{"id":4870,"date":"2018-06-09T20:46:53","date_gmt":"2018-06-09T22:46:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?page_id=4870"},"modified":"2018-06-09T20:59:49","modified_gmt":"2018-06-09T22:59:49","slug":"o-castelo-e-o-fosso","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-castelo-e-o-fosso\/","title":{"rendered":"O castelo e o fosso"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-castelo-e-o-fosso\/o-castelo-e-o-fosso-2\/\" rel=\"attachment wp-att-4873\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/O-castelo-e-o-fosso.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"183\" class=\"alignleft size-full wp-image-4873\" \/><\/a><br \/>\n<b>O castelo e o fosso<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>, <br \/>extra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nada-especial\/\">Nada Especial<\/a>&#8220;<\/b><\/i><\/div>\n<p><\/p>\n<p>Desde que comecei como instrutora encontrei muito poucas pessoas que n\u00e3o estavam de alguma maneira mergulhadas naquilo que consideravam como um problema. \u00c9 como se suas vidas estivessem enterradas numa densa e enorme nuvem, ou como se estivessem num quarto escuro as voltas com nossa n\u00eamese. Quando estamos nas malhas desse conflito, fechamos o mundo do lado de fora. Francamente, n\u00e3o temos tempo para ele porque estamos muito ocupados com nossas preocupa\u00e7\u00f5es. Nosso \u00fanico interesse \u00e9 solucionar nosso problema. N\u00e3o vemos mais al\u00e9m do que essa ilus\u00e3o, em que o problema com que nos preocupamos n\u00e3o \u00e9 o problema real. Ou\u00e7o um sem-n\u00famero de varia\u00e7\u00f5es sobre esse tema: &#8220;Estou t\u00e3o sozinha&#8221;; &#8220;A vida \u00e9 vazia e sem sentido&#8221;; &#8220;Tenho de tudo, e no entanto&#8230;&#8221;. N\u00e3o enxergamos que nosso problema superficial \u00e9 apenas a pontinha do iceberg. Na realidade, o que consideramos como nosso problema \u00e9, na verdade, um pseudo problema.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s com certeza n\u00e3o parece que sejam s\u00f3 pseudo problemas. Se, por exemplo, sou casada e meu marido vai embora sem d\u00favida n\u00e3o acho que esse seja um pseudo problema. Vai passar muito tempo antes que eu consiga ver que aquilo que estou chamando de o meu problema n\u00e3o \u00e9 a dificuldade real. Apesar disso, o problema real n\u00e3o \u00e9 a parte que podemos enxergar, como algo pendurado no ar; o verdadeiro problema \u00e9 o iceberg que est\u00e1 embaixo da \u00e1gua. Para uma pessoa, o iceberg pode ser uma cren\u00e7a generalizada e entranhada do tipo &#8220;Tenho tudo sob controle&#8221;; para outra, pode ser &#8220;Preciso fazer as coisas com perfei\u00e7\u00e3o&#8221;. Mas, na verdade, n\u00e3o consigo controlar o mundo sendo prestativa, n\u00e3o consigo control\u00e1-lo sendo desprotegida, n\u00e3o consigo control\u00e1-lo com meus encantos, ou meu sucesso, ou minha agressividade, n\u00e3o consigo control\u00e1-lo pela suavidade ou pela do\u00e7ura, ou pelo melodrama da v\u00edtima. Logo abaixo do problema emergente est\u00e1 um padr\u00e3o mais fundamental que de-<br \/>\nvemos reconhecer e com o qual nos familiarizar. Trata-se de uma atitude cr\u00f4nica e abrangente perante a vida, uma decis\u00e3o muito antiga decorrente de nossos temores infantis. Se n\u00e3o conseguirmos enxerg\u00e1-la e, em vez disso, nos perdermos tentando lidar com o pseudo problema que se apresenta, continuaremos cegos aos acontecimentos e \u00e0s pessoas.<\/p>\n<p>S\u00f3 quando nossa abordagem de cegos diante da vida come\u00e7ar a apresentar defeitos \u00e9 que passaremos a sentir vagos lampejos de que nosso pseudo problema \u00e9 um castelo assombrado no qual estamos como prisioneiros. O primeiro passo de qualquer pr\u00e1tica \u00e9 saber que somos prisioneiros. A maioria das pessoas n\u00e3o tem a menor suspeita disso: &#8220;Oh, comigo vai tudo bem!&#8221;<\/p>\n<p>Por\u00e9m, quando come\u00e7amos a reconhecer que estamos como prisioneiros, podemos come\u00e7ar a encontrar uma porta que nos leve para fora da pris\u00e3o. Estaremos ent\u00e3o despertos o suficiente para saber que estamos aprisionados.<\/p>\n<p>E como se meu problema fosse um castelo sombrio e tenebroso, cercado de \u00e1gua por todos os lados. Encontro-me num pequeno bote e come\u00e7o a remar para ganhar dist\u00e2ncia. Conforme remo, olho para o castelo que vai ficando para tr\u00e1s, e quanto mais me afasto, menor fica. O fosso \u00e9 imenso, mas finalmente o atravesso e chego na outra margem. Agora, quando olho de novo para o castelo, ele parece muito pequeno. Por ter recuado, n\u00e3o tem mais o mesmo interesse que um dia despertou em mim. Assim, come\u00e7o a dar mais aten\u00e7\u00e3o para o lugar onde agora me encontro. Olho para a \u00e1gua, as \u00e1rvores, os p\u00e1ssaros. Talvez existam pessoas passeando de bote pela \u00e1gua, apreciando o ar livre. Algum dia desses, enquanto estiver desfrutando o cen\u00e1rio, vou olhar para onde estava o castelo e verei que ele ter\u00e1 sumido.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica \u00e9 como o processo de remar pelo fosso. Primeiro estamos nas malhas de nosso pseudo problema. Em algum ponto, contudo, damo-nos conta de que aquilo que parecia ser o problema n\u00e3o \u00e9, afinal de contas. Nosso problema \u00e9 algo muito mais profundo. Uma luz come\u00e7a a brilhar. Somos capazes de encontrar uma porta de sa\u00edda e ganhar uma certa dist\u00e2ncia ou perspectiva em nossos esfor\u00e7os. O problema poder\u00e1 ainda continuar nos atormentando, como um imenso castelo mal-assombrado, mas pelo menos estaremos do lado de fora, olhando para ele. Quando come\u00e7amos a remar e nos distanciar, a \u00e1gua pode estar encapelada e dificultar o avan\u00e7o. At\u00e9 mesmo uma tempestade pode nos arremessar de volta \u00e0 beira do lago, de modo que n\u00e3o conseguimos ir embora ainda por mais algum tempo. No entanto, continuamos tentando e, em algum momento, conseguimos colocar alguma dist\u00e2ncia entre n\u00f3s e o castelo tenebroso. Come\u00e7amos a desfrutar um pouco a vida do lado de fora do castelo. Depois de algum tempo, podemos estar gostando tanto dela que o castelo em si agora parece apenas um outro resto de alguma coisa flutuando na \u00e1gua, t\u00e3o sem import\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 o seu castelo? Qual \u00e9 o seu pseudo problema? E qual \u00e9 o iceberg l\u00e1 embaixo, o problema mais profundo que dirige a sua vida? O castelo e o iceberg s\u00e3o uma e a mesma coisa, O que s\u00e3o para voc\u00ea? A resposta, para cada pessoa, \u00e9 diferente. Se come\u00e7amos a ver que o problema atual que nos contraria n\u00e3o \u00e9 a verdadeira quest\u00e3o de nossas vidas, mas simplesmente um sintoma de um padr\u00e3o mais profundo, ent\u00e3o estamos come\u00e7ando a conhecer nosso castelo. Quando o conhecermos bastante bem, estaremos come\u00e7ando a encontrar a dire\u00e7\u00e3o da sa\u00edda.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos perguntar por que continuamos presos no castelo. Permanecemos presos porque n\u00e3o reconhecemos o castelo, nem como conquistar a nossa liberdade. O primeiro passo na pr\u00e1tica \u00e9 sempre ver e reconhecer nosso castelo ou pris\u00e3o. As pessoas s\u00e3o feitas prisioneiras de muitas e variadas maneiras. Por exemplo, um castelo pode ser a busca constante de uma vida excitante e movimentada, repleta de novidades e divertimentos. As pessoas que vivem assim s\u00e3o estimulantes, mas dif\u00edceis de conviver. Viver num castelo, portanto, n\u00e3o significa necessariamente uma vida de preocupa\u00e7\u00f5es, ansiedade e depress\u00e3o. <\/p>\n<p>As pris\u00f5es mais sutis n\u00e3o parecem em nada com isso. Quanto maior o nosso sucesso no mundo externo, mais dif\u00edcil pode ser identificar o castelo onde estamos como prisioneiros. O sucesso em si \u00e9 \u00f3timo; contudo, se n\u00e3o nos conhecemos, pode ser uma pris\u00e3o. Conheci pessoas famosas em seus campos de atividade e que apesar disso eram prisioneiras de seus castelos. Tais pessoas s\u00f3 partem para a pr\u00e1tica quando alguma coisa come\u00e7a a n\u00e3o dar mais certo em sua vida &#8211; embora o sucesso externo em geral torne mais dif\u00edcil reconhecer e admitir a desintegra\u00e7\u00e3o. Quando as primeiras rachaduras concretas aparecerem na parede do castelo, talvez comecemos a investigar nossas vidas. Os primeiros anos de pr\u00e1tica consistem em chegar a conhecer o castelo do qual somos prisioneiros e come\u00e7ar a encontrar onde est\u00e1 o bote a remo. A viagem atrav\u00e9s do fosso pode ser tortuosa, especialmente no princ\u00edpio. Talvez nos aconte\u00e7am tempestades e \u00e1guas agitadas quando nos separamos de nosso sonho de como somos e de como pensamos que a nossa vida deveria ser.<\/p>\n<p>Um s\u00f3 elemento realiza por n\u00f3s essa travessia: a percep\u00e7\u00e3o consciente do que est\u00e1 acontecendo. A capacidade de manter a percep\u00e7\u00e3o consciente quando pseudo problemas aparecem \u00e9 algo que aos poucos se desenvolve pela pr\u00e1tica, embora n\u00e3o por esfor\u00e7os deliberados nesse sentido. Quando se d\u00e3o acontecimentos dos quais n\u00e3o gostamos, criamos pseudo problemas e ficamos seus prisioneiros: &#8221;Voc\u00ea me insultou! Claro que estou com raiva!&#8221;; &#8220;Estou t\u00e3o sozinha. Ningu\u00e9m realmente se importa comigo&#8221;; &#8220;Minha vida foi muito dura. Abusaram de mim&#8221;.<br \/>\nNossa viagem n\u00e3o termina (e talvez numa \u00fanica vida humana nunca chegue ao fim) enquanto n\u00e3o virmos que n\u00e3o existe castelo e que n\u00e3o existe problema. A quantidade de \u00e1gua que atravessamos em nosso bote \u00e9 sempre aquilo que ela \u00e9. Como poderia existir algum problema? Meu &#8220;problema&#8221; \u00e9 que n\u00e3o gosto disso. N\u00e3o gosto disso, n\u00e3o gosto desse jeito, a vida n\u00e3o me serve. Assim, partindo de minhas opini\u00f5es, rea\u00e7\u00f5es e julgamentos construo um castelo no qual me fa\u00e7o prisioneiro.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica ajuda-me a compreender esse processo. Em vez de me perder em meio a contrariedades, observo meus pensamentos e a contra\u00e7\u00e3o do meu corpo. Come\u00e7o a ver que o incidente que me transtornou n\u00e3o \u00e9 o problema real; em vez disso, minha contrariedade deriva de minha particular maneira de olhar a vida. Escolho esta parte e come\u00e7o a demolir o meu sonho. Pouco a pouco, vou construindo uma certa dist\u00e2ncia em perspectiva. Meu bote a remo afasta-se do castelo que ergui e n\u00e3o sou mais prisioneiro ali dentro.<\/p>\n<p>Quanto mais tempo praticamos, mais rapidamente avan\u00e7amos por esse processo, a cada vez que ele emerge. O trabalho \u00e9 lento e desencorajador no come\u00e7o, mas, conforme v\u00e3o aumentando nosso entendimento e nossas habilidades, ele acelera cada vez mais e chegamos depois a ver que n\u00e3o existem problemas. Podemos desenvolver doen\u00e7as e perder o pouco dinheiro que t\u00ednhamos; apesar desses transtornos, n\u00e3o h\u00e1 problema.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, n\u00f3s n\u00e3o enxergamos a vida dessa maneira. No minuto em que se imp\u00f5e a n\u00f3s algo de que n\u00e3o gostamos, temos, do nosso ponto de vista, um problema. Assim, a pr\u00e1tica zen n\u00e3o trata de nos ajustarmos ao problema, mas de vermos que n\u00e3o existe problema nenhum. \u00c9 uma estrada muito diferente daquela a que est\u00e3o acostumadas quase todas as pessoas. A maioria apenas tenta consertar o castelo, em vez de ver mais al\u00e9m dele e encontrar o fosso que nos separa dele &#8211; e isso \u00e9 o que a pr\u00e1tica nos leva a reconhecer.<\/p>\n<p>Na verdade, a maioria n\u00e3o quer sair do castelo. Podemos n\u00e3o perceb\u00ea-lo, mas adoramos os nossos problemas. Queremos continuar como prisioneiros de nossas constru\u00e7\u00f5es, girando e revolvendo no mesmo ponto como v\u00edtimas, sentindo muita pena de n\u00f3s. Depois de algum tempo, pode ser que cheguemos a ver que essa vida na realidade n\u00e3o funciona muito bem. \u00c9 quando talvez comecemos a procurar pelo fosso. Mas mesmo ent\u00e3o, continuamos a nos iludir, buscando solu\u00e7\u00f5es que mant\u00eam o castelo intacto e a n\u00f3s como prisioneiros. Por exemplo, se um relacionamento parece ser o problema, talvez nos atiremos em outro em vez de descobrir a quest\u00e3o que est\u00e1 na base, e que \u00e9 a nossa fundamental decis\u00e3o sobre a vida, o castelo que erguemos.<\/p>\n<p>&#8220;Minha perna quebrou.&#8221; &#8220;Estou aborrecido com a minha namorada.&#8221; &#8220;Meus pais n\u00e3o me compreendem.&#8221; &#8220;Meu filho usa drogas.&#8221; E assim por diante. O que, neste exato minuto, \u00e9 o fator que nos separa da vida e nos impede de enxergar as coisas como elas s\u00e3o? S\u00f3 quando a vida for apreciada em todos os seus momentos \u00e9 que poderemos dizer que sabemos algo de uma vida religiosa.<\/p>\n<p>Compreender \u00e9 a chave. Ainda assim, s\u00e3o precisos anos e anos de pr\u00e1tica para come\u00e7armos a entender o que estou descrevendo e \u00e9 preciso coragem para nos aventurarmos na travessia do fosso, distanciando-nos do castelo. Enquanto ficamos dentro dele, conseguimos sentir que somos importantes. \u00c9 preciso um intermin\u00e1vel treinamento para cruzar aquele fosso com rapidez e efici\u00eancia. N\u00e3o somos muito propensos a sair do castelo. Se estamos terrivelmente deprimidos, a depress\u00e3o \u00e9, apesar de tudo, aquilo que conhecemos; que Deus n\u00e3o permita que n\u00f3s devamos abandonar nossa depress\u00e3o. E assustador entrar no nosso pequeno bote e deixar para tr\u00e1s todas as coisas que at\u00e9 ent\u00e3o cham\u00e1vamos de a nossa vida. Aprisionados no castelo, ficamos constringidos a um espa\u00e7o reduzido, apertado. Nossa vida \u00e9 sombria e assustadi\u00e7a, quer o percebamos, quer n\u00e3o. Felizmente, a liberdade (o nosso ser verdadeiro) nunca cessa de nos chamar.<\/p>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O castelo e o fosso Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Nada Especial&#8220; Desde que comecei como instrutora encontrei muito poucas pessoas que n\u00e3o estavam de alguma maneira mergulhadas naquilo que consideravam como um problema. \u00c9 como se suas &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-castelo-e-o-fosso\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4873,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-4870","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4870","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4870"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4870\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4874,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/4870\/revisions\/4874"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4873"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4870"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}