{"id":4991,"date":"2018-06-11T16:26:11","date_gmt":"2018-06-11T18:26:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=4991"},"modified":"2018-06-11T16:27:48","modified_gmt":"2018-06-11T18:27:48","slug":"a-busca","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-busca\/","title":{"rendered":"A busca"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-busca\/a-busca-2\/\" rel=\"attachment wp-att-4993\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/A-busca.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"225\" class=\"alignleft size-full wp-image-4993\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/A-busca.jpg 225w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/A-busca-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/A-busca-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><br \/>\n<b>A busca<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"default.asp?menu=53\" class=\"broken_link\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>Todos os momentos de nossa vida s&atilde;o relacionamentos. N&atilde;o existe coisa alguma que n&atilde;o seja relacionamento. Neste momento, meu relacionamento &eacute; com o tapete, com a sala, com meu pr&oacute;prio corpo, com o som de minha voz. N&atilde;o existe nada, exceto eu estar em rela&ccedil;&atilde;o, a cada segundo. Conforme vamos praticando, o que cresce em nossa vida &eacute;: em primeiro lugar, n&atilde;o existe coisa alguma al&eacute;m de estar em rela&ccedil;&atilde;o com aquilo que est&aacute; acontecendo num dado momento; em segundo, nosso compromisso cada vez maior com essa rela&ccedil;&atilde;o. Bem, isso parece muito simples: o que interfere? O que impede nosso compromisso com um relacionamento humano espec&iacute;fico, com o estudar, o trabalhar, o divertir-se? O que existe que bloqueia os relacionamentos?<\/p>\n<p>Uma vez que nem sempre entendemos o que significa estar numa rela&ccedil;&atilde;o com o momento presente, buscamos. Quando atendo telefonemas no Centro pergunto: &quot;Bem, o que voc&ecirc; tem em mente?&quot;. Pode ser que respondam: &quot;Sou uma pessoa que est&aacute; buscando&quot;. Querem dizer que est&atilde;o buscando uma vida espiritual. As pessoas novas no Centro me falam: &quot;Estou aqui porque estou buscando&quot;. Enquanto orienta&ccedil;&atilde;o inicial para a pr&aacute;tica, est&aacute; muito bem que seja assim: iremos em busca de algo, se sentirmos que falta alguma coisa importante para nossa vida. Em termos tradicionais, estamos em busca de Deus; em termos modernos, dir&iacute;amos que estamos procurando &quot;meu verdadeiro ser&quot;, &quot;minha verdadeira vida&quot;, qualquer coisa dessas. Se queremos uma vida saud&aacute;vel, clareza, paz, precisamos entender a que se refere esse buscar.<\/p>\n<p>O que buscamos? Dependendo de nossa vida particular, de nossa hist&oacute;ria passada e de nosso condicionamento, as buscas que empreendemos na vida ser&atilde;o diferentes umas das outras, mas, no fundo, estaremos todos buscando uma vida ideal. Podemos defini-la como o parceiro ideal, o trabalho ideal, o lugar ideal para viver. Mesmo que os ideais dos outros nos pare&ccedil;am muito estranhos, as pessoas est&atilde;o certas do que pensam que t&ecirc;m de encontrar. E est&atilde;o buscando isso.<\/p>\n<p>Numa pr&aacute;tica como a nossa, nossa tend&ecirc;ncia &eacute; a busca do que se chama estado &quot;iluminado&quot;. &Eacute; uma forma sutil de buscar. Mas &eacute; preciso saber onde procurar. Se voc&ecirc; olhar para o c&eacute;u de San Diego &agrave; noite na esperan&ccedil;a de ver o Cruzeiro do Sul, jamais o encontrar&aacute;. Voc&ecirc; precisar&aacute; ir at&eacute; a Austr&aacute;lia e l&aacute; o ver&aacute;. Precisamos saber o que significa olhar, procurar. Precisamos transformar nossas id&eacute;ias a respeito desta busca, e a pr&aacute;tica &eacute; uma esp&eacute;cie de transforma&ccedil;&atilde;o. A ilumina&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; algo que possamos buscar, mas pensamos que devemos ir em busca de alguma coisa. Ent&atilde;o, estamos fazendo o qu&ecirc;?<\/p>\n<p>Embora eu esteja no centro de minha vida, estar nesse centro n&atilde;o me interessa. Parece que falta alguma coisa em a&iacute;, por isso me interesso em buscar a parte faltante. Distancio-me do centro, como os aros de uma roda. Primeiro numa dire&ccedil;&atilde;o, depois em outra. Tento isto, rejeito aqui-o.&#9;Isto parece favor&aacute;vel; aquilo, n&atilde;o. Estou buscando, buscando, buscando. Talvez esteja em busca do parceiro ideal: &quot;Bem, ele tem determinadas qualidades, mas, sem d&uacute;vida, em outras n&atilde;o corresponde&quot;. Dependendo do quanto estivermos inquietos, buscamos, buscamos e buscamos.<\/p>\n<p>Pode ser que sintamos nunca estarmos no trabalho certo. Por isso, buscamos e mudamos. Ou melhoramos o emprego que temos ou ent&atilde;o pensamos: &quot;N&atilde;o vou comentar com ningu&eacute;m, mas n&atilde;o fico aqui muito tempo mais, n&atilde;o!&quot;. Em certo sentido, &eacute; assim mesmo. N&atilde;o estou dizendo que se deva permanecer no mesmo servi&ccedil;o para sempre. N&atilde;o &eacute; a a&ccedil;&atilde;o impaciente que &eacute; inv&aacute;lida, por&eacute;m, o fato de pensarmos que a busca em si &eacute; v&aacute;lida.<\/p>\n<p>Se deixarmos de procurar, de buscar, o que nos resta? Resta-nos aquilo que estava no centro da situa&ccedil;&atilde;o, desde o in&iacute;cio. Por tr&aacute;s da busca h&aacute; inquieta&ccedil;&atilde;o, h&aacute; sofrimento. H&aacute; agita&ccedil;&atilde;o. No minuto em que nos dermos conta disso, enxergaremos que o &quot;x&#8221; da quest&atilde;o n&atilde;o &eacute; a busca mas, sim, o sofrimento e a agita&ccedil;&atilde;o que a motivam. Esse &eacute; o momento m&aacute;gico \u2014 aquele em que percebemos que buscar fora de n&oacute;s n&atilde;o &eacute; a solu&ccedil;&atilde;o. Primeiro, essa constata&ccedil;&atilde;o nos vem de muito longe, atinge-nos de leve. Com o tempo vai ficando mais n&iacute;tida, na medida em que continuamos sofrendo. Vejam, qualquer coisa que busquemos nos desapontar&aacute;, porque n&atilde;o existem seres perfeitos, empregos perfeitos, lugares perfeitos para se viver. Assim, a busca cessa exatamente naquele determinado lugar que se chama&#8230; decep&ccedil;&atilde;o. Bom lugar esse.<\/p>\n<p>Se tivermos um pouco de c&eacute;rebro que seja, por fim enxergaremos que &quot;j&aacute; fiz isso antes&quot;. Percebemos ent&atilde;o que n&atilde;o se trata de buscar o problema, pois ele est&aacute; propriamente onde estamos olhando. Desta maneira voltamo-nos com cada vez mais freq&uuml;&ecirc;ncia para o desapontamento, que est&aacute; sempre no centro. Por&eacute;m, o que est&aacute; por tr&aacute;s de toda essa busca &eacute; o qu&ecirc;? Medo. Agita&ccedil;&atilde;o. Sofrimento. Sentir-se infeliz. Estamos com uma dor e usamos a busca para alivi&aacute;-la. Come&ccedil;amos a ver que a dor surge porque estamos nos beliscando. Apenas saber disso &eacute; um al&iacute;vio, d&aacute; at&eacute; paz. A pr&oacute;pria paz que estamos buscando com tanto ardor est&aacute; em reconhecer esse simples fato: somos n&oacute;s que estamos nos beliscando, e ningu&eacute;m mais.<\/p>\n<p>Da&iacute; em diante, a busca come&ccedil;a a ser inteiramente abandonada e, em vez dela, passamos a notar que a pr&aacute;tica n&atilde;o &eacute; uma busca. A pr&aacute;tica &eacute; estar com o que motiva a busca, que &eacute; a agita&ccedil;&atilde;o, o sofrimento. Essa &eacute; a transforma&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Isso nunca acontece de uma vez por todas. Nosso impulso para ir atr&aacute;s das coisas &eacute; t&atilde;o poderoso que nos engole. Seja l&aacute; o que eu disser, depois que todos sairmos daqui, em cinco minutos no m&aacute;ximo, estaremos todos procurando alguma coisa que nos salve. Como diz o voto: &quot;Os desejos s&atilde;o inextingu&iacute;veis&quot;. No entanto, voc&ecirc;s n&atilde;o extinguem os desejos com a busca, e, sim, vivenciando aquilo que est&aacute; por tr&aacute;s deles.<\/p>\n<p>&Eacute; assim que precisamos come&ccedil;ar a entender a necessidade de uma pr&aacute;tica. A pr&aacute;tica n&atilde;o &eacute; algo que fazemos Domo aulas de nata&ccedil;&atilde;o, por exemplo. As pessoas me dizem:<\/p>\n<p>\u2018Neste semestre n&atilde;o tenho tempo para minha pr&aacute;tica, Joko, estou muito ocupado. Quando eu tiver mais tempo, voltarei a praticar&quot;. Isso demonstra que n&atilde;o h&aacute; entendimento do que seja a pr&aacute;tica. A pr&aacute;tica &eacute; estar muito ocupado, acossado; vivencie justamente essa situa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Existem, ent&atilde;o, duas perguntas: a primeira diz respeito a entender de fato a necessidade da pr&aacute;tica. Com isso n&atilde;o estou me referindo apenas a sentar zazen. Ser&aacute; que entendo a necessidade de minha vida, como um todo, ser pr&aacute;tica? A segunda quest&atilde;o &eacute;: ser&aacute; que eu sei o que &eacute; a pr&aacute;tica? Realmente sei? Conhe&ccedil;o pessoas que h&aacute; vinte anos fazem o que chamam de pr&aacute;tica. Teria sido melhor que tivessem ficado praticando suas tacadas de golfe.<br \/>\nPortanto, neste preciso momento, cada um de n&oacute;s pode olhar para a pr&oacute;pria vida. O que buscamos? Se come&ccedil;ar-mos a enxergar atrav&eacute;s dessa busca, conseguiremos perceber para onde devemos olhar? Veremos o que nos &eacute; poss&iacute;vel fazer? A disponibilidade para a pr&aacute;tica surgir&aacute; da convic&ccedil;&atilde;o de que n&atilde;o existe mais nada a ser feito. Essa decis&atilde;o pode levar vinte e cinco anos para ser tomada. Ent&atilde;o existem duas quest&otilde;es: entendo a necessidade da pr&aacute;tica? Sei o que &eacute; a pr&aacute;tica?<\/p>\n<p>ALUNO: Penso que pr&aacute;tica seja estar aberto, a todo momento, a todo input sensorial que vem at&eacute; mim e tamb&eacute;m a meus pensamentos.<\/p>\n<p>JOKO: Em n&iacute;vel experimental &eacute; verdade, embora seja preciso um pouco mais de esclarecimentos. No entanto, em termos de como praticamos, &eacute; isso mesmo.<\/p>\n<p>ALUNO: Eu penso que a pr&aacute;tica &eacute; estar consciente do sofrimento e da agita&ccedil;&atilde;o que existem dentro de n&oacute;s, trabalhando com eles em nossos relacionamentos.<\/p>\n<p>JOKO: O que significa &quot;trabalhando com eles&quot;?<\/p>\n<p>ALUNO: Por exemplo, quando estamos de fato com raiva: ser a raiva, vivenci&aacute;-la fisicamente, ver os pensamentos que ela origina.<\/p>\n<p>JOKO: Sim, embora &agrave;s vezes as pessoas me falem que est&atilde;o fazendo isso, quando &eacute; evidente que n&atilde;o est&atilde;o.<\/p>\n<p>ALUNO: &Eacute; porque n&atilde;o estamos realmente l&aacute; e n&atilde;o nos deixamos sentir e vivenciar de verdade aquele sofrimento em particular, naquele momento espec&iacute;fico.<\/p>\n<p>JOKO: Concordo, supondo que agora voc&ecirc; est&aacute; apresentando um workshop introdut&oacute;rio. Se voc&ecirc; mencionasse essas duas coisas, as pessoas olhariam para voc&ecirc; e diriam: &quot;H&atilde;? Mas do que voc&ecirc; est&aacute; falando?&quot;. Ou ent&atilde;o: &quot;Bem, estou sendo minha raiva e nada acontece&quot;. N&atilde;o &eacute; t&atilde;o f&aacute;cil compreender as palavras.<\/p>\n<p>ALUNO: Pr&aacute;tica &eacute; aprender a estar totalmente com o momento, com aquilo que chamamos &quot;agora&#8221;. &Eacute; aprender a ser, a estar, aqui e agora.<\/p>\n<p>JOKO: O problema &eacute; que a maioria interpreta &quot;momento&quot;, segundo um modo agrad&aacute;vel. Parece uma coisa fant&aacute;stica &quot;aprender a estar com o momento&quot;. Por&eacute;m, se algu&eacute;m me disser: &quot;O que voc&ecirc; falou em sua palestra estava simplesmente horr&iacute;vel, Joko&quot;, n&atilde;o quero ficar naquele momento. Ningu&eacute;m quer experimentar a humilha&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>ALUNO: Parece que, se realmente sou minha raiva, poderia ficar muito zangado e, nessa experi&ecirc;ncia direta, acabar matando algu&eacute;m.<\/p>\n<p>JOKO: N&atilde;o. Se a pessoa vivencia de verdade sua raiva, n&atilde;o faz isso. Se acreditamos em nossos pensamentos irados, poderemos talvez magoar algu&eacute;m. Mas a experi&ecirc;ncia pura n&atilde;o tem componente verbal, e, portanto, n&atilde;o h&aacute; nada a fazer. A raiva pura &eacute; muito silenciosa. E com ela voc&ecirc; n&atilde;o machucar&aacute; ningu&eacute;m.<br \/>\nA pr&aacute;tica n&atilde;o significa que, no meio de uma briga com outra pessoa, a gente p&aacute;ra e diz: &quot;Vou vivenciar essa situa&ccedil;&atilde;o&quot;. Quanto mais madura nossa pr&aacute;tica, mais naturalmente podemos fazer isso, quando a raiva aumenta. Mas as pessoas, quando ficam com raiva, agem de maneira compulsiva, movidas por seus pensamentos e, por isso, muitas vezes precisam voltar mais tarde &agrave; pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia e ficar consternadas porque n&atilde;o tiveram habilidade suficiente para fazer isso no momento em que se sentiram amea&ccedil;adas.<\/p>\n<p>ALUNO: A pr&aacute;tica tem algo que ver com aten&ccedil;&atilde;o. Quando volto inteiramente minha aten&ccedil;&atilde;o para alguma coisa, digamos uma situa&ccedil;&atilde;o com meu filho, acontece algo din&acirc;mico, mas n&atilde;o origin&aacute;rio de minha personalidade ou de boas id&eacute;ias.<\/p>\n<p>JOKO: Sim, &eacute; verdade, mas &eacute; porque n&atilde;o existem dualisrnos. Numa experi&ecirc;ncia completa n&atilde;o existe o eu tendo uma certa experi&ecirc;ncia, &eacute; s&oacute; a experi&ecirc;ncia. &Eacute; quando n&atilde;o h&aacute; separa&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o h&aacute; poder e tamb&eacute;m o conhecimento do que fazer. Como voc&ecirc; mencionou, acontece algo din&acirc;mico. Por&eacute;m n&atilde;o &eacute; t&atilde;o freq&uuml;ente vivenciarmos realmente alguma coisa. Todos conhecemos o palavr&oacute;rio, s&oacute; que, raras vezes, damos a volta e o evitamos, porque &eacute; doloroso.<\/p>\n<p>ALUNO: Parte de minha busca neste momento implica a disponibilidade para permanecer em situa&ccedil;&otilde;es inc&ocirc;modas ou com sensa&ccedil;&otilde;es e sentimentos desagrad&aacute;veis em meu interior, num esfor&ccedil;o de ter mais familiaridade com os pontos cegos que obscurecem o momento.<\/p>\n<p>JOKO:&#9;Est&aacute; certo, desde que isso n&atilde;o seja apenas mais uma id&eacute;ia.<\/p>\n<p>ALUNO: Geralmente &eacute;!<\/p>\n<p>JOKO: Sim, com a maioria acontece isso mesmo, em geral. Depois de algum tempo pode ser que falemos pelos cotovelos, e essa &eacute; a raz&atilde;o pela qual os alunos supostamente avan&ccedil;ados s&atilde;o sempre os dif&iacute;ceis. Eles pensam que sabem, mas n&atilde;o sabem. Est&atilde;o s&oacute; falando.<\/p>\n<p>ALUNO: As palavras que me ocorrem com respeito &agrave; pr&aacute;tica s&atilde;o &quot;vulnerabilidade&quot; e &quot;viver com&quot;. &Eacute; aquele esfor&ccedil;o de funcionar sem a atua&ccedil;&atilde;o dos mecanismos de autoprote&ccedil;&atilde;o, ou, pelo menos, estar ciente deles.<\/p>\n<p>JOKO: Correto. Contudo, para a maior parte das pessoas, a autoprote&ccedil;&atilde;o &eacute; autom&aacute;tica. &Eacute; de onde procede a raiva. Qual seria uma outra forma de falar a respeito de vulnerabilidade?<\/p>\n<p>ALUNO: Voc&ecirc; n&atilde;o ter fechado a porta para seus sentimentos e suas sensa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>JOKO: Vulnerabilidade significa que n&atilde;o fecho a porta mesmo que eu esteja sendo machucada. A raz&atilde;o pela qual quero deixar a porta aberta &eacute; que, se eu sentir dor, posso sair. A quest&atilde;o toda est&aacute; em que posso sentir dor, mas n&atilde;o vou desistir apenas por esse motivo. Costumo reparar que, quando as pessoas se levantam da mesa, no p&aacute;tio, elas n&atilde;o empurram a cadeira de volta para o lugar. N&atilde;o est&atilde;o comprometidas com ela. Sentem mais ou menos que &quot;essa cadeira n&atilde;o &eacute; importante. Preciso ir para o zendo e ouvir coisas sobre a verdade&quot;. Por&eacute;m, a verdade &eacute; a cadeira. &Eacute; onde estamos neste preciso momento. Quando deixamos a porta aberta, ela &eacute; aquela parte em n&oacute;s que n&atilde;o quer estar em rela&ccedil;&atilde;o com coisa alguma, por isso corremos pela porta aberta. Estamos em busca da verdade, em vez de sermos a agita&ccedil;&atilde;o e o sofrimento da posi&ccedil;&atilde;o que ocupamos a cada momento.<\/p>\n<hr \/>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A busca Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Todos os momentos de nossa vida s&atilde;o relacionamentos. N&atilde;o existe coisa alguma que n&atilde;o seja relacionamento. 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