{"id":2021,"date":"2018-05-17T12:13:19","date_gmt":"2018-05-17T14:13:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=2021"},"modified":"2018-05-17T12:16:53","modified_gmt":"2018-05-17T14:16:53","slug":"os-quatro-fundamentos-da-plena-atencao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/os-quatro-fundamentos-da-plena-atencao\/","title":{"rendered":"Os quatro fundamentos da plena aten\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/os-quatro-fundamentos-da-plena-atencao\/donald-k-swearer\/\" rel=\"attachment wp-att-2023\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Donald-K.-Swearer.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"183\" class=\"alignleft size-full wp-image-2023\" \/><\/a><a name=\"inicio\"><\/p>\n<div style=\"text-align:center\"><font size=\"4\"><b>OS QUATRO FUNDAMENTOS DA PLENA ATEN\u00c7\u00c3O<br \/>(SATIPATTHANA SUTTA)<\/b><\/font><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i>Adapta\u00e7\u00e3o de &#8220;Os Segredos do L\u00f3tus&#8221;<br \/> <b>de Donald K. Swearer.<\/b><\/i><\/div>\n<p>No Budismo da Tradi\u00e7\u00e3o Theravada existem dois tipos fundamentais de medita\u00e7\u00e3o. Um deles, samatha, visa ao desenvolvimento da tranq\u00fcilidade atrav\u00e9s de estados de absor\u00e7\u00f5es meditativas (jhana) e o outro tipo, vipassana, visa conseguir a vis\u00e3o interna da verdadeira natureza das coisas. Essas duas formas de medita\u00e7\u00e3o de modo algum se excluem mutuamente; no entanto, a Medita\u00e7\u00e3o Vip\u00e1ssana (medita\u00e7\u00e3o da introspec\u00e7\u00e3o, da percep\u00e7\u00e3o) sempre foi tradicionalmente considerada como a mais elevada das duas.<\/p>\n<p>A medita\u00e7\u00e3o da introspec\u00e7\u00e3o resume-se na frase &#8220;Seja atento!&#8221; Isto \u00e9, vigie a sua mente. Essa defini\u00e7\u00e3o cont\u00e9m dois decisivos pressupostos: o de que a verdadeira percep\u00e7\u00e3o ou plena aten\u00e7\u00e3o levar\u00e1 \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o ou ao conhecimento das coisas como realmente s\u00e3o e o de que a condi\u00e7\u00e3o pessoal ou estado de ser depende da mente &#8211; &#8220;A mente cont\u00e9m todas as coisas: o mundo do sofrimento e a sua origem, mas tamb\u00e9m a cessa\u00e7\u00e3o do sofrimento e o caminho a ela conducente. Assim a medita\u00e7\u00e3o budista oferece a esperan\u00e7a da vis\u00e3o interna n\u00e3o somente no sentido de um novo conhecimento, mas tamb\u00e9m de um novo ser.<\/p>\n<p>A ess\u00eancia da medita\u00e7\u00e3o budista \u00e9 o desenvolvimento da plena aten\u00e7\u00e3o ou da percep\u00e7\u00e3o. O programa de treinamento da plena aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 arbitr\u00e1rio, mas baseado num dos mais populares textos do C\u00e2none Theravada (C\u00e2none P\u00e1li), O Discurso Sobre os Quatro Fundamentos da Plena Aten\u00e7\u00e3o ou em l\u00edngua p\u00e1li, Satipatthana Sutta. <\/p>\n<p>O Satipatthana Sutta \u00e9 essencialmente, um paradigma para alcan\u00e7ar a vis\u00e3o interna da verdadeira natureza das coisas atrav\u00e9s do ve\u00edculo da percep\u00e7\u00e3o total. Ele oferece um programa sugestivo, ao mesmo tempo natural e l\u00f3gico, que qualquer pessoa pode seguir com os melhores resultados. Nada h\u00e1 de esot\u00e9rico ou de m\u00e1gico na pr\u00e1tica da plena aten\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, o Sutta sintetiza o interesse da Escola Theravada pela instru\u00e7\u00e3o concreta ou aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dos princ\u00edpios em que se baseiam os Ensinamentos do Buda, isto \u00e9, O Darma. Seus temas de medita\u00e7\u00e3o incluem objetos comuns como a respira\u00e7\u00e3o, o corpo f\u00edsico, as sensa\u00e7\u00f5es, a consci\u00eancia e os objetos mentais. A natureza extremamente simples do Satipatthana Sutta ilustra uma das principais convic\u00e7\u00f5es sobre o ideal budista: a de que os sentidos, inclusive a mente, devem ser transformados para que se possa perceber a verdade.<\/p>\n<p>O Discurso Sobre Os Quatro Fundamentos da Plena Aten\u00e7\u00e3o, o Satipatthana Sutta, come\u00e7a pelo pressuposto da condi\u00e7\u00e3o ilus\u00f3ria do ser humano. Em seu estado de ser habitual, o homem \u00e9 fundamentalmente levado a alhear-se da natureza das coisas, principalmente da natureza de sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. Err\u00f4nea e incorretamente atribui a sua pr\u00f3pria vida e ao mundo que o rodeia uma perman\u00eancia que, de fato, n\u00e3o existe. Tal cren\u00e7a \u00e9 o resultado da ignor\u00e2ncia (avijja) que, por sua vez \u00e9 um produto das ilus\u00f5es sens\u00f3rias. A ilus\u00e3o fundamental do conhecimento sens\u00f3rio \u00e9 o da perman\u00eancia. Levados por uma multid\u00e3o de desejos egoc\u00eantricos como a avareza, o \u00f3dio, a lux\u00faria e a ambi\u00e7\u00e3o, os sentidos constroem um mundo artificial e irreal. \u00c9 um mundo no qual o &#8220;ego&#8221; e a &#8220;auto-satisfa\u00e7\u00e3o&#8221; s\u00e3o da maior import\u00e2ncia. <\/p>\n<p>Amea\u00e7ados por tudo aquilo que desafia o lugar, o status e a posi\u00e7\u00e3o, os sentidos perpetuam a ilus\u00e3o de um mundo no qual os &#8220;egos&#8221; vivem num meio de &#8220;coisas&#8221; que t\u00eam a capacidade de garantir a felicidade e o bem-estar. Por for\u00e7a dessa ilus\u00e3o os homens s\u00e3o levados pela ambi\u00e7\u00e3o a destruir outros homens, as na\u00e7\u00f5es a guerrear outras na\u00e7\u00f5es, a fim de conquistar uma posi\u00e7\u00e3o, ou at\u00e9 mesmo uma &#8220;paz permanente&#8221;. Assim, o discurso admite que <u>todos n\u00f3s vivemos num mundo ilus\u00f3rio ou irreal; n\u00e3o no sentido de que o mundo f\u00edsico ou fenomenal n\u00e3o exista realmente, mas que n\u00e3o existe realmente como n\u00f3s o percebemos<\/u>. <\/p>\n<p>Por isso, o objetivo do Satipatthana consiste em sugerir um meio ou um caminho que permita a compreens\u00e3o da verdadeira natureza das coisas. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil uma tarefa dessa ordem. A medita\u00e7\u00e3o budista n\u00e3o \u00e9 um retrospectivo devaneio mental durante a contempla\u00e7\u00e3o de um belo ocaso. Pelo contr\u00e1rio, a medita\u00e7\u00e3o consciente \u00e9 uma disciplina de confronta\u00e7\u00e3o com os processos da vida tal como realmente s\u00e3o. N\u00e3o depende de quaisquer est\u00edmulos externos, e menos ainda do uso de drogas. O Sattipatthana Sutta minimiza ou elimina as distor\u00e7\u00f5es sens\u00f3rias que contradizem a verdade sobre a natureza das coisas. Visa proporcionar uma compreens\u00e3o objetiva do ego e do mundo atrav\u00e9s de um m\u00e9todo anal\u00edtico dentro de um ambiente controlado. Para aquele que persevera, \u00e9 grande a recompensa da medita\u00e7\u00e3o; contudo, ningu\u00e9m medita para &#8220;ganhar&#8221; alguma coisa. Medita simplesmente para poder &#8220;ver&#8221; as coisas realmente como s\u00e3o e, portanto, para &#8220;ser&#8221; como realmente \u00e9.<\/p>\n<p>O Budismo, como parte da mais elevada tradi\u00e7\u00e3o religiosa hindu, \u00e9 um herdeiro do importante papel da respira\u00e7\u00e3o, sobretudo nas suas rela\u00e7\u00f5es com as t\u00e9cnicas do Yoga ou da medita\u00e7\u00e3o. Alguns discursos do Buda fazem refer\u00eancias \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o da respira\u00e7\u00e3o (Anapanasati). No Majjhima Nikaya, uma cole\u00e7\u00e3o desses discursos pertencente ao C\u00e2none Therevada, cont\u00e9m um discurso totalmente dedicado a respira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><b>1\u00ba Fundamento: Plena Aten\u00e7\u00e3o Sobre o Corpo<\/b><\/p>\n<p>O Satipatthana Sutta come\u00e7a, muito apropriadamente, com a conscientiza\u00e7\u00e3o da respira\u00e7\u00e3o. Trata-se de um exerc\u00edcio espec\u00edfico destinado a conseguir a percep\u00e7\u00e3o do corpo e de todos os seus processos. \u00c9 importante observar que a percep\u00e7\u00e3o meditativa, no Budismo Theravada, n\u00e3o utiliza o abstrato ou o geral como meios de controlar a conscientiza\u00e7\u00e3o ou produzir a vis\u00e3o interna. Pelo contr\u00e1rio, o concreto e espec\u00edfico oferecem o ponto focal do treinamento mental. Conseq\u00fcentemente, a instru\u00e7\u00e3o para a percep\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea n\u00e3o come\u00e7a com a vaga afirmativa de que quem medita deve contemplar a natureza do corpo como um organismo f\u00edsico. O Satipatthana Sutta ensina o monge (bikkhu) a procurar um lugar tranq\u00fcilo, sentar com as pernas cruzadas sobre as coxas, manter-se perfeitamente ereto e utilizar a respira\u00e7\u00e3o como objeto de medita\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>&#8220;Atento, ele inspira, e atento expira. Ao pensar: &#8220;respiro lentamente&#8221;, compreende quando est\u00e1 respirando lentamente; ou pensando: &#8220;respiro depressa&#8221;, compreende quando est\u00e1 respirando depressa; ou pensando, &#8220;expiro depressa&#8221;, compreende quando est\u00e1 expirando depressa&#8221;. A consci\u00eancia da respira\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do simples exerc\u00edcio de prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s inala\u00e7\u00f5es e exala\u00e7\u00f5es, prolongadas ou curtas, produzem duplo resultado: a percep\u00e7\u00e3o da natureza de todo o corpo e a tranq\u00fciliza\u00e7\u00e3o das atividades org\u00e2nicas. O inalar e o exalar da respira\u00e7\u00e3o, acompanhados pela subida e descida do abdome, ilustram perfeitamente a natureza transit\u00f3ria e flutuante do organismo vivo. As atividades surgem e desaparecem continuamente. De fato, nada existe de inerentemente permanente no corpo f\u00edsico. Ele n\u00e3o sofre apenas o processo de envelhecimento, que produz posteriormente \u00e0 morte; cada momento de vida consciente \u00e9 um processo de fluxo e refluxo id\u00eantico ao observado no inalar e exalar da respira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o da natureza do corpo f\u00edsico acompanha um estado de tranq\u00fcilidade resultante da postura do observador. Vamos pensar por um momento nas conseq\u00fc\u00eancias advindas se cada um dos nossos atos fosse executado com uma aten\u00e7\u00e3o consciente de cada movimento, sentimento e pensamento. Tal conscientiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma atitude de investiga\u00e7\u00e3o e conceitua\u00e7\u00e3o racionais, mas a simples percep\u00e7\u00e3o de tudo que ocorre interna e externamente, uma consci\u00eancia que observa sem apego todos os acontecimentos mentais e f\u00edsicos. Como evidencia o Sutta, ter consci\u00eancia do mecanismo da respira\u00e7\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio em si e por si mesmo; mas, tamb\u00e9m, como indicado aqui e no Satipatthana Sutta, a aten\u00e7\u00e3o sobre a respira\u00e7\u00e3o destina-se a orientar a medita\u00e7\u00e3o para a vis\u00e3o interna. Sob esse aspecto, \u00e9 encarada como o primeiro passo de um programa regular de treinamento e desenvolvimento. <\/p>\n<p>No entanto, no Anapanasati Sutta, cada um dos aspectos do processo meditativo \u00e9 acompanhado pela respira\u00e7\u00e3o atenta. Assim, a contempla\u00e7\u00e3o do corpo, das sensa\u00e7\u00f5es, da mente ou dos objetos mentais s\u00e3o realizadas como parte da percep\u00e7\u00e3o da respira\u00e7\u00e3o. Em suma, o texto afirma que o aperfei\u00e7oamento nos quatro fundamentos da plena aten\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, corpo, sensa\u00e7\u00f5es, mente ou consci\u00eancia e objetos mentais ou id\u00e9ias, \u00e9 conseguido por meio da respira\u00e7\u00e3o consciente. No Sutta estamos investigando, pois a respira\u00e7\u00e3o consciente \u00e9 apenas um aspecto de outras formas de percep\u00e7\u00e3o do corpo f\u00edsico. Seguem-se-lhe modos at\u00e9 mesmo mais anal\u00edticos de observa\u00e7\u00e3o, nos quais cada tipo de atividade f\u00edsica \u00e9 cuidadosamente examinado: &#8220;Ademais, \u00f3 monges, ao andar, um monge percebe: eu estou andando; quando se levanta, percebe: estou de p\u00e9; quando se senta, percebe: estou sentado; quando se deita, percebe: estou deitado e percebe todas as posi\u00e7\u00f5es que seu corpo toma&#8221;. <\/p>\n<p>O indiv\u00edduo que se esfor\u00e7a para alcan\u00e7ar a vis\u00e3o interna precisa constatar com absoluta clareza todos os movimentos e atos, a partir de &#8220;abaixar-se e estender as pernas&#8221; at\u00e9 &#8220;vestir as roupas, o que bebeu, comeu, mastigou e saboreou. Em suma, nada do que faz deve passar despercebido ou n\u00e3o observado. Atos que para o homem comum s\u00e3o motivados subconscientemente passam a fazer parte da vida consciente. Todas as atividades f\u00edsicas s\u00e3o &#8220;compreendidas&#8221; no sentido de estarem sujeitas \u00e0 &#8220;plena percep\u00e7\u00e3o pura&#8221;. Tal exame n\u00e3o significa que a mente deva empenhar-se indefinidamente em descobrir as raz\u00f5es e os motivos dos atos particulares. Ao contr\u00e1rio, seu esfor\u00e7o visa a eliminar a sujei\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos irrefletidos pelo desenvolvimento de um estado de percep\u00e7\u00e3o total e atenta. <\/p>\n<p>A medita\u00e7\u00e3o interna deposita um alto grau de confian\u00e7a na capacidade da mente humana em arrancar o indiv\u00edduo das agonias da ignor\u00e2ncia. Ignor\u00e2ncia \u00e9 apego aos objetos sens\u00f3rios, e uma aus\u00eancia fundamental de compreens\u00e3o da natureza da exist\u00eancia sensorial. Segundo o coment\u00e1rio do Satipatthana Sutta, a verdadeira percep\u00e7\u00e3o do corpo f\u00edsico e de todas as suas atividades leva a uma \u00fanica conclus\u00e3o: &#8220;Existe o corpo, mas n\u00e3o existe nenhum ego, nenhuma pessoa, nenhuma mulher, nenhum homem, nenhuma alma, nada atinente a uma alma, nenhum &#8216;eu&#8217;, nada que seja meu, ningu\u00e9m, e nada que perten\u00e7a a ningu\u00e9m.&#8221;<\/p>\n<p>Portanto, a medita\u00e7\u00e3o perceptiva realiza uma compreens\u00e3o total das condi\u00e7\u00f5es da exist\u00eancia. Com tal compreens\u00e3o \u00e9 eliminada a ilus\u00e3o de um ego. Da conscientiza\u00e7\u00e3o da respira\u00e7\u00e3o e da percep\u00e7\u00e3o consciente de todas as formas de atividades f\u00edsicas, a medita\u00e7\u00e3o interior conduz ao exame do corpo em termos das suas partes constituintes. O Sutta adverte a quem medita refletir sobre as partes do corpo, desde as solas dos p\u00e9s ao alto da cabe\u00e7a, em termos de cabelos, unhas, dentes, pele, carne, nervos, ossos, medula, rins, cora\u00e7\u00e3o, f\u00edgado, membranas, ba\u00e7o, pulm\u00f5es, est\u00f4mago, intestinos; excremento, bile, catarro, pus, sangue, suor, gorduras, l\u00e1grimas, saliva, muco, urina, etc. Esta rela\u00e7\u00e3o pode chocar alguns leitores. Mas, como \u00e9 natural, seu objetivo n\u00e3o consiste em pintar um quadro atraente do corpo, mas em refor\u00e7ar a no\u00e7\u00e3o de que ele n\u00e3o passa de um conjunto de partes bastante repulsivas. Existe no corpo alguma coisa digna de apego e desejo? N\u00e3o, n\u00e3o existe! A conscientiza\u00e7\u00e3o de um monge funda-se na id\u00e9ia de que o corpo apenas existe. Por isso, &#8220;ele vive independentemente e n\u00e3o se apega a nada deste mundo&#8221;.<\/p>\n<p>O texto estabelece duas tend\u00eancias mutuamente interdependentes com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o do corpo: a natureza anal\u00edtica da percep\u00e7\u00e3o interior e a redu\u00e7\u00e3o do apego. A primeira dessas tend\u00eancias desenvolve-se a partir do mero exame das trintas e duas partes f\u00edsicas do corpo. Quem medita \u00e9 ensinado a considerar o corpo como um todo composto dos quatro elementos materiais primitivos, isto \u00e9, terra, \u00e1gua, calor e ar. Esse esfor\u00e7o para reduzir o corpo aos seus elementos componentes \u00e9 parte integral da psicologia e da filosofia do Budismo Theravada. Outras an\u00e1lises do ser psicof\u00edsico incluem Os Cinco Agregados (corpo, sensa\u00e7\u00e3o, percep\u00e7\u00e3o, consci\u00eancia e forma\u00e7\u00f5es mentais) e as seis bases sensoriais.<\/p>\n<p>O processo anal\u00edtico no qual o praticante est\u00e1 envolto enquanto examina o corpo \u00e9 tamb\u00e9m um exerc\u00edcio para o controle da mente. As defini\u00e7\u00f5es, neste caso, s\u00e3o limitadas, n\u00e3o no sentido l\u00f3gico ou ling\u00fc\u00edstico, mas como um exerc\u00edcio destinado a focalizar a mente. Poder-se-ia afirmar que o Satipatthana Sutta estabelece um contexto rigoroso para a mente, ao inv\u00e9s das habituais rea\u00e7\u00f5es mentais indisciplinadas, descontroladas e desconexas \u00e0 situa\u00e7\u00e3o humana. Entretanto, a redu\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo aos seus elementos fundamentais ou partes constituintes \u00e9, sobretudo, destinada a eliminar o apego ao ego. Se n\u00e3o existe nenhum ego, como pode algu\u00e9m se apegar a ele?<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o do apego ao corpo \u00e9 acentuada no Satipatthana Sutta pelo que se menciona como as oito contempla\u00e7\u00f5es do cemit\u00e9rio. S\u00e3o quadros que descrevem o corpo nas diversas fases de apodrecimento e dissolu\u00e7\u00e3o que se seguem \u00e0 morte &#8211; um racioc\u00ednio decerto nada agrad\u00e1vel. A franqueza dessa passagem no texto dispensa coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>Cada uma das descri\u00e7\u00f5es varia ligeiramente, mas inclui insistentemente as passagens que se referem \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o interna e externa do corpo em termos do ciclo de origem e dissolu\u00e7\u00e3o. Essa contempla\u00e7\u00e3o visa a libertar aquele que medita do apego \u00e0s coisas do mundo, e a criar um estado de independ\u00eancia.<\/p>\n<p>O termo &#8220;independ\u00eancia&#8221; \u00e9 bastante adequado. Num n\u00edvel mais profundo, a pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o budista visa a trazer \u00e0 realidade um novo estado de ser caracterizado pela liberdade total. A velha condi\u00e7\u00e3o de exist\u00eancia, ao contr\u00e1rio, era limitada, ou, segundo a terminologia budista, aferrada e apegada \u00e0s coisas sensoriais. \u00c8 sob esse prisma que devem ser encaradas as contempla\u00e7\u00f5es no cemit\u00e9rio. S\u00e3o realmente repulsivas e, de fato destinam-se a isso. Entretanto, devem ser lidas tendo em mente que uma das &#8220;Quatro Vis\u00f5es&#8221; que levaram Sidarta Gautama a iniciar a sua peregrina\u00e7\u00e3o espiritual foi a de um cad\u00e1ver; e deve-se recordar igualmente que a descri\u00e7\u00e3o budista da exist\u00eancia sens\u00f3ria, o Ciclo da Origina\u00e7\u00e3o Dependente, termina com a velhice e a morte. Assim, \u00e9 esse conceito da morte que prevalece em muitos n\u00edveis do pensamento budista e que n\u00e3o se deve encarar como particularmente surpreendente no contexto do Satipatthana.<\/p>\n<p>O aperfei\u00e7oamento da conscientiza\u00e7\u00e3o do corpo \u00e9 um modelo para outras formas de medita\u00e7\u00e3o com plena aten\u00e7\u00e3o. Essas formas incluem a percep\u00e7\u00e3o das sensa\u00e7\u00f5es, da mente ou consci\u00eancia e dos objetos mentais ou id\u00e9ias. Nenhuma delas recebe o tratamento extensivo dado \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o do corpo, talvez, porque a forma de investiga\u00e7\u00e3o mental j\u00e1 tenha sido estabelecida. Os tr\u00eas temas restantes da medita\u00e7\u00e3o, tomados em conjunto, constituem os aspectos incorp\u00f3reos ou imateriais da exist\u00eancia designados por nama  (literalmente, nome). Por isso, uma das primitivas refer\u00eancias constante dos textos p\u00e1li sobre a estrutura da individualidade \u00e9 nama-rupa (literalmente, nome e forma) ou realidade corp\u00f3rea e realidade incorp\u00f3rea. \u00c0s vezes, o termo chega a ser identificado como os Cinco Agregados usados para descrever os componentes do ser humano.<\/p>\n<p><b>2\u00ba Fundamento: Plena Aten\u00e7\u00e3o (Consci\u00eancia) \u00e0s Sensa\u00e7\u00f5es.<\/b><\/p>\n<p>A contempla\u00e7\u00e3o das sensa\u00e7\u00f5es (vedana) \u00e9 descrita no coment\u00e1rio ao Satipatthana Sutta como o mais f\u00e1cil dos elementos imateriais da plena consci\u00eancia. No Sutta, \u00e9 classificada em tr\u00eas tipos: agrad\u00e1vel, desagrad\u00e1vel (ou dolorosa) e neutra.<\/p>\n<p>Quando surge uma sensa\u00e7\u00e3o agrad\u00e1vel espalhando-se em todo o corpo, o fato leva a pessoa a afirmar: &#8220;Que alegria&#8221;.<br \/>\nQuando surge uma sensa\u00e7\u00e3o dolorosa, que se espalha por todo o corpo e obriga a pessoa a lastimar-se com as palavras, \u00d3, que desgra\u00e7a. As sensa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o nem agrad\u00e1veis nem dolorosas tamb\u00e9m tornam-se claras para aquele que as percebe. <\/p>\n<p>Na medita\u00e7\u00e3o perceptiva tudo deve ser captado na sua absoluta realidade. Conseq\u00fcentemente, se a pessoa que medita \u00e9 apossada por sentimentos agrad\u00e1veis ou dolorosos, ao inv\u00e9s de tentar rejeit\u00e1-los ou desprez\u00e1-los, deve tornar-se consciente do que s\u00e3o, do seu aparecimento e do seu desaparecimento.<\/p>\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o dos substratos incorp\u00f3reos da medita\u00e7\u00e3o conduz rapidamente a uma conclus\u00e3o que constitui uma parte importante da doutrina budista, isto \u00e9, \u00e0 interdepend\u00eancia do corpo e da mente. <\/p>\n<p>A interdepend\u00eancia da mente e do corpo produz conseq\u00fc\u00eancias muito mais amplas do que a possibilidade de afugentar uma dor por ter consci\u00eancia dela. Revela a preocupa\u00e7\u00e3o budista pelo homem total. Para alguns, a medita\u00e7\u00e3o budista pode parecer, a seu modo, excessivamente cerebral. Isto \u00e9, d\u00e1 a impress\u00e3o de ser, sobretudo, um exerc\u00edcio mental. Muito embora tal interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja inteiramente injustificada, \u00e9 igualmente \u00f3bvio que o praticante bem sucedido \u00e9 capaz de treinar o corpo a ficar sentado durante muito tempo sem maior desconforto. Num n\u00edvel mais elevado, os mestres de medita\u00e7\u00e3o budista, antigos ou modernos, insistem em afirmar que somente uma pessoa de grande car\u00e1ter moral ser\u00e1 capaz de focalizar a aten\u00e7\u00e3o e exercitar a mente a um grau suficiente para conquistar a verdadeira sabedoria. Al\u00e9m disso, e talvez de modo mais significativo, o praticante que alcan\u00e7ou a verdadeira vis\u00e3o interna torna-se uma pessoa diferente.<\/p>\n<p>Existe uma dimens\u00e3o moral definida para a pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o interna, embora o estado de ilumina\u00e7\u00e3o transcenda as categorias morais. A liberdade conquistada por aquele que conseguiu penetrar a verdade da natureza das coisas tem um significado \u00f4ntico de implica\u00e7\u00f5es profundas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s atitudes pessoais e seu modo de agir.<\/p>\n<p><b>3\u00ba Fundamento: Plena Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Mente e aos Estados Mentais<\/b><\/p>\n<p>O terceiro tema de medita\u00e7\u00e3o abordado no Satipatthana Sutta \u00e9 citta que significa mente, consci\u00eancia ou, talvez, pensamento. Eis o texto: &#8220;Aqui, \u00f3 bikkhus, um bikkhu compreende a consci\u00eancia com \u00e2nsia, como com \u00e2nsia; a consci\u00eancia sem \u00e2nsia como sem \u00e2nsia; consci\u00eancia com avers\u00e3o como com avers\u00e3o; a consci\u00eancia sem avers\u00e3o como sem avers\u00e3o; a consci\u00eancia com ignor\u00e2ncia como com ignor\u00e2ncia; o estado retra\u00eddo da consci\u00eancia como estado retra\u00eddo; o estado desatento de consci\u00eancia como estado desatento; o estado de consci\u00eancia que se alarga como estado que se alarga; o estado de consci\u00eancia que n\u00e3o se alarga como o estado de consci\u00eancia que  n\u00e3o se alarga; o estado de consci\u00eancia que tem outro estado mental que lhe \u00e9 superior como o estado que tem algo que lhe \u00e9  mentalmente superior; o estado de consci\u00eancia que n\u00e3o tem outro estado mental que lhe \u00e9 superior como e estado que n\u00e3o tem nada que lhe seja mentalmente superior; o estado tranq\u00fcilo da consci\u00eancia como o estado tranq\u00fcilo; o estado intranq\u00fcilo da consci\u00eancia  como o estado intranq\u00fcilo; o estado livre da consci\u00eancia como livre; e o estado n\u00e3o-liberto da consci\u00eancia como n\u00e3o-liberto&#8221;.<\/p>\n<p>O texto n\u00e3o diz se quem medita e tem consci\u00eancia da avers\u00e3o, da ignor\u00e2ncia, da pequenez, da inferioridade mental, da agita\u00e7\u00e3o ou limita\u00e7\u00e3o, deve sentir-se culpado de tais pensamentos, ou se deve fazer um esfor\u00e7o imediato para elimin\u00e1-los por meio de um ato de vontade violento. Realmente, deixar-se enredar pela agonia da culpa por ter deixado de alimentar somente bons pensamentos \u00e9 uma forma de apegar-se \u00e0 derrota. O Sutta nada mais faz sen\u00e3o instruir o praticante a ter consci\u00eancia dessas qualidades negativas, da mesma forma que das positivas. De acordo com o ponto de vista budista, a \u00fanica maneira de dominar a \u00e2nsia, o \u00f3dio e a ignor\u00e2ncia consiste na percep\u00e7\u00e3o da sua exist\u00eancia. A verdadeira percep\u00e7\u00e3o tem a for\u00e7a suficiente para domin\u00e1-los. A afirmativa budista sobre o poder da percep\u00e7\u00e3o \u00e9 feita dentro do contexto da disciplina pr\u00e1tica do exerc\u00edcio de medita\u00e7\u00e3o interna e atenta. <\/p>\n<p><b>4\u00ba Fundamento: Plena Aten\u00e7\u00e3o aos Assuntos da Doutrina(Pali:Dhamma,Scrt:Dharma)<\/b><\/p>\n<p>A \u00faltima parte do Satipatthana Sutta versa sobre Dhamma ou Dharma. A palavra Dhamma pode ser compreendida de diversas formas. Ela \u00e9 a verdade, a verdadeira natureza das coisas, a realidade, a lei espiritual e moral. Ela tamb\u00e9m denota cada um dos elementos f\u00edsicos e mentais individuais que, todos juntos, compreendem o mundo fenomenol\u00f3gico. Dhamma tamb\u00e9m significa &#8220;ensinamento&#8221; e no contexto do Budismo significa especificamente Os Ensinamentos do Buda. O que o Sutta discute nessa parte bastante extensa inclui os ensinamentos fundamentais do Budismo Theravada:<\/p>\n<ol type=\"1\">\n<li>As Quatro Nobres Verdades:\n<ul type=\"disc\">\n<li>A Exist\u00eancia do Sofrimento\n\t<\/li>\n<li>A Causa ou origem do Sofrimento\n\t<\/li>\n<li>A Extin\u00e7\u00e3o do Sofrimento\n\t<\/li>\n<li>O Caminho que conduz a Extin\u00e7\u00e3o do Sofrimento: O Caminho \u00d3ctuplo\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Os Cinco Agregados:\n<ul type=\"disc\">\n<li>Forma Material\n\t<\/li>\n<li>Sensa\u00e7\u00f5es\n\t<\/li>\n<li>Percep\u00e7\u00f5es\n\t<\/li>\n<li>Elementos Volitivos (forma\u00e7\u00f5es mentais ou Sankhara)\n\t<\/li>\n<li>Consci\u00eancia\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Os Cinco Obst\u00e1culos:\n<ul type=\"disc\">\n<li>Apego\n\t<\/li>\n<li>Raiva\n\t<\/li>\n<li>Indol\u00eancia\n\t<\/li>\n<li>Inquieta\u00e7\u00e3o\n\t<\/li>\n<li>D\u00favida\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Os Sete Fatores da Ilumina\u00e7\u00e3o:\n<ul type=\"disc\">\n<li>Plena Aten\u00e7\u00e3o\n\t<\/li>\n<li>Investiga\u00e7\u00e3o da Doutrina (Dhamma)\n\t<\/li>\n<li>Energia\n\t<\/li>\n<li>\u00caxtase\n\t<\/li>\n<li>Tranq\u00fcilidade\n\t<\/li>\n<li>Concentra\u00e7\u00e3o\n\t<\/li>\n<li>Equanimidade\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p>Esses temas oferecem uma sinopse da doutrina budista. Sob determinado sentido, \u00e9 exatamente a verdade desses ensinamentos que o budista que medita chega a compreender.<\/p>\n<p>Entretanto, de outro ponto de vista, esses ensinamentos assim expostos s\u00e3o meros objetos mentais, id\u00e9ias das quais \u00e9 preciso ter consci\u00eancia, mas \u00e0s quais n\u00e3o se deve ficar apegado. Se algu\u00e9m alcan\u00e7a a verdadeira vis\u00e3o interior, as id\u00e9ias, tal como s\u00e3o formuladas, n\u00e3o se diferenciam da sua percep\u00e7\u00e3o. Portanto, s\u00e3o em \u00faltima an\u00e1lise, n\u00e3o o Dhamma na acep\u00e7\u00e3o de &#8220;objetos mentais&#8221;, mas o Dhamma como a Verdade. &#8220;Compreende a Verdade e a Verdade o far\u00e1 livre&#8221;. Compreender a verdade no sentido mais amplo \u00e9 ser a verdade. N\u00e3o \u00e9 compreender um conjunto de proposi\u00e7\u00e3o ou decorar algumas f\u00f3rmulas. A medita\u00e7\u00e3o perceptiva visa a nada menos que nos unificar com a Verdade. N\u00e3o \u00e9 tarefa f\u00e1cil, embora algumas pessoas possam ter mais aptid\u00e3o e mais capacidade que outras ou talvez fosse melhor dizer, mais vis\u00e3o intuitiva.<\/p>\n<p>O Satipatthana Sutta estabelece o meio de conquistar a ilumina\u00e7\u00e3o. E o faz descrevendo a aplica\u00e7\u00e3o de sati ou percep\u00e7\u00e3o dos quatro aspectos da vida humana &#8211; corpo, sentimentos, consci\u00eancia e id\u00e9ias. A import\u00e2ncia deste m\u00e9todo particular dificilmente pode ser exagerada, e seu lugar no esquema budista de treinamento da medita\u00e7\u00e3o est\u00e1 garantido para sempre. Para quem apenas ler o texto, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma garantia pessoal sobre a verdade das suas afirma\u00e7\u00f5es. No entanto, o pr\u00f3prio Buda advertiu a seus adeptos para que n\u00e3o aceitassem nenhum ensinamento, nem mesmo o seu, sem experiment\u00e1-lo; e n\u00f3s tamb\u00e9m devemos ser igualmente advertidos para experimentar a verdade da asser\u00e7\u00e3o do Buda: &#8220;Este \u00e9 o \u00fanico meio, \u00f3 monges, para a purifica\u00e7\u00e3o dos seres, para dominar a dor e os lamentos, para a destrui\u00e7\u00e3o do sofrimento e do pesar, para alcan\u00e7ar o verdadeiro caminho, para atingir o Nirvana&#8221;.<br \/>\n<\/font><\/div>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OS QUATRO FUNDAMENTOS DA PLENA ATEN\u00c7\u00c3O(SATIPATTHANA SUTTA) Adapta\u00e7\u00e3o de &#8220;Os Segredos do L\u00f3tus&#8221; de Donald K. Swearer. No Budismo da Tradi\u00e7\u00e3o Theravada existem dois tipos fundamentais de medita\u00e7\u00e3o. Um deles, samatha, visa ao desenvolvimento da tranq\u00fcilidade atrav\u00e9s de estados de &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/os-quatro-fundamentos-da-plena-atencao\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2023,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[66],"class_list":["post-2021","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meditacao","tag-donald-k-swearer"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2021","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2021"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2021\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2025,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2021\/revisions\/2025"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2023"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2021"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2021"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2021"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}