{"id":164,"date":"2012-11-28T08:00:35","date_gmt":"2012-11-28T10:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/?p=164"},"modified":"2018-05-17T08:32:25","modified_gmt":"2018-05-17T10:32:25","slug":"o-que-e-a-pratica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-que-e-a-pratica\/","title":{"rendered":"O que \u00e9 a pr\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-que-e-a-pratica-2\/charlote-joko-beck\/\" rel=\"attachment wp-att-1928\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Charlote-Joko-Beck.jpg\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"190\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1928\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i>Charlotte Joko Beck<\/i><\/div>\n<div style=\"text-align:justify\">\nA pr\u00e1tica \u00e9 muito simples. Isso, entretanto, n\u00e3o significa que n\u00e3o ir\u00e1 transformar por completo nossa vida. Quero rever o que fazemos quando sentamos, ou praticamos o zazen. Se acreditarem que j\u00e1 est\u00e3o al\u00e9m disso, bem, podem pensar que est\u00e3o al\u00e9m.<\/p>\n<p>Sentar \u00e9 essencialmente um espa\u00e7o simplificado. Nossa vida di\u00e1ria est\u00e1 em constante movimento: acontecem muitas coisas, muitas pessoas falam, muitos acontecimentos ocorrem. Em meio a tudo isso, \u00e9 muito dif\u00edcil sentir o que somos em nossa vida. Quando simplificamos a situa\u00e7\u00e3o, quando deixamos os elementos externos de lado e nos retiramos do alcance do toque do telefone, da televis\u00e3o, das pessoas que nos visitam, do cachorro que precisa passear, temos uma chance &#8211; que \u00e9, exatamente, a coisa mais valiosa que existe &#8211; de ficar de frente para n\u00f3s mesmos. A medita\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 relacionada com algum estado e, sim, com seu praticante. N\u00e3o diz respeito a alguma atividade, ou a consertar ou a conseguir algo. Refere-se a n\u00f3s. Se n\u00e3o simplificamos a situa\u00e7\u00e3o, a oportunidade de dar uma boa olhada em n\u00f3s mesmos fica muito reduzida, porque aquilo que nos propomos a ver n\u00e3o somos n\u00f3s e, sim, tudo o mais. Se algo d\u00e1 errado, para o que olhamos? Olhamos para o que saiu errado e, em geral, para aqueles que a nosso ver foram os respons\u00e1veis. Ficamos o tempo todo olhando para fora, e n\u00e3o para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Quando menciono que a medita\u00e7\u00e3o diz respeito a quem a pratica, n\u00e3o pretendo que nos comprometamos numa auto-an\u00e1lise. N\u00e3o \u00e9 isso tamb\u00e9m. Ent\u00e3o fazemos o qu\u00ea?<\/p>\n<p>Depois de termos assumido nossa melhor postura (que deveria ser equilibrada, f\u00e1cil), ficamos apenas sentados ali, praticamos zazen. O que significa &#8216;apenas sentados ali&#8221;? Essa \u00e9 a mais exigente de todas as atividades. Por via de regra, na medita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o fechamos os olhos. Neste momento, por\u00e9m, gostaria que fechassem os olhos e ficassem apenas sentados. O que est\u00e1 acontecendo? Toda esp\u00e9cie de coisas. Uma fisgada m\u00ednima no ombro esquerdo; uma press\u00e3o no lado&#8230; Percebam o rosto por um momento. Sintam-no. Estar\u00e1 tenso em algum lugar? Em torno da boca, na testa? Vamos descer um pouco mais. Observem o pesco\u00e7o, somente sintam-no. Agora, os ombros, as costas, o peito, a regi\u00e3o abdominal, os bra\u00e7os, as coxas. Continuem sentindo tudo que encontrarem. Agora sintam a respira\u00e7\u00e3o entrando e saindo. N\u00e3o tentem control\u00e1-la, apenas senti-la. Nossa primeira rea\u00e7\u00e3o \u00e9 tentar segurar a respira\u00e7\u00e3o. Deixe que aconte\u00e7a naturalmente. No alto do peito, no meio, na barriga, pode parecer tensa. Apenas sinta como est\u00e1. Sintam tudo isso. Se um carro passa l\u00e1 fora, ou\u00e7am-no. Se um avi\u00e3o passar, observem-no. Talvez ou\u00e7am o barulho c\u00edclico do motor da geladeira. Que seja! E o que voc\u00eas t\u00eam de fazer, positivamente \u00e9 tudo o que voc\u00eas t\u00eam de fazer: experimentar isso e apenas ficar com essa experi\u00eancia. Agora podem abrir os olhos.<\/p>\n<p>Se conseguirem ficar fazendo isso durante tr\u00eas- minutos, \u00e9 um milagre. O normal \u00e9 que, decorrido um minuto, come\u00e7amos a pensar. Nosso interesse em apenas acompanhar a realidade (que \u00e9 o que acabamos de fazer) \u00e9 muito reduzido. &#8216;Voc\u00ea quer dizer que zazen \u00e9 s\u00f3 isso?&#8221; N\u00e3o gostamos dele. &#8220;Estamos em busca da ilumina\u00e7\u00e3o, n\u00e3o?&#8221; Nosso interesse pela realidade \u00e9 extremamente pequeno. N\u00e3o queremos pensar. Queremos nos afligir com todas as nossas preocupa\u00e7\u00f5es. Queremos entender qual \u00e9 o sentido da vida. Assim, antes de nos darmos conta, teremos esquecido por completo deste momento e teremos divagado em pensamentos sobre as coisas: o namorado, a namorada, o filho, o patr\u00e3o, o medo permanente&#8230; e por a\u00ed afora! Nada h\u00e1 de vergonhoso nesse fantasiar, exceto que, quando estamos imersos nele, perdemos alguma outra coisa. Quando estamos perdidos em nossos pensamentos, quando estamos sonhando, o que perdemos? A realidade. Nossa vida nos escapou.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.shunya.com.br\/default.asp?menu=1174\" title=\"O que a pr\u00e1tica \u00e9\" target=\"_blank\" class=\"broken_link\">Veja artigo completo<\/a>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Charlotte Joko Beck A pr\u00e1tica \u00e9 muito simples. Isso, entretanto, n\u00e3o significa que n\u00e3o ir\u00e1 transformar por completo nossa vida. 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