{"id":2955,"date":"2018-05-22T11:58:21","date_gmt":"2018-05-22T13:58:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?page_id=2955"},"modified":"2020-07-11T18:10:06","modified_gmt":"2020-07-11T20:10:06","slug":"charlotte-joko-beck","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/","title":{"rendered":"Charlotte Joko Beck"},"content":{"rendered":"<p><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><\/p>\n<div style=\"text-align:justify\">\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/charlotte-joko-beck-2\/\" rel=\"attachment wp-att-2958\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Charlotte-Joko-Beck-300x215.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"215\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2958\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/quanto-tempo-praticar\/attachment\/52\/\" rel=\"attachment wp-att-1677\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/52.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"188\" class=\"alignright size-full wp-image-1677\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<p><b>Charlotte Joko Beck (1916-2011)<\/b><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#a\">Refer\u00eancias<\/a><br \/>\n<a href=\"#b\">Por Steve Smith<\/a><br \/>\n<a href=\"#c\">Por Leonore Friedmann<\/a><br \/>\n<a href=\"#d\">Livros<\/a><br \/>\n<a href=\"#e\">Textos<\/a><br \/>\n<a href=\"#f\">Linhagem<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"a\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/a><sup>1<\/sup><br \/>\nCharlotte Joko Beck, professora de Zen, &eacute; respons&aacute;vel pelo Centro Zen de San Diego (&quot;San Diego Zen Center&quot;). Na decada de 60 treinou com os Roshis <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hakuun-ryoko\/\">Hakuun Yasutani<\/a> e Soen Nakagawa. Em 1983 transformou-se na terceira Herdeira do Dharma de Roshi <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/taizan-maezumi\/\">Hakuyu Maezumi<\/a> do Centro Zen de Los Angeles (&quot;<a href=\"http:\/\/www.zencenter.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\"><font face=\"Verdana\" size=2>Zen Center of Los Angeles<\/font><\/a>&quot;).  <\/p>\n<p>Charlotte Joko Beck transmitiu o Dharma para os seguintes disc\u00edpulos: Larry Christensen; Anna Christenson; Elizabeth  Hamilton; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/barry-magid\/\">Barry Magid<\/a>; <a href=\"default.asp?menu=224\" class=\"broken_link\">Elihu Genmyo Smith<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/diane-eshin-rizzetto\/\">Diane Eshin Rizzetto<\/a> .<\/p>\n<p>&Eacute; autora de dois livros:<br \/>\n<i>Everyday Zen: Love and Work <\/i>(<i>Sempre Zen: Como Introduzir a Pr&aacute;tica do Zen em Seu Dia a Dia<\/i>), 1989.<br \/>\nNothing Special: Living Zen (<i>Nada Especial: Vivendo Zen<\/i>),1994.<\/p>\n<p>Um cap&iacute;tulo que discute seu trabalho pode ser encontrado no livro de L. Friedman, &quot;<i>Meetings with Remarkable Women: Buddhist Teachers in America&quot; <\/i>(<i>Reuni&otilde;es com mulheres not&aacute;veis: Professores budistas na Am&eacute;rica<\/i>), 1987. Boston &amp; Londres: Shambhala.<\/p>\n<p>Charlotte Joko Beck e seus Sucessores do Dharma iniciaram em 1995 a <a href=\"default.asp?menu=223\" class=\"broken_link\">Escola Zen da Mente Comum<\/a> (&quot;Ordinary Mind Zen School&quot;).<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><a name=\"b\"><b>Por Steve Smith<\/b><\/a><sup>2<\/sup><br \/>\nJoko Beck \u00e9 uma americana zen, original. Nascida em Nova Jersey, educada em escolas p\u00fablicas e no Conservat\u00f3rio de M\u00fasica Oberlin, Joko (ent\u00e3o Charlotte) casou-se e come\u00e7ou a criar sua fam\u00edlia. Quando o casamento se desfez, ela sustentou a si e aos quatro filhos como professora, secret\u00e1ria e, depois, assistente administrativa de um grande departamento de uma universidade. N\u00e3o antes dos quarenta e poucos anos foi que Joko iniciou sua pr\u00e1tica zen com Roshi Maezumi (ent\u00e3o Sensei ), de Los Angeles e, mais tarde, com Roshi Yasutani e Roshi Esoen. Durante anos, ia com regularidade de San Diego at\u00e9 o Zen Center de Los Angeles (ZCLA). Sua aptid\u00e3o natural e dilig\u00eancia persistente permitiram-lhe progredir com rapidez; conforme os demais alunos constatavam sua maturidade, sua clareza e sua compaix\u00e3o, ela come\u00e7ou a se sentir cada vez mais atra\u00edda a ensinar outras pessoas. Joko terminou sendo indicada como a terceira Dharma Herdeira  de Roshi Maezumi, e, em 1983, mudou-se para o Zen Center de San Diego, onde mora e leciona nos dias de hoje.<\/p>\n<p>Como uma mulher americana, cuja vida estava bastante consolidada antes de come\u00e7ar a praticar, Joko estava livre dos trope\u00e7os e impedimentos patriarcais do zen japon\u00eas tradicional. Isenta de pretens\u00f5es ou vaidade, ela leciona uma forma de zen que manifesta o antigo princ\u00edpio Chan do wu shih &#8211; &#8220;nada especial&#8221;. Depois de ter se mudado para San Diego, ela n\u00e3o raspa mais a cabe\u00e7a e poucas vezes veste mantos ou usa seus t\u00edtulos. Ela e seus alunos est\u00e3o desenvolvendo um zen americano nativo que, embora rigoroso e disciplinado, est\u00e1 adaptado a temperamentos e modos de vida ocidentais.<\/p>\n<p>Os pronunciamentos dharma de Joko s\u00e3o modelos de uma simplicidade incisiva e de um senso comum perspicaz. Sua pr\u00f3pria exist\u00eancia de lutas e crescimento e seus muitos anos de compaix\u00e3o sensata em resposta aos traumas e \u00e0s confus\u00f5es de seus alunos originaram nela tanto uma espantosa capacidade de <em>insight<\/em> como a presen\u00e7a pedag\u00f3gica de frases h\u00e1beis e imagens ricas. Seu ensinamento \u00e9 bastante pragm\u00e1tico, menos voltado para a busca concentrada de experi\u00eancias peculiares e mais dedicado ao desenvolvimento da compreens\u00e3o relativa \u00e0 totalidade da vida. Claramente ciente de que uma abertura espiritual intensa induzida de modo artificial n\u00e3o assegura uma vida organizada e compadecida (e pode inclusive ser prejudicial), Joko mant\u00e9m uma dist\u00e2ncia c\u00e9tica em rela\u00e7\u00e3o a todos os esfor\u00e7os musculares de supera\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias resist\u00eancias e diante de todos os atalhos para a salva\u00e7\u00e3o. Ela prefere um desenvolvimento mais lento, saud\u00e1vel e respons\u00e1vel da personalidade como um todo, no qual os obst\u00e1culos psicol\u00f3gicos s\u00e3o confrontados em vez de ignorados. Um de seus alunos, Elihu Genmyo Smith, reflete o modo como sua mestra pensa com a seguinte descri\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p><i>&#8220;Existe uma outra forma de pr\u00e1tica que chamo de &#8220;trabalhar com todas as coisas&#8221;, incluindo as emo\u00e7\u00f5es, os pensamentos, as sensa\u00e7\u00f5es e os sentimentos. Em vez de afast\u00e1-los ou mant\u00ea-los \u00e0 dist\u00e2ncia com o uso da mente, tornando-a uma esp\u00e9cie de muro de ferro, e perfurar seu cerco com nosso poder de concentra\u00e7\u00e3o, abrimo-nos para tais viv\u00eancias. Desenvolvemos nossa percep\u00e7\u00e3o conscientes do que est\u00e1 ocorrendo a cada momento, de quais pensamentos est\u00e3o surgindo e passando, de quais emo\u00e7\u00f5es estamos sentindo, e assim por diante. Em vez de uma concentra\u00e7\u00e3o de foco estreito, a nossa \u00e9 uma conscientiza\u00e7\u00e3o extensa.<br \/>\nO foco consiste em tornando-nos mais conscientes e despertos para o que est\u00e1 ocorrendo &#8220;dentro&#8221; e &#8220;fora&#8221;.&#8221;<\/i><\/p>\n<p>No sentar, sentimos o que \u00e9, e permitimos que isso prossiga, sem tentar cont\u00ea-lo, analis\u00e1-lo, afast\u00e1-lo. Quanto mais enxergamos com nitidez a natureza de nossas sensa\u00e7\u00f5es, nossas emo\u00e7\u00f5es e nossos pensamentos, mais seremos capazes de enxergar naturalmente atrav\u00e9s deles&#8221;.<\/p>\n<p>Agindo a partir de uma no\u00e7\u00e3o de igualdade, Joko considera-se mais uma guia do que um gur\u00fa, recusando-se a ser posta em qualquer pedestal. Em vez disso, partilha as pr\u00f3prias dificuldades existenciais, criando dessa forma um ambiente de trocas que fortalece, em seus alunos, a capacidade de buscar seu pr\u00f3prio caminho.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><a name=\"c\"><b>Por Leonore Friedman<\/b><\/a><sup>3<\/sup><br \/>\n<b>&quot;Mulheres Not&aacute;veis&quot;<br \/>\npor Lenore Friedman<br \/>\nTradu&ccedil;&atilde;o de Tenzin Namdrol<\/b><\/p>\n<p><b>Cap&iacute;tulo Quatro: JOKO BECK<\/b><\/p>\n<p>Uma silhueta feminina<br \/>\nUma cabe&ccedil;a raspada<br \/>\nPresente.<br \/>\nUm sorriso por sorrir<br \/>\nInforma a sua coluna, fronte,<br \/>\nPomo dos dedos, inclina o pesco&ccedil;o<br \/>\nAssim como a mem&oacute;ria nas v&iacute;sceras<br \/>\nDo toque da sua vara disciplinar.<\/p>\n<p>Sem que um s&oacute; osso se mova<br \/>\nE nada lhe escape<br \/>\nA vis&atilde;o da coruja penetra as dez dire&ccedil;&otilde;es<br \/>\n(penas arrepiadas ao vento,<br \/>\nfolhas enregeladas na noite)<br \/>\nUm v&ocirc;o picado, gosto de camundongo.<br \/>\nNo bosque a gazela sangra<br \/>\nO ca&ccedil;ador regressa ao lar.<\/p>\n<p>No quarto de cima<br \/>\nDuas almofadas no ch&atilde;o<br \/>\nReverenciamos, conversamos na claridade do ar.<br \/>\nNada deixa de ser observado<br \/>\nNada &eacute; relevante.<br \/>\nNuma bandeja de lacre &eacute; servido o ch&aacute;.<br \/>\nO culto do belo &eacute; descartado<br \/>\nComo cabelo aparado.<\/p>\n<p>&#8211;Lenore Friedman<\/p>\n<p>Entre as muitas fotografias de mestres e de centros de pr&aacute;tica de budismo da costa do Pac&iacute;fico, houve uma que me chamou aten&ccedil;&atilde;o.  Havia fotografias de meditantes solenes, diante de uma parede nua, as costas retas e os rostos sens&iacute;veis.  Figuras, ora em jardins, ora diante de altares, envoltas em estampas de h&aacute;bitos cerimoniais; entre elas, cenas esdr&uacute;xulas:  monges lavando pratos num quintal sob o sorriso pl&aacute;cido de um Buda que contempla uma garrafa de detergente l&iacute;quido.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/quanto-tempo-praticar\/52a\/\" rel=\"attachment wp-att-1678\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/52a.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"136\" class=\"alignright size-full wp-image-1678\" \/><\/a><br \/>\nE ainda a fotografia singular de uma mulher, de p&eacute;, dos joelhos para cima, que poderia ser a vizinha ou uma tia, no meio de uma rua comum, com carros estacionados e um correr de casas de um s&oacute; pavimento desaparecendo &agrave; dist&acirc;ncia.  Como ser&aacute; que esta foto veio parar aqui?  Observei bem as fei&ccedil;&otilde;es, reconheci-a e compreendi.  Joko!  Completamente diferente de quando a vira pela &uacute;ltima vez em h&aacute;bitos negros e cabe&ccedil;a raspada, luzidia.  Fiz uma rever&ecirc;ncia &agrave; foto que captou a sua ess&ecirc;ncia genu&iacute;na.  A simplicidade de Joko encarna a qualidade Zen &quot;nada de mais&quot;; est&aacute; simplesmente presente a cada instante tal como &eacute;.<\/p>\n<p>Nesta rua de um bairro nada especial, numa casa nada especial, t&ecirc;m lugar, umas ap&oacute;s outras, as pr&aacute;ticas do Centro Zen de San Diego\u2014meditar, caminhar, salmodiar, reverenciar, ensinar o dharma, fazer sesshins a cada m&ecirc;s.  No sesshin de fim de semana a que estive presente, antes do nascer do sol, a  fila de kinhin saiu em sil&ecirc;ncio pela porta dos fundos, contornou a casa e foi para a rua dando uma volta completa ao quarteir&atilde;o de casas &agrave;s escuras e vizinhos adormecidos.  O que poderia parecer ex&oacute;tico, estava imbu&iacute;do de simplicidade\u2014a caminhada em nada diferia dos sonhos dos que ainda dormiam.<\/p>\n<p>No per&iacute;odo de trabalho, enquanto enchia almofadas com paina, Joko passou vestida de moletom azul claro (no zendo, e durante os per&iacute;odos de daisan, veste uma simples saia longa e blusa). Em dezembro de 1984, colocou de parte seus h&aacute;bitos japoneses.  A op&ccedil;&atilde;o fazia parte de um estudo pessoal prolongado &quot;para constatar se os muitos aspectos da pr&aacute;tica formal serviam de suporte para o despertar ou levavam &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de ainda mais h&aacute;bitos&quot;, dizia a circular mensal do Centro.  Um ano depois, comentou:  &quot;deixar de usar h&aacute;bitos tem seus inconvenientes, n&atilde;o s&atilde;o apenas vantagens.  O h&aacute;bito do praticante Zen tem algo de belo, confere dignidade ao zendo quando &eacute; usado pela maioria, mas fica estranho sair nestes h&aacute;bitos vetustos pela cidade&quot;.<\/p>\n<p>Sobre a cabe&ccedil;a raspada, comenta:  &quot;para mim tanto faz se est&aacute; raspada ou n&atilde;o; mas como estou sempre ocupada e saindo a toda hora, n&atilde;o me agrada, sempre que vou &agrave; rua,  ter de cobrir a cabe&ccedil;a com  um len&ccedil;o.  &Eacute; bobagem ent&atilde;o, porque haveria de fazer?  Contudo, considero um bom treinamento passar um ano, digamos, de cabe&ccedil;a raspada, s&oacute; n&atilde;o &eacute; preciso amarrar-se a esta id&eacute;ia&quot;. <\/p>\n<p>Joko n&atilde;o se cansa de esvaziar as tentativas dos seus alunos de coloca-la num pedestal.  &quot;Sou aluna tanto quanto voc&ecirc;&quot;, disse ela que j&aacute; teve sua almofada marrom forrada de preto, como usa o mestre.  Pode mesmo n&atilde;o sentar no lugar do mestre.  &quot;Sento-me em qualquer lugar diante da parede&quot;, e n&atilde;o admite tietes. &quot;As pessoas gostam de projetar seu poder no outro&quot;, comenta, &quot;mas n&atilde;o admito&quot;.  Se a necessidade do aluno &eacute; incontrol&aacute;vel, prefere que se ausentem por um tempo e pode acrescentar:  &quot;sem me conhecer, me atribui uma por&ccedil;&atilde;o de coisas, o que n&atilde;o &eacute; bom, vamos deixar disto.&quot;<\/p>\n<p>O que n&atilde;o quer dizer destituir a autoridade do mestre, mas Joko n&atilde;o permite que se confunda autoridade e autoritarismo.  Trata de manter sua autoridade eliminando a hierarquia. &quot;Tento terminar com todas as pequenas rever&ecirc;ncias que me dirigem todo o tempo. Ser cort&ecirc;s, sim, mas estas rever&ecirc;ncias a outro ser humano como se ele ou ela fosse muito superior n&atilde;o fazem bem a ningu&eacute;m.  Estou tentando expurgar o mestre do papel de super homem que lhe &eacute; muitas vezes conferido.  O mestre &eacute; um guia, n&atilde;o &eacute; uma figura m&aacute;gica ou her&oacute;ica&quot;. <\/p>\n<p>No zendo, Joko raramente oficia as cerim&ocirc;nias.  N&atilde;o existe um oficiante; todos participam naturalmente, sem pretens&otilde;es. As tarefas importantes do zendo como a de marcar o tempo das sess&otilde;es e tocar o sino s&atilde;o rotativas.  Os alunos mais antigos s&atilde;o solicitados de n&atilde;o se evidenciarem.  A marca de um aluno avan&ccedil;ado &eacute; de que, muitas vezes, o trabalho que faz n&atilde;o &eacute; vis&iacute;vel, mas se algu&eacute;m se apega &agrave; invisibilidade como uma marca de realiza&ccedil;&atilde;o, Joko esvaziaria tamb&eacute;m esta no&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Durante o fim de semana que passei em San Diego, ensinando e tamb&eacute;m em entrevistas informais, Joko apontou v&aacute;rias poss&iacute;veis distor&ccedil;&otilde;es da pr&aacute;tica Zen.  &quot;Pensamos demais em alcan&ccedil;ar uma vis&atilde;o do absoluto&quot; disse, &quot;o que &eacute; uma considera&ccedil;&atilde;o prematura para a grande maioria.  Mesmo quando acontece alcan&ccedil;ar, n&atilde;o sabem o que fazer com ela.  Para alguns o choque &eacute; forte demais&quot;.  Seu primeiro objetivo &eacute; certa maturidade no desenvolvimento, que torna poss&iacute;vel a realiza&ccedil;&atilde;o.  Quando a mente esquece seus apegos, &quot;muito naturalmente aumenta o que se chama samadhi e, num momento dado, pode-se alcan&ccedil;ar a vis&atilde;o do absoluto.  N&atilde;o &eacute; uma meta para ser atingida, porque acontece naturalmente com a maturidade da pr&aacute;tica.  Se acontecer, voltamos logo &agrave; pr&aacute;tica b&aacute;sica&quot;.<\/p>\n<p>A pr&aacute;tica b&aacute;sica &eacute; lidar com o apego, ainda que tudo seja apego.  &Eacute; aqui que se instala o ego e a pr&aacute;tica, segundo Joko, consiste em retornar permanentemente &agrave;s a&ccedil;&otilde;es do dia a dia e inquirindo:  &quot;o que est&aacute; acontecendo aqui mesmo?  Como &eacute; que devo observar?  Como &eacute; que devo meditar?  A que &eacute; que estou apegado?&quot;  A divis&oacute;ria entre esta busca e a psicoterapia n&atilde;o &eacute; muito n&iacute;tida, mas faz uma enorme diferen&ccedil;a para o praticante dedicado, porque conduz &agrave; transposi&ccedil;&atilde;o radical da auto-imagem.  Passa a haver sutileza e capacidade de observa&ccedil;&atilde;o que fazem do processo algo completamente aparte.  Chega um momento em que a profundidade e a intensidade do processo v&atilde;o al&eacute;m da terapia&quot;.<\/p>\n<p>Joko quase nunca faz alus&atilde;o &agrave;s experi&ecirc;ncias do despertar.  &quot;Se tivermos por meta o samadhi podemos alcan&ccedil;ar uma esp&eacute;cie de vacuidade, mas n&atilde;o &eacute; a aut&ecirc;ntica vacuidade porque o meditante n&atilde;o est&aacute; verdadeiramente vazio.  Se no nosso dia a dia manipularmos ou explorarmos os outros, se buscarmos poder, o samadhi\u2014o que pode ser alcan&ccedil;ado muito artificialmente\u2014n&atilde;o &eacute;, quanto a mim, o verdadeiro samadhi&quot;. <\/p>\n<p>&quot;&Eacute; poss&iacute;vel alcan&ccedil;ar samadhi e se apegar a ele, penso&quot;, disse eu.<\/p>\n<p>&quot;Claro!&quot;, respondeu.  &quot;Quase todos se apegam ao pr&oacute;prio samadhi!  Samadhi &eacute; como se fosse uma proeza esportiva, e h&aacute; quem recorra e ele para evitar o sofrimento&quot;. <\/p>\n<p>&quot;Passa-se por cima do sofrimento para chegar ao samadhi?&quot;<\/p>\n<p>&quot;Sim, sobretudo se o poder do samadhi for artificial, ser&aacute; poss&iacute;vel mant&ecirc;-lo durante todo o dia; poder&aacute; mesmo parecer aut&ecirc;ntico se n&atilde;o surgir qualquer tipo de tens&atilde;o, mas sob tens&atilde;o tais samadhis se revelam bem fr&aacute;geis.  &Eacute; prefer&iacute;vel lidar primeiro com as id&eacute;ias que temos sobre o que se passa em nossas vidas, com todos os apegos.  Partindo desta pr&aacute;tica, com o tempo surgir&aacute; o samadhi e a compreens&atilde;o aut&ecirc;nticos&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Quer dizer que para cada praticante existe um tipo de pr&aacute;tica?&quot;<\/p>\n<p>&quot;Correto.  Quando ensino n&atilde;o falo muito.  Quando v&ecirc;m para o daisan, costumo perguntar, \u2018ent&atilde;o, o que surgiu hoje na mente?  O que voc&ecirc; quer comentar?\u2019  Ent&atilde;o eles falam, eu ou&ccedil;o o que est&aacute; acontecendo e posso ent&atilde;o apontar:  \u2018reparou no que voc&ecirc; disse?  Quer elaborar um pouco?\u2019 e ent&atilde;o, aprofundamos.&quot;<\/p>\n<p>Perguntei onde tinha aprendido est&aacute; t&eacute;cnica.<\/p>\n<p>&quot;Passei anos conversando com os praticantes, anos e anos.  &Eacute; imposs&iacute;vel transmitir exatamente o que seja  para outra pessoa\u2014&eacute; preciso ter passado pela experi&ecirc;ncia.  Tamb&eacute;m n&atilde;o creio que passar todos os koans seja muito v&aacute;lido; ainda que possa ter o valor de um diploma para quem queira ensinar&quot;. <\/p>\n<p>&quot;Sobre Mu?  Certos mestres consideram ser preciso passar este koan.&quot;<\/p>\n<p>&quot;Alguns novatos j&aacute; me disseram que o seu koan era Mu, mas em geral consideram mera abstra&ccedil;&atilde;o enigm&aacute;tica sem qualquer rela&ccedil;&atilde;o com suas viv&ecirc;ncias.  Mu &eacute; simplesmente a pr&oacute;pria vida, aqui mesmo, agora mesmo.  Quando o seu filho preocupa, &eacute; Mu; quando investigar o assunto estar&aacute; investigando Um, n&atilde;o est&aacute; em nenhum outro lugar.  Na pr&aacute;tica tradicional d&aacute;-se este koan para o aluno meditar no mist&eacute;rio.  Enquanto se empenha em resolve-lo, viaja por todas as partes de si mesmo.  Para alguns funciona.  Contudo, cada vez mais, quando ou&ccedil;o as hist&oacute;rias passadas nos mosteiros antigos duvido um pouco.  Chegavam a ter milhares de monges e ouvimos apenas o relato de um not&aacute;vel que conseguiu; n&atilde;o falam nos demais novecentos e noventa e nove.  Tenho certeza de que muitos deles n&atilde;o tinham qualquer id&eacute;ia do que estavam fazendo&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Pode n&atilde;o ter ser sido apropriado, mesmo ent&atilde;o?&quot;<\/p>\n<p>&quot;Duvido que tenha sido, exceto para poucos.  Muitos monges iam e vinham e n&atilde;o sabiam o que estavam fazendo, mas n&atilde;o se ouve falar sobre o assunto.  Agora, meus alunos passam Mu, n&atilde;o ouvem a palavra, mas passam.  A palavra n&atilde;o importa, se a pr&aacute;tica &eacute; sincera e intensa chega-se a um ponto de compreens&atilde;o do que seja a vida.  \u2018Ent&atilde;o &eacute; isso!\u2019  Se a mente est&aacute; vazia e tranq&uuml;ila\u2014pronto, aparece.  &Eacute; l&oacute;gico que n&atilde;o existe nada al&eacute;m de Mu, mas observo que muita gente n&atilde;o est&aacute; preparada, nem interessada, nem &eacute; capaz de lidar com a natureza da realidade suprema\u2014que &eacute; sua pr&oacute;pria natureza, claro.  &Eacute; preciso um grande empenho e s&eacute;ria busca&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Precisamos recorrer &agrave; forma mais adequada para cada um.  Estou t&atilde;o interessada nos alunos com s&eacute;rias dificuldades quanto com os chamados &quot;bons&quot; alunos.  Poder beneficiar uma vida que pode vir a ser mais firme e tranquila\u2014mais &quot;verdadeira&quot;\u2014&eacute; a minha maior satisfa&ccedil;&atilde;o. Assim observo e ou&ccedil;o cada aluno para saber quem est&aacute; meditando ali.  Depois, ajo conforme o que encontrei, posso ser gentil ou severa, depende do aluno.  Precisamos nos converter num espa&ccedil;o em branco e para tanto adaptar a uma coisa e a outra e a outra ainda&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Da sua parte n&atilde;o existe qualquer tipo de manipula&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Claro, nenhum!&quot;<\/p>\n<p>&#9;&#9;&#9;&#9;&#9;&#9;&#9;*****<\/p>\n<p>Joko, ent&atilde;o Charlotte, j&aacute; passava de seus quarenta anos quando ouviu falar em Zen.  Como Maurine Stuart e Roshi Kenneth, fora muitos anos pianista.  Fez o bacharelato em m&uacute;sica no Conservat&oacute;rio de M&uacute;sica de Oberlin. Foi casada treze anos, mas divorciou-se ap&oacute;s o segundo esgotamento nervoso do marido, quando tinha quatro filhos de 1 a 12 anos.  Tinham vivido na costa do Atl&acirc;ntico at&eacute; ent&atilde;o, mais recentemente em Connecticut e Michigan, onde se credenciou como professora.  Mudaram-se para a Calif&oacute;rnia quando Joko passou a sustentar a fam&iacute;lia com sua nova capacita&ccedil;&atilde;o.  Constatou que n&atilde;o conseguia associar a atividade com a educa&ccedil;&atilde;o dos quatro filhos e aprendeu, sozinha, a bater &agrave; m&aacute;quina, foi secret&aacute;ria na Convair e mais tarde assistente administrativa na Universidade da Calif&oacute;rnia em San Diego, primeiro no departamento de m&uacute;sica e mais tarde no departamento de qu&iacute;mica, onde trabalhou durante muitos anos. <\/p>\n<p>Uma tarde em 1965, mais ou menos por acaso, ela e uma amiga entraram na Igreja Unit&aacute;ria de San Diego onde assistiram aos ensinamentos de um monge budista.  &quot;O monge saudava cada pessoa &agrave; entrada com uma rever&ecirc;ncia.  Algo nele chamou a minha aten&ccedil;&atilde;o, impressionou-me muito.  Estavam presentes muitos intelectuais que tentaram desestabiliza-lo com perguntas filos&oacute;ficas elaboradas.  Atencioso respondeu muito bem a todas as perguntas; era &oacute;bvio que estava se divertindo.  Por mais que fizessem para o tirar do s&eacute;rio ele parecia imperturb&aacute;vel.  Pensei, \u2018interessante, nunca vi ningu&eacute;m assim\u2019.  No trabalho tratava com as mentes mais brilhantes da costa do Pac&iacute;fico, mas nenhuma era imperturb&aacute;vel!\u2019  Soube depois que o monge era Maezumi Roshi (Sensei, ent&atilde;o) do Centro Zen de Los Angeles\u2014e foi assim que Joko encontrou o Zen&quot;.<\/p>\n<p>Duas outras pessoas j&aacute; praticavam zazen em San Diego, Joko era a terceira.  Aproximadamente uma vez por m&ecirc;s Maezumi Sensei vinha de Los Angeles ajudar o pequeno grupo a praticar e, em m&eacute;dia, duas vezes por ano, Joko ia a Los Angeles.  Nos anos sessenta, participou de sesshins dirigidos por Yasutani Roshi, que viajava do Jap&atilde;o para o norte da Calif&oacute;rnia duas vezes por ano e que muito a impressionaram.  Um ano depois, veio Soen Roshi com quem passou o koan Mu, reagindo &agrave; experi&ecirc;ncia atirando um objeto qualquer na dire&ccedil;&atilde;o do mestre.<\/p>\n<p>&quot;Pode parecer estranho agora&quot;, comenta, mas estava mesmo muito zangada com ele.  Como &eacute; muitas vezes o caso, leva apenas uns minutos para que a mente condicionada reassuma e destor&ccedil;a a realiza&ccedil;&atilde;o&quot;.  Logo ap&oacute;s ela come&ccedil;ou o estudo formal de koan com Maezumi Roshi em Los Angeles.  Durante cinco anos, trabalhando os koans, Joko viajava constantemente  de San Diego a Los Angeles e freq&uuml;entou muitos sesshins.  Em 1976 decidiu antecipar a sua aposentadoria e mudar-se para Los Angeles, onde a filha Brenda freq&uuml;entava a universidade UCLA.  Brenda tinha come&ccedil;ado a meditar e viviam juntas no ZCLA.<\/p>\n<p>Joko foi sempre muito procurada pelos alunos, atra&iacute;dos pela sua maturidade, simplicidade, sensatez e capacidade de racioc&iacute;nio.  Em n&uacute;meros crescentes vinham se aconselhar sobre suas vidas e pr&aacute;ticas.  Quando fiz uma visita a Joko no ZCLA no ver&atilde;o de 1983, ouvi seus alunos falarem sobre ela com emo&ccedil;&atilde;o, muitas vezes com l&aacute;grimas nos olhos.<\/p>\n<p>&quot;Com Joko nos sentimos num vasto espa&ccedil;o, muito aberto&quot;, disse-me um deles.  Sempre sem rigor e como uma seta, ela vai ao centro da quest&atilde;o respondendo de forma incisiva e l&uacute;cida.  Todos respeitavam sua experi&ecirc;ncia, sabiam que sofrera e que era, sobretudo, humana.  Por ter lutado muito, tornara-se uma pessoa access&iacute;vel, disseram-me.  Apesar disso, Joko v&ecirc; atrav&eacute;s de todos os enganos e dissimula&ccedil;&otilde;es.  &quot;&Eacute; imposs&iacute;vel engana-la&quot;, conhece todos os truques atendentes &agrave; natureza humana, todos os recursos que temos para nos iludir.  Uma intelig&ecirc;ncia nata e uma vis&atilde;o penetrante dizem ser seus &quot;vastos, vastos dons&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Foi com relut&acirc;ncia que Joko se fez mestre de dharma&quot;, disse-me um aluno.  Era como se tivesse de ser empurrada, mas ensinava espontaneamente.  Estava sempre rodeada de gente inspirada pela sua dedica&ccedil;&atilde;o e dilig&ecirc;ncia em aprofundar a pr&aacute;tica.  Um dia Roshi decidiu que seus ensinamentos informais seriam transplantados para a estrutura formal do zendo.  Mas quando disse:  &quot;Ensina!&quot; era como se fosse preciso arrastar um noivo at&eacute; ao altar.  Quando raspou a cabe&ccedil;a, dizem que ficou atemporal, como se algo associado &agrave; sua identidade tivesse desaparecido. <\/p>\n<p>Uma e outra vez, express&otilde;es como &quot;corte&quot;, &quot;penetrado&quot;, &quot;viravolta&quot;, eram utilizadas para descrever a vis&atilde;o profunda de Joko derrubando sistemas mentais arraigados.  Com uma afirma&ccedil;&atilde;o corriqueira, diziam dela, &quot;vira as pessoas pelo avesso&quot;.  Seu estilo despretensioso s&oacute; aumenta o poder da sua espada da sabedoria, cujo reverso &eacute; sempre a compaix&atilde;o.<\/p>\n<p>Em 1978 Joko tornou-se a terceira herdeira de Maezumi Roshi.  &quot;N&atilde;o pensem que a transmiss&atilde;o do dharma &eacute; algo de m&iacute;stico,&quot; disse-me.  Significa apenas que chega o momento em que o mestre sente que a sua compreens&atilde;o e a do aluno s&atilde;o id&ecirc;nticas.  &quot;N&atilde;o &eacute; nada demais&quot;, comentou.  &quot;Acredita-se que seja muito especial, que os c&eacute;us se abrem ou coisa assim, mas s&oacute; quer dizer que o aluno est&aacute; apto a dar apoio aos praticantes e explicar o b&aacute;sico sobre a vida e a morte&quot;.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, contudo, Joko come&ccedil;ou a questionar os m&eacute;todos tradicionais de ensino.  Tinha muita curiosidade e interesse em conhecer e experimentar os m&eacute;todos de outros mestres de outras tradi&ccedil;&otilde;es e de disciplinas como a psicologia e a psiquiatria.  Come&ccedil;ou a sentir suas semelhan&ccedil;as e complementaridades.  Ao mesmo tempo, a &quot;monumental confus&atilde;o&quot; na mente de muitos de seus alunos a preocupava.  Come&ccedil;ou a suspeitar de que o treinamento Zen cl&aacute;ssico\u2014ter como objetivo &uacute;nico a concentra&ccedil;&atilde;o da mente\u2014n&atilde;o era proveitoso para todos e para alguns podia ser prejudicial, permitindo passar ao largo de pend&ecirc;ncias que precisavam ser examinadas. <\/p>\n<p>Para Joko, praticar &eacute; conviver com o que quer que se passe a cada momento. Permanecer no corpo, permanecer com as sensa&ccedil;&otilde;es corporais que aparecem e desaparecem.  Por exemplo, o que &eacute; a raiva?  Se n&atilde;o considerarmos o pensamento ou a imagem que aparece na mente, diz ela, a raiva &eacute; pura informa&ccedil;&atilde;o sensorial corporal.  Sente!  Medo?  Sente o medo!<\/p>\n<p>A pr&aacute;tica &eacute; trabalhar todas as emo&ccedil;&otilde;es, diz Joko, e lidar com elas &eacute; fundamental.  Por si mesmas, as emo&ccedil;&otilde;es n&atilde;o representam um problema, mas quando nos apegamos ao conte&uacute;do dos pensamentos, elas obscurecem a vida tal como ela manifesta.  &quot;&Eacute; a&iacute; que a coisa pega.  Mostre-me quem n&atilde;o passe por isto.  Conhece algu&eacute;m?  Estamos todos fascinados pelas nossas emo&ccedil;&otilde;es porque pensamos que somos as emo&ccedil;&otilde;es.  Cremos que se nos desapegarmos das emo&ccedil;&otilde;es n&atilde;o seremos ningu&eacute;m, o que &eacute; verdade!&quot;  A pergunta &eacute; a seguinte:  o corpo comanda o c&eacute;rebro ou o c&eacute;rebro comanda o corpo?  Quando o c&eacute;rebro comanda o corpo ficamos ansiosos e tensos, quando o corpo comanda o c&eacute;rebro tudo flui melhor.  A pr&aacute;tica vai adequando nosso sistema a esta verdade.<\/p>\n<p>Zazen nos ensina a permanecer no presente, voltando sempre ao presente.  &quot;Quando nos abandonamos &agrave;s nossas id&eacute;ias, esperan&ccedil;as, sonhos&#8230; voltamos\u2014n&atilde;o apenas uma vez, mas dez mil vezes se for preciso, um milh&atilde;o de vezes se for preciso.  &Eacute; apenas isto, a paci&ecirc;ncia para dedicar-se unicamente a este empenho, mas tamb&eacute;m coragem, o que resume a aspira&ccedil;&atilde;o do bodhisattva&quot;.<\/p>\n<p>A paci&ecirc;ncia, a dedica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o verdadeiras conquistas.  A <i>&uacute;ltima<\/i> coisa que queremos &eacute; ser quem somos e ent&atilde;o a verdade da vida nos escapa.  Todos, diz Joko (ela tamb&eacute;m) erramos ao rejeitar a vida tal como ela se apresenta, aqui e agora, e isto conduz &agrave; ansiedade fundamental que assombra as nossas vidas.<\/p>\n<p>&quot;Neste instante&quot;, nos roga, &quot;seja apenas o que voc&ecirc; &eacute;.  Cada um de n&oacute;s &eacute; uma j&oacute;ia preciosa, como fazer para dota-la de todo o seu brilho?  Sendo o que seja a nossa vida a cada instante:  esta &eacute; a j&oacute;ia, isto &eacute; o nirvana&quot;.<\/p>\n<p>O que n&atilde;o pressup&otilde;e mudar nem examinar as dificuldades que surgem em nossas vidas.  Na verdade, a melhor forma de mudar &eacute; permanecer completamente com o que est&aacute; acontecendo, tal como est&aacute; acontecendo.  &quot;Se estivermos completamente dispostos a permanecer com o que est&aacute; acontecendo, diz ela, e cada vez que entrarmos em sofrimento, deixarmos ficar como est&aacute;, come&ccedil;amos a poder ver cada vez mais longe e melhor.  E quanto mais estivermos vendo\u2014mais n&iacute;tida ser&aacute; a nossa vis&atilde;o\u2014melhor saberemos como agir, tanto pessoalmente como na a&ccedil;&atilde;o social&quot;.<\/p>\n<p>&quot;Dirigindo-me a in&uacute;meros praticantes, o que chama mais aten&ccedil;&atilde;o &eacute; n&atilde;o compreenderem o sofrimento; claro que, muitas vezes, eu tampouco compreendo e tento, tanto quanto qualquer outro, evita-lo&quot;.  Contudo, num ensinamento em 1983 durante um sesshin no Yasutani Roshi Memorial, ela fez uma distin&ccedil;&atilde;o entre o sofrimento falso e o verdadeiro.  O sofrimento falso, disse, &eacute; quando nos sentimos esmagados, como se o sofrimento viesse de fora de n&oacute;s mesmos.  O verdadeiro sofrimento &eacute; simplesmente carrega-lo, n&atilde;o nos opondo, absorvendo-o e unindo-nos a ele.  Passamos a ser sofrimento.<\/p>\n<p>&quot;Claro que se voc&ecirc; se parece comigo, vai evita-lo tanto quanto poss&iacute;vel\u2014porque, no que toque esta pr&aacute;tica, &eacute; mais f&aacute;cil falar do que colocar em pr&aacute;tica.  Mas, quando ela &eacute; colocada em pr&aacute;tica, sabemos visceralmente quem somos e quem cada um &eacute;, fazendo desaparecer a barreira entre n&oacute;s e os outros&quot;.<\/p>\n<p>A mente que gera o sofrimento falso surge constantemente no sesshin.  &quot;Todos somos vulner&aacute;veis.  Ontem &agrave; noite, antes de come&ccedil;ar o sesshin, ouvi minha mente queixar-se:  \u2018Outro sesshin?!  Voc&ecirc; acabou um ainda na semana passada!\u2019  &eacute; assim que funciona a nossa mente.  Depois de ouvir este contra senso nos perguntamos, \u2018o que &eacute; que quero verdadeiramente para mim mesma ou para qualquer pessoa?\u2019 e ent&atilde;o a mente sossega e com carinho voltamos ao momento presente.  Ent&atilde;o o enfoque e o samadhi se aprofundam.  &quot;Em zazen a ren&uacute;ncia do bodhisattva &eacute; a pr&aacute;tica, deixar de lado as fantasias e sonhos pessoais e estar presente ao momento.  Num sesshin, cada momento que praticamos assim nos d&aacute; o que n&atilde;o alcan&ccedil;amos de qualquer outro modo:  o conhecimento de n&oacute;s mesmos.  Ent&atilde;o, estamos de frente para o momento; estamos diante do sofrimento.  E quando estamos finalmente dispostos a ficar ali sabemos, n&atilde;o &eacute; preciso que nos digam, o que somos e o que tudo o mais &eacute;.&quot;<\/p>\n<p>Dois anos depois, em San Diego, em 1985, Joko deu um ensinamento sobre a valoriza&ccedil;&atilde;o da vida quando n&atilde;o se tem mais esperan&ccedil;a.  &quot;Parece terr&iacute;vel, n&atilde;o &eacute;?  Mas uma vida sem esperan&ccedil;a &eacute; tranq&uuml;ila, alegre e compassiva.  Os que praticaram a medita&ccedil;&atilde;o por um tempo v&ecirc;m que n&atilde;o existe passado e futuro sen&atilde;o na mente.  S&oacute; o Self existe e Self est&aacute; sempre presente.  N&atilde;o est&aacute; escondido.   Corremos como loucos atr&aacute;s do que se chama Self, o misterioso e oculto Self.  Onde est&aacute; escondido?  Temos a esperan&ccedil;a de que alguma coisa vai cuidar do nosso pequeno self porque n&atilde;o sabemos que j&aacute; somos o Self.  N&atilde;o existe nada ao redor que n&atilde;o seja o Self.  O que &eacute; que voc&ecirc; persiste em procurar?&quot; <\/p>\n<p>O paradoxo &eacute; que quando assumimos por complete a dor, a alegria, a responsabilidade de viver a nossa vida\u2014abarcando esta totalidade\u2014somos livres.  N&atilde;o vivemos de esperan&ccedil;a nem necessitamos de mais nada.  Contudo, quando nos alimentamos de sonhos ou de esperan&ccedil;as, a maravilha que &eacute; o homem ou a mulher (singelos, sem glamour) sentados ao nosso lado nos escapa.  Esperando que nos aconte&ccedil;a algo de &quot;especial&quot;, n&atilde;o reconhecemos o milagre da vida tal como ela &eacute;.<\/p>\n<p>A pr&aacute;tica verdadeira n&atilde;o tem nada a ver com esperan&ccedil;as ou fantasias.  &quot;Repetimos, zazen &eacute; a ilumina&ccedil;&atilde;o.  Porque?  Porque meditar, um minuto ap&oacute;s o outro, &eacute; a ilumina&ccedil;&atilde;o.  Ser&aacute; preciso dar tudo de n&oacute;s mesmos para praticar assim.  Qual ser&aacute; o proveito?  A resposta claro, &eacute; nenhum.  Ent&atilde;o, n&atilde;o alimente qualquer esperan&ccedil;a.  Alcan&ccedil;ar&aacute; a vida, o que ali&aacute;s j&aacute; tem.  Isto &eacute; o nirvana.  Ou, onde &eacute; que voc&ecirc; pensava que era?&quot;<\/p>\n<p>Joko n&atilde;o cessa de nos lembrar que a experi&ecirc;ncia direta da vida significa a experi&ecirc;ncia das sensa&ccedil;&otilde;es corporais.  Quanto mais mantivermos a aten&ccedil;&atilde;o no que se passa no corpo e n&atilde;o nos processos mentais (repensando a experi&ecirc;ncia, analisando-a, preocupando-nos com ela), mais &quot;nossas expectativas murcham e secam como folhas mortas, levadas pelo vento.&quot;  Ent&atilde;o surge uma nova vida, sem excresc&ecirc;ncias, momento a momento permitimos que a vida seja o que &eacute;.  &quot;Nada elaborado, nada dram&aacute;tico, tudo simples.&quot;  Nossa verdadeira natureza.  &Eacute; isso a&iacute;.<\/p>\n<p>No outono de 1983 Joko renunciou formalmente sua posi&ccedil;&atilde;o no ZCLA para assumir o Centro Zen de San Diego, uma sangha crescente que surgiu dos tr&ecirc;s elementos que come&ccedil;aram a praticar juntos em meados dos anos sessenta.  Sua velha amiga e assistente, Elizabeth Hamilton viajava regularmente entre San Diego e Los Angeles preparando as bases para a organiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>No come&ccedil;o Joko agia como sempre tinha feito em Los Angeles.  Antecipava mudan&ccedil;as, mas n&atilde;o queria pressa porque sabia que o processo em si era muito importante.  Mesmo antes de mudar-se tinha reconhecido que o Zen no ocidente teria de mudar.  &quot;Mas sem pressa&quot;, disse na nossa primeira entrevista.  &quot;Muitas das exig&ecirc;ncias tradicionais n&atilde;o s&atilde;o destitu&iacute;das de sentido.  Surgiram por boas raz&otilde;es:  o formalismo no zendo, por exemplo\u2014o rigor\u2014tem o seu papel.  Quando se &eacute; muito informal, o zendo perde o rigor.  N&atilde;o podemos admitir que tudo o que seja tradicional seja  indesej&aacute;vel por parecer estranho, n&atilde;o podemos ser t&atilde;o radicais.  Se em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; tradi&ccedil;&atilde;o dissermos:  descarta tudo! Vamos encontrar dificuldades.  Por exemplo, surpreende-me sempre a transforma&ccedil;&atilde;o que observo nas pessoas depois de um longo sesshin; ficam mais abertas, mais aut&ecirc;nticas.  Algumas das atividades mais tradicionais t&ecirc;m muito a ver com a transforma&ccedil;&atilde;o.  Claro que algumas das pr&aacute;ticas tradicionais podem ser descartadas ou mudadas mas precisamos tomar cuidado, ainda que eu pr&oacute;pria seja bastante informal, valorizo o treino formal que tive e como pode ser &uacute;til.&quot;<\/p>\n<p>Em Los Angeles Joko j&aacute; iniciara uma nova abordagem e recorria a uma gama maior e recursos.  &quot;At&eacute; estar bastante fortalecidos, n&atilde;o temos grande poder de introspec&ccedil;&atilde;o.  Com o fim de fortalecer o aluno usamos as t&eacute;cnicas vipassana, ou as t&eacute;cnicas cl&aacute;ssicas do Zen (incluindo koans) ou muitas outras abordagens, conforme as necessidades do aluno.  &Eacute; assim que transmito os ensinamentos hoje, mas pode ser que fa&ccedil;a ainda mais mudan&ccedil;as&quot;. <\/p>\n<p>Em fevereiro de 1984, Joko deu in&iacute;cio a uma s&eacute;rie de reuni&otilde;es no ZCSD intituladas &quot;Como deveria ser a pr&aacute;tica Zen na Am&eacute;rica?&quot;  Todos (sobretudo os que meditavam h&aacute; uns anos) estavam convidados a avaliar a pr&aacute;tica com sensibilidade e de forma abrangente) considerando e questionando tudo, desde a roupa at&eacute; ao formato da sess&otilde;es.  Nada era sagrado&quot;.  As reuni&otilde;es eram animadas, sobretudo no come&ccedil;o, mas ficou logo evidente que metade dos participantes queriam manter tudo como estava e a outra metade queria inovar.  &quot;A resposta era que eu teria de fazer o que achasse melhor!&quot;<\/p>\n<p>Joko sorriu.  Estamos no seu apartamento numa casa atr&aacute;s do zendo, depois do seshin.  Est&aacute;vamos em fevereiro 1985.  A quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; tradi&ccedil;&atilde;o ou inova&ccedil;&atilde;o, disse.  A quest&atilde;o &eacute; o que mais contribui para a vitalidade da pr&aacute;tica?  Toda e qualquer mudan&ccedil;a ter&aacute; de partir deste pressuposto.<\/p>\n<p>Uma mudan&ccedil;a que observei foi a elimina&ccedil;&atilde;o da prosterna&ccedil;&atilde;o durante o daisan, substitu&iacute;da por tr&ecirc;s rever&ecirc;ncias.  Joko comentou que estavam levando a cabo uma mudan&ccedil;a a cada m&ecirc;s!  A seguinte seria a substitui&ccedil;&atilde;o da est&aacute;tua tradicional do Buda no altar por uma pedra bruta que sugerisse vagamente a figura do Buda.  &quot;A pedra &eacute; vida, que &eacute; o que representa o altar.  Mais uma vez, qualquer coisa pode ser mudada que atenda &agrave;s necessidades da pr&aacute;tica.  A pr&oacute;xima vez que voc&ecirc; vier a San Diego pode estar diferente outra vez.  Podemos ter revertido ao tradicional, mas n&atilde;o creio&#8230;&quot;<\/p>\n<p>Mais tarde comentou, &quot;questiono tudo.  N&atilde;o pretendo mudar nada no momento, mas questiono considerar sagrado qualquer formato para o sesshin, estou disposta a rever tudo.  O que fa&ccedil;o &eacute; pensar e sentir e deixar que role.  Nada disto &eacute; sagrado.  Conduzi um sesshin recentemente na cidade de Nova York e, no come&ccedil;o, fiquei horrorizada.  Como n&atilde;o podiam preparar comida para muita gente, comeram num restaurante e funcionou muito bem.  Mantiveram silencio.  Estou aprendendo que vale reconsiderar o que quer que seja&quot;.<\/p>\n<p>&quot;No &uacute;ltimo sesshin fizemos o kinhin final &agrave; beira da praia para onde fomos de carro e l&aacute; caminhamos em sil&ecirc;ncio ao longo do mar durante uma hora, depois, voltamos para o zendo cantar o Sutra do Cora&ccedil;&atilde;o e foi maravilhoso.  Imagine ao fim de um longo sesshin, ouvir o barulho do mar durante uma hora!  Quem disse para meditar s&oacute; de uma maneira?  Existem limites, &eacute; claro, sejam nas mudan&ccedil;as relativas &agrave; forma quanto &agrave; pr&oacute;pria medita&ccedil;&atilde;o.  Todas as mudan&ccedil;as precisam estar calcadas numa compreens&atilde;o n&iacute;tida do que seja a pr&aacute;tica, &quot;Caso contr&aacute;rio, teremos um circo.  Nossos sesshins podem n&atilde;o ser muito requintados, mas n&atilde;o s&atilde;o um circo.  A medita&ccedil;&atilde;o &eacute; forte e, apesar de tudo o que digo, aqui ainda se parece com um centro Zen.<\/p>\n<p>O objetivo da pr&aacute;tica n&atilde;o &eacute; recorrer &agrave; hierarquia ou cerimonial ou h&aacute;bitos como ve&iacute;culos de apego ao ego.  Joko considera que muitos zendos s&atilde;o, lamentavelmente, a pr&oacute;pria imagem do ego em a&ccedil;&atilde;o (membros arvorando import&acirc;ncia ou competindo) e que muitos mestres Zen investem pesadamente em poder e autoridade no papel que desempenham.  Em outras palavras, o que a verdadeira pr&aacute;tica ensina, observar (o ego em a&ccedil;&atilde;o), est&aacute; sendo cultivado &agrave;s cegas.<\/p>\n<p>&quot;Parece fazer parte da natureza humana recorrer a qualquer conveni&ecirc;ncia, rituais, por exemplo, e torna-los r&iacute;gidos ou s&oacute;lidos.  Quando solidificamos ou enrijecemos o ego, temos problemas.  Mas se um ritual se torna por demais r&iacute;gido precisamos lidar com a rigidez at&eacute; alcan&ccedil;armos uma realidade mais aberta e flu&iacute;da.  Tudo o que &eacute; vida &eacute; fluxo entre um e outro p&oacute;lo\u2014nada de errado nisso.  Eu prefiro uma estrutura aberta e informal por inclina&ccedil;&atilde;o, e como conseq&uuml;&ecirc;ncia, posso me deparar com problemas.  Mas assim &eacute; a vida, lidar com &quot;qual &eacute; o problema que temos neste instante?  O que pode ser feito agora?&quot;<\/p>\n<p>&quot;Costumava ensinar como todo mundo&quot;, disse.  Ela dava o koan Mu, desafiando o aluno na forma tradicional:  &quot;O que &eacute; Mu? Vai fundo!&quot; mas n&atilde;o mais.  Os alunos diferem muito, diz.  Alguns precisam estruturar o ego e n&atilde;o desfaze-lo.  Alguns precisam de aconselhamento.  Outros est&atilde;o prontos para progressivamente desmantelar a estrutura do ego, o treino cl&aacute;ssico Zen.  &quot;Contudo, cada vez mais me dou conta de que fortalecer o ego (considerado o objetivo parcial da terapia) e esboroar o ego (considerado o objetivo Zen) se mesclam e chegam a um compromisso feliz quando nos empenhamos com const&acirc;ncia na observa&ccedil;&atilde;o de nossos apegos&quot;. <\/p>\n<p>Joko quer saber tudo sobre seus alunos e o fato &eacute; que consegue.  Ela pode, digamos, ao mesmo tempo, aconselhar o marido, a esposa e a amante.  Examina com cada um os apegos do ego que subjazem o triangulo e que, vistos com clareza, tendem a dar lugar &agrave; solu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Pode acontecer de algu&eacute;m se aproximar e dizer que est&aacute; obcecada por um novo namorado.  Joko dir&aacute;, &quot;&Oacute;timo, obceca, mas presta aten&ccedil;&atilde;o &agrave; obsess&atilde;o.  J&aacute; alguma vez observou como &eacute; que voc&ecirc; obceca?  O que &eacute; que vai na sua cabe&ccedil;a?  Como sente o seu est&ocirc;mago?  Acorde\u2014n&atilde;o perca nada!&quot;.  <\/p>\n<p>Logo os alunos come&ccedil;am ensinar uns aos outros.  Ela dir&aacute;:  &quot;Agora, voc&ecirc; &eacute; o mestre,&quot; e apresenta uma dificuldade:  &quot;Imagine que est&aacute; confrontando tr&ecirc;s novos membros e um deles pergunta, &quot;De que trata a pr&aacute;tica Zen?  Que motivos teria para me dedicar a ela?&quot;  O que voc&ecirc; diria?  Se o aluno responde, &quot;n&atilde;o saberia o que dizer&quot;, Joko dir&aacute;, &quot;Claro que sabe\u2014e quero que a sua pr&aacute;tica garanta esse conhecimento e que possa ser claramente expressado.  Quando vier na pr&oacute;xima semana quero saber como voc&ecirc; transmitiria o que sabe&quot;.  Assim, Joko ouve, ouve, ouve.  &quot;Aprende-se muito assim!&quot; e a pr&aacute;tica dos alunos &eacute; vitalizada.  <\/p>\n<p>&quot;Quero que os alunos percebam o sentido da pr&aacute;tica.  Quero que se questionem (mesmo durante muitos meses):  Por que coloco tanto empenho?  O que representa para mim?  Qual &eacute; o sentido de tanto esfor&ccedil;o?  Por que levantar uma hora mais cedo para praticar?&quot;<\/p>\n<p>&quot;Todos sabem\u2014basta come&ccedil;ar a ouvir com aten&ccedil;&atilde;o para descobrir como fazer com que me digam o que sabem, o mestre tem habilidade para leva-los a responder estas perguntas.  Somos nossos pr&oacute;prios mestres, sabe?  O mestre externo nos conduz ao mestre interno&quot;.<\/p>\n<p>&Eacute; f&aacute;cil ver que Joko gosta de ensinar.  Ap&oacute;s horas de daison, durante sesshin sua energia n&atilde;o ter&aacute; diminu&iacute;do, muito pelo contr&aacute;rio ela fica energizada.<\/p>\n<p>Est&aacute;vamos chegando ao fim da minha visita a San Diego e ainda tinha uma pergunta insistente.<\/p>\n<p><b>Lenore:<\/b>&#9;&#9;;Gostaria que voc&ecirc; me desse uns minutos para esclarecer o que disse no daisan ontem.<br \/>\n<b>Joko:<\/b>&#9;&#9;Claro.<br \/>\n<b>Lenore:<\/b>&#9;Voc&ecirc; perguntou sobre a minha decis&atilde;o interior e eu disse que desde que era menina minha decis&atilde;o interior era de ser uma boa pessoa.  Depois adiantei um pouco mais e disse que me via contraindo e me tornando muito pequena, quase n&atilde;o aparecia, certamente sem exig&ecirc;ncias\u2014e voc&ecirc; disse que tinha a ver com o que voc&ecirc; estava buscando, mas n&atilde;o sei se entendi bem.<br \/>\n<b>Joko:<\/b>&#9;Ser uma boa pessoa faz parte da estrutura do ego de que falamos.  Chega um momento em que constatamos ser imposs&iacute;vel sobreviver neste universo a menos que se desenvolva uma estrat&eacute;gia.  Para alguns, a estrat&eacute;gia &eacute; ofensiva; para outros &eacute; ficar pequena e invis&iacute;vel.  A sua estrat&eacute;gia &eacute; ser uma boa pessoa, ter uma boa apar&ecirc;ncia e agradar a todos.  Contudo, a estrat&eacute;gia fundamental de todos ser&aacute; sempre:  vou me proteger, de qualquer maneira e n&atilde;o quero saber a que pre&ccedil;o.  Com o tempo, esta estrat&eacute;gia se torna a decis&atilde;o de base que norteia a nossa vida (o ego) porque n&atilde;o temos consci&ecirc;ncia dela.  A nossa pr&aacute;tica (aten&ccedil;&atilde;o) &eacute; estar perfeitamente consciente disso, n&atilde;o racionalmente, mas em cada c&eacute;lula &oacute;ssea de nosso corpo.<br \/>\n<b>Lenore:<\/b> &#9;Quer dizer que as sensa&ccedil;&otilde;es corp&oacute;reas indicam o que se passa na estrutura eg&oacute;ica?<br \/>\n<b>Joko:<\/b>&#9;Sim.  Por exemplo, o que voc&ecirc; descreve\u2014este encolher at&eacute; chegar quase a desaparecer\u2014voc&ecirc; n&atilde;o estaria agindo assim se n&atilde;o fosse a manifesta&ccedil;&atilde;o de uma decis&atilde;o.  Houve um momento em que voc&ecirc; decidiu que a &uacute;nica forma de sobreviv&ecirc;ncia seria de recorrer a esta estrat&eacute;gia.  Voc&ecirc; aprendeu (provavelmente sem ter consci&ecirc;ncia do que fazia) que sentindo-se amea&ccedil;ada voc&ecirc; encolheria.  E o que voc&ecirc; aprendeu na vida at&eacute; agora &eacute; agir desta forma.  Ir ao encontro de qualquer amea&ccedil;a como?<br \/>\n<b>Lenore:<\/b>&#9;Desaparecendo.<br \/>\n<b>Joko:<\/b>&#9;Certo.  Claro.   O que fazemos na pr&aacute;tica &eacute; aumentar a consci&ecirc;ncia da atividade incessante do ego.  Quando meditamos com intelig&ecirc;ncia estamos fazendo isto, clarificando a estrat&eacute;gia do ego\u2014conscientes das sensa&ccedil;&otilde;es no corpo, ouvindo nossos pensamentos desordenados\u2014o que nos permite observar como esta estrat&eacute;gia domina nossas vidas.  S&oacute; ent&atilde;o &eacute; que podemos verdadeiramente avaliar que este tigre que nos tiraniza &eacute; vazio e que n&atilde;o precisamos estar a merc&ecirc; de nada t&atilde;o irreal.  Nossa decis&atilde;o pode n&atilde;o ter sido tola ent&atilde;o, mas agora &eacute; tola e inadequada.  J&aacute; n&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria.<br \/>\n<b>Lenore:<\/b>&#9;De certo modo j&aacute; n&atilde;o &eacute;\u2014mas tamb&eacute;m &eacute;!<br \/>\n<b>Joko:<\/b>&#9;Mas &eacute; assim, para n&oacute;s todos.<br \/>\n<b>Lenore:<\/b>&#9;Sim, d&aacute; para ver e quanto mais olho mais vejo.<br \/>\n<b>Joko:<\/b>&#9;Ent&atilde;o resta saber como praticar com o que surge.<br \/>\n<b>Lenore:<\/b>&#9;&Eacute; exatamente o que quero saber.<br \/>\n<b>Joko:<\/b>&#9;Durante o daisan falamos da import&acirc;ncia da busca.  O que vejo numa pr&aacute;tica de koan eficaz\u2014e creio que foi assim no princ&iacute;pio antes de se tornar muito formal e num sistema quase morto\u2014&eacute; de come&ccedil;ar a recrear momentos da sua vida para um mestre; fazer de forma a poder ver a estrutura do ego como pensamentos e sensa&ccedil;&otilde;es corporais\u2014em outras palavras, trazer &agrave; consci&ecirc;ncia.  Quando estiver t&atilde;o consciente que voc&ecirc; possa examinar a vacuidade, j&aacute; n&atilde;o dominar&aacute; mais voc&ecirc;.  &Eacute; algo que est&aacute; em seu poder, um estado de coisas bem diferente.  Ent&atilde;o voc&ecirc; poder&aacute; ir soltando, o que quer dizer, ver a vacuidade.  Esta pr&aacute;tica tem surtido efeito aqui. O desafio para o mestre &eacute; de tornar tudo isto evidente e ser cada vez mais h&aacute;bil na condu&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica.  Estou sempre procurando aprimorar e &eacute; o que torna esta atividade animada e ao mesmo tempo muito exigente.<\/p>\n<p>No pequeno quarto de fundos da casa de Joko, uma harpa maravilhosamente polida ocupa quase todo o espa&ccedil;o.  &Eacute; o quarto da Elizabeth Hamilton.  Sento-me de pernas cruzadas na sua cama enquanto ela pratica um concerto de Bach para harpa que ter&aacute; lugar brevemente.  Um gravador ao seu lado reproduz a orquestra.  Elizabeth termina o movimento com um dedilhado h&aacute;bil comentando que tendo sido uma crian&ccedil;a prod&iacute;gio, toca e se apresenta h&aacute; muitos anos, contudo, s&oacute; h&aacute; pouco &eacute; que come&ccedil;ou a entender o que &eacute; verdadeiramente tocar (quer dizer, ser a m&uacute;sica, deixar que ela surja atrav&eacute;s dela).  Fala com a mesma agilidade, precis&atilde;o e brilho com que toca a harpa.<\/p>\n<p><b>Elizabeth:<\/b>  &#9;Joko ensina que temos que considerar o estrume que faz crescer as rosas em nossas vidas.  Precisamos analisar a nossa vers&atilde;o pessoal do sofrimento.  Ela nos empurra justamente para o lugar que quer&iacute;amos evitar praticando o Zen.  Talvez tenhamos vindo para c&aacute; para sermos iluminados, para evitar a tristeza, ou para que pessoalmente possa vir a ser um self iluminado irradiando luzes da cabe&ccedil;a, mas Joko derruba tudo imediatamente.<br \/>\n&#9;&#9;Precisamos viver profundamente o que quer que seja para constatar que &eacute; vazio.  Se estamos evitando o medo nunca saberemos que o medo &eacute; vazio, ele vai nos dominar pelas profundezas.  Voc&ecirc; pode estar em samadhi profundo, vendo a totalidade, mas &eacute; quase um conceito porque quando levantar come&ccedil;a tudo de novo, com minas anti pessoal e tudo mais.  E quando &eacute; criticada ou corrigida explode de raiva; logo agora que estava iluminada!<br \/>\n<b>Lenore:<\/b>  &#9;A sedu&ccedil;&atilde;o do samadhi &eacute; conceito, mas o samadhi &eacute; uma viv&ecirc;ncia.<br \/>\n<b>Elizabeth:<\/b>&#9;Nem &eacute; viv&ecirc;ncia.  Samadhi &eacute; o que somos quando estamos meditando no momento presente, abertos a tudo.  Um samadhi muito diferente da concentra&ccedil;&atilde;o num ponto s&oacute; que bloqueia tudo mais.  Quando voc&ecirc; medita no samadhi que bloqueia tudo voc&ecirc; n&atilde;o tem problemas, n&atilde;o tem o sentido da totalidade.  Pode ser muito sedutor; pode-se ter momentos de grande insights, mas se n&atilde;o tiver consci&ecirc;ncia ou estiver presa nos seus condicionamentos, seus n&oacute;s cegos est&atilde;o ali mesmo, por baixo do samadhi, no sono restaurador de um beb&ecirc; de dois anos que quando acordar sai de l&aacute; num passo marcial e continua dominando sua vida.  Pode-se recorrer ao samadhi como um narc&oacute;tico, para bloquear pensamentos e emo&ccedil;&otilde;es e emprestar um falso sentido de realiza&ccedil;&atilde;o.<br \/>\n&#9;Se observarmos o que vem sendo dito nos passados dois anos sobre praticantes de renome podemos ver como praticar &eacute; dif&iacute;cil.  Pessoalmente n&atilde;o tenho qualquer interesse em sobre valorizar os iluminados, uma no&ccedil;&atilde;o que implica perman&ecirc;ncia e solidez.  A quest&atilde;o &eacute; apenas se estamos despertos neste exato momento.  E neste exato momento.  E neste exato momento. E tendo estado desperto em 1975, talvez t&atilde;o desperto que lhe foi conferido um t&iacute;tulo, n&atilde;o quer dizer que se esteja desperto em 1985, ou em qualquer situa&ccedil;&atilde;o que se apresente.<br \/>\n<b>Lenore:<\/b>&#9;&#9;Mesmo assim nos aprisionamos na id&eacute;ia que algu&eacute;m saiba, que saiba mais do que n&oacute;s e que nos possa explicar ou mostrar o caminho.<br \/>\n<b>Elizabeth:<\/b>&#9;Sim.  Tantos de n&oacute;s suspendemos o nosso discernimento pensando que havia algu&eacute;m l&aacute; fora incapaz de se enganar ou se comportando de forma grotesca &quot;para nos ensinar&quot;, com um prop&oacute;sito.  Sinto tamb&eacute;m ter apoiado estas pessoas&#8230;e assim contribu&iacute; para a causa colocando-as acima do meu bom senso.  &Eacute; triste ver como nos iludimos t&atilde;o diligentemente em nome da pr&aacute;tica, quando a pr&aacute;tica deveria ser o trabalho que esclarece a m&aacute;goa, a raiva ou a confus&atilde;o e propicia crescimento.  Talvez os americanos, agora com 19 anos de idade espiritual estejam prontos para deixar a casa e caminhar sozinhos.<br \/>\n<b>Lenore:<\/b>&#9;Voc&ecirc; estaria disposta a dar o seu depoimento pessoal sobre tudo isto, de como voc&ecirc; e Joko v&ecirc;m trabalhando juntas?<br \/>\n<b>Elizabeth:<\/b>&#9;Bom, primeiro eu tinha de estar disposta e farta de fingir.  Eu j&aacute; meditava mas nunca sentia raiva, s&oacute; tinha &uacute;lceras, asma e urtic&aacute;ria!  Tive de finalmente penetrar na minha realidade corporal\u2014quer dizer, eu podia ser o carvalho no jardim, n&atilde;o tinha qualquer dificuldade, mas n&atilde;o conseguia ser eu mesma sem que surgisse uma atitude auto centrada, uma auto defesa.  Ent&atilde;o comecei a observar o que vinha emergindo.  N&atilde;o foi preciso dizer o que tinha de observar, eu j&aacute; sabia.  Joko sabe que sabemos e &eacute; paciente.  Ela est&aacute; disposta a esperar at&eacute; que sejamos capazes de procurar.<br \/>\nPor exemplo, com meus concertos, h&aacute; 25 anos que tocava em p&uacute;blico, sem saber que sob a desenvoltura da artista estava algu&eacute;m em colapso nervoso, assustada e com medo de n&atilde;o ser aceita.  Tinha separado a audi&ecirc;ncia do artista (eu), ser&aacute; que vai dar certo?  Finalmente fui fundo e constatei o que estava ocultando sob a m&uacute;sica!   N&atilde;o culpo ningu&eacute;m por n&atilde;o querer procurar.<br \/>\nPrecisamos ouvir muitas vezes, como ontem pela manh&atilde; quando ela disse, &quot;volta, outra vez, outra vez para a realidade do momento presente que est&aacute; sempre no corpo&quot;.  Quanto mais eu passo a ser o tremor, ser os m&uacute;sculos tensos mais existe quietude, ponto de repouso, sanidade, o nada-de-mais.<br \/>\nHouve um momento sublime quando estava meditando havia tr&ecirc;s meses.  No dia 28 de setembro, 1975, jamais esquecerei.  Ficou claro para mim que o Sutra do Cora&ccedil;&atilde;o era verdadeiro.  Durante duas semanas era &oacute;bvio que era mesmo o caso, mas depois come&ccedil;ou a passar enquanto a mem&oacute;ria que tinha dele ficou mais e mais s&oacute;lida.  Passei os dois anos seguintes tentando recapturar este momento hist&oacute;rico, o que &eacute; delus&atilde;o.  Mas nossa vis&atilde;o da pr&aacute;tica d&aacute; tanta import&acirc;ncia a um momento destes que passamos a colar solidez sobre ele. Passamos a ter mais raz&atilde;o ainda de pensar que precisamos proteger alguma coisa, o que &eacute; contra producente.<br \/>\n<b>Lenore:<\/b> &#9; Estes momentos de clareza n&atilde;o ajudam a cortar a delus&atilde;o?<br \/>\n<b>Elizabeth:<\/b> &#9;Bem, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel juntar Humpty Dumpty outra vez, direitinho.  De certa forma eles s&atilde;o cruciais mas &eacute; prov&aacute;vel que quando a cortina levanta ela baixa de novo sobre a vis&atilde;o nublada das coisas.  &Eacute; como ser monge;  pode ser uma baita viagem eg&oacute;ica.  Prefiro n&atilde;o estar usando h&aacute;bitos agora.  O que &eacute; um h&aacute;bito?  Isto (tocando o corpo) &eacute; o h&aacute;bito.  &Eacute; f&aacute;cil passar a ser sect&aacute;rio se consideramos o h&aacute;bito ornamento do Buda.  Quem &eacute; voc&ecirc; em camisola de noite?  Prefiro n&atilde;o ser considerada uma monja budista ou n&atilde;o budista, ou uma leiga, ou o que quer que seja.  Estes r&oacute;tulos j&aacute; causaram tanta confus&atilde;o!  Pode-se recorrer a qualquer instrumento para remexer a &aacute;gua lamacenta e depois outra vez nunca mais nos lembrarmos.<br \/>\n<b>Lenore:<\/b>&#9;Voc&ecirc; pode usar o que quer que seja, pode mesmo usar a pr&aacute;tica.<br \/>\n<b>Elizabeth:<\/b>&#9;Com certeza, foi o que fiz! Fa&ccedil;o, hei de fazer.  N&atilde;o queremos procurar.  N&atilde;o queremos saber o que estamos maquinando, &eacute; humilhante, talvez seja a &uacute;nica forma de algum dia ser humilde.<br \/>\n&Eacute; interessante constatar que entre os 1.700 koans tradicionais quase nenhum trata de emo&ccedil;&otilde;es, de atitudes auto centradas ou pensamentos err&ocirc;neos\u2014exatamente o que domina a vida de quase todos n&oacute;s.  Aprecio muito o fato de que a Joko faz koans das confus&otilde;es de nossas emo&ccedil;&otilde;es.  Est&aacute; desenvolvendo koans para alunos que h&atilde;o de vir.  Pode parecer para quem n&atilde;o tenha estudado com ela, que se dirige apenas ao n&iacute;vel estritamente psicol&oacute;gico, mas n&atilde;o &eacute; isto, se significa qualquer separa&ccedil;&atilde;o entre o self e o mundo, ou o self e a situa&ccedil;&atilde;o (eu-e-o-meu-problema).  Uma boa terapia pode ser preciosa; contudo o objetivo n&atilde;o &eacute; levar-nos a realiza&ccedil;&atilde;o suprema de que n&atilde;o existe um self separado.  O trabalho da Joko associado &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es &eacute; dirigido diretamente ao que surge, como se faz com o koan.  Primeiro, tomamos consci&ecirc;ncia, depois entramos na experi&ecirc;ncia e finalmente nos convertemos no desagrado (ou confus&atilde;o, ou raiva) para penetrar a sua natureza.  N&atilde;o quer dizer que vamos agir sob seus efeitos\u2014o que apenas contribui para nos adestrarmos melhor no uso da raiva em vez se nos convertermos em raiva, que n&atilde;o faz qualquer sensa&ccedil;&atilde;o.<br \/>\nMorando com a Joko me inspiro no fato de que ela n&atilde;o sabe nada que eu tamb&eacute;m n&atilde;o saiba.  Ela j&aacute; atravessou o territ&oacute;rio da sua pr&oacute;pria mente, observou seus mecanismos de rea&ccedil;&atilde;o por muito tempo e pode ser &uacute;til como guia para fazermos outro tanto.  Ela n&atilde;o se projeta como tendo &quot;chegado&quot;.  Ali&aacute;s, onde &eacute; que se pode chegar?  J&aacute; chegamos!<br \/>\nEla &eacute; vida-centrada e n&atilde;o auto-centrada ainda que n&atilde;o gostaria de me ouvir dizer isto.  Mas &eacute; um lembrete de que nossas vidas  podem realmente manifestar os sutras, os preceitos.<br \/>\nConhecemo-nos h&aacute; 15 anos.  Ela &eacute; uma pessoa comum, comum, comum.  &Eacute; bom ter uma rela&ccedil;&atilde;o mestre disc&iacute;pulo\u2014prefiro considera-la minha consultora\u2014mas qualquer que seja o termo que se aplique n&atilde;o quer dizer que ela seja melhor, ou mais espiritualizada ou qualquer coisa assim.  &Eacute; como um coro grego.  J&aacute; viu alguma vez uma pe&ccedil;a de teatro grego?  Os personagens no palco atravessam a ponte e o coro aparece e diz, \u2018eles est&atilde;o atravessando a ponte\u2019.  J&aacute; est&aacute; acontecendo, n&atilde;o &eacute; preciso que nos digam a menos que estejamos completamente distra&iacute;dos!  At&eacute; onde posso ver o papel do mestre &eacute; de nos ajudar a ver o &oacute;bvio: o imanente e passivo de ser observado agora.  Certamente nada de especial.<\/p>\n<p>E pronto, est&aacute;vamos outra vez no &quot;nada de especial&quot;.  Sentada &agrave; m&aacute;quina de escrever, relembrando o sesshin, o movimento das sombras na parede do zendo, o som dos carros, crian&ccedil;as brincando na rua, o canto de um p&aacute;ssaro na madrugada.  No caf&eacute; da manh&atilde; o gosto de suco fresco de laranja na l&iacute;ngua.  Num arm&aacute;rio estreito uma pilha de almofadas pretas bem cheias.  Numa casa amarela comum, numa rua comum.<\/p>\n<p>Mas no interior, sobre a mesa na janela de canto, uma bela Kwan Yin sorria com absoluta graciosidade.  Hoje deve estar noutro lugar, e sobre a mesa, apenas uma pedra.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><b><i>Atualiza&ccedil;&atilde;o: Inverno 2000<\/i><\/b><br \/>\nDesde que o visitei pela &uacute;ltima vez na d&eacute;cada de 80, o Centro Zen de San Diego cresceu bastante, n&atilde;o em &aacute;rea &uacute;til, (continua na mesma casa de ent&atilde;o onde decorrem ainda quase todas as atividades, entretanto Joko mudou-se para uma casa adjacente).<br \/>\nFreq&uuml;entam os sesshins estudantes de todas as partes do mundo com quem Joko mant&eacute;m contato telef&ocirc;nico. &#8220;Muito se pode sentir e transmitir por telefone&#8221;, diz ela)<br \/>\nDe fato, foi por telefone que nos comunicamos numa tarde de outono de 1998. Sua forma de ensinar n&atilde;o mudara muito desde que nos vimos anos atr&aacute;s, entretanto hoje parece ser menos difusa, mais espec&iacute;fica, mais sofisticada. Quer dizer poder &#8220;ver as coisas de muitos &acirc;ngulos e dar instru&ccedil;&otilde;es pertinentes para cada indiv&iacute;duo&#8221;.<\/p>\n<p>Joko respeita cada vez mais as diversidades entre pessoas, a diversidade de motiva&ccedil;&otilde;es, idades, prepara&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via o que influi na sua forma de transmitir. Contudo, a relut&acirc;ncia em praticar&#8211;permanecer diretamente na experi&ecirc;ncia de vida no momento presente e sem pensamento&#8211;parece universal. &#8220;Nem imaginamos como estamos t&atilde;o pouco dispostos em praticar, mas estamos&#8221;. A maneira de abordar estas dificuldades depende de cada praticante. <\/p>\n<p>Sua forma de transmitir revela sensibilidade psicol&oacute;gica, &#8220;mas n&atilde;o ficamos por a&iacute;, vamos al&eacute;m&#8221;. Ela n&atilde;o acredita que esteja &#8220;fazendo psicologia&#8221; mas para que a pr&aacute;tica seja eficaz &eacute; preciso auto conhecimento passando por um lento processo de desilus&otilde;es consecutivas. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel ignorar nossos conte&uacute;dos tentando atingir uma abstra&ccedil;&atilde;o.<br \/>\n&#8220;Precisamos compreender o conceito peculiar que temos de n&oacute;s mesmos. &#8220;A ilumina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; uma coisa que se atinge, &eacute; a &#8220;aus&ecirc;ncia de apego ao conceito de um si-mesmo&#8221;.<br \/>\nJoko sente que seus disc&iacute;pulos chegam a patamares em suas pr&aacute;ticas, n&atilde;o conseguem avan&ccedil;ar e n&atilde;o se d&atilde;o conta. &#8220;O que &eacute; isto?&#8221; &#8220;O que &eacute; este apego?&#8221; &Eacute; um koan, &#8220;O que &eacute; isto?&#8221;<\/p>\n<p>A maioria n&atilde;o chega a saber de que consta a pr&aacute;tica por pelo menos dois anos, diz ela. Para alguns pode levar dez, doze, quatorze anos. <\/p>\n<p>Aprender como estabilizar a mente a meio altos e baixos t&atilde;o correntes, leva tempo. Come&ccedil;amos com mais clareza no dia a dia e lentamente vamos construindo os fundamentos.<br \/>\nO ponto crucial &eacute; vivenciar este preciso instante da vida em vez de pensar sobre ele. &Eacute; ent&atilde;o que &#8220;algo acontece e estamos no absoluto.&#8221;<\/p>\n<p>Joko esclarece: &#8220;Voc&ecirc; est&aacute; sempre praticando com o absoluto, voc&ecirc; entende o que quero dizer?&#8221; Aprender a vivenciar diretamente as sensa&ccedil;&otilde;es do corpo, livre de pensamentos, &eacute; um processo muito sutil, e conclui &#8220;este &eacute; o estado iluminado.&#8221;<\/p>\n<p>Joko gosta de transmitir os ensinamentos individualmente o que faz sem esfor&ccedil;o, nunca &eacute; um fardo para ela. &#8220;&Eacute; um prazer ver o despertar das pessoas.&#8221; Ela dedica oito horas por semana &agrave;s comunica&ccedil;&otilde;es telef&ocirc;nicas com os que moram longe.<\/p>\n<p>&#8220;Muitas tolices podem ser superadas por telefone&#8221; A verdade &eacute; que alguns disc&iacute;pulos esfor&ccedil;ados t&ecirc;m se desenvolvido ao longo dos anos quase que completamente por telefone.<br \/>\nJoko tem agora oitenta e quatro anos, ainda faz sesshins de cinco dias e trabalha intensa e pessoalmente com seus disc&iacute;pulos. Elizabeth Hamilton e Ezra Bayda, dois de seus sucessores do Dharma ajudam Joko a administrar os sesshins enquanto dirigem seus pr&oacute;prios retiros.<\/p>\n<p>Tr&ecirc;s outros sucessores dirigem os centros afiliados em Oakland, California; Champaign-Urbana, Illinois; e na cidade de Nova Iorque. Existem tamb&eacute;m um centro afililado na Austr&aacute;lia. O Centro Zen de San Diego pode fornecer informa&ccedil;&otilde;es adicionais.<\/p>\n<hr \/>\n<ol type=\"1\">\n<li>Extra\u00eddo de &#8220;Zen Buddhism &#8211; Hakuin School&#8221;<br \/>\n(www.ciolek.com\/WWWVLPages\/ZenPages\/Hakuin.html).<\/li>\n<li>Extra\u00eddo de &#8220;Sempre Zen &#8211; Como introduzir a Pr\u00e1tica do Zen em seu dia a dia&#8221;<\/li>\n<li>Extra\u00eddo de &#8220;Meetings with Remarkable Women: Buddhist Teachers in America&#8221; de Leonore Friedman<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><a name=\"d\"><b>Livros<\/b><\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sempre-zen\/\">Sempre Zen &#8211; Como introduzir a Pr\u00e1tica do Zen em seu dia a dia<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nada-especial\/\">Nada Especial &#8211; vivendo zen<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"e\"><b>Textos<\/b><\/a><\/p>\n<ol type=\"1\">\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-base-de-apoio\/\">A base de apoio<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-busca\/\">A busca<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-fala-que-ninguem-deseja-ouvir\/\">A fala que ningu\u00e9m deseja ouvir<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-parabola-de-mushin\/\">A par&aacute;bola de Mushin<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-promessa-que-nunca-e-cumprida\/\">A promessa que nunca \u00e9 cumprida<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-recompensa-da-pratica\/\">A recompensa da pr&aacute;tica<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/abrindo-a-caixa-de-pandora\/\">Abrindo a caixa de Pandora<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/algumas-sugestoes-sobre-a-pratica\/\">Algumas Sugest&otilde;es sobre a Pr&aacute;tica<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/amor\/\">Amor<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/aspiracao-e-expectativa\/\">Aspira&ccedil;&atilde;o e expectativa<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/autoridade\/\">Autoridade<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/compromisso\/\">Compromisso<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/correndo-no-lugar\/\">Correndo no lugar<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/derretendo-os-cubos-de-gelo\/\">Derretendo os cubos de gelo<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/dorothy-e-a-porta-trancada\/\">Dorothy e a porta trancada<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/dos-problemas-as-solucoes\/\">Dos problemas &agrave;s decis&otilde;es<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/duvidas-sobre-a-pratica-do-zen\/\">D\u00favidas sobre a pr&aacute;tica do zen<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/enxergando-alem-da-sobrestrutura\/\">Enxergando al&eacute;m da sobrestrutura<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/esta-certo\/\">Est&aacute; certo<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/experiencias-e-vivencias\/\">Experi\u00eancias e viv\u00eancias<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/falso-medo\/\">Falso medo<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/fechar-a-porta\/\">Fechar a porta<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/grandes-expectativas\/\">Grandes expectativas<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ideais\/\">Ideais?<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/iluminacao\/\">Ilumina&ccedil;&atilde;o<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/imagens\/\">Imagens<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/iniciando-a-pratica-zen\/\">Iniciando a pr\u00e1tica  Zen<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/integracao\/\">Integra\u00e7\u00e3o<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/justica\/\">Justi\u00e7a<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nao-fique-com-raiva\/\">N&atilde;o fique com raiva<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nao-julgar\/\">N\u00e3o julgar<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nova-jersey-nao-existe\/\">Nova Jersey n&atilde;o existe<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-castelo-e-o-fosso\/\">O castelo e o fosso<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-casulo-da-dor\/\">O casulo da dor<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-copo-de-agua\/\">O copo de \u00e1gua<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-diva-de-gelo\/\">O div\u00e3 de gelo<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-eu-observador\/\">O eu observador<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-esforco-para-viver-experiencias-de-iluminacao\/\">O&#9;esfor&ccedil;o para viver experi&ecirc;ncias de ilumina&ccedil;&atilde;o<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-fio-da-lamina\/\">O fio da l&acirc;mina<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-fogo-da-atencao\/\">O&#9;fogo da aten&ccedil;&atilde;o<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-olho-do-furacao\/\">O olho do furc\u00e3o<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-paradoxo-da-percepcao-consciente\/\">O paradoxo da percep\u00e7\u00e3o consciente<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-ponto-de-estrangulamento-do-medo\/\">O&#9;ponto de estrangulamento do medo<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-preco-da-pratica\/\">O&#9;pre&ccedil;o da pr&aacute;tica<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-problema-sujeito-objeto\/\">Problema sujeito-objeto<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-que-a-pratica-nao-e\/\">O que a pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-que-a-pratica-e\/\">O que \u00e9 a pr\u00e1tica<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-relacionamento-nao-e-um-com-o-outro\/\">O relacionamento n&atilde;o &eacute; um com o outro<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/onde-esta-a-solucao\/\">Onde est\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o?<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/os-seis-estagios-da-pratica\/\">Os seis est\u00e1gios da pr\u00e1tica<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/os-tomateiros-rivais\/\">Os tomateiros rivais<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/perdao\/\">Perd\u00e3o<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/pode-alguma-coisa-nos-ferir\/\">Pode alguma coisa nos ferir?<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ponto-de-mutacao\/\">Ponto de muta&ccedil;&atilde;o<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/praticando-nas-relacoes\/\">Praticando nas rela&ccedil;&otilde;es<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/praticando-o-momento-presente\/\">Praticando o momento presente<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/preparo-do-terreno\/\">Preparo do terreno<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/prisioneiros-do-medo\/\">Prisioneiros do medo<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/receita-zen-para-o-dia-a-dia\/\">Receita Zen para o Dia a Dia<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/relacionamentos-nao-funcionam\/\">Relacionamentos n&atilde;o funcionam<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/religiao\/\">Religi&atilde;o<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/renuncia\/\">Ren&uacute;ncia<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/resistencia\/\">Resist&ecirc;ncia<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/respondendo-as-pressoes\/\">Respondendo as press\u00f5es<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/rodamoinhos-e-aguas-paradas\/\">Rodamoinhos e &aacute;guas paradas<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sacrificio-e-vitimas\/\">Sacrif\u00edcios e v\u00edtimas<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sem-esperanca\/\">Sem esperan&ccedil;a<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sem-trocas\/\">Sem trocas<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/seja-feita-a-vossa-vontade\/\">Seja feita a vossa vontade<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sisifo-e-o-fardo-da-vida\/\">S\u00edsifo e o fardo da vida<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sofrimento-verdadeiro-e-sofrimento-falso\/\">Sofrimento verdadeiro e sofrimento falso<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tirando-duvidas\/\">Tirando d\u00favidas<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tragedia\/\">Trag&eacute;dia<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/um-continente-maior\/\">Um continente maior<\/a>\n<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/vivenciar-e-comportamento\/\">Vivenciar e comportamento<\/a>\n<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<p><font face=\"Comic Sans MS\" size=\"3\" color=\"#800000\"><a name=\"f\">Linhagem desde Sakiamuni Buda<\/a><\/p>\n<div style=\"text-align:center\">\n<ol type=\"1\"><b><u>BUTSU<\/u><\/b><\/p>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buda\/\">BIBASHI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buda\/\">SHIKI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buda\/\">BISHAFU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buda\/\">KURUSON<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buda\/\">KUNAGONMUNI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buda\/\">KASHO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buda\/\">XAQUIAMUNI<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/div>\n<table width=\"100%\" border=\"0\">\n<tr>\n<td valign=\"top\">\n<ol type=\"1\"><b><u>\u00cdNDIA<\/u><\/b><\/p>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/mahakashyapa\/\">MAKAKASHO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ananda\/\">ANANDA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/shanavasa\/\">SHONAWASHU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/upagupta\/\">UBAGIKUTA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/dhritaka\/\">DAITAKA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/michaka\/\">MISHAKA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/vasumitra\/\">BASHUMITSU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buddhananda\/\">BUTSUDANANDAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/buddhamitra\/\">FUDAMITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/parshvanatha\/\">BARISHIBA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/punyayashas\/\">FUNAYASHYA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ashvagosha\/\">ANABOTEI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kapimala\/\">KABIMORA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nagarjuna\/\">NAGYAHARAJUNA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/aryadeva\/\">KANADAIBA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/rahulata\/\">RAGORATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sanghanandi\/\">SOGYANANDAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/gayashata\/\">KAYSHATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kumarata\/\">KUMORATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/jayata\/\">SHAYATA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/vasubandhu\/\">BASHUBANZU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/manorhita\/\">MANURA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/haklenayasha\/\">KAKUROKUNA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/aryasimha\/\">SHSISHIBODAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/basiasita\/\">BASHASHITA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/punyamitra\/\">FUNYOMITA <\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/prajnatara\/\">HANNYATARA <\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<ol type=\"1\" start=\"28\"><b><u>CHINA<\/u><\/b><\/p>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/bodhidharma\/\">BODAIDARUMA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hui-ko\/\">TAISO EKA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/seng-tsan\/\">KANCHI SOSAN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tao-hsin\/\">DAII DOSHIN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hung-jen\/\">DAIMAN KONIN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hueineng\/\">DAIKAN ENO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ching-yuan\/\">SEIGEN GYOSHI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/shih-tou\/\">SEKITO KISEN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/yaoshan-weiyan\/\">YAKUSAN IGEN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/yun-yen-tan-sheng\/\">UNGAN DONJO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tung-shan-liang-chieh\/\">TOZAN RYOKAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/yun-chu-tao-ying\/\">UNGO DOYO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tao-pi\/\">DOAN DOHI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kuan-chih\/\">DOAN KANSHI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/yuan-kuan\/\">RYOSAN ENKAN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ta-yang-ching-hsuan\/\">TAIYO KIYOGEN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tou-tzu-yi-ching\/\">TOSHI GISEI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/fu-jung-tao-kai\/\">FUYO DOKAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tan-hsia\/\">TANKA SHIJUN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wu-kung\/\">CHORO SEIRIYO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tsung-chueh\/6\">TENDO SOKAKU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hsue-tou\/\">SECCHO CHIKAN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tien-tung-ju-ching\/\">TENDO NYOJO<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td valign=\"top\">\n<ol type=\"1\" start=\"51\"><b><u>JAP\u00c3O<\/u><\/b><\/p>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/eihei-dogen\/\">EIHEI DOGEN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/koun-ejo\/\">KOUN EJO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tettsu-gikai\/\">TETSU GIKAI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/keizan-jokin\/\">KEIZAN JOKIN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/meiho-sotetsu\/\">MEIHO SOTETSU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/shugan-dochin\/\">SHUGAN DOCHIN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tetsuzan-shikaku\/\">TETSUZAN SHIKAKU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/keigen-eisho\/\">KEIGAN EISHO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/chuzan-ryohun\/\">CHUZAN RYOHUN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/gisan-tonin\/\">GISAN TONIN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/shogaku-kenryu\/\">SHOGAKU KENRYU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kinen-horyu\/\">KINEN HORYU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/teishitsu-chisen\/\">TEISHITSU CHISEN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kokei-shojun\/\">KOKEI SHOJUN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sekiso-juho\/\">SEKISO YUHO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kaiten-genju\/\">KAITEN GENJU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/shuzan-shunsho\/\">SHUZAN SHUNSHO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/chozan-giketsu\/\">CHOZAN GIKETSU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/fukushu-koshi\/\">FUKUSHU KOCHI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/myodo-yuton\/\">MYODO YUTON<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hakuho-gentekki\/\">HAKUHO GENTEKI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/gesshu-soko\/\">GESSHU SOKO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/tokuho-ryoko\/\">TOKUO RYOKO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/mokushi-soen\/\">MOKUSHI SOEN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sekiso-tesshu\/\">SEKISO TESSHU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ryuko-ryoshu\/\">RYUKO RYOSHU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/renzan-soho\/\">RENZAN SOHO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/motsugai-shido\/\">MOTSUGAI SHIDO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/gukei-youn\/\">GUKEI YOUN<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/kakusho-sodo\/\">KAKUSHO SODO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/daiun-sogaku\/\">DAIUN SOGAKU<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hakuun-ryoko\/\">HAKUUN RYOKO<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/td>\n<td valign=\"top\">\n<ol type=\"1\" start=\"83\"><b><u>OCIDENTE<\/u><\/b><\/p>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/taizan-maezumi\/\">TAIZAN MAEZUMI<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">CHARLOTTE JOKO BECK<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<p><\/font><\/div>\n<p><\/font><\/p>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Charlotte Joko Beck (1916-2011) Refer\u00eancias Por Steve Smith Por Leonore Friedmann Livros Textos Linhagem Refer\u00eancias1 Charlotte Joko Beck, professora de Zen, &eacute; respons&aacute;vel pelo Centro Zen de San Diego (&quot;San Diego Zen Center&quot;). Na decada de 60 treinou com os &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2958,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2955","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2955","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2955"}],"version-history":[{"count":78,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2955\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6941,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2955\/revisions\/6941"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2958"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2955"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}