{"id":305,"date":"2012-12-16T09:18:29","date_gmt":"2012-12-16T11:18:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/?p=305"},"modified":"2020-06-10T14:25:12","modified_gmt":"2020-06-10T16:25:12","slug":"nao-julgar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nao-julgar\/","title":{"rendered":"N\u00e3o julgar"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/N\u00e3o-julgar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/N\u00e3o-julgar-300x165.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"165\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5896\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/N\u00e3o-julgar-300x165.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/N\u00e3o-julgar-500x275.jpg 500w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/N\u00e3o-julgar.jpg 696w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><b>N\u00e3o julgar<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><em><strong>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>, extra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nada-especial\/\">Nada Especial<\/a>&#8220;<em><strong><\/strong><\/em><\/strong><\/em><\/div>\n<hr \/>\n<p>Existe a seguinte passagem no Dhammapada, verso 50: &#8220;Que ningu\u00e9m encontre defeitos nos outros. Que ningu\u00e9m enxergue as omiss\u00f5es e as fraquezas alheias. Mas que cada um veja seus pr\u00f3prios atos, feitos ou n\u00e3o&#8221;. Esse \u00e9 um aspecto central de nossa pr\u00e1tica. Embora a pr\u00e1tica possa nos tornar mais c\u00f4nscios de nossa tend\u00eancia a julgar os outros, na vida comum ainda agimos assim. Por sermos humanos, julgamo-nos uns aos outros. Algu\u00e9m faz algo que nos parece grosseiro, indelicado ou insensato, e n\u00e3o podemos deixar de reparar nisso. Muitas vezes por dia vemos pessoas fazendo coisas que parecem, de alguma maneira, defeituosas.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 que todos ajam o tempo todo da maneira apropriada. As pessoas em geral apenas fazem aquilo que n\u00e3o queremos. Quando fazem o que fazem, no entanto, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que as julguemos. N\u00e3o sou imune a isso; percebo-me julgando os outros tamb\u00e9m. Todos fazemos isso. Por isso recomendo uma pr\u00e1tica para nos ajudar a nos flagrar no ato de julgar: sempre que pronunciarmos o nome da outra pessoa devemos observar o que acrescentamos a esse nome. O que dizemos ou pensamos acerca da pessoa? Que esp\u00e9cie de r\u00f3tulo usamos? Inserimos a pessoa em alguma categoria? Ningu\u00e9m deveria ser reduzido a um r\u00f3tulo e, no entanto, em raz\u00e3o de nossas prefer\u00eancias e avers\u00f5es, fazemo-lo assim mesmo.<\/p>\n<p>Suspeito que se voc\u00ea entrar nessa pr\u00e1tica descobrir\u00e1 que n\u00e3o consegue passar cinco minutos sem julgar. \u00c9 surpreendente. Queremos que o comportamento da outra pessoa seja apenas aquilo que queremos &#8211; e quando n\u00e3o \u00e9, n\u00f3s a julgamos. Nossa vida em vig\u00edlia \u00e9 repleta desses julgamentos.<\/p>\n<p>Poucos de n\u00f3s agredimos fisicamente os outros. O meio mais comum de agredir \u00e9 com a nossa boca. Como algu\u00e9m disse: &#8220;Existem dois momentos em que se deve manter a boca fechada &#8211; nadando e quando voc\u00ea est\u00e1 zangado&#8221;. Quando julgamos que os outros est\u00e3o errados, acabamos estando com a raz\u00e3o &#8211; e gostamos disso.<\/p>\n<p>Como diz a passagem, dever\u00edamos atentar para o nosso pr\u00f3prio comportamento em vez de julgar. &#8220;Mas que cada um veja seus pr\u00f3prios atos, feitos ou n\u00e3o.&#8221; Em vez de olhar \u00e0 volta constantemente e julgar todo mundo, vejamos as nossas pr\u00f3prias condutas: o que fizemos e o que n\u00e3o fizemos. N\u00e3o precisamos nos julgar, mas basta observar o ato. Se come\u00e7amos a nos julgar, estipulamos um ideal, um certo modo que pensamos deva ser o nosso. Isso tamb\u00e9m n\u00e3o ajuda. Precisamos enxergar nossos verdadeiros pensamentos, tomar consci\u00eancia do que \u00e9 de fato verdadeiro para n\u00f3s. Se fizermos isso, iremos notar que, sempre que julgamos, nosso corpo se tensiona. Por tr\u00e1s do julgamento est\u00e1 um pensamento autocentrado que produz tens\u00e3o no corpo. Com o tempo, essa tens\u00e3o torna-se-nos prejudicial e, indiretamente, prejudica os outros. A tens\u00e3o n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica capaz de causar danos; os julgamentos que expressamos a respeito dos outros (e de n\u00f3s tamb\u00e9m) causa igualmente seus danos.<\/p>\n<p>Toda vez que dissermos o nome da pessoa \u00e9 \u00fatil notar se afirmamos mais do que um fato. Por exemplo, o julgamento &#8220;ela \u00e9 desatenta&#8221; vai al\u00e9m dos fatos. Os fatos s\u00e3o que ela fez o que fez &#8211; por exemplo, disse que ia me telefonar e n\u00e3o telefonou. Dizer que ela \u00e9 desatenta \u00e9 meu julgamento pessoal negativo, acrescido ao fato. Iremos reparar que ficamos incessantemente fazendo essa esp\u00e9cie de julgamento. A pr\u00e1tica significa tomar consci\u00eancia dos momentos em que agimos assim. \u00c9 importante n\u00e3o negligenciar grandes \u00e1reas de nossa vida e boa parte dela implica falar.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o julgar Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Nada Especial&#8220; Existe a seguinte passagem no Dhammapada, verso 50: &#8220;Que ningu\u00e9m encontre defeitos nos outros. Que ningu\u00e9m enxergue as omiss\u00f5es e as fraquezas alheias. 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