{"id":4986,"date":"2018-06-11T14:58:17","date_gmt":"2018-06-11T16:58:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=4986"},"modified":"2018-06-11T14:58:17","modified_gmt":"2018-06-11T16:58:17","slug":"amor","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/amor\/","title":{"rendered":"Amor"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=4987\" rel=\"attachment wp-att-4987\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Amor-300x275.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"275\" class=\"alignleft size-medium wp-image-4987\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Amor-300x275.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Amor-327x300.jpg 327w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Amor.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<b>Amor<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"default.asp?menu=53\" class=\"broken_link\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/i><\/div>\n<hr \/>\n<p>Amor &eacute; uma palavra que n&atilde;o se encontra muito nos textos budistas. O amor (compaix&atilde;o) sobre o qual falam, n&atilde;o &eacute; uma emo&ccedil;&atilde;o, pelo menos n&atilde;o do tipo que estamos acostumados. Certamente n&atilde;o &eacute; o que definimos de amor &quot;rom&acirc;ntico&quot;, que t&atilde;o pouco tem que ver com amor. &Eacute; bom investigar o que &eacute; o amor e como est&aacute; vinculado &agrave; nossa pr&aacute;tica, pois os dois frutos de nossa pr&aacute;tica s&atilde;o a sabedoria e a compaix&atilde;o.<\/p>\n<p>Menzan Zenji (1683-1769) foi um dos grandes eruditos do Zen Soto e, mais do que alguns dos velhos mestres, torna clara a pr&aacute;tica. As vezes, lemos os antigos textos e formamos uma imagem da pr&aacute;tica que n&atilde;o tem rela&ccedil;&atilde;o alguma com a compra do p&atilde;o na padaria. As palavras de Menzan Zenji s&atilde;o n&iacute;tidas: &quot;Quando, pela pr&aacute;tica, voc&ecirc; conhecer toda a realidade do zazen, o bloqueio paralisado da emo&ccedil;&atilde;o-pensamento naturalmente desvanecer&aacute;&quot;. Mas ele afirma: &quot;Se voc&ecirc; pensa que eliminou o pensamento ilus&oacute;rio, em vez de esclarecer como a emo&ccedil;&atilde;o-pensamento se derrete, a emo&ccedil;&atilde;o-pensamento surgir&aacute; de novo, como se voc&ecirc; tivesse cortado o talo de uma folha de grama ou o tronco de uma &aacute;rvore, deixando a raiz viva&quot;. Muitas pessoas pensam de modo equivocado que a pr&aacute;tica &eacute; eliminar os pensamentos ilus&oacute;rios. &Eacute; claro que os pensamentos s&atilde;o ilus&oacute;rios, por&eacute;m, como ele diz, se voc&ecirc; os corta em vez de &quot;esclarecer como a emo&ccedil;&atilde;o-pensamento se derrete&quot;, voc&ecirc; aprender&aacute; pouco. Muitas pessoas passam por experi&ecirc;ncias de ilumina&ccedil;&atilde;o, contudo, porque n&atilde;o esclareceram como a emo&ccedil;&atilde;o-pensamento se dissolve, os amargos frutos da emo&ccedil;&atilde;o-pensamento ser&atilde;o seu alimento na vida di&aacute;ria. Menzan Zenji escreve o seguinte: &quot;Emo&ccedil;&atilde;o-pensamento &eacute; a raiz do del&iacute;rio, &eacute; a vincula&ccedil;&atilde;o obstinada a um ponto unilateral de vista, formado por nossas pr&oacute;prias percep&ccedil;&otilde;es condicionadas&quot;.<\/p>\n<p>Grande parte da pr&aacute;tica deste Centro gira em torno de esclarecer como a emo&ccedil;&atilde;o-pensamento se dissolve. Primeiro temos de ver o que s&atilde;o: os pensamentos emocionais, centrados no eu, com os quais nos debatemos o tempo todo. Ele afirma que a aus&ecirc;ncia de tais pensamentos &eacute; o estado de ilumina&ccedil;&atilde;o, o satori em si. Sem exce&ccedil;&atilde;o, estamos todos presos a emo&ccedil;&otilde;es-pensamentos, mas em graus muito vari&aacute;veis. H&aacute; uma imensa diferen&ccedil;a entre algu&eacute;m que est&aacute; 95% do tempo preso nessa teia e algu&eacute;m que est&aacute; 5% preso.<\/p>\n<p>Estritamente falando, os relacionamentos aplicam-se a todas as coisas: a x&iacute;cara, o tapete, as montanhas, as pessoas. No entanto, em termos da palestra de hoje, estamos nos referindo a relacionamentos que envolvem pessoas, porque parece que sempre s&atilde;o os causadores das maiores dificuldades. Se n&atilde;o estivemos nos escondendo dentro de uma caverna pelos &uacute;ltimos vinte anos, estaremos envolvidos numa rela&ccedil;&atilde;o com algu&eacute;m. Nela, sempre existe um amor genu&iacute;no e um amor falso. O qu&atilde;o genu&iacute;no &eacute; nosso amor algo que depende de como praticamos com o amor falso, que se alimenta das emo&ccedil;&otilde;es-pensamentos com expectativas, esperan&ccedil;as e condicionamentos. Quando n&atilde;o vemos o vazio da emo&ccedil;&atilde;o-pensamento, esperamos que nossa rela&ccedil;&atilde;o nos fa&ccedil;a bem. Enquanto ela alimentar nossa imagem de como as coisas supostamente s&atilde;o, pensamos que &eacute; uma grande rela&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Contudo, quando vivemos em &iacute;ntima liga&ccedil;&atilde;o com algu&eacute;m, essa esp&eacute;cie de sonho n&atilde;o tem muitas chances de sobreviver. Conforme o tempo vai passando, o sonho se desfaz sob o impacto da press&atilde;o e descobrimos que n&atilde;o podemos manter nossas belas imagens dos parceiros e de n&oacute;s. Claro que gostar&iacute;amos de manter a imagem idealizada que temos de n&oacute;s mesmos. Gostaria de acreditar que sou uma boa m&atilde;e: paciente, compreensiva, s&aacute;bia. (Se, pelo menos, meus filhos concordassem comigo, seria t&atilde;o bom!) Por&eacute;m, esse absurdo das emo&ccedil;&otilde;es-pensamentos dominam nossas vidas.<\/p>\n<p>Principalmente no amor rom&acirc;ntico, na realidade a emo&ccedil;&atilde;o-pensamento sai de controle. Espero do parceiro que corresponda &agrave; minha imagem idealizada de mim mesma. Quando ele deixa de agir assim (o que n&atilde;o tardar&aacute; muito), digo: &quot;Acabou a lua-de-mel. O que h&aacute; de errado com ele? Est&aacute; fazendo todas as coisas que eu n&atilde;o suporto&quot;. E fico me perguntando porque sou t&atilde;o infeliz. Meu parceiro n&atilde;o me conv&eacute;m mais, ele n&atilde;o reflete a imagem on&iacute;rica que alimento a meu respeito. Ele n&atilde;o promove meu conforto e meu prazer. Nenhuma exig&ecirc;ncia emocional tem alguma coisa que ver com amor. Quando o quadro se desmantela em peda&ccedil;os \u2014 e isso sempre acontece num relacionamento &iacute;ntimo \u2014 esse &quot;amor&quot; se transforma em hostilidade e discuss&atilde;o.<\/p>\n<p>Portanto, se estamos numa liga&ccedil;&atilde;o estreita, viveremos, de tempos em tempos, alguma dor, porque nenhuma rela&ccedil;&atilde;o jamais nos preencher&aacute; por completo. N&atilde;o h&aacute; meios de vivermos alguma vez com algu&eacute;m que nos agrade de todas as formas que desejamos, incessantemente. Por conseguinte, como enfrentarmos tais decep&ccedil;&otilde;es? Devemos sempre praticar a aproxima&ccedil;&atilde;o cada vez maior de nossa dor, de nossa decep&ccedil;&atilde;o, de nossas esperan&ccedil;as perdidas, de nossas imagens estilha&ccedil;adas. Essas viv&ecirc;ncias s&atilde;o em ess&ecirc;ncia n&atilde;o-verbais. Devemos observar o conte&uacute;do do pensamento at&eacute; que se torne neutro o suficiente a ponto de podermos entrar na experi&ecirc;ncia direta e n&atilde;o-verbal da decep&ccedil;&atilde;o e do sofrimento. Quando sentimos de modo direto o sofrimento, pode come&ccedil;ar a dissolu&ccedil;&atilde;o da falsa emo&ccedil;&atilde;o e emergir a verdadeira compaix&atilde;o.<\/p>\n<p>Cumprir nossos votos &eacute; a &uacute;nica coisa que podemos fazer por outra pessoa. Quanto mais praticamos ao longo dos anos, mais desenvolveremos uma mente aberta e amorosa. Quando o desenvolvimento estiver completo (o que significa que n&atilde;o existe nada sobre a face da Terra que julguemos) esse &eacute; o estado da ilumina&ccedil;&atilde;o e da compaix&atilde;o. O pre&ccedil;o que temos de pagar &eacute; essa pr&aacute;tica de toda uma vida em cima de nosso apego &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es-pensamentos, que formam a barreira ao amor e &agrave; compaix&atilde;o.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amor Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Amor &eacute; uma palavra que n&atilde;o se encontra muito nos textos budistas. 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