{"id":5018,"date":"2018-06-11T23:17:32","date_gmt":"2018-06-12T01:17:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5018"},"modified":"2018-06-11T23:19:38","modified_gmt":"2018-06-12T01:19:38","slug":"sofrimento-verdadeiro-e-sofrimento-falso","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sofrimento-verdadeiro-e-sofrimento-falso\/","title":{"rendered":"Sofrimento verdadeiro e sofrimento falso"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sofrimento-verdadeiro-e-sofrimento-falso\/sofrimento-verdadeiro-e-sofrimento-falso-2\/\" rel=\"attachment wp-att-5020\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Sofrimento-verdadeiro-e-sofrimento-falso.jpg\" alt=\"\" width=\"236\" height=\"213\" class=\"alignleft size-full wp-image-5020\" \/><\/a><br \/>\n<b>Sofrimento verdadeiro e sofrimento falso<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"default.asp?menu=53\" class=\"broken_link\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>Ontem estava conversando com uma amiga que h&aacute; pouco tempo passou por uma grande cirurgia e est&aacute; se recuperando. Perguntei-lhe qual seria um bom tema para uma dharma palestra; ela riu e disse: &#8220;Paci&ecirc;ncia e Dor. Ela considerou interessante o fato de, nos dias imediatamente subseq&uuml;entes &agrave; opera&ccedil;&atilde;o, sua dor ter sido clara, limpa, aguda, sem problemas. Mas, quando ficou um pouco mais forte, a mente come&ccedil;ou a funcionar, e come&ccedil;ou o sofrimento. Todos os seus pensamentos a respeito do que estava acontecendo com ela come&ccedil;aram a aparecer.<\/p>\n<p>De certo modo, sentamos para a pr&aacute;tica sem prop&oacute;sito algum; esse &eacute; um de seus lados. Por&eacute;m, o outro &eacute; que desejamos nos libertar do sofrimento. N&atilde;o s&oacute; isso, como queremos que os outros tamb&eacute;m fiquem livres. Desse modo, um elemento central de nossa pr&aacute;tica &eacute; compreender o que &eacute; o sofrimento. Se realmente o entendermos, veremos como praticar, n&atilde;o apenas enquanto estamos sentados, mas no restante de nossa vida. Podemos entender nossa vida di&aacute;ria e ver que ela de fato n&atilde;o &eacute; problema. H&aacute; algumas semanas, uma certa pessoa emprestou-me um artigo muito interessante sobre o sofrimento; a primeira parte versava sobre o significado do voc&aacute;bulo \u00absofrimento&#8221;. Interessam-me esses significados, s&atilde;o em si ensinamentos.<\/p>\n<p>O autor do referido artigo assinalou que o voc&aacute;bulo &#8220;sofrimento&#8221; &eacute; usado para expressar muitas coisas. O elemento \u2014 frer\/frimento, deriva do latim ferre, suportar. E a parte inicial do termo, \u2014 so, vem de sub, &#8220;embaixo&#8221;. Ent&atilde;o h&aacute; o sentimento nessa palavra de &#8220;estar embaixo&#8221;, \u00absuportar embaixo&#8221;, &#8220;estar completamente sob&#8221;, &#8220;estar suportando alguma coisa por baixo&#8221;.<\/p>\n<p>Em contraste com esta palavra, &#8220;afli&ccedil;&atilde;o&#8221;, &#8220;pesar&#8221; e &#8220;depress&atilde;o&#8221; s&atilde;o termos que trazem &agrave; mente imagens de peso, de algo que pesa de cima para baixo. O termo &#8220;pesar&#8221;, do latim gravare significa &#8220;pressionar&#8221;.<\/p>\n<p>Assim, existem duas formas de sofrimento. Uma &eacute; aquela em que nos sentimos pressionados de cima para baixo, como se o sofrimento viesse at&eacute; n&oacute;s de uma fonte externa, como se estiv&eacute;ssemos recebendo alguma coisa que nos est&aacute; fazendo sofrer. O outro tipo &eacute; estar sob, apenas suportando-o, apenas sendo-o. Essa distin&ccedil;&atilde;o no entendimento do sofrimento &eacute; uma das chaves ao entendimento de nossa pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>Algumas vezes fiz uma distin&ccedil;&atilde;o entre \u00absofrimento&#8221; e &#8220;dor&#8221;, mas agora gostaria de usar o termo &#8220;sofrimento&#8221; e nele distinguir o que chamo falso sofrimento e sofrimento verdadeiro. A compreens&atilde;o dessa diferen&ccedil;a &eacute; muito importante. Os fundamentos de nossa pr&aacute;tica e a primeira das Quatro Nobres Verdades &eacute; a declara&ccedil;&atilde;o do Buda de que &#8220;A vida &eacute; sofrimento&#8221;. Ele n&atilde;o disse que, &agrave;s vezes, &eacute; sofrimento; ele disse: a vida &eacute; sofrimento. Quero distinguir esses dois tipos de sofrimento.<\/p>\n<p>&#9;Em geral as pessoas revelam: &#8220;Sem d&uacute;vida consigo ver que a vida &eacute; sofrimento quando tudo d&aacute; errado, tudo &eacute; desagrad&aacute;vel, mas n&atilde;o consigo mesmo entender que o seja quando as coisas est&atilde;o indo bem e estou me sentindo bem&#8221;. H&aacute;, por&eacute;m, diferentes categorias de sofrimento. Por exemplo, quando n&atilde;o obtemos esse algo que desejamos, sofremos. Contudo, quando de fato obtemos esse algo, tamb&eacute;m sofremos porque sabemos que, se o conseguimos, podemos perd&ecirc;-lo. N&atilde;o importa obter ou n&atilde;o, se acontece ou n&atilde;o conosco. Sofremos porque a vida est&aacute; mudando constantemente. Sabemos que n&atilde;o podemos ficar para sempre com as coisas agrad&aacute;veis e, mesmo que as coisas desagrad&aacute;veis desapare&ccedil;am, elas podem voltar.<\/p>\n<p>O voc&aacute;bulo &#8220;sofrer&#8221; n&atilde;o implica de forma alguma uma experi&ecirc;ncia marcante e dram&aacute;tica; nem o dia mais agrad&aacute;vel est&aacute; isento de sofrimento. Por exemplo, voc&ecirc;s podem ter tomado o melhor caf&eacute; da manh&atilde; de suas vidas, podem ter encontrado exatamente aquele amigo que tanto queriam, ir para o trabalho e tudo correr &agrave;s mil maravilhas. N&atilde;o existem muitos dias t&atilde;o bons assim, mas, at&eacute; ent&atilde;o, sabemos que no dia seguinte pode ocorrer tudo ao contr&aacute;rio. A vida n&atilde;o nos oferece garantias e, como sabemos disso, ficamos inquietos e ansiosos. Se na realidade examinamos nossa situa&ccedil;&atilde;o do ponto de vista habitual, a vida &eacute; sofrimento, como uma afli&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Bem, minha amiga observou que, enquanto s&oacute; havia a dor f&iacute;sica, n&atilde;o havia problema. No instante em que come&ccedil;ou a alimentar pensamentos sobre a dor, come&ccedil;ou a sofrer e a ficar infeliz. Isso me faz pensar numa cita&ccedil;&atilde;o do Mestre Huang Po: &#8220;Esta mente n&atilde;o &eacute; a mente do pensamento conceitual e est&aacute; completamente separada da forma. Nessa medida, Budas e seres sens&iacute;veis n&atilde;o diferem em absoluto entre si. Se voc&ecirc; conseguir libertar-se do pensamento conceitual, ter&aacute; conseguido tudo. Todavia, se voc&ecirc;s, aprendizes do Caminho, n&atilde;o se libertarem de repente do pensamento conceitual, mesmo que se esforcem por todos os s&eacute;culos, jamais chegar&atilde;o l&aacute;&#8221;.<\/p>\n<p>&Eacute; a atividade de nossa mente, da conceitua&ccedil;&atilde;o a respeito de tudo que nos acontece, que constitui o problema. N&atilde;o h&aacute; nada de errado com as conceitua&ccedil;&otilde;es em si, mas, quando consideramos que as opini&otilde;es sobre algum evento s&atilde;o uma esp&eacute;cie qualquer de verdade absoluta, esquecendo-nos de que s&atilde;o opini&otilde;es, ent&atilde;o sofremos. Esse &eacute; o sofrimento falso. &#8220;Um d&eacute;cimo de uma polegada de diferen&ccedil;a, e c&eacute;u e terra est&atilde;o distanciados.&#8221;<\/p>\n<p>Quero acrescentar aqui uma considera&ccedil;&atilde;o; n&atilde;o faz a menor diferen&ccedil;a o que est&aacute; acontecendo. Pode ser muito injusto ou muito cruel. A todos n&oacute;s acontecem coisas injustas, mesquinhas, cru&eacute;is. Nosso h&aacute;bito &eacute; pensar: &#8220;Mas que coisa terr&iacute;vel!&#8221;. Revidamos, opomo-nos ao que acontece. Tentamos fazer como mencionou Shakespeare: &#8220;Apresentar armas contra um conjunto de problemas e, opondo-nos a eles, elimin&aacute;-los&#8221;.<\/p>\n<p>Seria &oacute;timo se realmente &#8220;as flechas e as atiradeiras da sina mais ultrajante&#8221; pudessem cessar. Todos os dias somos confrontados com acontecimentos que nos parecem completamente injustos e sentimos que a &uacute;nica maneira de enfrentar um ataque &eacute; revidando-o. Nosso revide est&aacute; em nossas mentes. Armamo-nos com nossa raiva e nossas opini&otilde;es, nossas just&iacute;ssimas considera&ccedil;&otilde;es, como se estiv&eacute;ssemos envergando um colete a prova de balas. Pensamos que desse modo estamos do melhor jeito poss&iacute;vel para viver. O m&aacute;ximo que conseguimos &eacute; intensificar as dist&acirc;ncias, aumentar a raiva e fazer a n&oacute;s e a todas as outras pessoas infelizes. Portanto, se essa abordagem n&atilde;o funciona, como enfrentarmos o sofrimento da vida? H&aacute; uma hist&oacute;ria sufi a esse respeito.<\/p>\n<p>Havia h&aacute; muito tempo um rapaz, cujo pai era um dos maiores professores daquela &eacute;poca, respeitado e reverenciado por todos. E o rapaz, tendo crescido ouvindo as palavras de grande sabedoria do pai, sentia que j&aacute; sabia tudo o que havia por aprender. Mas seu pai lhe disse: &#8220;N&atilde;o. Eu n&atilde;o posso lhe ensinar o que voc&ecirc; precisa saber. A pessoa que quero que voc&ecirc; ou&ccedil;a &eacute; um professor campon&ecirc;s, um analfabeto, um lavrador&#8221;. O rapaz n&atilde;o gostou nem um pouco, mas foi assim mesmo e viajou a p&eacute;, meio indisposto, at&eacute; chegar &agrave; aldeia onde morava o campon&ecirc;s. Aconteceu que nesse momento o professor, montado em seu cavalo, estava saindo de sua fazenda e indo para outra; nisso, viu o rapaz encaminhando-se at&eacute; ele.<\/p>\n<p>Quando o rapaz chegou perto o suficiente e curvou-se diante dele, o professor olhou-o de cima a baixo e falou: &#8220;N&atilde;o basta&#8221;.<\/p>\n<p>Ouvindo isso, o rapaz ajoelhou-se e o campon&ecirc;s repetiu: &#8220;N&atilde;o basta&#8221;. O rapaz curvou-se diante dos joelhos do cavalo e o professor disse outra vez: &#8220;N&atilde;o basta&#8221;. Ent&atilde;o, o rapaz curvou-se mais uma vez, chegando &agrave;s patas do cavalo, tocando o casco. Nisso, o campon&ecirc;s comentou: &#8220;Agora voc&ecirc; pode voltar. Voc&ecirc; teve seu treinamento&#8221;. Isso foi tudo.<\/p>\n<p>Portanto (lembrando-nos da defini&ccedil;&atilde;o da palavra sofrer&#8221;), at&eacute; que nos curvemos e suportemos o sofrimento da vida, sem nos opormos a ele, mas absorvendo-o e sendo-o, n&atilde;o conseguiremos enxergar o que a vida &eacute;. De modo algum, isso implica passividade, ina&ccedil;&atilde;o; implica, ao contr&aacute;rio, a a&ccedil;&atilde;o provinda de um estado de completa aceita&ccedil;&atilde;o. At&eacute; mesmo o termo &#8220;aceita&ccedil;&atilde;o&#8221; n&atilde;o &eacute; muito preciso; quero dizer, simplesmente ser o sofrimento. Uma completa abertura, uma completa vulnerabilidade &agrave; vida &eacute; (para nossa grande surpresa) o &uacute;nico meio satisfat&oacute;rio de se viver.<\/p>\n<p>Claro que se voc&ecirc;s forem um pouquinho parecidos comigo, ir&atilde;o evit&aacute;-lo tanto quanto poss&iacute;vel, porque uma coisa &eacute; falar do sofrimento e outra, extremamente dif&iacute;cil, &eacute; fazer o que estou dizendo. Entretanto, quando o fazemos, sabemos bem no fundo quem somos e quem todos s&atilde;o, e desaparece a barreira entre n&oacute;s e os outros.<\/p>\n<p>&#9;Nossa pr&aacute;tica, ao longo de nossa vida, &eacute; isso: a qualquer momento espec&iacute;fico, temos um ponto de vista r&iacute;gido ou uma posi&ccedil;&atilde;o inflex&iacute;vel a respeito da vida, que inclui algumas coisas e exclui outras. Podemos mant&ecirc;-lo durante um certo tempo, por&eacute;m, se nossa pr&aacute;tica for sincera, ela mesma abalar&aacute; as certezas inabal&aacute;veis de nossas opini&otilde;es e n&atilde;o seremos mais capazes de mant&ecirc;-la. Quando come&ccedil;armos a questionar nossos pontos de vista, sentiremos inquieta&ccedil;&atilde;o, luta, aborrecimento, nesse esfor&ccedil;o para chegarmos a um acordo com as novas percep&ccedil;&otilde;es relativas a nossa vida. Por muito tempo, talvez, lutemos contra as novas informa&ccedil;&otilde;es e as neguemos. Faz parte da pr&aacute;tica. Mas, um dia, sentiremos que estamos dispostos a vivenciar nosso sofrimento em vez de lutar contra ele. Quando o fizermos, nossas refer&ecirc;ncias e opini&otilde;es sofrer&atilde;o abruptas modifica&ccedil;&otilde;es. Ent&atilde;o, mais uma vez, nossas novas perspectivas ir&atilde;o sustentar-se por um certo tempo, at&eacute; que se reinicie o ciclo.<br \/>\nMais uma vez surge a inquieta&ccedil;&atilde;o e come&ccedil;amos a lutar, a ir contra o que nos acontece. Cada vez que fazemos isso, cada vez que entramos no sofrimento e nos entregamos &agrave; situa&ccedil;&atilde;o, nossa vis&atilde;o de vida se amplia. E como escalar uma montanha. Cada passo em dire&ccedil;&atilde;o ao alto permite-nos enxergar mais, e essa vis&atilde;o n&atilde;o nega as coisas que ficaram embaixo \u2014 ela as inclui \u2014, mas se torna maior a cada etapa da subida, a cada est&aacute;gio do esfor&ccedil;o. Quanto mais enxergamos, mais abrangente nossa vis&atilde;o, mais saberemos o que fazer, qual a&ccedil;&atilde;o encetar.<\/p>\n<p>Como falo com in&uacute;meras pessoas, a coisa principal que observo &eacute; que elas n&atilde;o compreendem o sofrimento. Claro que nem sempre eu tamb&eacute;m o entendo e tento evit&aacute;-lo como qualquer um. Contudo, ter um entendimento te&oacute;rico do que &eacute; o sofrimento e como praticar com ele torna-se um instrumento de extrema utilidade, em especial no sesshin. Podemos entender melhor o que ele &eacute; e como us&aacute;-lo em sua melhor caracter&iacute;stica, efetuando de fato uma pr&aacute;tica.<\/p>\n<p>A mente que cria o falso sofrimento est&aacute; constantemente funcionando nos sesshins. N&atilde;o h&aacute; quem n&atilde;o esteja sob seu jugo. Na noite passada constatei-a em mim mesma. Podia ouvir minha mente se queixando: &#8220;O qu&ecirc;?! Outro sesshin! Voc&ecirc; acabou de fazer um, no &uacute;ltimo fim de semana!&#8221;. Nossas mentes funcionam dessa maneira. Depois, quando enxergo esse absurdo, lembro-me de perguntar: &#8220;O que de fato quero para mim e para os outros?&#8221;. Diante disso, essa mente se aquieta de novo.<\/p>\n<p>Assim, quando fazemos zazen, recusamos com paci&ecirc;ncia a domina&ccedil;&atilde;o desses pensamentos e dessas opini&otilde;es a respeito de n&oacute;s, dos acontecimentos, das pessoas e, constantemente, estamos de volta &agrave; &uacute;nica realidade segura: o momento presente. Ao fazermos isso, nosso foco e o sarnadhi se aprofundam. Por conseguinte, no zazen, a ren&uacute;ncia do bodhisattva &eacute; essa pr&aacute;tica, &eacute; esse afastarmo-nos da fantasia e dos sonhos pessoais, penetrando na realidade do presente. Nos sesshins, cada momento que praticamos desse jeito nos d&aacute; aquilo que n&atilde;o podemos obter de nenhuma outra maneira: o conhecimento direto de n&oacute;s mesmos. E quando ficamos de frente para esse momento, de um modo direto, &eacute; quando encaramos o sofrimento. Enfim, quando realmente nos sentimos dispostos a penetrar em sua din&acirc;mica, s&ecirc;-lo apenas; nesse instante, sabemos quem somos, o que &eacute; tudo o mais, e ningu&eacute;m precisa nos dizer coisa alguma.<\/p>\n<p>Mas &agrave;s vezes as pessoas comentam: &#8220;&Eacute; dif&iacute;cil demais No entanto, n&atilde;o praticar absolutamente nada &eacute; muito, mas muito mais dif&iacute;cil. Estamos mesmo nos enganando, quando n&atilde;o praticamos. Portanto, tenham bastante clareza a respeito de voc&ecirc;s mesmos, acerca do que deve ser feito para encerrar o sofrimento; e vejam tamb&eacute;m que, praticando com essa esp&eacute;cie de coragem, podemos fazer com que os outros n&atilde;o tenham medo, n&atilde;o sofram. Conseguimos isso atrav&eacute;s de uma pr&aacute;tica persistente, inteligente e paciente. Jamais alcan&ccedil;amos esse resultado com nossas queixas, amargura e raiva; e n&atilde;o estou sugerindo que suprimamos esses sentimentos. Se aparecerem, observem-nos; n&atilde;o &eacute; preciso suprimi-los. Retornem, ent&atilde;o de imediato, para a respira&ccedil;&atilde;o, e o corpo; voltem ao estarem sentados, pura e simplesmente. Quando fazemos isso, n&atilde;o h&aacute; aquele que, ao final de um sesshin, n&atilde;o tenha encontrado as recompensas oferecidas pelo verdadeiro sentar. Sentemo-nos dessa maneira.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sofrimento verdadeiro e sofrimento falso Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Ontem estava conversando com uma amiga que h&aacute; pouco tempo passou por uma grande cirurgia e est&aacute; se recuperando. Perguntei-lhe qual seria um bom tema para &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sofrimento-verdadeiro-e-sofrimento-falso\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5020,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,40],"tags":[70],"class_list":["post-5018","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-joko","category-zen","tag-pratica-zen"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5018","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5018"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5018\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5022,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5018\/revisions\/5022"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5020"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5018"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5018"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5018"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}