{"id":21,"date":"2012-11-09T10:34:33","date_gmt":"2012-11-09T12:34:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/?p=21"},"modified":"2018-02-11T17:34:16","modified_gmt":"2018-02-11T19:34:16","slug":"decidindo-seguir-um-caminho-espiritual","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/decidindo-seguir-um-caminho-espiritual\/","title":{"rendered":"Decidindo seguir um caminho esporitual"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=1081\" rel=\"attachment wp-att-1081\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/Yogui-fava.jpg\" alt=\"\" width=\"814\" height=\"552\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1081\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/Yogui-fava.jpg 814w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/Yogui-fava-300x203.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/Yogui-fava-442x300.jpg 442w\" sizes=\"auto, (max-width: 814px) 100vw, 814px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Antes de decidirmos seguir um caminho de um ensinamento espiritual, de qualquer cultura ou credo do qual venha, \u00e9 necess\u00e1rio investigar nossa motiva\u00e7\u00e3o para fazermos isso. A principal raz\u00e3o para nos tornarmos interessados em seguir um ensinamento n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o temos mais nada para fazer, ou porque precisamos nos manter ocupados, mas porque queremos em nossas vidas algo diferente do que vemos ao nosso redor.Quando descobrimos o modo pelo qual vivem as pessoas \u201cnormais\u201d \u2013 que n\u00e3o acham qualquer coisa importante em sua exist\u00eancia \u2013 e quando vemos que as atividades \u2013 com as quais eles se tornaram acostumados a preencher suas vidas \u2013 n\u00e3o resolvem o problema do sofrimento que a nossa exist\u00eancia no ciclo do samsara nos traz, n\u00f3s realizamos que temos de fazer algo diferente de nossa vida cotidiana. A maioria das pessoas n\u00e3o tenta entender estas coisas, e o que est\u00e1 al\u00e9m do seu entendimento n\u00e3o existe para elas. O que n\u00f3s estamos tentando descobrir como praticantes espirituais, o que estamos tentando fazer, n\u00e3o \u00e9 de interesse para elas. Elas n\u00e3o acreditam em qualquer coisa que n\u00e3o possa ser vista \u00e0 olho nu. Devemos evitar a cegueira desse extremo, mas nossa busca espiritual tamb\u00e9m n\u00e3o deve ser um tipo de fantasia espiritual, um modo de evitar a realidade cotidiana.<\/p>\n<p>A fim de praticar, antes de tudo \u00e9 importante entendermos a morte e o renascimento, pois \u00e9 atrav\u00e9s da conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o ciclo de sofrimento que nos aproximamos dos ensinamentos pela primeira vez. Atrav\u00e9s da investiga\u00e7\u00e3o, podemos realizar que a nossa exist\u00eancia humana, nosso precioso nascimento humano, nos d\u00e1 uma grande oportunidade, j\u00e1 que atrav\u00e9s do nosso contato com os ensinamentos podemos aprender como usar nossa intelig\u00eancia para examinarmos nossos pensamentos e para observarmos como eles d\u00e3o origem ao nosso apego, e podemos descobrir como levar o nosso apego e o conseq\u00fcente ciclo do sofrimento a um fim.<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>Com a finalidade de levar o ciclo do samsara a um fim, devemos descobrir a fonte do sofrimento. Esta fonte \u00e9 a mente pensadora que d\u00e1 origem \u00e0s paix\u00f5es e ao apego. O \u00fanico modo de superar os venenos das paix\u00f5es e de suas manifesta\u00e7\u00f5es \u00e9 manter a mente sob controle. Isto pode ser feito atrav\u00e9s da pr\u00e1tica dos ensinamentos que nos exortam a observarmo-nos a fim de compreender a mente apegada e, atrav\u00e9s da pr\u00e1tica, a super\u00e1-la. Deste modo, os ensinamentos nos guiam para descobrirmos a natureza subjacente da mente e a integrar sua condi\u00e7\u00e3o verdadeira com a vida di\u00e1ria.<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>As m\u00e1culas ou obscurecimentos n\u00e3o est\u00e3o na natureza da mente (tib. semnyi \/ sem nyid), mas na mente que se move (tib. sem \/ sems), ent\u00e3o elas podem ser purificadas. \u00c9 como na hist\u00f3ria de uma velha mendiga que toda noite dormia sobre uma almofada de ouro: ela era rica, mas como n\u00e3o conhecia o valor do ouro, pensava que era pobre. Do mesmo modo, a pureza primordial de nossa mente n\u00e3o \u00e9 de qualquer utilidade para n\u00f3s se n\u00e3o estivermos conscientes dela e se n\u00e3o a integrarmos com a nossa mente que se move. Se realizarmos nossa pureza inata, mas apenas de tempos em tempos nos integrarmos com ela, n\u00e3o estaremos totalmente realizados. Estar em integra\u00e7\u00e3o total, todo o tempo, \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o final. Mas muitas pessoas preferem pensar e falar sobre a integra\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s de realiz\u00e1-la.<\/p>\n<p>Por exemplo, se no Ati Yoga dizemos que a nossa mente natural \u00e9 espontaneamente perfeita, estamos querendo dizer que j\u00e1 temos a qualidade da realiza\u00e7\u00e3o em n\u00f3s mesmos e que n\u00e3o \u00e9 algo que devamos obter a partir de fora. Mas apesar disso ser uma qualidade que \u00e9 inata, temos de desenvolv\u00ea-la. A analogia tradicional \u00e9 o modo pelo qual a qualidade da manteiga j\u00e1 existe no leite: para obter a manteiga, temos de bater o leite.<\/p>\n<p><em style=\"text-align: right;\">Tenzin Wangyal Rinpoche, &#8211; Wonders of the Natural Mind<\/em><\/p>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de decidirmos seguir um caminho de um ensinamento espiritual, de qualquer cultura ou credo do qual venha, \u00e9 necess\u00e1rio investigar nossa motiva\u00e7\u00e3o para fazermos isso. 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