{"id":2063,"date":"2018-05-17T21:08:58","date_gmt":"2018-05-17T23:08:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=2063"},"modified":"2018-05-17T21:15:57","modified_gmt":"2018-05-17T23:15:57","slug":"introducao-ao-budismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/introducao-ao-budismo\/","title":{"rendered":"Introdu\u00e7\u00e3o ao Budismo"},"content":{"rendered":"<p><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/introducao-ao-budismo\/budismo\/\" rel=\"attachment wp-att-2066\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/BUDISMO-300x167.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"167\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2066\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/BUDISMO-300x167.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/BUDISMO.jpg 301w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><a name=\"inicio\"><\/p>\n<h4>INTRODU\u00c7\u00c3O AO BUDISMO<\/h4>\n<p><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align:justify\">\n&#8220;O objetivo principal de todas as tradi\u00e7\u00f5es espirituais \u00e9 o mesmo, isto \u00e9, levar compreens\u00e3o e bem-estar \u00e0 vida de todos. Mas, ainda que tenham os mesmos objetivos, cada tradi\u00e7\u00e3o espiritual tem uma abordagem caracter\u00edstica. [&#8230;]<br \/>\nH\u00e1 quem pense que o budismo \u00e9 uma religi\u00e3o oriental, um produto do Oriente, ou de um conjunto de culturas orientais. Quando se associa budismo com Tibet ou tibetanos, pensa-se que o budismo \u00e9 tibetano. O budismo n\u00e3o \u00e9 uma cren\u00e7a ou tradi\u00e7\u00e3o numa cultura, ou seja, n\u00e3o \u00e9 nem especificamente oriental nem especificamente tibetano. O budismo \u00e9 mais do que cren\u00e7a associada a uma cultura. O fundamento do budismo \u00e9 a compreens\u00e3o da natureza b\u00e1sica das coisas e dos fen\u00f4menos. Assim, os ensinamentos budistas tratam da natureza das coisas e da premissa de que cada indiv\u00edduo, sem exce\u00e7\u00e3o, tem potencial para experienciar a sanidade total inerente a todos os seres. Assim, o budismo n\u00e3o \u00e9 apenas uma cren\u00e7a levada a s\u00e9rio por certas pessoas ou grupos, mas um ac\u00famulo de conhecimentos e experi\u00eancias da natureza e do potencial dos seres. <br \/>\nOs ensinamentos budistas adaptam-se a todos os contextos culturais, por tratarem simplesmente da natureza fundamental da experi\u00eancia, e assim, filosoficamente, o budismo est\u00e1 al\u00e9m de qualquer forma condicionada. Pode-se tamb\u00e9m dizer, a verdade absoluta ou suprema est\u00e1 al\u00e9m da forma condicionada. <br \/>\nToda forma condicionada est\u00e1 sujeita a mudan\u00e7as, e o que est\u00e1 sujeito a mudan\u00e7as n\u00e3o cont\u00e9m verdade absoluta. N\u00e3o pode haver duas verdades absolutas, ou, ent\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o absolutas. Mas a vis\u00e3o filos\u00f3fica precisa ser realizada para que se possa experienciar a verdade absoluta. Quando falamos de experienciar, n\u00e3o \u00e9 especula\u00e7\u00e3o ou conjectura, mas sim uma postura intelectual em que se determina que &#8220;deve ser assim&#8221;. Contudo, a experi\u00eancia fala por si. Quando procuramos integrar a perspectiva filos\u00f3fica \u00e0s pr\u00e1ticas espec\u00edficas do cotidiano, e com os nossos prop\u00f3sitos \u00edntimos, no contexto da nossa realidade relativa, associa-se a forma. E, como na pr\u00e1tica de toda forma, a tradi\u00e7\u00e3o budista pode parecer uma religi\u00e3o ou uma cren\u00e7a.<\/p>\n<p>Cada um de n\u00f3s, no entanto, deseja ardentemente se libertar do sofrimento e da dor. Assim, ao nos dedicarmos a qualquer atividade queremos avan\u00e7ar, libertando-nos cada vez mais do sofrimento. E, enquanto continuamos na busca, \u00e9 muito raro sermos bem sucedidos ou nos contentarmos com o que alcan\u00e7amos. As vezes nos sentimos bem, mas por tr\u00e1s da satisfa\u00e7\u00e3o pessoal h\u00e1 uma sutil insatisfa\u00e7\u00e3o. Quanto mais sucesso encontramos, maior a insatisfa\u00e7\u00e3o, menor a modera\u00e7\u00e3o. Por causa de certos h\u00e1bitos da nossa mente n\u00e3o somos capazes de estabelecer limites, e dessas insatisfa\u00e7\u00f5es nos vem mais sofrimento. Isto n\u00e3o \u00e9 uma for\u00e7a de express\u00e3o, mas vem da experi\u00eancia e nossas vidas o comprovam&#8221;.<br \/>\n(<i>Os fundamentos do budismo &#8211; Jamgon Konftrul Rinpoche III<\/i>)<\/p>\n<p>Perguntemos ao mestre Zen Eihei Dog\u00ean o que \u00e9 estudar o budismo e ele nos dir\u00e1:<\/p>\n<p><i>Estudar o budismo \u00e9 estudar a si mesmo;<br \/>\nEstudar a si mesmo \u00e9 esquecer a si mesmo;<br \/>\nEsquecer a si mesmo \u00e9 estar identificado com todas as coisas.<br \/>\nEstar identificado com todas as coisas \u00e9 tornar-se a pr\u00f3pria VERDADE.<\/i><\/p>\n<p>O prop\u00f3sito do estudo do budismo n\u00e3o \u00e9 estudar budismo, mas estudar a n\u00f3s mesmos. \u00c9 imposs\u00edvel estudar a n\u00f3s mesmos sem algum ensinamento. Para saber o que \u00e9 a \u00e1gua, voc\u00ea precisa da ci\u00eancia, e o cientista, de um laborat\u00f3rio. No laborat\u00f3rio h\u00e1 v\u00e1rios meios de estudar o que \u00e9 a \u00e1gua. Assim torna-se poss\u00edvel saber os elementos que ela cont\u00e9m, quais as diferentes formas que assume e qual a sua natureza. Contudo, \u00e9 imposs\u00edvel saber por esse meio o que \u00e9 a \u00e1gua em si. Acontece o mesmo conosco. Precisamos de algumas instru\u00e7\u00f5es, mas s\u00f3 pelo estudo do que foi ensinado n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber o que &#8220;eu&#8221; sou em mim mesmo. Atrav\u00e9s do ensino podemos compreender nossa natureza humana. Por\u00e9m, os ensinamentos n\u00e3o s\u00e3o n\u00f3s mesmos: s\u00e3o uma explica\u00e7\u00e3o sobre n\u00f3s. Portanto, se voc\u00ea se apegar ao ensinamento ou ao mestre, cair\u00e1 em um grande erro.<br \/>(<i>Mente Zen, mente de principiante de Shunryu Suzuki<\/i>) <\/p>\n<p>Por isso Budha aconselhava um exame cr\u00edtico e experimental dos seus ensinamentos antes de aceita-los por rever\u00eancia a ele.<br \/>\nAssim pregava:<\/p>\n<p><i>&#8220;Exatamente como as pessoas verificam a pureza do ouro queimando-o no fogo ou, cortando-o e o examinando numa pedra de toque, da mesma forma, \u00f3 monges, deveis aceitar minhas palavras depois de submet\u00ea-las a um exame cr\u00edtico e n\u00e3o por reverencia a mim&#8221;<\/i>.<\/p>\n<p>Isso sugere que existem duas formas principais de abordar os ensinamentos budistas, de acordo com a capacidade do praticante: a forma inteligente e a forma menos inteligente.  A forma inteligente consiste em abordar os textos sagrados e os coment\u00e1rios com ceticismo e com a mente aberta, al\u00e9m de submeter o conte\u00fado desses ensinamentos a um exame, por meio da compara\u00e7\u00e3o com nossa pr\u00f3pria experi\u00eancia e compreens\u00e3o.  Ent\u00e3o, \u00e0 medida que vai crescendo nossa compreens\u00e3o, tamb\u00e9m crescer\u00e1 nossa convic\u00e7\u00e3o no conte\u00fado dos textos, assim como nossa admira\u00e7\u00e3o pelos ensinamentos do Buda como um todo.  Uma pessoa com essa vis\u00e3o n\u00e3o seguir\u00e1 um ensinamento ou um texto sagrado simplesmente por ser ele atribu\u00eddo a um mestre famoso ou a algu\u00e9m digno de respeito; mas a validade do conte\u00fado do texto ser\u00e1 julgada com base na pr\u00f3pria compreens\u00e3o dessa pessoa, derivada de an\u00e1lise e investiga\u00e7\u00e3o pessoal.<br \/>\nO princ\u00edpio budista das Quatro Confian\u00e7as aplica-se a essa abordagem inteligente.  Elas se expressam como se segue:<\/p>\n<p><i>Confie na mensagem do mestre, n\u00e3o na pessoa do mestre;<br \/> <br \/>\nConfie no significado, n\u00e3o apenas nas palavras;<br \/>\nConfie no significado definitivo; n\u00e3o no provis\u00f3rio;<br \/>\nConfie na sua  mente de sabedoria, n\u00e3o na sua mente normal.<\/i><\/p>\n<p>Em outras palavras, n\u00e3o dever\u00edamos confiar na fama, no status nem em nenhum outro atributo do mestre, mas, sim, no que ele diz.  N\u00e3o dever\u00edamos confiar nas palavras em si, mas no seu significado.  N\u00e3o dever\u00edamos confiar no significado provis\u00f3rio, mas no significado definitivo; e, finalmente, n\u00e3o dever\u00edamos confiar na mera compreens\u00e3o intelectual do significado, mas, sim, na profunda experi\u00eancia e conscientiza\u00e7\u00e3o.  Essa \u00e9 a forma inteligente de enfocar os ensinamentos budistas.<br \/>\nPortanto, \u00e0 medida que voc\u00eas se aproximam da pr\u00f3xima parte destes ensinamentos, sugiro que procurem reter a atitude de ceticismo aberto de que acabei de falar.<br \/>(<i>Transformando a mente &#8211; Dalai Lama<\/i>)\n<\/div>\n<p><\/font><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>INTRODU\u00c7\u00c3O AO BUDISMO &#8220;O objetivo principal de todas as tradi\u00e7\u00f5es espirituais \u00e9 o mesmo, isto \u00e9, levar compreens\u00e3o e bem-estar \u00e0 vida de todos. Mas, ainda que tenham os mesmos objetivos, cada tradi\u00e7\u00e3o espiritual tem uma abordagem caracter\u00edstica. 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