{"id":5010,"date":"2018-06-11T19:11:00","date_gmt":"2018-06-11T21:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5010"},"modified":"2018-06-11T19:12:26","modified_gmt":"2018-06-11T21:12:26","slug":"o-relacionamento-nao-e-um-com-o-outro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-relacionamento-nao-e-um-com-o-outro\/","title":{"rendered":"O relacionamento n\u00e3o \u00e9 um com o outro"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-relacionamento-nao-e-um-com-o-outro\/o-relacionamento-nao-e-um-com-o-outro-2\/\" rel=\"attachment wp-att-5012\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/O-relacionamento-n\u00e3o-\u00e9-um-com-o-outro.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"194\" class=\"alignleft size-full wp-image-5012\" \/><\/a><br \/>\n<b>O relacionamento n&atilde;o &eacute; um com o outro<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"default.asp?menu=53\" class=\"broken_link\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>Sentamo-nos em sesshin para sabermos quem somos. Temos mente e corpo, todavia esses elementos n&atilde;o explicam a vida que somos. O personagem de Shakespeare, Pol&ocirc;nio, de Hamlet, disse: &quot;S&ecirc; fiel a teu verdadeiro ser e segue-o, como a noite ao dia. Assim, n&atilde;o poder&aacute;s ser falso a homem algum&quot;. Queremos conhecer nosso eu verdadeiro. Talvez tenhamos uma imagem de algo chamado &quot;o eu verdadeiro&quot;, como se fosse uma entidade propriamente dita, flutuando por a&iacute;. Estamos em sesshin para descobrir, para ser nosso eu verdadeiro. Mas, o que afinal &eacute;?<\/p>\n<p>Se tivessem de definir &quot;eu verdadeiro&quot;, o que diriam? Vamos pensar por um instante. O que estou sugerindo? Algo do tipo &quot;funcionamento do homem e da mulher em que n&atilde;o existe uma motiva&ccedil;&atilde;o centrada em si pr&oacute;pria&quot;. N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil ver que essa pessoa n&atilde;o seria humana do jeito que entendemos que algu&eacute;m &eacute; humano. De um ponto de vista diferente, ela seria completamente humana, mas n&atilde;o do modo como costumamos pensar a nosso respeito e dos outros. Essa pessoa seria, de fato, ningu&eacute;m em absoluto.<\/p>\n<p>Ao labutarmos pela vida e percebermos os defeitos de nossas rela&ccedil;&otilde;es com esta ou aquela pessoa, com nosso trabalho ou outra atividade em particular, um de nossos maiores equ&iacute;vocos &eacute; a id&eacute;ia de &quot;estar relacionado com essa pessoa ou situa&ccedil;&atilde;o&quot;. Por exemplo, vamos supor que sou casada. O modo comum de pensar em casamento &eacute;: &quot;Estou casada com ele&quot;. Por&eacute;m, enquanto disser &quot;com ele&quot;, existir&atilde;o n&oacute;s dois e, no verdadeiro eu, n&atilde;o pode haver dois. O verdadeiro eu desconhece separa&ccedil;&otilde;es. Pode parecer que eu esteja casada com ele, mas o verdadeiro eu \u2014 vamos cham&aacute;-lo de o infinito potencial de energia \u2014 desconhece separa&ccedil;&otilde;es. O verdadeiro eu configura-se em v&aacute;rios padr&otilde;es de forma, contudo, essencialmente, permanece um eu s&oacute;, um potencial s&oacute; de energia. Quando digo que estou casada com voc&ecirc;, ou que tenho um jipe Toyota, ou que tenho quatro filhos, na forma cotidiana de me expressar &eacute; assim mesmo. No entanto, precisamos enxergar que na verdade isso n&atilde;o &eacute; bem assim. Na verdade, n&atilde;o estou casada com algu&eacute;m ou com alguma coisa: eu sou aquela pessoa ou aquela coisa. O verdadeiro eu desconhece separa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Voc&ecirc;s podem dizer que isso &eacute; muito bonitinho, mas em termos pr&aacute;ticos, o que fazemos a respeito dos dif&iacute;ceis problemas que ocorrem em nossa vida? Todos sabem que o trabalho pode apresentar desafios imensos, assim como filhos, pais, outras rela&ccedil;&otilde;es quaisquer. Imaginemos que estou casada com algu&eacute;m muito dif&iacute;cil. Suponhamos que os filhos desse casamento estejam sofrendo. Muitas vezes falei que, quando estamos sofrendo, devemos nos tornar esse sofrimento. Essa &eacute; a verdadeira maneira de crescermos. Contudo ser&aacute; que isso se aplica a uma situa&ccedil;&atilde;o, quando ela fica t&atilde;o dif&iacute;cil que todos os que nela est&atilde;o envolvidos est&atilde;o perdendo feio? O que fazer? H&aacute; in&uacute;meras varia&ccedil;&otilde;es quanto aos problemas de relacionamento. Imaginemos que tenho um parceiro que est&aacute; profundamente empenhado numa certa &aacute;rea de pesquisas e o &uacute;nico lugar em que seus estudos podem prosseguir &eacute; na &Aacute;frica, por tr&ecirc;s ou quatro anos. Por&eacute;m meu trabalho me obriga a permanecer aqui. E ent&atilde;o? O que fa&ccedil;o? Ou posso ter pais idosos que precisam de minha assist&ecirc;ncia e minhas obriga&ccedil;&otilde;es profissionais, minhas responsabilidades me for&ccedil;am a ir para outro lugar; o que fa&ccedil;o? &Eacute; de problemas desse tipo que a vida &eacute; feita. Nem todos os problemas s&atilde;o t&atilde;o dif&iacute;ceis quanto esses, todavia, at&eacute; os menos exigentes podem nos p&ocirc;r contra a parede.<\/p>\n<p>Em qualquer situa&ccedil;&atilde;o, nossa devo&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve dirigir-se &agrave; outra pessoa em si, mas ao verdadeiro eu. Claro que a outra pessoa encarna o verdadeiro eu, s&oacute; que h&aacute; uma distin&ccedil;&atilde;o. Se estamos num grupo, nossa rela&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; com o grupo, &eacute; com o verdadeiro eu do grupo. Com essa express&atilde;o eu verdadeiro&quot;, n&atilde;o estou fazendo men&ccedil;&atilde;o a algum tipo de fantasma que fica voando pelos cantos. O eu verdadeiro &eacute; absolutamente nada e, no entanto, &eacute; a &uacute;nica coisa que deve dominar nossa vida. &Eacute; o &uacute;nico Mestre. Ao fazermos zazen, ou ao sentarmo-nos em sesshin, temos o prop&oacute;sito de entend&ecirc;-lo melhor. Se n&atilde;o o entendermos, ent&atilde;o ficaremos eternamente confusos com os problemas e n&atilde;o saberemos como agir. A &uacute;nica coisa a que devemos servir n&atilde;o &eacute; um professor, nem um centro, nem o emprego, nem o companheiro, nem o filho, mas, sim, nosso verdadeiro eu. Ent&atilde;o, como &eacute; que saberemos fazer isso? N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil e custa tempo e perseveran&ccedil;a para aprender.<\/p>\n<p>A pr&aacute;tica torna &oacute;bvio que, quase em toda nossa vida, n&atilde;o temos muito interesse por nosso verdadeiro eu; estamos, por&eacute;m, interessados em nosso pequeno eu: interessa-nos o que desejamos, o que pensamos, o que esperamos, o que nos faz sentir bem, o que nos assegura a sa&uacute;de ou o bem-estar. &Eacute; nesse sentido que direcionamos nossa energia. Uma pr&aacute;tica inteligente vai aos poucos iluminando esse fato. N&atilde;o &eacute; nem bom e nem mau que sejamos assim; &eacute; apenas o que &eacute;. Quando alcan&ccedil;amos uma ilumina&ccedil;&atilde;o parcial de nossas atividades habitualmente centradas em torno de n&oacute;s mesmos, tomamos consci&ecirc;ncia da dor e da agonia que ela produz e, &agrave;s vezes, conseguimos nos desviar dela. Pode at&eacute; ser que tenhamos uma p&aacute;lida no&ccedil;&atilde;o de uma outra modalidade de ser: o verdadeiro eu.<\/p>\n<p>Em termos de uma situa&ccedil;&atilde;o concreta, qual &eacute; o caminho para se servir ao verdadeiro eu? O caminho pode parecer muito &aacute;spero, trabalhoso e, &agrave;s vezes, ser&aacute; o oposto disso. N&atilde;o existem receitas. Talvez eu desista de meu servi&ccedil;o em Nova York e fique em casa para cuidar de meus pais. Quem sabe, n&atilde;o fa&ccedil;a nada disso. Ningu&eacute;m, a n&atilde;o ser meu eu verdadeiro, pode me dizer o que fazer. Se nossa pr&aacute;tica estiver madura a ponto de n&atilde;o mais nos enganarmos tanto, &eacute; porque estaremos em contato com nossas experi&ecirc;ncias aut&ecirc;nticas \u2014 ent&atilde;o cada vez mais saberemos qual &eacute; a a&ccedil;&atilde;o compassiva a ser tomada. Quando formos ningu&eacute;m, o n&atilde;o-eu, (e isso jamais seremos completamente) a a&ccedil;&atilde;o correta torna-se &oacute;bvia.<\/p>\n<p>Todas as rela&ccedil;&otilde;es podem ensinar-nos alguma coisa e, algumas delas, infelizmente, precisam chegar a um fim. Podem existir momentos em que a melhor maneira de servir ao verdadeiro eu consista em ir em frente. Ningu&eacute;m pode me dizer o que &eacute; melhor; ningu&eacute;m sabe, exceto meu verdadeiro eu. N&atilde;o importa o que minha m&atilde;e diz a esse respeito ou o que minha tia fala; em certo sentido, n&atilde;o importa nem o que eu digo. Como disse certo professor:<\/p>\n<p>&quot;Sua vida n&atilde;o lhe diz respeito&quot;. Mas nossa pr&aacute;tica &eacute;, sem sombra de d&uacute;vida, assunto nosso. Ela serve para aprender o que significa servir aquilo que n&atilde;o podemos ver, tocar, saborear ou cheirar. Em ess&ecirc;ncia, o verdadeiro eu &eacute; uma n&atilde;o-coisa e, no entanto, &eacute; nosso Mestre. Ao mencionar que &eacute; uma n&atilde;o-coisa, n&atilde;o quero dizer nada, no sentido habitual. O Mestre n&atilde;o &eacute; uma coisa; por&eacute;m &eacute; a &uacute;nica coisa. Quando somos casados, n&atilde;o somos casados um com o outro, mas com o verdadeiro eu. Quando lecionamos para crian&ccedil;as, n&atilde;o as estamos ensinando; estamos expressando o verdadeiro eu de um modo apropriado &agrave; classe.<\/p>\n<p>Bem, tudo isso pode parecer remoto e idealista. Todavia, a cada cinco minutos temos uma oportunidade de trabalhar com isso. Por exemplo: a intera&ccedil;&atilde;o com algu&eacute;m que nos irrita; o encontro que azeda quando achamos que ele tinha de fazer &quot;outra coisa&quot;; a irrita&ccedil;&atilde;o que sinto quando milha filha fala que vai telefonar e n&atilde;o o faz. O que &eacute; o verdadeiro eu em todos esses m&iacute;nimos incidentes? Normalmente, n&atilde;o podemos v&ecirc;-lo; s&oacute; podemos ver como o perdemos de vista. Podemos ter consci&ecirc;ncia da irritabilidade, do aborrecimento, da impaci&ecirc;ncia. E esses sentimentos n&oacute;s podemos rotular. Com paci&ecirc;ncia podemos fazer isso, podemos experimentar a tens&atilde;o gerada pelos pensamentos. Em outras palavras, podemos experimentar aquilo que colocamos entre n&oacute;s mesmos e nosso verdadeiro eu. Quando uma pr&aacute;tica assim cuidadosa assume a prioridade de nossa vida, servimos ao Mestre e, dessa forma, cresce nosso conhecimento do que deve ser feito.<\/p>\n<p>Existe um &uacute;nico Mestre. O Mestre n&atilde;o sou eu, nem mais ningu&eacute;m, nem Sabba fulano, Guru sicrano, pessoa alguma pode ser Mestre. Qualquer Centro n&atilde;o &eacute; nada mais que uma ferramenta para o Mestre. Casamentos, relacionamentos variados, s&atilde;o apenas isso. Contudo, para percebermos esse fato, temos de iluminar nossa atividade n&atilde;o uma, mas dez mil vezes. Temos de colocar uma lanterna incidindo sobre nossos pensamentos indelicados referentes a pessoas e situa&ccedil;&otilde;es. Devemos tomar consci&ecirc;ncia de como nos sentimos, do que desejamos, do que esperamos, do qu&atilde;o terr&iacute;vel achamos algu&eacute;m, ou n&oacute;s pr&oacute;prios \u2014 a nuvem em cima de tudo. Somos como uma pequena lula que produz uma inunda&ccedil;&atilde;o de tinta atr&aacute;s de si para que nossos equ&iacute;vocos n&atilde;o possam ser detectados. Desse modo logo que acordamos de manh&atilde; come&ccedil;amos a esguichar a tinta. Qual &eacute; nossa tinta? Nossas preocupa&ccedil;&otilde;es com n&oacute;s mesmos, que ensombrecem a &aacute;gua &agrave; nossa volta. Quando nossa vida gira exclusivamente em torno de n&oacute;s mesmos, criamos confus&atilde;o. Podemos at&eacute; insistir que n&atilde;o gostamos de contos de fadas horr&iacute;veis, mas o fato &eacute; que gostamos. Alguma coisa 1 dentro de n&oacute;s fica fascinada com nosso drama, e se apega a ele, confundindo-nos.<\/p>\n<p>A verdadeira pr&aacute;tica nos conduz cada vez mais at&eacute; aquele espa&ccedil;o simples e isento de drama, no qual as coisas s&atilde;o apenas o que s&atilde;o, no qual elas apenas acontecem. Esse acontecer n&atilde;o pode vir de uma dimens&atilde;o em que o eixo seja a pr&oacute;prio umbigo. Estar no sesshin aumenta muito nossa possibilidade de passar mais tempo de vida nesse espa&ccedil;o simples. Mas &eacute; preciso que tenhamos paci&ecirc;ncia, persist&ecirc;ncia e postura. Manter a equanimidade e sentar. O verdadeiro eu &eacute; absolutamente nada. &Eacute; a aus&ecirc;ncia de qualquer outra coisa. A aus&ecirc;ncia do qu&ecirc;?<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O relacionamento n&atilde;o &eacute; um com o outro Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Sentamo-nos em sesshin para sabermos quem somos. Temos mente e corpo, todavia esses elementos n&atilde;o explicam a vida que somos. 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