{"id":1229,"date":"2016-06-26T23:16:46","date_gmt":"2016-06-27T01:16:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=1229"},"modified":"2016-06-26T23:16:46","modified_gmt":"2016-06-27T01:16:46","slug":"ensinamento-maha-ati-de-chogyam-trungpa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ensinamento-maha-ati-de-chogyam-trungpa\/","title":{"rendered":"Ensinamento Maha Ati de Chogyam Trungpa"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: right;\">Rigdzin Shikpo fala de como recebeu o ensinamento Maha Ati de Chogyam Trungpa [Abertura Completa, Perfei\u00e7\u00e3o Natural e Espontaneidade Absoluta]<\/div>\n<p><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=1230\" rel=\"attachment wp-att-1230\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1230\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cosmic-art-gallery-15-wallpaper.jpg\" alt=\"cosmic-art-gallery-15-wallpaper\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cosmic-art-gallery-15-wallpaper.jpg 640w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cosmic-art-gallery-15-wallpaper-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/cosmic-art-gallery-15-wallpaper-400x300.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p><b>A \u00e1rvore da vida<\/b><\/p>\n<p>Do site The Chronicles of Ch\u00f6gyam Trungpa Rinpoche<br \/>\nVia Bill Scheffel \/ Bursa<\/p>\n<p>Rigdzin Shikpo fala sobre Ch\u00f6gyam Trungpa (clique aqui para ouvir o depoimento \u2014 em ingl\u00eas \u2014 no site The Chronicles of Ch\u00f6gyam Trungpa Rinpoche, e aqui para visitar o site da Longchen Foundation, de Rigdzin Shikpo):<\/p>\n<p>Eu e um amigo encontramos Trungpa Rinpoche pela primeira vez em 1965, em Londres. Ambos hav\u00edamos ficado impressionados com seu ensinamento, e perguntamos se poder\u00edamos encontr\u00e1-lo para conversar mais e receber algum ensinamento em seu apartamento em Oxford, que ele chamava de Anitya, que significa \u201cimperman\u00eancia\u201d. Fomos at\u00e9 l\u00e1 e l\u00e1 passamos um longo fim de semana, chegando na sexta-feira, recebendo alguns ensinamentos \u00e0 noite, passando l\u00e1 o s\u00e1bado e o domingo, e recebendo algumas instru\u00e7\u00f5es finais na manh\u00e3 de segunda-feira. O mais surpreendente para n\u00f3s nesse per\u00edodo foi o entusiasmo dele em ensinar-nos algo do Dzogchen ou Maha Ati, como ele chamava. Talvez n\u00e3o tenhamos percebido na \u00e9poca qu\u00e3o profundo aquele ensinamento era, mas no entanto foi algo que nos impressionou e causou uma forte impress\u00e3o em n\u00f3s, e na verdade algo que permanece conosco at\u00e9 o hoje.<\/p>\n<p>O primeiro aspecto do ensinamento que ele queria nos dar era um aspecto muito pr\u00e1tico, e \u00e9 o ensinamento que ele chamava de abertura completa. Ele dizia que era dessa maneira que t\u00ednhamos de agir diante de todos e de todas as situa\u00e7\u00f5es que encontr\u00e1ssemos, t\u00ednhamos de ser completamente abertos, com uma mente sem nenhum preconceito, e t\u00ednhamos de treinar-nos dessa maneira particular. E que esse era o principal aspecto da ess\u00eancia da pr\u00f3pria medita\u00e7\u00e3o sem forma, e n\u00e3o importa que tipo de coisa surja na medita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o importa qu\u00e3o emocional seja, n\u00e3o importa qu\u00e3o confusa a qualidade de abertura, abrir-nos a n\u00f3s mesmos para o que est\u00e1 l\u00e1 era algo que sempre tinha de estar presente. N\u00e3o se tratava de ser indulgente com a experi\u00eancia, mas de permitir a n\u00f3s mesmos senti-la de uma maneira completa, e ent\u00e3o sermos capazes de abrir m\u00e3o dela quando tiv\u00e9ssemos feito isso. Assim, a ess\u00eancia da medita\u00e7\u00e3o sem forma era realmente esse ensinamento de abertura completa. E a abertura completa n\u00e3o era apenas uma instru\u00e7\u00e3o de medita\u00e7\u00e3o, mas ele dizia simplesmente que tudo era completamente aberto por natureza. N\u00e3o importa o qu\u00ea, a natureza de tudo que encontr\u00e1ssemos, todas as situa\u00e7\u00f5es e todas as pessoas, n\u00e3o importa como seja a experi\u00eancia, abertura completa era o principal.<\/p>\n<p>Outra coisa que ele mencionou na \u00e9poca: ele dizia que n\u00e3o se trata apenas de as coisas serem abertas, o que algu\u00e9m talvez pudesse interpretar como algum tipo de vacuidade absoluta, mas tamb\u00e9m de que as coisas formam algum tipo de padr\u00e3o coerente de maneira igualmente natural. e ele chamava isso de perfei\u00e7\u00e3o natural. Na medida em que as coisas se manifestam a n\u00f3s naturalmente em nossa vida e em nossa experi\u00eancia, elas formam padr\u00f5es que possuem sentido e significado, de uma maneira que algumas vezes ele descrevia como o princ\u00edpio do mandala. N\u00e3o h\u00e1 nada que n\u00e3o seja significativo ou que n\u00e3o tenha valor. E n\u00e3o h\u00e1 nada que possamos dizer sobre nossa experi\u00eancia que n\u00e3o a fa\u00e7a perfeita. Mesmo que estejamos experimentando algo negativo, ent\u00e3o, a perfei\u00e7\u00e3o envolvida nisso \u00e9, \u00e9 claro, o fato de termo-nos fechado ou termos interferido de alguma maneira no fluxo natural ou na express\u00e3o natural desse padr\u00e3o, e ao fazer isso, o padr\u00e3o mudou e transformou-se em um tipo diferente de padr\u00e3o natural, que poderia parecer para nossa mente um tanto confuso ou um tanto negativo, mas \u00e9 simplesmente o resultado natural de nossa participa\u00e7\u00e3o nesse padr\u00e3o, junto com a participa\u00e7\u00e3o de todos os outros seres e de tudo que resultou naquela situa\u00e7\u00e3o natural.<\/p>\n<p>O importante na vida e em como nos comportamos era ver esse tipo de padr\u00e3o natural acontecendo e acompanh\u00e1-lo, n\u00e3o no sentido, mais uma vez, de ser indulgente com ele, mas no de ser capaz de experiment\u00e1-lo e de abrir-nos a ele e ent\u00e3o o terceiro aspecto, que ele descrevia como muito importante, que era o de permitir que surgisse a qualidade da espontaneidade absoluta. Espontaneidade absoluta n\u00e3o \u00e9 realmente algo sobre o que possamos dizer: \u201cVou ser espont\u00e2neo\u201d; isso, \u00e9 claro, n\u00e3o faz nenhum sentido, e n\u00e3o poder\u00edamos de nenhum modo fazer surgir a espontaneidade, \u00e9 claro, mas \u00e9 poss\u00edvel criar algum tipo de base para que surja a espontaneidade, e nesse sentido o que \u00e9 importante \u00e9 n\u00e3o ter ideias preconcebidas e s\u00f3lidas sobre no\u00e7\u00f5es de causalidade, por que pensamos que as voli\u00e7\u00f5es que temos deveriam surgir de uma maneira particular, por exemplo: \u201cBem, penso que \u00e9 dessa maneira porque \u00e9 assim que eu sou\u201d, ou \u201cPenso que \u00e9 dessa maneira porque a for\u00e7a de minhas no\u00e7\u00f5es fazem-me pensar assim\u201d; mas na verdade, se nos permitimos nos abrir para algo daquela base da qual surgem as a\u00e7\u00f5es, compreendemos que as a\u00e7\u00f5es que chamamos de \u201cnossas\u201d n\u00e3o surgem absolutamente do ego, elas n\u00e3o s\u00e3o centradas no ego, e surgem simplesmente de uma base que, na verdade, est\u00e1 al\u00e9m do pensamento, al\u00e9m de conceitos. Poder\u00edamos dizer que \u00e9 como uma fonte de bondade, que todas as a\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentalmente boas por natureza. Quando parece que n\u00e3o funcionam e que h\u00e1 alguma negatividade envolvida, \u00e9 poss\u00edvel ver que s\u00e3o as modifica\u00e7\u00f5es ou como nos fechamos ante a experi\u00eancia que produz negatividade, e nos faz pensar que talvez tenhamos feito aquela a\u00e7\u00e3o particular, e o egocentrismo envolvido nisso faz com que n\u00e3o seja um ato espont\u00e2neo. Ter\u00edamos de reunir os tr\u00eas, a perfei\u00e7\u00e3o natural de tudo, a abertura completa e a espontaneidade, tudo junto, e era poss\u00edvel na experi\u00eancia geral da vida e na pr\u00e1tica budista criar uma unidade completa dessas tr\u00eas coisas, e ent\u00e3o, ao fazer isso, temos a experi\u00eancia do que \u00e9 chamado de \u00e1rvore da vida. Que tudo o que surge tem algum significado ou valor, que nada na vida deve ser considerado um evento acidental, que tudo tem a ver com dharma, que tudo \u00e9 o dharma vivo, como ele \u00e0s vezes dizia, que neste dia o dharma quer que eu fa\u00e7a essa coisa particular, ou o dharma quer que eu fa\u00e7a aquilo \u2014 isso \u00e9 algo que obviamente temos de descobrir por n\u00f3s mesmos \u2014 mas sua ideia era que o dharma est\u00e1 vivo com essas tr\u00eas qualidades particulares, e essa era a base, para ele, de todo o dharma e, em particular, daquela medita\u00e7\u00e3o sem forma.<\/p>\n<p>E como eu disse, isso era algo que ele disse que dever\u00edamos ter no cora\u00e7\u00e3o, e fizemos o melhor, e \u00e9 claro que mesmo naqueles finais de semana com instru\u00e7\u00f5es era algo que vinha direto de sua boca, e quando voltamos para nosso hotel e come\u00e7amos a meditar diz\u00edamos a n\u00f3s mesmos: \u201cBem, n\u00e3o podemos for\u00e7ar a medita\u00e7\u00e3o para que seja de uma maneira em particular ou mold\u00e1-la de uma certa maneira\u201d, mas \u00e9 claro que n\u00e3o consegu\u00edamos n\u00e3o guiar a medita\u00e7\u00e3o um pouco, impelindo-a em uma dire\u00e7\u00e3o particular. Foi preciso anos para aprender a abandonar-nos a essa qualidade de espontaneidade e confiar na perfei\u00e7\u00e3o natural, e compreender que a abertura completa \u00e9 o \u00fanico caminho.<\/p>\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o de Eduardo Carvalho<\/p>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rigdzin Shikpo fala de como recebeu o ensinamento Maha Ati de Chogyam Trungpa [Abertura Completa, Perfei\u00e7\u00e3o Natural e Espontaneidade Absoluta] A \u00e1rvore da vida Do site The Chronicles of Ch\u00f6gyam Trungpa Rinpoche Via Bill Scheffel \/ Bursa Rigdzin Shikpo fala &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/ensinamento-maha-ati-de-chogyam-trungpa\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1230,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[32],"class_list":["post-1229","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dzogchen","tag-dzogchen"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1229","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1229"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1229\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1231,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1229\/revisions\/1231"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1230"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1229"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1229"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1229"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}