{"id":4875,"date":"2018-06-09T21:04:47","date_gmt":"2018-06-09T23:04:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?page_id=4875"},"modified":"2021-08-25T19:11:38","modified_gmt":"2021-08-25T21:11:38","slug":"duvidas-sobre-a-pratica-do-zen","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/duvidas-sobre-a-pratica-do-zen\/","title":{"rendered":"D\u00favidas sobre a pr\u00e1tica do zen"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Wen-yueh.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Wen-yueh.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" class=\"alignleft size-full wp-image-7001\" \/><\/a><br \/>\n<b>D\u00favidas sobre a pr&aacute;tica do zen<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sempre-zen\/\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/i><\/div>\n<p>Gostaria agora de responder a algumas perguntas sobre a pr&aacute;tica do zen e sua rela&ccedil;&atilde;o com a vida pessoal.<\/p>\n<p><b>ALUNO:<\/b> Voc&ecirc; poderia falar mais a respeito de nos desapegarmos dos pensamentos que nos ocorrem durante a medita&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p><b>JOKO:<\/b> N&atilde;o acho que nos desapeguemos das coisas; creio que o que mais fazemos &eacute; desgast&aacute;-las. Se come&ccedil;amos a for&ccedil;ar nossas mentes para fazerem as coisas, estaremos exatamente de volta ao dualismo do qual tentamos nos livrar. O melhor meio de nos desapegar &eacute; notar os pensamentos quando aparecerem e reconhec&ecirc;-los. \u00abAh, &eacute;, estou de novo pensando.&quot; Sem julg&aacute;-los, e ent&atilde;o retornar &agrave; n&iacute;tida experi&ecirc;ncia do momento presente. Sejam apenas pacientes. Ter&iacute;amos de fazer isso dez mil vezes, mas o valor de nossa pr&aacute;tica &eacute; o retorno constante da mente para o presente, in&uacute;meras vezes seguidas. N&atilde;o procurem aqueles lugares maravilhosos, onde os pensamentos n&atilde;o ocorrer&atilde;o. <\/p>\n<p>Uma vez que os pensamentos basicamente n&atilde;o s&atilde;o reais, em algum momento come&ccedil;ar&atilde;o a ficar obscuros e menos imperativos, e acabaremos percebendo que existem momentos em que desaparecem, porque vemos que n&atilde;o s&atilde;o reais. J&aacute; ir&atilde;o sumir com o tempo, sem que saibamos de maneira exata como aconteceu. Aqueles pensamentos s&atilde;o nossas tentativas de nos proteger. Ningu&eacute;m quer, de fato, deix&aacute;-los de lado; s&atilde;o aquilo a que estamos apegados. Com o tempo, o meio de acabarmos enxergando sua irrealidade est&aacute; em apenas deixar correr o filme. Depois de o assistirmos umas quinhentas vezes, sem d&uacute;vida, ele acaba se tornando mon&oacute;tono!<\/p>\n<p>H&aacute; duas esp&eacute;cies de pensamento. N&atilde;o h&aacute; nada de errado em pensar no sentido que denomino &quot;pensamento t&eacute;cnico.&quot; Precisamos pensar a fim de andar daqui at&eacute; o canto, para assar um bolo ou resolver um problema de F&iacute;sica. Esse uso da mente &eacute; correto. N&atilde;o &eacute; nem real, tampouco irreal; &eacute; s&oacute; o que &eacute;. Por&eacute;m, opini&otilde;es, julgamentos, lembran&ccedil;as, devaneios a respeito do futuro, 90% dos pensamentos que giram em nossa mente n&atilde;o t&ecirc;m qualquer realidade essencial. Do nascimento at&eacute; a morte, a menos que despertemos, desperdi&ccedil;amos quase toda a nossa vida em fun&ccedil;&atilde;o deles.<\/p>\n<p>A parte horr&iacute;vel do sentar (e, acreditem, &eacute; horr&iacute;vel) est&aacute; em come&ccedil;armos a ver o que de fato se passa em nossa mente. &Eacute; chocante para todo mundo. Vemos que somos violentos, preconceituosos e ego&iacute;stas. Somos tudo isso porque uma vida condicionada, com base em falsos pensamentos levou-nos a esse estado.Os seres humanos s&atilde;o essencialmente bons, gentis e compadecidos, mas &eacute; preciso um grande esfor&ccedil;o de escava&ccedil;&atilde;o para extrair essa j&oacute;ia das entranhas de nosso ser.<\/p>\n<p><b>ALUNO<\/b>: Voc&ecirc; disse que conforme o tempo passa, os reveses os transtornos come&ccedil;am a se reduzir, at&eacute; que por fim<b> <\/b>se esgotam?<\/p>\n<p><b>JOKO:<\/b> N&atilde;o estou querendo dizer que n&atilde;o haver&aacute; transtornos. O que desejo falar &eacute; que, quando ficamos aborrecidos, n&atilde;o permanecemos apegados a esse estado. Se sentirmos raiva, s&oacute; ficaremos com raiva por um instante. Pode ser que os outros nem se d&ecirc;em conta disso. &Eacute; tudo. N&atilde;o h&aacute; o apego &agrave; raiva, &agrave; sedu&ccedil;&atilde;o mental de manter-se nesse estado. N&atilde;o estou tamb&eacute;m afirmando que os anos de pr&aacute;tica terminar&atilde;o fazendo de n&oacute;s zumbis. Pelo contr&aacute;rio, teremos emo&ccedil;&otilde;es realmente mais genu&iacute;nas, sentiremos mais as pessoas. S&oacute; n&atilde;o ficaremos mais t&atilde;o enredados nas malhas de nossos estados interiores.<\/p>\n<p><b>ALUNO:<\/b> Voc&ecirc; poderia comentar a respeito de nosso trabalho cotidiano como parte da pr&aacute;tica?<\/p>\n<p><b>JOKO:<\/b> O trabalho &eacute; a melhor parte da pr&aacute;tica e do treino zen. Independente de qual seja o trabalho, dever&aacute; ser feito com esfor&ccedil;o e total aten&ccedil;&atilde;o &agrave;quilo que tivermos bem &agrave; nossa frente. Se estivermos limpando o fog&atilde;o, dever&iacute;amos estar totalmente envolvidos nesse mister, e ao mesmo tempo ter consci&ecirc;ncia de pensamentos que o interrompem. &quot;Odeio limpar fog&otilde;es&quot;&quot;Amon&iacute;aco fede!&quot; &quot;Ali&aacute;s, quem gosta de limpar fog&atilde;o?&quot; &quot;Depois de tudo que estudei, n&atilde;o deveria estar fazendo isso!&quot; Todos esses s&atilde;o pensamentos extras que nada t&ecirc;m que ver com a limpeza do fog&atilde;o. Se a mente divaga para algum lugar, traga-a de volta ao trabalho. Existe a tarefa concreta que estamos executando e ainda h&aacute; todas as considera&ccedil;&otilde;es que tecemos a esse respeito. Trabalho &eacute; s&oacute; cuidar daquilo que precisa ser feito j&aacute;; por&eacute;m, s&atilde;o muito poucos os que trabalham desse jeito. Quando temos paci&ecirc;ncia com nossa pr&aacute;tica, o trabalho, um dia, come&ccedil;ar&aacute; a fluir. Fazemos aquilo que precisa ser feito s&oacute; isso.<br \/>\n<b>Seja qual for sua vida, sugiro que fa&ccedil;a dela sua pr&aacute;tica.<\/b><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D\u00favidas sobre a pr&aacute;tica do zen Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Gostaria agora de responder a algumas perguntas sobre a pr&aacute;tica do zen e sua rela&ccedil;&atilde;o com a vida pessoal. 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