como? Que devo fazer? \u2014 replicou o aluno.<br \/>\n\u2014 Olhar a &aacute;gua.<br \/>\nN&atilde;o devemos atribuir um peso simb&oacute;lico a semelhantes respostas. Olhar a &aacute;gua n&atilde;o implica nada de misterioso. Matsu quer apenas dizer que, em lugar de propor quest&otilde;es aberrantes, de torturar a consci&ecirc;ncia, mais vale contemplar o pr&oacute;prio esp&iacute;rito incriado, vazio e flutuante como a correnteza.<br \/>\nAlgumas vezes os disc&iacute;pulos, de sobreaviso, recusam-se a ceder &agrave; provoca&ccedil;&atilde;o do mestre e apegam-se firmemente &agrave; sua percep&ccedil;&atilde;o intuitiva. Em casos assim, o mestre constata a &#8220;aquisi&ccedil;&atilde;o&#8221; espiritual do aluno.<br \/>\nNanquam distribu&iacute;a arroz cozido &agrave; congrega&ccedil;&atilde;o de monges. Matsu aproximou-se e perguntou:<br \/>\n\u2014 Que tens a&iacute; dentro do jarro?<br \/>\nNanquam replicou duramente:<br \/>\n\u2014 Por que n&atilde;o cala a boca, velho avarento? Que palavras s&atilde;o essas?!<br \/>\nMatsu virou as costas e foi embora.<br \/>\nPodemos considerar que o mestre, para aquilatar o n&iacute;vel de compreens&atilde;o do aluno, tentou apanh&aacute;-lo numa esparrela. O interior do jarro bem poderia ser interpretado como a vacuidade do esp&iacute;rito. Mas Nanquam, j&aacute; escolado nas armadilhas do Zen, n&atilde;o se deixou pilhar e deu o troco. O jarro era apenas um jarro com arroz cozido, nada mais. Matsu. aparentemente satisfeito, encerrou a quest&atilde;o.<br \/>\nO Tch\u2019an volta-se para o concreto, para a experi&ecirc;ncia imediata.<br \/>\nSe Nanquam, para ostentar sua ci&ecirc;ncia, tivesse dado uma resposta metaf&iacute;sica de circunst&acirc;ncia, por exemplo: &#8220;o vaso est&aacute; vazio&#8221;, ou &#8220;o arroz est&aacute; cozido&#8221;, o mestre certamente teria corrigido sua pretens&atilde;o injustificada.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<div style=\"text-align:right\"><a name=\"c\"><b>Por D.T.Suzuki<\/b><sup>4<\/sup><\/a><\/div>\n<p>Tao-i, popularmente conhecido como Ma-tsu, antes de encontrar Huai-jang em Nan-yueh, tamb&eacute;m era quietista e queria observar o puro Vazio da natureza-pr&oacute;pria. Quando jovem, estudara o Zen com disc&iacute;pulos de Hung-jen e, mesmo depois de chegar a Nan-yueh, continuou a sua velha pr&aacute;tica de &#8220;sentar-se em medita&ccedil;&atilde;o&#8221; <i>(tso -ch\u2018an). <\/i>Da&iacute; o di&aacute;logo entre ele e Huai-jang, um dos maiores disc&iacute;pulos de Hui-neng, que passamos a narrar:<\/p>\n<p>Observando a maneira ass&iacute;dua com que Ma-tsu praticava o &#8220;sentar-se em medita&ccedil;&atilde;o&#8221; todos os dias, Huai-jang disse-lhe:<\/p>\n<p>\u2014 Amigo, qual a tua inten&ccedil;&atilde;o ao praticar o <i>tso -ch\u2018an?<\/i><br \/>\n\u2014 Desejo atingir o estado de Buda \u2014respondeu Ma-tsu.<br \/>\nEnt&atilde;o Huai-jang pegou um tijolo e come&ccedil;ou a esfreg&aacute;-lo.<br \/>\nMa-tsu perguntou: O que fazes?<br \/>\n\u2014 Quero transformar isso num espelho.<br \/>\nN&atilde;o h&aacute; polimento capaz de transformar um tijolo num espelho, disse Matsu.<br \/>\nE imediatamente Huai respondeu: \u2014 N&atilde;o h&aacute; pr&aacute;tica suficiente de <i>tso -ch\u2018an <\/i>que o fa&ccedil;a atingir o estado de Buda.<br \/>\nQue &eacute; preciso fazer, ent&atilde;o? perguntou Ma-tsu.<br \/>\n\u2014 &Eacute; como dirigir uma carro&ccedil;a \u2014 disse Huai-jang:<br \/>\n\u2014 Quando ela p&aacute;ra, o que deve fazer o carroceiro? Bater na carro&ccedil;a ou bater no boi?<br \/>\nMa-tsu ficou em sil&ecirc;ncio.<br \/>\nEm outra ocasi&atilde;o, Huai-jang disse: \u2014 Pretendes ser mestre de <i>tso -ch\u2018an. <\/i>ou alcan&ccedil;ar o estado de Buda? Se desejas estudai o Zen, quero que saibas que o Zen n&atilde;o &eacute; sentar-se de pemas cruzadas em medita&ccedil;&atilde;o, nem deitar-se. Se pretendes atingir o estado de Buda sentando-te de pernas cruzadas em medita&ccedil;&atilde;o, &eacute; bom que saibas que o Buda n&atilde;o tem forma especifica. O Dharma n&atilde;o tem morada fixa. Se tentas atingir o estado de Buda sentando-te de pernas cruzadas, &eacute; bom que saibas que isso &eacute; como assassinar o Buda. Enquanto te prenderes a essa postura, nunca alcan&ccedil;ar&aacute;s a Mente.<br \/>\nAssim instru&iacute;do, Ma-tsu sentiu como se tivesse tomado uma deliciosa bebida. Fazendo rever&ecirc;ncias, perguntou:<br \/>\n\u2014 Como devo preparar-me afim de estar em harmonia com o samadhi do sem-forma?<br \/>\nO Mestre respondeu: \u2014 Disciplinar-se no estudo da Mente &eacute; como semear sementes no ch&atilde;o. Meu ensinamento sobre o Dharma &eacute; como a chuva que cai l&aacute; do alto. Quando as condi&ccedil;&otilde;es estiverem maduras, voc&ecirc; ver&aacute; o Tao.<br \/>\nMa-tsu perguntou de novo: \u2014 O Tao n&atilde;o tem forma; como pode ser visto?<br \/>\nO mestre respondeu: O olho \u2014 dharma da Mente \u2014 &eacute; capaz de penetrar o Tao. Assim acontece com o samadhi do sem-forma.<br \/>\nMa-tsu: \u2014 Ele est&aacute; sujeito ao completamento e &agrave; destrui&ccedil;&atilde;o?<br \/>\nMestre: \u2014 Se lhe aplicarmos no&ccedil;&otilde;es tais como completamento e destrui&ccedil;&atilde;o, acumula&ccedil;&atilde;o e dispers&atilde;o, nunca chegaremos a penetr&aacute;-lo.<br \/>\nPode-se dizer que, de certo modo, o Zen chin&ecirc;s come&ccedil;ou realmente com Ma-tsu e seu contempor&acirc;neo Shih-tou, ambos descendentes diretos de Hui-neng; mas antes que Ma-tsu estivesse firmemente estabelecido no Zen, ele recebeu a influ&ecirc;ncia da medita&ccedil;&atilde;o do tipo &#8220;limpar a poeira&#8221; e &#8220;contemplar a pureza&#8221;, aplicando-se com afinco &agrave; pr&aacute;tica do <i>tso-ch\u2019an, <\/i>sentando-se, de pernas cruzadas, em medita&ccedil;&atilde;o. Desconhecia o tipo vis&atilde;o-de-si-mesmo, e ignorava a id&eacute;ia de que a natureza-pr&oacute;pria, que &eacute; Ser-em-si, era a vis&atilde;o-de-si-mesmo e tamb&eacute;m ignorava que n&atilde;o havia ser al&eacute;m do Ver que &eacute; Agir e que esses tr&ecirc;s termos \u2014 Ser, Ver e Agir \u2014 s&atilde;o sin&ocirc;nimos e permut&aacute;veis. A pr&aacute;tica da medita&ccedil;&atilde;o <i>(dhyana) <\/i>precisava, portanto, ser completada pelo olho do Prajna ambos deviam ser considerados uma s&oacute; coisa \u2014 e n&atilde;o dois conceitos separados.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Um monge perguntou a Ma-tsu: \u2014 O que era a mente de Bodhidharma quando ele veio do Oeste para c&aacute;?<br \/>\nE Ma-tsu perguntou ao monge: \u2014 O que &eacute; a tua mente neste instante?<br \/>\nP\u2019ang, not&aacute;vel disc&iacute;pulo leigo de Ma-tsu, perguntou-lhe: \u2014 Como se explica que a &aacute;gua, sem ossos e sem m&uacute;sculos, sustente um barco de 10.000 toneladas?<br \/>\nMa-tsu respondeu-lhe: \u2014 N&atilde;o temos &aacute;gua nem barco aqui; e de que ossos e m&uacute;sculos est&aacute;s falando?<br \/>\nPai-chang perguntou: \u2014 Qual &eacute; o fim &uacute;ltimo do Budismo?<br \/>\nE Ma-tsu respondeu: &Eacute; justamente onde voc&ecirc; entrega a sua vida,<br \/>\nQuando Ma-tsu perguntou a Pai-chang que meio empregaria para demonstrar o pensamento zen, Pai-chang levantou seu <i>hossu <\/i>. Ma- tsu insistiu: \u2014 S&oacute; isso? Nada mais?<br \/>\nEnt&atilde;o Pai-chang jogou o <i>hossu<\/i>ao ch&atilde;o.<br \/>\nUm monge perguntou a Ma-tsu qual a inten&ccedil;&atilde;o de Bodhidharma ao vir do oeste para a China.<br \/>\nO mestre, batendo no monge, disse-lhe: \u2014 Se eu n&atilde;o te bater, todos os mestres v&atilde;o ca&ccedil;oar de mim.<\/p>\n<hr \/>\n<p>A frase mais famosa de Ma-tsu, &quot;esta mente &eacute; o pr&oacute;prio Buda&quot;, constituiu, na verdade, um dos pensamentos mais caros a todos os mestres zen que o precederam. Mas a ela Ma-tsu acrescentou: &quot;O pensamento (ou mente) cotidiano &eacute; o Tao&quot;. Em chin&ecirc;s, o mesmo ideograma <i>hsing <\/i>designa &quot;pensamento&quot; e &quot;mente&quot;; e pensamento ou mente, neste caso, significa o estado de consci&ecirc;ncia que temos nas circunst&acirc;ncias comuns da nossa vida cotidiana, quando vivemos como o sol, que brilha tanto sobre os justos como sobre os injustos, ou como os l&iacute;rios do campo que desabrocham em todo o seu esplendor, mesmo n&atilde;o tendo quem os admire. A &quot;mente&quot;, na express&atilde;o &quot;mente&quot; (ou pensamento) cotidiana, nada tem a ver, portanto, com a nossa concep&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica da mente ou da alma; &eacute;, antes, um estado mental no qual esta n&atilde;o tem consci&ecirc;ncia espec&iacute;fica de suas opera&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias, lembrando o que os fil&oacute;sofos chamam de &quot;percep&ccedil;&atilde;o transcendental&quot;. Isso pode corresponder ao que chamei de Inconsciente <i>(wu-hsin <\/i>ou <i>wu-nien) <\/i>nas se&ccedil;&otilde;es anteriores.<br \/>\nQuando Ma-tsu e outros mestres zen afirmam que &quot;esta mente &eacute; o pr&oacute;prio Buda&quot;, eles n&atilde;o querem dizer que existe uma esp&eacute;cie de alma escondida nas profundezas da consci&ecirc;ncia, mas que um estado de inconsci&ecirc;ncia, psicologicamente falando, que acompanha todo ato consciente ou inconsciente da mente, &eacute; que constitui o estado de Buda.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<ol type=\"1\">\n<li>Extra\u00eddo do site http:\/\/www.kaihan.com\/.<\/li>\n<li>Extra\u00eddo de &#8220;Ensinos do Mestre Zen Anzan Roshi&#8221;(texto compilado pelo Ven. Jinmyo Fleming ino e traduzido ao Portugu&ecirc;s por Claudio Miklos.<\/li>\n<li>Extra\u00eddo de &#8220;O Zen&#8221; de Jean-Michel Varenne<\/li>\n<li>Extra\u00eddo de &#8220;A Doutrina da N\u00e3o-Mente&#8221; de D.T.Suzuki<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:center\"><a name=\"d\"><b>Disc\u00edpulos<\/b><\/a><\/div>\n<p>Entre os disc\u00edpulos de Matsu est\u00e3o: <\/p>\n<ol type=\"1\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/pai-chang-huai-huai\/\">Huai-huai<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"default.asp?menu=177\" class=\"broken_link\">Chung-I Hung-en<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"default.asp?menu=178\" class=\"broken_link\">Chien-nin<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"default.asp?menu=239\" class=\"broken_link\">P`an-chan Pao-chi<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"default.asp?menu=240\" class=\"broken_link\">P&#8217;ang-yun<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"default.asp?menu=233\" class=\"broken_link\">T\u2019ien-jan<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/yaoshan-weiyan\/\">Yao-shan<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"default.asp?menu=231\" class=\"broken_link\">Nan-ch&#8217;uan<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"default.asp?menu=242\" class=\"broken_link\">Ta-mei Fa-ch&#8217;ang<\/a>.\n<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><font face=\"Comic Sans MS\" size=\"3\" color=\"#800000\"><a name=\"e\">Linhagem Rinzai de Koryu Osaka<\/a><\/p>\n<table width=\"100%\" border=\"0\">\n<tr>\n<td valign=\"top\">\n<ol type=\"1\"><b><u>\u00cdNDIA<\/u><\/b><\/p>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/mahakashyapa\/\">MAKAKASHO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ananda\/\">ANANDA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/shanavasa\/\">SHONAWASHU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/upagupta\/\">UBAGIKUTA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/dhritaka\/\">DAITAKA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/michaka\/\">MISHAKA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/vasumitra\/\">BASHUMITSU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buddhananda\/\">BUTSUDANANDAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buddhamitra\/\">FUDAMITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/parshvanatha\/\">BARISHIBA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/punyayashas\/\">FUNAYASHYA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ashvagosha\/\">ANABOTEI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kapimala\/\">KABIMORA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nagarjuna\/\">NAGYAHARAJUNA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/aryadeva\/\">KANADAIBA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/rahulata\/\">RAGORATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sanghanandi\/\">SOGYANANDAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/gayashata\/\">KAYSHATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kumarata\/\">KUMORATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/jayata\/\">SHAYATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/vasubandhu\/\">BASHUBANZU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/manorhita\/\">MANURA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/haklenayasha\/\">KAKUROKUNA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/aryasimha\/\">SHSISHIBODAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/basiasita\/\">BASHASHITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/punyamitra\/\">FUNYOMITA <\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/prajnatara\/\">HANNYATARA <\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<ol type=\"1\" start=\"28\"><b><u>CHINA<\/u><\/b><\/p>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/bodhidharma\/\">BODAIDARUMA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hui-ko\/\">TAISO EKA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/seng-tsan\/\">KANCHI SOSAN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tao-hsin\/\">DAII DOSHIN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hung-jen\/\">DAIMAN KONIN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hueineng\/\">DAIKAN ENO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nan-yueh-haui-jang\/\">NAN-YUEH HAUI-JANG<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ma-tsu-tao-i\/\">MA-TSU TAO-I<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ma-tsu Tao-i (709-788) Jiangxi Mazu Daoyi (Chiang-hsi Ma-tsu Tao-i, Baso Doitsu) 709-788. Notas Biogr\u00e1ficas Refer\u00eancias Por Varenne Por D.T.Suzuki Disc\u00edpulos Linhagem Refer\u00eancias1 Ma-tsu Tao-i (Baso Doitsu) foi um mestre ch&#8217;an que recebeu a transmiss\u00e3o do Dharma de Nan-yueh Haui-jang. Transmitiu &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ma-tsu-tao-i\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2379,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2378","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2378","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2378"}],"version-history":[{"count":4,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2378\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4811,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2378\/revisions\/4811"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2379"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2378"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}