{"id":4581,"date":"2018-05-29T19:33:10","date_gmt":"2018-05-29T21:33:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?page_id=4581"},"modified":"2018-05-29T19:34:09","modified_gmt":"2018-05-29T21:34:09","slug":"ikkyu-sojun","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ikkyu-sojun\/","title":{"rendered":"lkkyu Sojun"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=4582\" rel=\"attachment wp-att-4582\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/lkkyu-Sojun-300x285.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"285\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4582\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/lkkyu-Sojun-300x285.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/lkkyu-Sojun-315x300.jpg 315w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/lkkyu-Sojun.jpg 368w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<b>lkkyu Sojun (1394-1481)<\/b><\/p>\n<hr \/>\n<p><a href=\"#a\">Refer\u00eancias<\/a><br \/>\n<a href=\"#b\">Biografia<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"a\"><b>Refer\u00eancias<\/b><\/a><br \/>\nlkkyu Sojun (1394-1481): antigo abade de Daitoku-ji, o grande mosteiro Rinzai em Kyoto. Ikkyu &eacute; conhecido na hist&oacute;ria Zen tanto por sua profunda intelig&ecirc;ncia, expressa em numerosos versos, como pela penetra&ccedil;&atilde;o do seu &quot;lnsight&quot; Zen. Ambas as qualidades encontram-se neste seu poema, escrito quando tinha oitenta e sete anos e aproximava-se sua morte:<br \/>\n&quot;Obscuramente, por trinta anos; Timidamente por trinta anos Obscura e timidamente por sessenta anos: &Aacute; minha morte, evacuo e ofere&ccedil;o a Buda minhas fezes&quot; <\/p>\n<p align=\"right\"><i>Tradu&ccedil;&atilde;o para o ingl&ecirc;s de R. H.Blyth<\/i><\/p>\n<p>.<\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<p><a name=\"b\"><b>Biografia<\/b><\/a><br \/>\nIkkyu foi um monge Zen de Muromachi, Jap\u00e3o.  Ele foi um personagem dram\u00e1tico e enigm\u00e1tico, que n\u00e3o teve medo de criticar as institui\u00e7\u00f5es sociais e religioso de seu tempo.  Ele foi um cal\u00edgrafo e poeta excelente.  Atacando a hipocrisia das ordens mon\u00e1sticas, ele freq\u00fcentou bord\u00e9is e botecos.  Gra\u00e7a a  Ikkyu, sabedoria, arte, e atitude franca incitou a imagina\u00e7\u00e3o do povo japon\u00eas, e ele se tornou um her\u00f3i deste povo.  Muitos mitos circularam sobre ele.  Hoje, existem desenhos infantis japoneses sobre as aventuras de Ikkyu.  Embora os mitos sobre Ikkyu nos induzem a uma impress\u00e3o um pouco inexata sobre a figura p\u00fablica que ele foi, existe tamb\u00e9m bastantes evid\u00eancias hist\u00f3rica confi\u00e1veis sobre sua vida. Conece-se mais sobre a vida de Ikkyu que sobre a vida de qualquer outro monge do Jap\u00e3o medieval.<\/p>\n<p> Ikkyu nasceu em 1394, em um tempo de equil\u00edbrio pol\u00edtico delicado e paz fr\u00e1gil.  Por mais de duzentos anos, o governo foi nominalmente exercido pelo imperador, mas o tribunal imperial limitava esses poderes.  O xogum, l\u00edder dos samurais, era realmente o principal respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.  Para complicar o governo, em 1272 a linha imperial foi dividida em dois ramos.  O imp\u00e9rio alternava entre as duas linhas, com a maioria de imperadores s\u00f3 reinando alguns anos antes de abdicar.  <\/p>\n<p>     Em 1318, Godaigo, um imperador do ramo imperial Meridional, tentou recuperar controle do governo.  Ele tentou tomar todo poder afstado do ramo do norte da fam\u00edlia imperial, e ainda recuperar alguns poderes do shogunato.  Ele n\u00e3o seguiu humildemente as ordens do shogunato, como era o costume dos imperadores.  O shogunato descontente tentou depor Godaigo e a fam\u00edlia imperial Meridional.  Por outro lado, o shogunato sustentou imperadores da fam\u00edlia do norte, que estavam ainda dispostos a ser guiados pelo xogum.  Por\u00e9m, a filial Meridional n\u00e3o seria derrubada facilmente e continuou a opor-se ao shogunato e a fam\u00edlia imperial do norte por  mais de meio s\u00e9culo.  <\/p>\n<p>     Em 1392, uma tr\u00e9gua foi finalmente realizada.  Conforme o acordo, sucess\u00e3o do governo imperial voltaria a alternar entre as duas linhas imperiais.  O primeiro imperador reconhecido por ambas as linhas foi Gokomatsu, da fam\u00edlia do norte.  Por\u00e9m, apesar do acordo, nem a fam\u00edlia do norte nem o shogunato tinham qualquer inten\u00e7\u00e3o de permitir que o governo imperial retornasse a fam\u00edlia Meridional.  Por\u00e9m, eles tiveram que fazer gestos de boa vontade para a fam\u00edlia Meridional a fim de cimentar a paz.  Um destes gestos foi o estabelecimento de v\u00e1rios membros do ramo Meridional no tribunal imperial.  <\/p>\n<p>Entre os Sulistas admitidos para o tribunal estava a filha de um nobre Meridional.  Ela ganhou o cora\u00e7\u00e3o do imperador do norte de dezessete anos.  Logo, ela engr\u00e1vidou de seu primeiro filho.  Os do norte n\u00e3o ficaram contente com este desenvolvimento.  Tradicionalmente, qualquer filho do imperador, com qualquer mulher, era eleg\u00edvel para o governo do imp\u00e9rio.  As crian\u00e7as eram tradicionalmente educadas pela m\u00e3e e na casa da m\u00e3e.  Em outras palavras,o primeiro filho do imperador seria educado por uma Sulista na casa de uma fam\u00edlia de Sulistas.  Assustados com a id\u00e9ia de que apesar de suas maquina\u00e7\u00f5es, eles poderiam acabar tendo um imperador leal aos Meridionais, a fac\u00e7\u00e3o do norte for\u00e7ou a mulher a deixar o tribunal, e seu filho nunca foi reconhecida como sendo do  Imperador.  (Isto era incomum entre os tribunais japoneses, onde crian\u00e7as eram quase sempre reconhecidas por seus pais.)<\/p>\n<p> Desta forma, em 1394, Ikkyu1 nasceu, como o filho n\u00e3o reconhecido do imperador.  Embora isto pare\u00e7a com o tipo de hist\u00f3ria que pode facilmente ter sido inventada sobre uma figura religiosa famosa, existem muitas fontes contempor\u00e2neas que concordam em rela\u00e7\u00f5a a esta heran\u00e7a de Ikkyu. <\/p>\n<p>     Ikkyu passou seus anos iniciais com sua m\u00e3e em Saga, uma \u00e1rea pr\u00f3ximo de Kyoto onde os aristocratas freq\u00fcentemente se aposentavam .  Quando o menino estava com cinco anos, sua m\u00e3e o colocou em um monast\u00e9rio Zen.  Este foi a melhor forma de assegurar seguran\u00e7a para seu filho.  Enquanto ele permanecesse na vida laica, existia sempre o perigo que algu\u00e9m da filial imperial do norte ou do shogunato viessem para mat\u00e1-lo, para estar absolutamente seguros que ele nunca reivindicaria o governo imperial.  Como um monge, ele estava certamente seguro. , <\/p>\n<p>Qual era a situa\u00e7\u00e3o de um monast\u00e9rios Zen naquela \u00e9poca?  <\/p>\n<p>O budismo no Jap\u00e3o era a religi\u00e3o estabelecida, e estava largamente controlado e patrocinado pelo governo e a nobreza.  Existiam v\u00e1rias seitas ativas no Jap\u00e3o naquele momento, com classes diferentes de pessoas tendendo a pertencer a seitas diferentes. O Zen tinha sido importado da China duzentos anos antes, da mesma formma que o shogunato entrou em poder.  O Zen Rinzai rapidamente se tornou popular entre os samurais e o shogunato.  A disciplina severa do Zen, sua atitude despreocupada com a morte, e uma aproxima\u00e7\u00e3o intuitiva atraia a classe dos guerreiros.  <\/p>\n<p>Depois que os monges trouxeram o Zen da China para o Jap\u00e3o, existiu pouca comunica\u00e7\u00e3o entre o Jap\u00e3o e a China por mais de dois s\u00e9culos.  Os monges trouxeram com eles a caligrafia, poesia, pintura, e a cerimonia do ch\u00e1  chinesa.  A cultura chinesa foi largamente considerada pelos japoneses como sendo a forma de uma boa educa\u00e7\u00e3o, e a elite tinha muito prazer em ter uma influ\u00eancia fresca da cultura chinesa.  O Zen veio a ser estimado n\u00e3o s\u00f3 pelos seus ensinamentos e pr\u00e1ticas religiosas e filos\u00f3ficos, mas tamb\u00e9m por suas contribui\u00e7\u00f5es para a  alta cultura. <\/p>\n<p>Na era de Muromachi, o shogunato se tornou muito interessado no desenvolvimento da arte e da cultura.  Muitos monast\u00e9rios Zen eram controlados pelo shogunato e repletos com a aristocracia aposentada e altos funcion\u00e1rios, muitos chegaram a assemelhar-se a centros de estudo da cultura chinesa tanto como se assemelhavam a institui\u00e7\u00f5es religiosas.  O conhecimento do idioma chin\u00eas era freq\u00fcentemente considerado mais importante que a medita\u00e7\u00e3o.  Esta vulgariza\u00e7\u00e3o dos templos Zen Rinzai n\u00e3o era parada pelos l\u00edderes do Zen mon\u00e1stico porque o governo cobrava os compromissos de todas as altas aministra\u00e7\u00f5es religiosas.  Embora ningu\u00e9m pudesse ser designado para um alto posto religioso sem ter sua ilumina\u00e7\u00e3o certificada por um mestre Zen realizado, esta certifica\u00e7\u00e3o (inka) era freq\u00fcentemente comprada ou ganha com influ\u00eancia pol\u00edtica.  Os postos religiosos altos eram at\u00e9 mais freq\u00fcentemente conseguidos por influ\u00eancia pol\u00edtica.  A diplomacia era mais importante que perspic\u00e1cia religiosa verdadeira, com muitos monges mantendo postos importantes no governo.  Alguns monast\u00e9rios Zen emprestavam dinheiro com taxas de juros altas.  Esta corrup\u00e7\u00e3o do Zen n\u00e3o era de modo algum universal, mas era certamente bastante comum.  <\/p>\n<p>     Deste modo quando o jovem Ikkyu entrou em um monast\u00e9rio Zen, a coisa principal que era ensinada, era a cultura chinesa.  Ele aprendeu a ler e excrever no idioma chin\u00eas, aprendeu hist\u00f3ria e literatura chinesa, e aprendeu como escrever poesia chinesa.  Ele aprendeu tamb\u00e9m pelo menos um pouco de medita\u00e7\u00e3o e filosofia Zen, embora estes ensinamentos provavelmente n\u00e3o fossem enfatizados.  Logo se tornou claro que Ikkyu era um estudante talentoso.  Ele aprendeu depressa e bem.  Ele logo come\u00e7ou a escrever poesias no estilo chin\u00eas.  Alguns de seus primeiros poemas ainda sobrevivem, ficando claro que ele era um autor precoce, escrevendo com uma perspic\u00e1cia incomum para sua idade.  Ele parece ter jurado escrever pelo menos um poema por dia para o resto de sua vida.  A poesia se tornou uma linha constante ao longo de sua vida.  Mais de mil de poemas de Ikkyu ainda sobrevivem.  <\/p>\n<p>     Tamb\u00e9m sabe-se que o jovem Ikkyu tomou o Zen seriamente e estava disposto a criticar monges que s\u00f3 mantinham uma fachada de religiosidade.  Em um poema ele escreveu \u00e0s quinze criticas &#8220;fama faminta&#8221; para monges cujo Zen era somente a &#8220;boca Zen&#8221;2.  O desgosto de Ikkyu com os monges insinceros e hip\u00f3critas e sua vontade de critic\u00e1-los foi outra caracter\u00edstica que carregou ao longo de sua vida.  <\/p>\n<p>     Uma terceira linha que procede da mocidade de Ikkyu e segue atrav\u00e9s do resto de sua vida \u00e9 sua condol\u00eancia para a situa\u00e7\u00e3o das mulheres.  Isto parece ter sido gerado por sua rela\u00e7\u00e3o com sua m\u00e3e.  Muitos dos primeiros poemas de Ikkyu cont\u00eam refer\u00eancias finamente ocultas sobre a situa\u00e7\u00e3o de sua m\u00e3e como uma ex-cortes\u00e3, abandonada pelo imperador.  Ikkyu parece ter tido uma rela\u00e7\u00e3o intensa com sua m\u00e3e.  Ele tinha claramente grande respeito por ela  Ele a via t\u00e3o freq\u00fcentemente quanto seu hor\u00e1rio mon\u00e1stico r\u00edgido permitia.  <\/p>\n<p>     Quando Ikkyu tinha dezesseis anos, ele deixou os templos respeitados em que tinha estudado, e se tornou o disc\u00edpulo de Keno, um monge pouco conhecido.  Keno n\u00e3o fazia parte da hierarquia Zen estabelecida e patrocinda pelo sistema.  Embora seu mestre espirituallhe tivesse oferecido o inka, Keno recusou, deste modo garantindo que ele sempre teria uma posi\u00e7\u00e3o marginal na sociedade religiosa.  Ele n\u00e3o podia manter um posto de funcion\u00e1rio religioso nem conceder o inka para seus estudantes.  Ele provavelmente viveu em uma cabana pequena nos sub\u00farbios de Kyoto, e n\u00e3o teve nenhum disc\u00edpulo diferente de Ikkyu.  Os monges jovens n\u00e3o iriam prov\u00e1vel estudar com um monge que n\u00e3o podia certificar o progresso que eles fizessem.  Ikkyu se tornou disc\u00edpulo de Keno pelo desejo puro de crescimento espiritual.  N\u00e3o existia nada mais para ser ganho com viver e estudar com um empobrecido e marginalizado monge como Keno.  <\/p>\n<p>     Keno teve v\u00ednculo com a escola Zen de Daitoku-ji e Myoshin-ji.  Estas escolas eram uma das escolas mais s\u00e9rias do Zen.  Ainda n\u00e3o se haviam vulgarizado.  Seu enfoque principal estava ainda na disciplina Zen, n\u00e3o literatura, arte, ou pol\u00edtica.  Keno era um representante admir\u00e1vel desta escola.  Infelizmente, existe muito poucos registros do tempo de Ikkyu com Keno. Aparentemente, Ikkyu progrediu depressa no treinamento Zen.  Quando ele tinha dezenove anos, Keno disse, &#8220;Ele entende tudo que eu conhe\u00e7o.  Eu n\u00e3o posso ensina-lo mais.&#8221;3  Logo, antes de Ikkyu completar vinte anos, Keno morreu.  <\/p>\n<p>     Ikkyu ficou desolado com a morte de Keno.  Ele n\u00e3o tinha recursos para preparar um enterro como era o costume.  Ao inv\u00e9s disto, ele passou v\u00e1rias semanas rezando, meditando, jejuando, e assim por diante.  Ele retornou para ver sua m\u00e3e, e ent\u00e3o foi embora novamente.  Aparentemente ele foi para o Lago Biwa e tentou afogar-se.  Ele foi impedido por um empregado que sua m\u00e3e enviou atr\u00e1s dele.  Ela tinha temido que pelo Ikku pudesse fazer, e enviou o servidor com uma carta pedindo a Ikkyu para continuar a viver por ela, se n\u00e3o desejasse viver por nenhuma outra raz\u00e3o.  <\/p>\n<p>     Ikkyu tornou-se ciente que sua vida precisava de dire\u00e7\u00e3o.  Ele come\u00e7ou a procura por outro professor.  O professor que ele escolheu foi Kaso, um mestre do templo Daitoku-ji.  Kaso era completamente n\u00e3o mundano.  Sua disciplina era a do Zen puro.  Desejando escapar a corrup\u00e7\u00e3o dos templos em torno do capital, ele vivia em um templo retirado, na extremidade do Lago Biwa.  <\/p>\n<p>     Para escapar a corrup\u00e7\u00e3o dos templos bem patrocinados, Kaso escapou tamb\u00e9m de sua riqueza.  Seu templo nunca era bem patrocinado, e este per\u00edodo era um tempo pobre para economia do Jap\u00e3o.  O templo de Kaso era verdadeiramente empobrecido.  J\u00e1 era duroo e dif\u00edcil alimentar os monges residentese por isso ele n\u00e3o deu boas-vindas um estudante adicional.  Quando Ikkyu tentou entrar para o templo, ele n\u00e3o foi admitido.  Ele ficou persistentemente fora da portaria, mendicando sua admiss\u00e3o, at\u00e9 alguns disc\u00edpulos chegaram a lan\u00e7ar resto de \u00e1gua sobre ele.  Depois de cinco dias de mendic\u00e2ncia, sua persist\u00eancia foi t\u00e3o grande que Kaso finalmente lhe permitiu entrada.  <\/p>\n<p>     A vida dentro do templo era extremamente dura.  Os disc\u00edpulos tinham ainda menos recursos que geralmente tem nos templos de Zen.  Eles estavam magros e freq\u00fcentemente n\u00e3o saud\u00e1veis.  Kaso dirigia seus disc\u00edpulos de forma dura, tanto na medita\u00e7\u00e3o como nos trabalhos di\u00e1rios.  Os estudantes trabalhavam fazendo saches e roupa herb\u00e1ria das bonecas de papel para vender para os ricos.  Este trabalho era repetitivo, permitindo a medita\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea.  Ajudava tamb\u00e9m a sustentar o templo.  <\/p>\n<p>     Estudantes meditando sobre koans.  Haviam bastante estudantes e cada um recebia aten\u00e7\u00e3o individual.  Ikkyu criou o h\u00e1bito de sair e passar toda a noite em um barco a remos no lago, meditando.  Ikkyu come\u00e7ou a vida com uma educa\u00e7\u00e3o forte em assuntos do intelecto.  Ele agora recebia uma educa\u00e7\u00e3o at\u00e9 mais intensa para ir al\u00e9m do intelecto.  <\/p>\n<p>     Quando ele tinha vinte e quatro anos obteve um despertar e Kaso deu a ele o nome budista &#8220;Ikkyu&#8221;.  Este foi um primeiro passo.  Ikkyu continuou a meditar, e quando ele fez vinte e seis anos, teve uma experi\u00eancia profunda de satori.  Sua experiencia foi catalisada pelo som de um corvo gralhando.  Ikkyu foi e reportou para Kaso.  Kaso disse a Ikkyu, &#8220;Voc\u00ea alcan\u00e7ou a fase de um arhat (Jap., rakan), mas n\u00e3o aquele de um mestre Zen.&#8221;  Ikkyu respondeu, &#8220;eu estou contente em ser um arhat; Eu odiaria ser um mestre Zen.&#8221;  Esta resposta mostrou que Ikkyu foi al\u00e9m da preocupa\u00e7\u00e3o com categorias, e Kaso satisfeito, lhe disse, &#8220;Ent\u00e3o voc\u00ea realmente \u00e9 um mestre Zen.&#8221;  <\/p>\n<p>     Ikkyu escreveu o seguinte satori verso:<\/p>\n<p>\tPor dez anos minha mente foi atravancada por paix\u00e3o e raiva;<br \/>\n\tNeste momento, eu ainda possuo ira e emo\u00e7\u00f5es violentas;<br \/>\n\tNo instante em que o corvo riu, um rakan revelou-se fora do p\u00f3 ordin\u00e1rio.<br \/>\n\tNeste raio de sol da manh\u00e3, um rosto iluminado canta.4  <\/p>\n<p>Seu poema mostra que o mundo era ainda o mesmo, at\u00e9 ele pr\u00f3prio era ainda o mesmo, mas ele tinha um novo modo de ver.  A \u00faltima linha faz uma refer\u00eancia oculta para situa\u00e7\u00e3o da sua m\u00e3e que n\u00e3o \u00e9 enfatizada por esta tradu\u00e7\u00e3o.  Parece prov\u00e1vel que Ikkyu tenha ganho uma nova sensa\u00e7\u00e3o quando pensando sobre o abandono de sua m\u00e3e pelo imperador.  <\/p>\n<p>     Logo depois daexperi\u00eancia do  satori de Ikkyu, Kaso deu a Ikkyu certifica\u00e7\u00e3o inka .  Ikkyu n\u00e3o tinha uma opini\u00e3o elevada sobre os certificados do inka, e recusou a pegar o peda\u00e7o de papel, deixando-o no ch\u00e3o.  Kaso salvou o certificado para Ikkyu. N\u00e3o h\u00e1 nenhuma d\u00favida que o desgosto de Ikkyu como o certificado do inka vinha em parte de Keno, seu antigo mestre.  \u00c9 poss\u00edvel que ele sentiu que como homens ricos podiam comprar certifica\u00e7\u00e3o inka de alguns monges, tal certificado n\u00e3o tinha mais valor que qualquer outra coisa.  <\/p>\n<p>     Ikkyu ficou com Kaso v\u00e1rios anos mais, cuidando dele durante suas enfermidades.  Quando Ikkyu fez vinte e nove anos, Kaso recuperou-se at\u00e9 certo ponto.  Sentindo que ele n\u00e3o era mais precisado por Kaso, Ikkyu resolveu come\u00e7ar um per\u00edodo de caminhadas.  Era tradicional para os monges, depois de atingir o satori, viajar durante algum tempo para ganhar maturidade e para aprofundar seu esclarecimento.  O per\u00edodo errante de Ikkyu, por\u00e9m, foi muito mais longo que o da maioria dos monges.  Ele n\u00e3o acomodou-se novamente por quase trinta anos.  <\/p>\n<p>     Quando Ikkyu come\u00e7ou sua peregrina\u00e7\u00e3o ,sua vida realmente come\u00e7ou a tomar car\u00e1ter e se tornar fascinante.  Ele logo se tornou conhecido como um exc\u00eantrico.  Ikkyu desafiava continuamente no\u00e7\u00f5es preconcebidas das pessoas sobre comportamento apropriado.  Ele recusou-se a estar condicionado por categorias e limites tradicionais.  Em vez de fundar seu comportamento por normas sociais aceitas, ele seguiu seu pr\u00f3prio crit\u00e9rio interno.  Ele recusava absolutamente agir de dor hip\u00f3crita.<\/p>\n<p>     As excentricidades de Ikkyu eram esperadas em grande parte por sua ades\u00e3o ao cora\u00e7\u00e3o dos ensinamentos Rinzai.  Rinzai advertiu que as pessoas nunca se tornaria iluminadas se eles continuassem &#8220;amando o sagrado e odiando o mundano&#8221;.  Ao contr\u00e1rio, ele dizia as pessoas, &#8220;Voc\u00ea tem s\u00f3 que ser comuns sem nada para fazer. . . defecando, urinando, colocando roupas, comendo comida e dormindo quando cansados. . . s\u00f3 seja voc\u00ea mesmo mestre de toda situa\u00e7\u00e3o e onde quer que voc\u00ea esteja \u00e9 o lugar verdadeiro.&#8221;<\/p>\n<p>Rinzai orou contra cerim\u00f4nias, est\u00e1tuas, incenso, e assim por diante.  Ele n\u00e3o via nenhuma finalidade na exibi\u00e7\u00e3o t\u00edmida de devo\u00e7\u00e3o.  Ao contr\u00e1rio, ele estimulou atividades comuns, conjugando o mundano e o sagrado.  Ikkyu n\u00e3o se limitou a aprender estes ensinamentos, ele agiu com eles, freq\u00fcentemente com resultados dram\u00e1ticos.  <\/p>\n<p>     Provavelmente a arena mais chocante em que Ikkyu demonstrou seu descuido para normas de sociedade foi o sexo.  Na \u00e9poca, era esperados que os monges fossem celibat\u00e1rio.  A lux\u00faria com mulheres era considerada uma paix\u00e3o que deveria ser eliminada a fim de alcan\u00e7ar a ilumina\u00e7\u00e3o.  Ikkyu teve amantes, frequentou bord\u00e9is e botecos, escreveu poesias sobre amor er\u00f3tico.  Ele provavelmente teve um filho  com seus trinta anos, e \u00e9 poss\u00edvel que tenha sido casado por um curto per\u00edodo.  Ikkyu n\u00e3o fez nenhuma tentativa para esconder suas atividades sexuais.  Era realmente incomum monges freq\u00fcentarem bord\u00e9is, a maioria de monges eram muito reservados sobre isto, proclamando publicamente o preju\u00edzo da paix\u00e3o sexual.  Ikkyu, por outro lado, n\u00e3o via nenhuma contradi\u00e7\u00e3o entre o satori e o amor sexual.  <\/p>\n<p>     Ikkyu escreveu um poema em resposta para um koan sobre este assunto:  <\/p>\n<p>     Antigamente, havia uma mulher velha que tinha sustentado o monge de uma eremita por vinte anos, enviando a ele comida por suas empregadas (e dando a ele abrigo).<br \/>\n     Um dia ela instruiu uma menima de dezesseis ano de idade para abra\u00e7ar o padre e perguntar a ele, &#8220;Como voc\u00ea se sente neste momento?&#8221;<br \/>\n     A menina fez isso, e reportou que sua resposta foi:  &#8220;Eu sinto como uma velha (murcha) \u00e1rvore durante os tr\u00eas meses de invernos mais frios, inclinadas contra pedras sem calor.&#8221;<br \/>\n    A mulher velha ent\u00e3o disse, &#8220;Por vinte anos eu tenho alimentado e alojando este monge, que n\u00e3o diz a verdade.&#8221;  Ela o colocou para fora e queimou totalmente a eremita.  <\/p>\n<p>     A mulher velha com inten\u00e7\u00e3o de fazer uma &#8220;escada&#8221; para aquele velhaco.<br \/>\nEnt\u00e3o para o &#8220;celibat\u00e1rio&#8221; ela deu \u00e0 menina como um presente.<br \/>\nEsta noite, se uma menina jovem e bonita vier oferecer amor para mim.<br \/>\nMinha \u00e1rvore de salgueiro velha faria seguramente sugir um broto fresco.<\/p>\n<p>Ikkyu concordou claramente com a mulher velha que o monge era uma fraude.  Seu poema indica que a mulher forneceu ao monge uma oportunidade para o avan\u00e7o espiritual (uma escada) que o monge recusou.  O monge acaba estar negando a vida e vivendo de forma enganosa.  Ele n\u00e3o est\u00e1 disposto a ver seus sentimentos verdadeiros de atra\u00e7\u00e3o para a menina, ou se ele ver seus sentimentos, ele os reprime.  Ikkyu, por outro lado, reconhece e honra seus sentimentos de atra\u00e7\u00e3o, e este lhe traz crescimento e vitalidade espiritual.  Ikkyu n\u00e3o est\u00e1 preso a sentir de um modo particular, mas aceita seus pr\u00f3prios sentimentos e a\u00e7\u00f5es como eles v\u00eam.  <\/p>\n<p>     A atitude de Ikkyu para sexo pode ser justificada com a doutrina do Zen tradicional.  Uma convic\u00e7\u00e3o que \u00e9 t\u00edpica do Zen \u00e9 que tudo tem natureza de Buddha.  Buddha est\u00e1 em tudo.  Ent\u00e3o, n\u00e3o existe nada que \u00e9 puro ou impuro.  Tudo \u00e9 igualmente sagrado e igualmente profano, em um estado de n\u00e3o dualidade.  Este faz discrimina\u00e7\u00e3o e categoriza\u00e7\u00e3o in\u00fatil.  N\u00e3o existe nenhuma base pela qual se possa reivindicar que algumas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o &#8220;boas&#8221; e outras s\u00e3o &#8220;ruins&#8221;.  At\u00e9 a paix\u00e3o \u00e9 cheia com a natureza de Buddha.  Vista nesta luz, as fa\u00e7anhas sexuais de Ikkyu s\u00e3o um exemplo de ir al\u00e9m da dualidade e ver a natureza de Buddha em tudo.  Vivendo completamente no momento sem acrescentar e sem medo, ele podia apreciar qualquer circunst\u00e2ncia em que se encontrasse e quaqeur emo\u00e7\u00e3o que sentisse.  <\/p>\n<p>     Da mesma maneira que Ikkyu n\u00e3o era guiado por preconcep\u00e7\u00e3o sobre que a\u00e7\u00f5es eram sagradas ou profanas, ele estava tamb\u00e9m livre de preconcep\u00e7\u00f5es sobre que pessoas eram merecedoras de respeito.  Ele mostrava freq\u00fcentemente grande respeito pelas pessoas que tinham sido tradicionalmente ultrajadas.  Prostitutas, por exemplo, eram um objetivo comum da cr\u00edtica moralista.  A maioria dos monges desaprovavam automaticamente as prostitutas.  Ikkyu, por outro lado, escreveu para elas um de seus poemas, &#8220;A prostituta \u00e9 descuidada, mas o homem (seu cliente) tem uma mente.&#8221;  No Zen, ser descuidado, ou sem pensamento dial\u00e9tico racional, \u00e9 um movimento importante para o esclarecimento.  Deste modo, Ikkyu estava implicando que a prostituta est\u00e1 mais pr\u00f3xima de um estado verdadeiro de esclarecimento do Zen que seu cliente.  N\u00e3o est\u00e1 claro no poema, mas o homem pode ser realmente Ikkyu, ele mesmo.  Ikkyu, um mestre Zen certificado, pode estar dizendo que ele est\u00e1 menos iluminado que uma prostituta.  Isto tem verdadeiramente uma radical implica\u00e7\u00e3o, invertendo completamente o ju\u00edzo de valor da sociedade tradicional.  Ainda que este n\u00e3o fosse o significado que Ikkyu pretendeu, s\u00f3 o reconhecimento de que uma prostituta pode possuir atributos de esclarecimento j\u00e1 era um movimento radicalmente igualit\u00e1rio.  <\/p>\n<p>     Ikkyu viveu sua vida inteira de um ponto de vista de igualit\u00e1rio.  Ele n\u00e3o julgou pessoas por apar\u00eancias externas ou por ju\u00edzos de sociedade.  Isto inicialmente pode ser visto por sua decis\u00e3o de estudar com Keno, um monge sem posi\u00e7\u00e3o social.  Mais tarde, quando ele peregrinou pela zona rural, ele n\u00e3o se associaria com ningu\u00e9m.  Ele ficou com as pessoas de todas as classes &#8212; prostitutas, fazendeiros, pescadores, artistas, comerciantes, guerreiros, e nobres, entre outros.  N\u00f3s j\u00e1 vimos como ele apreciou as prostitutas tradicionalmente denunciadas.  Ikkyu deixou tamb\u00e9m poemas mostrando respeito por outras pessoas que eram tradicionalmente n\u00e3o estimadas.  Um dos mais ador\u00e1veis destes \u00e9 um poema intitulado, &#8220;Pescadores&#8221;:  <\/p>\n<p>\tEu quase perdi minha mente7 entre o estudar e treinamento severo;<br \/>\n\tMas a coisa mais valiosa da vida \u00e9 realmente as can\u00e7\u00f5es do pescador.<br \/>\n\tAo longo do rio de Hsiao, existe p\u00f4r-do-sol e chove, nuvens e lua,<br \/>\n\tExcel\u00eancia al\u00e9m de palavras, cantando noite depois de noite.8<\/p>\n<p>Ikkyu contrasta o treinamento severo e freq\u00fcentemente improdutivo que ele recebeu em templos Zen com a beleza tranq\u00fcila, e quieta das vidas do pescador.  <\/p>\n<p>     Ikkyu n\u00e3o estava s\u00f3 disposto a ver e reconhecer o valor naquele que a sociedade desestimava, ele estava tamb\u00e9m disposto a assinalar os problemas naqueles que sociedade respeitava.  Mais not\u00e1vel era sua vontade para criticar as corrup\u00e7\u00f5es da institucionaliza\u00e7\u00e3o do Zen.  Em um incidente famoso, Ikkyu desfilou ao redor cidade levando uma espada grande.  Como monges n\u00e3o deveriam levar espadas, os citadinos perguntaram a ele o que estava fazendo.  Ikkyu puxou a espada para fora da bainha, exibindo o que era somente uma imita\u00e7\u00e3o de madeira.  Ele disse as pessoas que monges Zen modernos eram como esta espada &#8212; desde que estava em sua bainha, parecia com uma coisa real, mas se voc\u00ea a tirasse e tentasse us\u00e1-la, voc\u00ea descubriria que era s\u00f3 um peda\u00e7o de madeira, e n\u00e3o podia realizar qualquer coisa.  Ikkyu quis que as pessoas percebessem aquelas apar\u00eancias externas n\u00e3o implicavam necessariamente qualquer coisa sobre realidade interior.  <\/p>\n<p>     Outra situa\u00e7\u00e3o que dramatizou a preocupa\u00e7\u00e3o de Ikkyu para valor que dava para a exibi\u00e7\u00e3o externa aconteceu em um servi\u00e7o comemorativo para o mestre de Kaso, Gongai.  Ikkyu veio para o servi\u00e7o com sua roupa de viagem, que era pobre, rota, e suja.  Todos os outros monges estvam bem vestidos, em batas formais, como era habitual em servi\u00e7os comemorativos.  Quando Kaso questionou o traje malfeito de Ikkyu, este disse: &#8220;Minha sinceridade \u00e9 o artigo do vestu\u00e1rio que eu visto.  Eu n\u00e3o imito as fantasias de monges hip\u00f3critas.&#8221;9  Ikkyu sentiu que aquele respeito era um sentimento interno, n\u00e3o algo que podia ser mostrado por batas de fantasia.  <\/p>\n<p>     Ikkyu rejeitou constantemente a hipocrisia.  Enquanto outros monges participavam de bares e bord\u00e9is anonimamente, vestindo roupas diferentes, Ikkyu reconhecia publicamente suas a\u00e7\u00f5es, e vestia roupas de monge a toda hora.  Ele era sempre honrado.  Sua poesia \u00e9 fortemente emocional, evitando a sutileza refinada que era t\u00edpica da poesia de seu tempo.  Tanto suas for\u00e7as e como debilidades s\u00e3o apresentadas sem artif\u00edcio.  <\/p>\n<p>     Uma das caracter\u00edsticas de Ikkyu que parece \u00e0 primeira vista ser uma debilidade \u00e9 sua rivalidade feroz com Yoso, um homem que era um estudante da mesma categoria de Kaso.  Yoso era mais ou menos vinte anos mais velhos que Ikkyu, e demorou muito, mais tempo para receber a certifica\u00e7\u00e3o inka.  Por\u00e9m, eventualmente Yoso recebeu inka.  Quando Kaso morreu, Yoso se tornou o pr\u00f3ximo abade de Daitoku-ji.  Embora Ikkyu n\u00e3o tivesse nenhum interesse em ser abade ele mesmo, ele sentiu aparentemente que Yoso era incompetente.  Ikkyu publicou um livro de versos vitri\u00f3licos ultrajando Yoso.  Ikkyu acusou Yoso de ser um leproso, um pervertido, uma falsifica\u00e7\u00e3o \u00f3bvia.  Estas goteiras de versos com veneno.  Este tipo de ataque apaixonado n\u00e3o se ajusta a minhas id\u00e9ias de como algu\u00e9m que alcan\u00e7ou o satori se comportaria.  Por\u00e9m, Ikkyu encantou-se em n\u00e3o fazer como era esperado de um mestre Zen.  Seu comportamento chocou seus contempor\u00e2neos, e agora ele me choca.  Mas Ikkyu nunca reivindicou de ter se liberado ele mesmo da raiva.  At\u00e9 em seu poema do satori, ele disse &#8220;eu ainda tenho ira e emo\u00e7\u00f5es violentas.&#8221;  Suas a\u00e7\u00f5es mais antigas provaram as palavras de seu poema do satori.  Ele viveu realmente com a verdade de que a buddha-natureza estava em tudo.  Tudo inclui tanto desejo sexual como raiva vitri\u00f3lica.  Olhando para o mundo deste modo, uma pessoa iluminada podia fazer qualquer coisa mesmo, e ainda ser iluminada.  <\/p>\n<p>     Ikkyu trouxe o Zen para as pessoas comuns do Jap\u00e3o.  Ele era uma for\u00e7a prim\u00e1ria no princ\u00edpio da populariza\u00e7\u00e3o do Zen.  Antes deste per\u00edodo, o Zen normalmente ficou nos templos e tinha sido apreciado s\u00f3 pela elite.  Mas depois de Ikkyu, as pessoas comuns come\u00e7aram a ter possibilidade de uma melhor avalia\u00e7\u00e3o do Zen.<br \/>\n     Quando Ikkyu tinha cinq\u00fcenta e sete anos, ele finalmente acomodou-se em um lugar.  Ele estava simplesmente muito velho para continuar a viajar para todos os lados.  Muito aconteceu em sua vida depois dele acomodar-se.  Ele se tornou o centro de um grupo de artistas.  Existia uma escola de pintura que se centrou em torno dele de tal forma que terminou se chamando a escola de Ikkyu.  Ainda \u00e9 creditado a ele uma grande influencia na forma\u00e7\u00e3o da formalidade do ch\u00e1, jardins de pedra Zen, e noh teatro &#8212; tr\u00eas formas de arte que atualmente s\u00e3o consideradas com a quintessencia japonesa.  Existe evid\u00eancia que sugere que a forma presente da formalidade de ch\u00e1 possa ter sido originalmente inventada por Ikkyu.  \u00c9 poss\u00edvel que ele tenha concebido a formalidade como um modo de pr\u00e1tica Zen apropriada nas vidas da elite.  Os jardins de pedra Zen foram inicialmente criados por um estudantes de Ikkyu, mas sup\u00f4em-se que Ikkyu estava envolvido na sua cria\u00e7\u00e3o.  O teatro de Noh tem uma conex\u00e3o um pouco mais ligeira com Ikkyu.  A ele \u00e9 creditado ter escrito as duas primeiras hist\u00f3rias noh, e ele ensinou um dos primeiros l\u00edderes de noh teatro, mas esta forma de teatro n\u00e3o come\u00e7ou sob sua tutela.  <\/p>\n<p>     As formas prim\u00e1rias pr\u00f3prias de Ikkyu de express\u00e3o art\u00edstica foram a poesia e a caligrafia, que foram, claro, combinadas toda vez que ele escrevia um poema.  Ele era um mestre da forma po\u00e9tica chinesa.  Sua poesia n\u00e3o est\u00e1 ta\u00f5 conhecida como sua excel\u00eancia merece porque o japon\u00eas mais moderno tem dificuldades lendo chin\u00eas.  Sua caligrafia, por outro lado, \u00e9 altamente estimada no Jap\u00e3o.  Ele \u00e9 considerado ter sido o melhor cal\u00edgrafo do Jap\u00e3o, e alguns de seus trabalhos existentes s\u00e3o altamente valorizados.  Durante sua vida, ele n\u00e3o se preocupou com prest\u00edgio art\u00edstico.  Ele jogou fora milhares de poemas, dando-os a quem estivesse por perto o desejassem.  As \u00fanicas vezes que ele ganhou algum dinheiro com sua arte, foi ocasionalmente quando ele precisou desesperadamente de dinheiro e usou a pintura de retratos.  Sua poesia era simplesmente uma express\u00e3o do momento.  <\/p>\n<p>     Depois de Ikkyu acomodar-se, seu interesse pelo amor apareceu.  Ele apaixonou-se por um cantora cega chamada Nori.  Ela correspondeu seu amor, inspirando-o a escrever algumas de suas melhores poesias de amor.  \u00c9 poss\u00edvel que ela tenha le dado uma filha.  Um dos \u00faltimos poemas de Ikkyu expressa sua tristeza por ele ter que deixar Nori.  Antes dele a encontrar, com seus sessenta anos,  Ikkyu estava bastante sombrio.  O pa\u00eds foi envolvido na Guerra de Onin, que foi uma guerra civil sangrenta.  Era grande a escasses e as pessoas estavam morrendo nas ruas.  As rela\u00e7\u00f5es amorosas de Ikkyu com Nori pareceram dar a ele um novo alento na vida.  Seus poemas para ela expressam uma sensa\u00e7\u00e3o renovada de maravilha e encantamento com o mundo.  <\/p>\n<p>     Anos mais tarde viram tamb\u00e9m a subida inesperada em respeitabilidade Ikkyu.  Yoso, o abade de Daitoku-ji, morreu.  Daitoku-ji tinha sido queimado totalmente durante a Guerra de Onin.  O governo pediu a Ikkyu, que estava agora com seus oitenta anos, que se tornasse o abade de Daitoku-ji e supervisionasse sua reconstru\u00e7\u00e3o.  Ikkyu, com reservas severas, aceitou o compromisso e o desafio.  Ele recusou mudar seu estilo de vida para conformar as expectativas da sociedade com o comportamento de um abade, mas o governo n\u00e3o estava em posi\u00e7\u00e3o para discutir com ele.  A tarefa determinada para Ikkyu era quase imposs\u00edvel.  Ikkyu teve que levantar todo o dinheiro para a reconstru\u00e7\u00e3o e ent\u00e3o tentar conseguir a grande complexa recupera\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios constru\u00eddos, e isto logo depois de uma guerra que empobreceu o pa\u00eds.  Surpreendentemente, Ikkyu consegue realizar a tarefa.  A \u00fanica raz\u00e3o que permitiu esta fa\u00e7anha era que ele possuia muitos amigos entre os comerciantes e fazendeiros.  Ele terminou o templo um pouco antes de sua morte, com a idade oitenta e oito anos.  <\/p>\n<p>     Ikkyu foi um dos mais interessante e incomuns mestres Zen do Jap\u00e3o.  Ele teve um efeito duradouro na sociedade, popularizando Zen e ajudando a inventar campos art\u00edstico que eram cheio do esp\u00edrito Zen.  Ele lutou contra a institucionaliza\u00e7\u00e3o da corrup\u00e7\u00e3o e ensinou que a experi\u00eancia individual de esclarecimento era mais importante que as formas de comportamento socialmnet convenientes.  Ele radiou intelig\u00eancia, confian\u00e7a pr\u00f3pria, e energia, e estava disposta a realizar o imposs\u00edvel.  Na era de Tokugawa, quando as liberdades individuais foram menos impedidas, Ikkyu se tornou um her\u00f3i do povo japon\u00eas.  Hist\u00f3rias inumer\u00e1veis eram inventadas sobre ele, enfatizando sua gra\u00e7a, a independ\u00eancia, e a liberdade das expectativas da sociedade.  Ele \u00e9 ainda um dos mestres Zen extensamente apreciados no Jap\u00e3o.  \u00c9 interessante pensar como a hist\u00f3ria do Jap\u00e3o teria sido diferente se Ikkyu tivesse sido feito imperador, em lugar de n\u00e3o ter sido reconhecido por seu pai.  Eu, pessoalmente, estou contente que Ikkyu tenha sido um monge,  e n\u00e3o um imperador, e que n\u00f3s temos os resultados do g\u00eanio cultural de Ikkyu.  <\/p>\n<p><b>Bibliografia<\/b><\/p>\n<p>Arntzen, Sonja.  Ikkyu and the Crazy Cloud Anthology:  A Zen Poet of Medieval Japan.  Tokyo:  University of Tokyo Press, 1986.<br \/>\nCovell, Jon Carter.  Unraveling Zen&#8217;s Red Thread:  Ikkyu&#8217;s Controversial Way.  Elizabeth, New Jersey:  Hollym International Corp., 1980<br \/>\nDumoulin, Heinrich.  Zen Buddhism:  A History, Vol. 2, Japan.  Translated by \tJames W. Heisig and Paul Knitter.  New York: Macmillan Publishing Company, 1990.<br \/>\nHane, Mikiso.  Premodern Japan:  A Historical Survey.  Boulder, Colorado:  \tWestview Press, 1991.<br \/>\nMatsunaga, Daigan &#038; Matsunaga, Alicia.  Foundation of Japanese Buddhism, \tVol. 2, The Mass Movement.  Los Angeles:  Buddhist Books \tInternational, 1976.<br \/>\nOlson, Carl.  &#8220;The Zen Clown Ikkyu:  A Cross Cultural Study of a Symbol of \tDisorder.&#8221;  Journal of Dharma:  An International Quarterly of World \tReligions 13 (1988):  147-163.<br \/>\nSanford, James H.  Zen-Man Ikkyu.  Ann Arbor, Michigan:  Scholars Press, \t1981.<br \/>\nToshihide, Akamatsu &#038; Yampolsky, Philip.  &#8220;Muromachi Zen and the Gozan System.&#8221;  In Japan in the Muromachi Age, pp. 313-330.  Edited by John W. Hall &#038; Toyoda Takeshi.  Berkeley, California:  University of California Press, 1977.<br \/>\nVarley, H. Paul.  Japanese Culture:  A Short History.  Tokyo:  Charles E. Tuttle Company, 1973.  <\/p>\n<hr \/>\n<ol>\nFonte:<\/p>\n<li>Retirado do site http:\/\/www.buddhanet.net\/\n<\/li>\n<\/ol>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>lkkyu Sojun (1394-1481) Refer\u00eancias Biografia Refer\u00eancias lkkyu Sojun (1394-1481): antigo abade de Daitoku-ji, o grande mosteiro Rinzai em Kyoto. Ikkyu &eacute; conhecido na hist&oacute;ria Zen tanto por sua profunda intelig&ecirc;ncia, expressa em numerosos versos, como pela penetra&ccedil;&atilde;o do seu &quot;lnsight&quot; &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ikkyu-sojun\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4582,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-4581","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4581","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4581"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4581\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4584,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4581\/revisions\/4584"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4582"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4581"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}