{"id":4944,"date":"2018-06-11T09:08:19","date_gmt":"2018-06-11T11:08:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=4944"},"modified":"2018-06-11T09:08:19","modified_gmt":"2018-06-11T11:08:19","slug":"um-continente-maior","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/um-continente-maior\/","title":{"rendered":"Um continente maior"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=4945\" rel=\"attachment wp-att-4945\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Um-continente-maior-300x214.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"214\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4945\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Um-continente-maior-300x214.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Um-continente-maior-768x547.jpg 768w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Um-continente-maior-421x300.jpg 421w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Um-continente-maior.jpg 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<b>Um continente maior<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"default.asp?menu=53\" class=\"broken_link\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/i><\/div>\n<hr \/>\n<p>Com 95 anos de idade, Genpo Roshi, um dos grandes mestres zen da atualidade, falava do &quot;port&atilde;o sem port&atilde;o&quot; e enfatizava que, de fato, <i>n&atilde;o <\/i>existe port&atilde;o algum por onde tenhamos de passar a fim de darmo-nos conta do que nossa vida &eacute;. N&atilde;o obstante, segundo ele, do ponto de vista da pr&aacute;tica, devemos atravessar um port&atilde;o, o port&atilde;o de nosso orgulho. Todos n&oacute;s, desde o momento em que nos levantamos pela manh&atilde;, temos de confrontar nosso orgulho, de alguma maneira \u2014 todos n&oacute;s que estamos aqui. Para ultrapassarmos esse port&atilde;o, que n&atilde;o &eacute; um port&atilde;o, temos de ir al&eacute;m do port&atilde;o de nosso pr&oacute;prio orgulho.<\/p>\n<p>Bem, a filha do orgulho &eacute; a raiva. Quando me refiro a raiva, digo todos os tipos de frustra&ccedil;&otilde;es, incluindo a irrita&ccedil;&atilde;o, o ressentimento e o ci&uacute;me. Falo tanto da raiva como do modo de trabalhar com ela porque entender como praticar com a raiva &eacute; entender como aproximar-se do &quot;port&atilde;o sem port&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p>Em termos de vida di&aacute;ria, entendemos o que significa distanciar-se de um problema. Por exemplo, observei que Laura fez um lindo arranjo de flores. Ela mexe aqui, ali, tira, p&otilde;e, e, num determinado momento, d&aacute; um passo atr&aacute;s para ver as flores, o que fez com elas, como foi que ficou o arranjo pronto. Se voc&ecirc; est&aacute; costurando um vestido, primeiro corta o pano e~ une as pe&ccedil;as, costura e arremata, e em um determinado momento, voc&ecirc; vai para a frente do espelho para ver como ficou. Est&aacute; penso nos ombros? Como est&aacute; a bainha? Est&aacute; caindo bem? Tornou-se um vestido adequado? Voc&ecirc; d&aacute; um passo atr&aacute;s. Da mesma forma, para p&ocirc;r nossa vida em perspectiva, devemos dar um passo atr&aacute;s e dar uma olhada.<\/p>\n<p>Bom, a pr&aacute;tica zen &eacute; fazer isso. Ela desenvolve a habilidade de dar um passo atr&aacute;s e olhar. Tomemos um exemplo pr&aacute;tico, uma discuss&atilde;o. A qualidade ostensiva de qualquer discuss&atilde;o &eacute; o orgulho. Suponhamos que sou casada e discuto com meu marido. Ele fez alguma coisa de que n&atilde;o gostei \u2014 gastou, digamos, as economias da fam&iacute;lia comprando um carro novo \u2014 e acho que nosso carro atual est&aacute; bom. Acredito \u2014 ali&aacute;s, eu <i>sei <\/i>\u2014 que tenho raz&atilde;o. Fico com raiva, fico furiosa. Quero gritar. Bem, o que posso ent&atilde;o fazer com a minha raiva? O que &eacute; proveitoso que eu fa&ccedil;a? Antes de mais nada, creio que &eacute; uma boa id&eacute;ia simplesmente dar um passo atr&aacute;s: fazer e dizer o m&iacute;nimo poss&iacute;vel. Quando recuo um pouco que seja, posso me lembrar de que o que na realidade desejo &eacute; ser aquilo que poderia ser chamado de Um Continente Maior (em outras palavras devo praticar as coisas mais elementares). Agir assim &eacute; o mesmo que penetrar em uma outra dimens&atilde;o, numa dimens&atilde;o espiritual, se quisermos dar-lhe um nome.<\/p>\n<p>Consideremos uma seq&uuml;&ecirc;ncia de passos da pr&aacute;tica, tendo em mente que, no auge da raiva, &eacute; imposs&iacute;vel &agrave; maioria efetuar a pr&aacute;tica no desenrolar do drama. Entretanto, tente de fato dar um passo atr&aacute;s; fa&ccedil;a e diga o m&iacute;nimo poss&iacute;vel; afaste-se. Depois, quando estiver sozinho, apenas sente e observe. O que quero dizer com &quot;observe&quot;? Observe a novela que est&aacute; passando na televis&atilde;o da cabe&ccedil;a: o que ele (o marido) disse, o que ele fez; o que tenho a dizer a respeito disso tudo, o que eu deveria fazer sobre o caso&#8230; todas essas considera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o fantasia. N&atilde;o s&atilde;o a realidade do que est&aacute; acontecendo. Se pudermos rotular esses pensamentos (dif&iacute;cil de fazer quando estamos com raiva), devemos faz&ecirc;-lo. Por que &eacute; t&atilde;o dif&iacute;cil? Quando estamos com raiva, h&aacute; um enorme obst&aacute;culo no caminho da pr&aacute;tica: o fato de n&atilde;o <i>querermos <\/i>praticar. Preferimos alimentar nosso orgulho, ter &quot;raz&atilde;o&#8221; na discuss&atilde;o, no argumento. (&quot;N&atilde;o busque a Verdade: apenas cesse de alimentar suas opini&otilde;es.&quot;) &Eacute; por isso que o primeiro ato &eacute; dar um passo atr&aacute;s, falar pouco. Semanas de pr&aacute;tica ass&iacute;dua podem passar, at&eacute; que sejamos capazes de ver que, o que desejamos, n&atilde;o &eacute;ter raz&atilde;o, mas ser Um Continente Maior. D&ecirc; um passo atr&aacute;s e observe. Rotule os pensamentos do drama: sim, ele n&atilde;o deveria ter feito isso; sim, n&atilde;o consigo suportar o que ele est&aacute; fazendo; sim, vou encontrar um jeito de me vingar. Tudo isso pode se dar num n&iacute;vel superficial, por&eacute;m, n&atilde;o deixa de ser uma novela.<\/p>\n<p>Se realmente recuarmos e observarmos \u2014 o que, como disse, &eacute; bastante dif&iacute;cil de fazer quando estamos com raiva \u2014, seremos com o tempo capazes de enxergar nossos pensamentos como pensamentos (irreais), n&atilde;o como a verdade. Houve ocasi&otilde;es em que repeti o processo dez, vinte, trinta vezes, antes de os pensamentos por fim cessarem. Quando isso acontece, o que me resta? Resta-me a experi&ecirc;ncia direta da rea&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica de meu corpo, o res&iacute;duo, por assim dizer. Quando vivencio de forma direta o res&iacute;duo (como tens&atilde;o, contra&ccedil;&atilde;o), visto que na experi&ecirc;ncia direta n&atilde;o h&aacute; dualidade, entro lentamente naquela dimens&atilde;o que <i>sabe <\/i>o que fazer, qual a a&ccedil;&atilde;o a ser empreendida <i>(samadhi). <\/i>Ali se sabe qual &eacute; a melhor atitude n&atilde;o s&oacute; para mim, como para o outro tamb&eacute;m. Ao tornar-me Um Continente Maior, saboreio a &quot;unidade&quot; de modo direto.<br \/>\nPodemos falar sobre &quot;unidade&quot; at&eacute; o final dos tempos. Como efetivamente nos destacamos dos outros? Como? O orgulho do qual a raiva nasce &eacute; o que nos destaca. A solu&ccedil;&atilde;o &eacute; uma pr&aacute;tica na qual vivenciemos essa emo&ccedil;&atilde;o de separa&ccedil;&atilde;o como um estado corporal definido. Quando fazemos isso, &eacute; criado Um Continente Maior.<br \/>\nO que &eacute; criado, o que cresce, &eacute; o tanto de vida que posso conter sem que ele me aborre&ccedil;a ou me domine. No in&iacute;cio, esse espa&ccedil;o &eacute; bastante restrito, depois fica maior, cada vez maior. Nunca precisa parar de crescer, O estado de ilumina&ccedil;&atilde;o &eacute; aquele espa&ccedil;o enorme e compadecido. No entanto, enquanto vivermos, descobriremos que existe um limite para o tamanho de nosso continente e, nesse ponto, &eacute; que devemos praticar. Como sabemos onde se localiza esse ponto-limite? Estamos nele quando sentimos em qualquer n&iacute;vel raiva ou aborrecimento. N&atilde;o h&aacute; mist&eacute;rio nenhum. A for&ccedil;a de nossa pr&aacute;tica est&aacute; no tamanho que nosso continente alcan&ccedil;a.<br \/>\nAo fazermos essa pr&aacute;tica, precisamos ser caridosos com n&oacute;s mesmos. Necessitamos reconhecer os momentos em que n&atilde;o estamos com disposi&ccedil;&atilde;o para efetu&aacute;-la. Ningu&eacute;m tem vontade o tempo todo. E n&atilde;o faz mal que n&atilde;o a fa&ccedil;amos sempre. Estamos fazendo sempre aquilo para o que estamos prontos.<br \/>\nEssa pr&aacute;tica de fazer Um Continente Maior &eacute; em ess&ecirc;ncia espiritual, porque essencialmente n&atilde;o &eacute; nada em absoluto. Um Continente Maior n&atilde;o &eacute; uma coisa; a consci&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; uma coisa; a testemunha n&atilde;o &eacute; uma coisa, nem uma pessoa. N&atilde;o h&aacute; ningu&eacute;m testemunhando.<\/p>\n<p>Apesar disso, aquilo que pode testemunhar minha mente e meu corpo deve ser algo que n&atilde;o seja minha mente e meu corpo. Se posso observar minha mente e meu corpo num estado de raiva, quem &eacute; este &quot;eu&quot; que observa? Ele me demonstra que sou diferente de minha raiva, que sou maior do que minha raiva, e esse conhecimento permite-me construir Um Continente Maior, crescer. Portanto, &eacute; essa capacidade de observar que deve ser expandida. <i>O que <\/i>observamos sempre &eacute; secund&aacute;rio. N&atilde;o &eacute; importante estarmos aborrecidos; o importante &eacute; termos a habilidade de observar o aborrecimento.<\/p>\n<p>Conforme essa habilidade se expande, primeiro para observar e depois experimentar, aumentam, ao mesmo tempo, dois outros fatores: a sabedoria, que &eacute; a capacidade de ver a vida tal como ela &eacute; (e n&atilde;o do jeito que eu gostaria que fosse), e a compaix&atilde;o, que &eacute; a a&ccedil;&atilde;o natural decorrente d&ecirc; ver a vida como ela &eacute;. N&atilde;o podemos ter compaix&atilde;o por ningu&eacute;m nem por nada se nosso encontro com eles est&aacute; tingido de raiva e orgulho; &eacute; imposs&iacute;vel. A compaix&atilde;o cresce conforme criamos Um Continente Maior.<\/p>\n<p>Quando efetuamos a pr&aacute;tica, estamos penetrando profundamente em nossa vida tal como a conhecemos, e o modo como esse processo se desenrola varia de uma pessoa para outra. Para algumas, dependendo de seu condicionamento e hist&oacute;ria pessoais, o processo pode transcorrer de maneira suave, e a compreens&atilde;o &eacute; gradativa. Para outros, vem em ondas, em enormes ondas emocionais. &Eacute; como um dique que se rompe. Temos medo da inunda&ccedil;&atilde;o e de sermos tragados pela voragem. &Eacute; como ter contido parte do oceano atr&aacute;s de fr&aacute;geis diques que, quando explodem sob o impacto da &aacute;gua, deixam-na retomar o que simples e verdadeiramente &eacute;; e h&aacute; al&iacute;vio nisso porque agora ela pode fluir com as correntezas e a vastid&atilde;o do oceano.<\/p>\n<p>N&atilde;o obstante, acredito ser importante que o processo n&atilde;o aconte&ccedil;a r&aacute;pido demais. Se for acelerado, creio que deveria ser desacelerado. Chorar, tremer e ficar transtornado n&atilde;o s&atilde;o coisas indesej&aacute;veis. Aquele dique est&aacute; come&ccedil;ando a se romper, mas n&atilde;o &eacute; preciso que se quebre r&aacute;pido demais. &Eacute; melhor desacelerar, e, se romper depressa, que seja, est&aacute; tudo certo; quero enfatizar apenas que n&atilde;o tem de ser obrigatoriamente assim. Pensamos que somos todos do mesmo jeito, mas &eacute; prov&aacute;vel que, quanto mais repressora e dif&iacute;cil tenha sido a inf&acirc;ncia, mais importante &eacute; que o dique ceda com lentid&atilde;o. Contudo, n&atilde;o importa quanto nossa vida possa ter transcorrido com suavidade, sempre h&aacute; um dique para estourar em algum ponto.<\/p>\n<p>Lembremo-nos ainda de que um pouco de humor a respeito de tudo isso n&atilde;o &eacute; uma m&aacute; id&eacute;ia. Essencialmente, jamais nos livramos de coisa alguma. N&atilde;o precisamos nos livrar de todas as nossas tend&ecirc;ncias neur&oacute;ticas; o que fazemos &eacute; come&ccedil;ar a ver como s&atilde;o engra&ccedil;adas, como apenas fazem parte do lado engra&ccedil;ado da vida, da gra&ccedil;a de viver com outras pessoas. S&atilde;o todas loucas, assim como nos, e claro. Mas na realidade nunca enxergamos que somos loucos; esse &eacute; nosso orgulho. Claro que <i>eu n&atilde;o <\/i>sou louca, afinal de contas, sou a instrutora!<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um continente maior Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Com 95 anos de idade, Genpo Roshi, um dos grandes mestres zen da atualidade, falava do &quot;port&atilde;o sem port&atilde;o&quot; e enfatizava que, de fato, n&atilde;o existe port&atilde;o algum &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/um-continente-maior\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4945,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,40],"tags":[70],"class_list":["post-4944","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-joko","category-zen","tag-pratica-zen"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4944","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4944"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4944\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4946,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4944\/revisions\/4946"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4945"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}