{"id":4965,"date":"2018-06-11T14:16:02","date_gmt":"2018-06-11T16:16:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=4965"},"modified":"2018-06-11T14:18:52","modified_gmt":"2018-06-11T16:18:52","slug":"falso-medo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/falso-medo\/","title":{"rendered":"Falso medo"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/falso-medo\/falso-medo-2\/\" rel=\"attachment wp-att-4967\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Falso-medo.jpg\" alt=\"\" width=\"266\" height=\"189\" class=\"alignleft size-full wp-image-4967\" \/><\/a><br \/>\n<b>Falso medo<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"default.asp?menu=53\" class=\"broken_link\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/i><\/div>\n<hr \/>\n<p>Uma vez que somos todos humanos, temos tend&ecirc;ncia a criar um falso problema. Ele existe porque n&atilde;o temos escolha, sen&atilde;o viver segundo um particular e peculiar tipo de mente. Nosso modo de pensar n&atilde;o &eacute; o mesmo de um gato, de um cavalo, ou mesmo de um golfinho. Em virtude do mau uso que fazemos de nossa mente, confundimo-nos com dois tipos de medo. Um &eacute; o medo comum: quando somos amea&ccedil;ados fisicamente, reagimos, tomamos uma atitude; podemos fugir, lutar, chamar a pol&iacute;cia. Entretanto, fazemos alguma coisa; esse &eacute; o medo comum e natural. Por&eacute;m, a maior parte de nossa vida ansiosa n&atilde;o se baseia nesse tipo, mas num outro, que &eacute; falso.<\/p>\n<p>O falso medo existe porque usamos nossa mente de modo incorreto. Por nos vermos como um &quot;eu&quot; separado, enquanto entidade, criamos v&aacute;rias senten&ccedil;as com &#8220;eu&#8221; como sujeito. Elas dizem respeito ao que aconteceu com esse &quot;eu&#8221; ou com o que poderia acontecer-lhe, ou com uma maneira de analisar e controlar esses eventos. Toda essa atividade mental praticamente incessante implica uma avalia&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e inquieta de n&oacute;s mesmos e dos outros.<\/p>\n<p>Em decorr&ecirc;ncia do medo que vem desta falsa imagem, n&atilde;o podemos agir com intelig&ecirc;ncia alguma; &eacute; um medo que tenta manipular e manobrar. Depois de termos &quot;avaliado&quot; uma situa&ccedil;&atilde;o ou uma pessoa, at&eacute; podemos come&ccedil;ar a agir, mas essa a&ccedil;&atilde;o costuma estar fundada num erro, num pensamento falso sobre a exist&ecirc;ncia de um &quot;eu&quot; separado da a&ccedil;&atilde;o. Podemos ter os seguintes pensamentos: &quot;Talvez eu n&atilde;o consiga tirar aquela nota&quot;; &quot;Talvez eu n&atilde;o impressione&quot;; &quot;Posso acabar sem nada&quot;; &quot;Sou importante demais para lavar a lou&ccedil;a&quot;. Forma-se um sistema peculiar de valores a partir de pensamentos em primeira pessoa como esses, segundo o qual nossa prefer&ecirc;ncia &eacute; valorizar apenas as pessoas e os acontecimentos que, esperamos, venham a manter ou a estabelecer uma vida segura e tranq&uuml;ila para esse &quot;eu&#8221;. Depois de nos avaliarmos, desenvolvemos v&aacute;rias estrat&eacute;gias para a preserva&ccedil;&atilde;o dele. Costum&aacute;vamos dizer, no tempo da psicologia pop do sul da Calif&oacute;rnia, &quot;tenho de amar a mim mesmo&quot;. Mas quem est&aacute; amando quem? De que maneira &eacute; poss&iacute;vel um &quot;eu&quot; amar &quot;a mim mesmo&quot;? Sentimos que &quot;tenho de amar a mim mesmo, tenho de ser bom para comigo mesmo, tenho de ser bom para com voc&ecirc;&quot;. H&aacute; um medo imenso por tr&aacute;s desses julgamentos, medo que n&atilde;o realiza coisa alguma. Temos um &quot;eu&quot; fict&iacute;cio que tentamos amar e proteger. Passamos a maior parte de nossa vida jogando esse jogo in&uacute;til. &quot;O que acontecer&aacute;? Como ser&aacute;? O que vou tirar disso tudo?&quot; Eu, eu, eu: &eacute; um jogo mental ilus&oacute;rio, e estamos perdidos dentro dele.<\/p>\n<p>Nossa suposi&ccedil;&atilde;o &eacute; que, logo que percebemos que estamos vendo o jogo, ele cesse, mas n&atilde;o &eacute; o que se d&aacute;. E como dizer a um alco&oacute;latra que n&atilde;o fique b&ecirc;bado. Estamos perpetuamente embriagados. Darmos ordens a n&oacute;s mesmos o tempo todo, insistindo para agirmos de modo correto, de nada adianta. &quot;N&atilde;o vou ser assim&quot; n&atilde;o &eacute; a resposta. Qual &eacute; a resposta? Precisamos enfrentar esse problema de um outro &acirc;ngulo, temos de entrar pela porta de tr&aacute;s. Primeiro, precisamos tomar consci&ecirc;ncia de nossa ilus&atilde;o, de nossa embriaguez. O texto antigo diz: ilumine a mente, d&ecirc;-lhe luz, preste aten&ccedil;&atilde;o. Isso n&atilde;o &eacute; o mesmo que auto-aperfei&ccedil;oamento, tentar consertar a pr&oacute;pria vida. &Eacute; shikan: apenas ficar sentada, vivenciar, conhecer as ilus&otilde;es (as senten&ccedil;as em primeira pessoa) como s&atilde;o.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; que &quot;eu&quot; ou&ccedil;o os p&aacute;ssaros. &Eacute; s&oacute; ouvir os p&aacute;ssaros. Permitam-se ser o ver, o ouvir, o pensar. Isso &eacute; o que significa sentar. E o falso &quot;eu&quot; que interrompe a maravilha com o desejo incessante de pensar sobre &quot;eu&quot;. A maravilha est&aacute; acontecendo o tempo tudo: o p&aacute;ssaro canta, os carros passam, as sensa&ccedil;&otilde;es corporais prosseguem, o cora&ccedil;&atilde;o pulsa; a vida &eacute; um milagre a cada segundo, mas ao sonharmos nossos sonhos em primeira pessoa perdemos tudo isso. Portanto, permane&ccedil;amos s&oacute; sentados com o que talvez pare&ccedil;a uma confus&atilde;o. Sintam-na apenas, sejam essa confus&atilde;o, apreciem-na. Nessa condi&ccedil;&atilde;o temos possibilidade de ver com mais freq&uuml;&ecirc;ncia atrav&eacute;s dos falsos sonhos que obscurecem nossa vida. E depois, o que h&aacute;?<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Falso medo Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Uma vez que somos todos humanos, temos tend&ecirc;ncia a criar um falso problema. 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