{"id":4919,"date":"2018-06-10T19:10:46","date_gmt":"2018-06-10T21:10:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=4919"},"modified":"2018-06-10T19:14:05","modified_gmt":"2018-06-10T21:14:05","slug":"o-fogo-da-atencao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-fogo-da-atencao\/","title":{"rendered":"O fogo da aten\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=4920\" rel=\"attachment wp-att-4920\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/O-fogo-da-aten\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"194\" class=\"alignleft size-full wp-image-4920\" \/><\/a><br \/>\n<b>O&#9;fogo da aten&ccedil;&atilde;o<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"default.asp?menu=53\" class=\"broken_link\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/i><\/div>\n<hr \/>\n<p>Por volta da d&eacute;cada de 20, quando eu devia estar com mais ou menos oito ou dez anos e vivia em Nova Jersey, onde os invernos s&atilde;o pesados, t&iacute;nhamos um fogareiro em casa que funcionava a carv&atilde;o. Era um grande acontecimento no quarteir&atilde;o, quando o caminh&atilde;o de entrega parava e tudo aquilo se despejava pela porta basculante para dentro do reservat&oacute;rio apropriado, no por&atilde;o. Aprendi que havia dois tipos de carv&atilde;o que apareciam no reservat&oacute;rio: o antracito, carv&atilde;o duro, e a lignita, hulha gorda. Meu pai me ensinou a diferen&ccedil;a na combust&atilde;o dos dois tipos. O primeiro queima de forma limpa, deixando pouca cinza. O segundo deixa muita cinza. Quando queim&aacute;vamos lignita, o por&atilde;o ficava coberto de fuligem e parte dessa poeira subia a escada e entrava pela sala de visitas. Minha m&atilde;e costumava falar alguma coisa sobre isso, eu me lembro. &Agrave; noite meu pai abafava o fogo e eu tamb&eacute;m aprendi a faz&ecirc;-lo. Abafar o fogo quer dizer cobri-lo com uma fina camada de carv&atilde;o e depois fechar a passagem de oxig&ecirc;nio para o fogareiro, de modo que o fogo permanece em estado de lenta combust&atilde;o. Durante a noite, a casa fica fria e, de manh&atilde;, o fogo precisa ser ati&ccedil;ado e a passagem de oxig&ecirc;nio aberta; a&iacute;, o fogareiro consegue aquecer a casa.<\/p>\n<p>O que tudo isso tem em comum com nossa pr&aacute;tica? Esta refere-se &agrave; ruptura de nossa identifica&ccedil;&atilde;o exclusiva com n&oacute;s mesmos. Este processo &eacute;, &agrave;s vezes, chamado de purifica&ccedil;&atilde;o da mente. &quot;Purificar a mente&quot; n&atilde;o implica que voc&ecirc; se torne santo ou uma outra pessoa que voc&ecirc; n&atilde;o &eacute;. Significa, sim, eliminar aquilo que impede uma pessoa \u2014 ou um fogareiro \u2014 de funcionar no melhor de sua capacidade. O fogareiro funciona melhor com o antracito. Mas, infelizmente, estamos repletos de hulha gorda. Na B&iacute;blia, ha um ditado: &quot;Ele &eacute; como o fogo de uma refinaria&quot;. Esta &eacute; uma analogia comum, encontrada tamb&eacute;m em outras religi&otilde;es. Sentar-se do come&ccedil;o ao fim de um <i>sesshin <\/i>&eacute; estar no meio de um fogo de refinaria. Eido Roshi certa vez revelou: &quot;Este <i>zendo <\/i>n&atilde;o &eacute; um c&eacute;u de beatitude e, sim, uma fornalha para a combust&atilde;o de nossas desilus&otilde;es ego&iacute;stas&quot;. O <i>zendo <\/i>n&atilde;o &eacute; um lugar para estados de gra&ccedil;a e relaxamento; &eacute; uma sala de queima e combust&atilde;o de nossas desilus&otilde;es ego&iacute;stas. Que instrumentos precisamos utilizar? S&oacute; um &#8211; todos j&aacute; ouviram falar dele, mas empregam-no muito pouco. Chama-se <i>aten&ccedil;&atilde;o<\/i>.<\/p>\n<p>A aten&ccedil;&atilde;o &eacute; a espada afiada e escaldante, e nossa pratica refere-se a us&aacute;-la tanto quanto pudermos. Ningu&eacute;m est&aacute; muito disposto a empreg&aacute;-la, mas, quando o fazemos mesmo Que seja por poucos minutos \u2014 acontecem um certo cortar e um certo queimar. Toda pr&aacute;tica tem por meta aumentar nossa capacidade de prestar aten&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; no <i>zazem <\/i>como<i> <\/i>em todos os instantes de nossa vida. Ao praticar o sentar, percebemos que nosso processo de pensamentos conceituais &eacute; unia fantasia, e, quanto mais o absorvemos, mais aumentar&aacute; nossa capacidade de prestar aten&ccedil;&atilde;o &agrave; realidade. Um dos grandes mestres chineses, Huang Po, comentou: &quot;Se voc&ecirc; conseguir libertar-se apenas do pensamento conceitual, ter&aacute; conseguido tudo. Porem, se voc&ecirc;s, aprendizes do Caminho, n&atilde;o se libertarem do pensamento conceitual num instante, mesmo que se esforcem anos a fio, jamais se realizar&atilde;o&quot;. &#8220;Libertamo-nos do pensamento conceitual&quot; quando, mediante uma observa&ccedil;&atilde;o persistente, reconhecemos a irrealidade de nossos pensamentos autocentrados. Ent&atilde;o, podemos permanecer indiferentes e fundamentalmente frios em rela&ccedil;&atilde;o a eles. O que n&atilde;o quer dizer sermos pessoas frias; pelo contr&aacute;rio, significa que n&atilde;o somos tragados nem presos pelas malhas das circunst&acirc;ncias.<\/p>\n<p>&#9;A maioria n&atilde;o &eacute; bem assim. Desta maneira, logo que iniciamos nosso dia de trabalho, descobrimos que n&atilde;o estamos absolutamente calmos. Temos muitas opini&otilde;es e julgamentos emocionais a respeito das coisas, e nossos sentimentos s&atilde;o magoados com facilidade. N&atilde;o somos de modo algum &quot;indiferentes e fundamentalmente frios&quot; diante do que acontece. Por isso, &eacute; muito importante lembrar que o principal prop&oacute;sito da pr&aacute;tica do <i>sesshin <\/i>e essa combust&atilde;o para eliminar os pensamentos, mediante o emprego do fogo da aten&ccedil;&atilde;o, de tal sorte que nossa vida <i>possa ficar <\/i>indiferente e fundamentalmente fria perante as circunst&acirc;ncias externas. N&atilde;o creio que exista algu&eacute;m aqui a quem isso seja inteiramente verdadeiro. No entanto, nossa pr&aacute;tica &eacute; fazer isso. Se de fato consegu&iacute;ssemos queimar nossos apegos at&eacute; o fim, n&atilde;o haveria necessidade de praticar o sentar. Por&eacute;m, n&atilde;o creio que exista algu&eacute;m capaz disso. Precisamos de um per&iacute;odo di&aacute;rio adequado para o <i>zazen, <\/i>no qual ficamos prestando aten&ccedil;&atilde;o naquilo que se passa em nosso corpo e em nossa mente. Se n&atilde;o praticamos o sentar com regularidade, ent&atilde;o n&atilde;o conseguimos compreender como a maneira pela qual lavamos nosso carro, ou lidamos com nosso supervisor &eacute;, absolutamente, nossa pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>O mestre Rinzai disse: &quot;<i>N&atilde;o podemos resolver o carma passado exceto em nossa rela&ccedil;&atilde;o com as circunst&acirc;ncias. Quando for hora de nos vestir, coloquemos as roupas. Quando for para darmos uma volta a p&eacute;, caminhemos. N&atilde;o tenha um &uacute;nico pensamento em sua cabe&ccedil;a a respeito de buscar o estado do Buda<\/i>&quot;. Certa vez algu&eacute;m me perguntou: &quot;<i>Joko, voc&ecirc; acha que algum dia encontrar&aacute; o grande e &uacute;ltimo est&aacute;gio da ilumina&ccedil;&atilde;o?<\/i>&quot;. Respondi: &quot;<i>Espero que um pensamento como esse nunca me ocorra<\/i>&quot;. N&atilde;o h&aacute; tempo ou lugar especiais para a grande ilumina&ccedil;&atilde;o. Como o mestre Huang Po costumava dizer: &quot;<i>De forma alguma fa&ccedil;a distin&ccedil;&atilde;o entre o Absoluto e o mundo do sens&iacute;vel<\/i>&quot;. N&atilde;o &eacute; nada al&eacute;m de estacionar o carro, vestir-se, dar uma volta a p&eacute;. Mas, se o que estamos queimando &eacute; hulha gorda, n&atilde;o compreenderemos isso. Hulha gorda significa apenas que a combust&atilde;o em nossa vida n&atilde;o est&aacute; limpa. Somos incapazes de queimar at&eacute; o fim cada circunst&acirc;ncia, tal como a encontramos. A raz&atilde;o para isso &eacute; sempre nosso apego emocional &agrave; circunst&acirc;ncia. Por exemplo, talvez seu patr&atilde;o lhe pe&ccedil;a para fazer algo que n&atilde;o &eacute; razo&aacute;vel. Nesse momento, qual &eacute; a diferen&ccedil;a entre a combust&atilde;o de um antracito e a de uma hulha gorda? Ou, imaginemos que estamos procurando um emprego, por&eacute;m o &uacute;nico trabalho que conseguimos encontrar &eacute; algo de que n&atilde;o gostamos. Ou nosso filho est&aacute; com dificuldade na escola&#8230; Para lidar com tudo isso, qual &eacute; a diferen&ccedil;a entre a hulha gorda e o antracito? Se n&atilde;o h&aacute; um pouco de compreens&atilde;o dessa diferen&ccedil;a, teremos perdido as horas que passamos no <i>sesshin. <\/i>A maior parte desta plat&eacute;ia est&aacute; em busca do estado de Buda. <\/p>\n<p>Contudo, este estado &eacute; o modo como voc&ecirc; resolve a situa&ccedil;&atilde;o com seu chefe ou seu filho, com o amante ou parceiro, ou seja l&aacute; quem for. Nossa vida &eacute; sempre absoluta: isto &eacute; tudo que existe. A verdade n&atilde;o &eacute; uma outra coisa qualquer. Por&eacute;m, temos mentes que ficam tentando queimar o passado ou o futuro. O presente vivo \u2014  o estado de Buda \u2014 raramente &eacute; encontrado.<\/p>\n<p>Quando o fogo do fogareiro &eacute; trabalhado, e voc&ecirc; quer obter chamas brilhantes e vivas, o que faz? Aumenta a entrada de ar. Somos tamb&eacute;m como o fogo, e, quando a mente se aquieta, podemos respirar mais fundo: a entrada de oxig&ecirc;nio aumenta. Nossa combust&atilde;o produzir&aacute; uma chama mais clara e limpa, e nossas a&ccedil;&otilde;es transpiram essa qualidade. Em vez de tentarmos resolver na mente que esp&eacute;cie de a&ccedil;&atilde;o executar, precisamos apenas purificar nossos alicerces, e a a&ccedil;&atilde;o fluir&aacute; da&iacute;. A mente aquieta-se, porque a observamos em vez de ficarmos perdidos dentro dela. A respira&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o, se aprofunda e, quando de fato o fogo pegar, n&atilde;o haver&aacute; nada para ser consumido. Quando esquentar o suficiente, n&atilde;o haver&aacute; eu, porque, ent&atilde;o, o fogo estar&aacute; consumindo tudo; e n&atilde;o h&aacute; separa&ccedil;&atilde;o entre eu e o outro. N&atilde;o gostamos de pensar a nosso respeito como seres apenas f&iacute;sicos. No entanto, toda a transforma&ccedil;&atilde;o ensejada pelo sentar &eacute; de ordem f&iacute;sica. N&atilde;o &eacute; algo milagroso que ocorre em nossa cabe&ccedil;a. Quando queimamos hulha gorda estamos usando de maneira equivocada nossas mentes; ent&atilde;o, ficam bloqueadas por fantasias, opini&otilde;es, desejos, especula&ccedil;&otilde;es e an&aacute;lises, e tentamos encontrar o modo correto de agir a partir desse nevoeiro. Quando alguma coisa d&aacute; errada em nossa vida, o que tentamos fazer? Sentamo-nos, tentamos entender o que aconteceu, remoemos a coisa toda, fazemos hip&oacute;teses a respeito. N&atilde;o adianta nada. O que de fato resolve &eacute; prestar aten&ccedil;&atilde;o a nossas aberra&ccedil;&otilde;es mentais, que n&atilde;o s&atilde;o o verdadeiro pensar. Observamos nossos pensamentos emocionais: &quot;&Eacute;, na realidade, n&atilde;o consigo suportar aquela mulher! Ela &eacute; terr&iacute;vel!&quot;. A &uacute;nica coisa que fazemos &eacute; prestar aten&ccedil;&atilde;o. Depois, conforme mente e corpo se aquietam e o fogo queima com mais resplandec&ecirc;ncia e clareza, destas chamas provir&atilde;o o verdadeiro pensamento e a capacidade de tomar decis&otilde;es adequadas. A centelha criativa de todo trabalho de arte origina-se, do mesmo modo, dessa esp&eacute;cie de chama.<\/p>\n<p>Queremos pensar. Queremos especular. Queremos fantasiar. Queremos entender tudo. Queremos conhecer os segredos do universo. E quando fazemos tudo isso, o fogo est&aacute; abafado, n&atilde;o est&aacute; recebendo nenhum oxig&ecirc;nio. Ent&atilde;o, imaginamos por que adoecemos f&iacute;sica e mentalmente. A combust&atilde;o est&aacute; t&atilde;o obstru&iacute;da que nada al&eacute;m de fuligem grossa pode resultar. Essa fuligem n&atilde;o nos suja apenas; suja tudo o que estiver em volta. Por isso, &eacute; importante sentar todo dia; sen&atilde;o, o entendimento do processo de combust&atilde;o fica t&atilde;o obscurecido e indistinto que o fogo se mant&eacute;m abafado. Temos de praticar todo dia. Mesmo dez minutos de <i>zazen <\/i>&eacute; melhor do que n&atilde;o fazer nada. Os <i>sesshins <\/i>tamb&eacute;m s&atilde;o essenciais para os praticantes s&eacute;rios. A pr&aacute;tica di&aacute;ria do sentar pode manter em combust&atilde;o constante um fogo de baixa intensidade, mas, em geral, n&atilde;o chega a faz&ecirc;-lo incandescer ao m&aacute;ximo.<\/p>\n<p>Portanto, prossigamos s&oacute; com o <i>sesshin. <\/i>N&atilde;o h&aacute; nada que voc&ecirc; n&atilde;o confrontar&aacute; antes de aceit&aacute;-lo do come&ccedil;o ao fim: ira, ci&uacute;me, estado de gra&ccedil;a, t&eacute;dio. Observe-se quando estiver preso a um sentimento de autopiedade, ou aos problemas de sua vida, ou &agrave;quele estado &quot;terr&iacute;vel&quot; em que sua exist&ecirc;ncia se encontra. Esse &eacute; seu enredo. A verdade &eacute; que apreciamos muit&iacute;ssimo nosso pr&oacute;prio enredo. As pessoas dizem que desejam se livrar de seus problemas. Quando ficamos remoendo nossas desgra&ccedil;as prediletas, conseguimos nos manter como o centro artificial do universo. Adoramos nossas dores. Gostamos de nos queixar, de nos torturar e de nos lamentar. &quot;Mas n&atilde;o &eacute; mesmo horr&iacute;vel! Estou t&atilde;o s&oacute;! Ningu&eacute;m me ama!&quot; Temos muito carinho por nossa hulha gorda. Entretanto, a indiscrimina&ccedil;&atilde;o de uma combust&atilde;o incompleta pode ser tr&aacute;gica para mim e para voc&ecirc;s. Fa&ccedil;amos nossa pr&aacute;tica corretamente.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&#9;fogo da aten&ccedil;&atilde;o Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Por volta da d&eacute;cada de 20, quando eu devia estar com mais ou menos oito ou dez anos e vivia em Nova Jersey, onde os invernos s&atilde;o pesados, &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-fogo-da-atencao\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4920,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,40],"tags":[70],"class_list":["post-4919","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-joko","category-zen","tag-pratica-zen"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4919","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4919"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4919\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4924,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4919\/revisions\/4924"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4920"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}