{"id":5025,"date":"2018-06-12T12:09:14","date_gmt":"2018-06-12T14:09:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5025"},"modified":"2020-06-10T17:31:57","modified_gmt":"2020-06-10T19:31:57","slug":"renuncia","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/renuncia\/","title":{"rendered":"Ren\u00fancia"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Ren\u00fancia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Ren\u00fancia-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5933\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Ren\u00fancia-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Ren\u00fancia-450x300.jpg 450w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Ren\u00fancia.jpg 690w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sempre-zen\/\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>Suzuki Roshi disse: &quot;A ren&uacute;ncia n&atilde;o consiste em desistir das coisas deste mundo, mas em aceitar que elas se v&atilde;o&quot;. Tudo &eacute; impermanente; cedo ou tarde, tudo se vai. Ren&uacute;ncia &eacute; um estado de desapego, de aceita&ccedil;&atilde;o das partidas. Imperman&ecirc;ncia &eacute;, ali&aacute;s, apenas um outro nome para perfei&ccedil;&atilde;o. As folhas caem; o lixo e os detritos se acumulam; dos fragmentos de rocha nascem as flores, as folhagens, as coisas que consideramos ador&aacute;veis. A destrui&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria. &Eacute; necess&aacute;rio um grande inc&ecirc;ndio nas matas. O modo como interferimos nos inc&ecirc;ndios florestais pode n&atilde;o ser uma boa atitude. Sem destrui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o pode haver vida nova. A maravilha do viver, a constante mudan&ccedil;a, poderia n&atilde;o existir.<\/p>\n<p>Devemos viver e morrer. Esse processo &eacute; a pr&oacute;pria perfei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Toda essa mudan&ccedil;a, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; o que temos em mente. Nosso impulso n&atilde;o &eacute; apreciar a perfei&ccedil;&atilde;o do universo. Nosso impulso pessoal &eacute; encontrar uma maneira de sustentar para sempre nossa gl&oacute;ria imut&aacute;vel. Pode parecer rid&iacute;culo, mas &eacute; o que passamos fazendo o tempo todo. Essa resist&ecirc;ncia a mudan&ccedil;as n&atilde;o est&aacute; em sintonia com a perfei&ccedil;&atilde;o da vida, que &eacute; a imperman&ecirc;ncia. Se a vida fosse permanente n&atilde;o poderia ser a maravilha que &eacute;. No entanto, a &uacute;ltima coisa que apreciamos &eacute; nossa pr&oacute;pria imperman&ecirc;ncia. Quem n&atilde;o notou seus primeiros fios de cabelo branco sem comentar com os pr&oacute;prios bot&otilde;es &quot;Hum&#8230;&quot;. H&aacute; sempre uma luta em andamento dentro da exist&ecirc;ncia humana. Recusamo-nos a ver a verdade que est&aacute; toda &agrave; nossa volta. Realmente n&atilde;o vemos de jeito nenhum a vida. Nossa aten&ccedil;&atilde;o est&aacute; dirigida em outro sentido. Estamos sempre envolvidos numa batalha intermin&aacute;vel com nossos receios a respeito de n&oacute;s mesmos e de nossa exist&ecirc;ncia. Se quisermos ver a vida, deveremos prestar-lhe aten&ccedil;&atilde;o. Mas n&atilde;o estamos interessados nisso, s&oacute; temos interesse pela batalha de preserva&ccedil;&atilde;o de nossas pessoas, para todo o sempre. E claro que essa &eacute; uma luta ansiosa e in&uacute;til que n&atilde;o pode ser vencida jamais. Quem sempre vence &eacute; a morte, &quot;bra&ccedil;o direito&quot; da imperman&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>O que desejamos que a vida nos d&ecirc; &eacute; que os outros, como espelhos, reflitam nossa gl&oacute;ria. Queremos que o parceiro garanta nossa seguran&ccedil;a, que nos fa&ccedil;a sentir que somos maravilhosos, que nos d&ecirc; o que desejamos, para que ent&atilde;o nossa ansiedade se amenize um pouco. Procuramos amigos que, no m&iacute;nimo, neutralizem a faca afiada de nosso medo de que n&atilde;o estaremos mais por perto, a partir de um certo dia. N&atilde;o queremos ver isso. O mais engra&ccedil;ado &eacute; que nossos amigos n&atilde;o se deixam enganar por n&oacute;s. Eles v&ecirc;em exatamente o que estamos fazendo. Por que o v&ecirc;em com tanta clareza? Porque tamb&eacute;m est&atilde;o fazendo a mesma coisa. N&atilde;o est&atilde;o interessados em nossos esfor&ccedil;os para sermos o centro do universo. Apesar disso, dedicamo-nos a essa batalha sem cessar. Ocupamo-nos de um modo fren&eacute;tico o tempo todo. Quando falham nossas tentativas para vencer a luta, podem tentar a paz na falsa forma de uma religi&atilde;o. As pessoas que oferecem essa sa&iacute;da tornam-se ricas. Ficamos desesperados para que algu&eacute;m nos diga:<\/p>\n<p>&quot;Est&aacute; &oacute;timo. Tudo ser&aacute; maravilhoso para voc&ecirc;&quot;. Mesmo na pr&aacute;tica zen tentamos encontrar um meio de esquivar-nos &agrave; pr&aacute;tica genu&iacute;na para que possamos alcan&ccedil;ar uma vit&oacute;ria pessoal.<\/p>\n<p>As pessoas costumam me falar: &quot;Joko, por que voc&ecirc; pratica de um modo t&atilde;o &aacute;rduo? Por que n&atilde;o enfeita um pouco a coisa?&quot;. Do ponto de vista do pequeno eu, a pr&aacute;tica s&oacute; pode ser &aacute;rdua. A pr&aacute;tica aniquila o pequeno eu, que n&atilde;o tem o menor interesse por ela. N&atilde;o se pode esperar dele que sa&uacute;de essa aniquila&ccedil;&atilde;o com grandes demonstra&ccedil;&otilde;es de alegria. Por isso, n&atilde;o h&aacute; o que enfeitar para agradar o pequeno eu, a menos que queiramos ser desonestos.<\/p>\n<p>H&aacute;, contudo, um outro lado da pr&aacute;tica. Quando nosso pequeno eu morre nosso irado, exigente, queixoso, manipulador pequeno eu aparece um enfeite genu&iacute;no: alegria e autoconfian&ccedil;a aut&ecirc;nticas. Come&ccedil;amos a saborear o que &eacute; realmente se importar com outra pessoa sem esperar nada em troca. Essa &eacute; a verdadeira compaix&atilde;o. O quanto a teremos, depende da velocidade em que for morrendo o pequeno eu. Conforme ele se vai come&ccedil;am a ocorrer c&aacute; e l&aacute; momentos em que vemos a vida como ela &eacute;. Pode ser que, &agrave;s vezes, atuemos e sirvamos os outros de modo espont&acirc;neo. Com este crescimento sempre vem o arrependimento. Quando nos damos conta de que quase o tempo todo magoamos a n&oacute;s mesmos e aos outros, arrependemo-nos; essa contri&ccedil;&atilde;o, em si, &eacute; pura alegria.<\/p>\n<p>Portanto, vejamos que nossos esfor&ccedil;os em sesshin s&atilde;o destinados a aperfei&ccedil;oar\u2014nos; queremos ficar iluminados, queremos ter clareza, queremos ficar em paz, queremos ser s&aacute;bios. Quando nossa pr&aacute;tica tornar-se o momento presente, diremos: &quot;Mas n&atilde;o &eacute; mesmo uma chatice! Os carros passam, meus joelhos doem, minha barriga ronca&#8230;. N&atilde;o temos qualquer interesse pela perfei&ccedil;&atilde;o infinita do universo, que na realidade, pode ser a pessoa sentada a meu lado, respirando de modo barulhento ou suando. A perfei&ccedil;&atilde;o infinita &eacute; passar por essas inconveni&ecirc;ncias: &quot;As coisas n&atilde;o est&atilde;o acontecendo do jeito que eu quero&quot;. A qualquer momento s&oacute; existe aquilo que est&aacute; acontecendo. No entanto, n&atilde;o estamos interessados nisso. Pelo contr&aacute;rio, ficamos aborrecidos. Nossa aten&ccedil;&atilde;o dirige-se para outro lado. &quot;Esque&ccedil;a a realidade! Estou aqui para ficar iluminado!&quot;<\/p>\n<p>O zazen, no entanto, &eacute; uma pr&aacute;tica sutil: mesmo quando lutamos, resistimos contra ela e a distorcemos, nossos conceitos a respeito dela tendem a se destruir por si. Aos poucos, apesar de n&oacute;s, come&ccedil;amos a ficar interessados naquilo que a pr&aacute;tica &eacute; de fato, em contraste com nossas id&eacute;ias do que pensamos que ela deveria ser. A quest&atilde;o da pr&aacute;tica &eacute; exatamente esse espa&ccedil;o de colis&atilde;o em que meus desejos de imortalidade pessoal, minha pr&oacute;pria glorifica&ccedil;&atilde;o, meu controle pessoal do universo, colidem com o que &eacute;. Esse momento ocorre muitas vezes em nossa vida; quando sentimos irritabilidade, ci&uacute;me, excita&ccedil;&atilde;o, est&aacute; havendo a colis&atilde;o entre o modo que desejo as coisas e como elas s&atilde;o. &quot;Odeio aquela respira&ccedil;&atilde;o barulhenta. Como ficar consciente do que &eacute; quando ela respira daquele jeito?&quot; &quot;Mas como praticar, quando os meninos do vizinho est&atilde;o tocando rock?&quot; Todos os momentos oferecem-nos um verdadeiro tesouro de oportunidades. Mesmo ao longo do dia mais tranq&uuml;ilo e sem incidentes temos muitas oportunidades de ver a colis&atilde;o entre o que desejamos e o que realmente &eacute;.<br \/>\nToda pr&aacute;tica boa tem como meta tornarmo-nos conscientes de nossos falsos sonhos, de modo que nada exista em nossa experi&ecirc;ncia f&iacute;sica e mental que nos seja desconhecido. Precisamos n&atilde;o apenas conhecer nossa raiva, como saber quais s&atilde;o nossos recursos pessoais para enfrent&aacute;-la. Se uma rea&ccedil;&atilde;o n&atilde;o for consciente, n&atilde;o poderemos olh&aacute;-la e dar-lhe as costas. Cada rea&ccedil;&atilde;o defensiva (e temos uma a cada cinco minutos em m&eacute;dia) &eacute; pr&aacute;tica. Se praticarmos com os pensamentos e as sensa&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas que comp&otilde;em a rea&ccedil;&atilde;o, estamos abertos para a totalidade, ou para o sagrado, se preferirem. Numa boa pr&aacute;tica, estamos sempre transformando nossa centra&ccedil;&atilde;o pessoal (estamos presos no cerne de rea&ccedil;&otilde;es pessoais) num canal cada vez mais universal para a energia universal, para essa energia que altera o universo um milh&atilde;o de vezes por segundo. Dentro de nossa vida fenom&ecirc;nica, o que enxergamos &eacute; a imperman&ecirc;ncia; o outro lado &eacute; alguma outra coisa e n&atilde;o lhe damos nome. Quando estamos efetuando uma boa pr&aacute;tica estamos ampliando um canal para essa energia universal e a morte perde a dor da ferroada.<br \/>\nUm dos grandes obst&aacute;culos para enxergar &eacute; a nossa falta de consci&ecirc;ncia de que toda pr&aacute;tica tem um poderoso elemento de resist&ecirc;ncia. Essa situa&ccedil;&atilde;o permanecer&aacute; at&eacute; que nosso eu pessoal esteja completamente morto. S&oacute; um Buda n&atilde;o tem qualquer resist&ecirc;ncia e duvido que dentrc da popula&ccedil;&atilde;o humana existam Budas. At&eacute; que morramos, sempre existe alguma resist&ecirc;ncia pessoal que tem de ser reconhecida.<\/p>\n<p>Um segundo grande obst&aacute;culo &eacute; a falta de honestidade a respeito de quem somos, a cada instante. &Eacute; muito dif&iacute;cil admitir: &quot;Estou sendo vingativa&#8221; ou &quot;Estou sendo punitiva&quot; ou &quot;Estou sendo hip&oacute;crita&quot;. Esse tipo de honestidade &eacute; dif&iacute;cil. Nem sempre temos de participar aos outros do que observamos em n&oacute;s; mas n&atilde;o deveria estar acontecendo coisa alguma de que n&atilde;o tiv&eacute;ssemos consci&ecirc;ncia. Temos de ver que estamos perseguindo ideais de perfei&ccedil;&atilde;o em vez de reconhecermos e aceitarmos nossa imperfei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Um terceiro obst&aacute;culo &eacute; ficarmos impressionados com nossas pequenas aberturas, quando v&atilde;o ocorrendo, e assim desviarmo-nos do caminho principal. Elas s&atilde;o apenas frutos e n&atilde;o t&ecirc;m import&acirc;ncia a menos que as usemos em nossas vidas.<\/p>\n<p>Um quarto obst&aacute;culo &eacute; termos pouco entendimento da magnitude da tarefa que nos propusemos. A tarefa n&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel, mas &eacute; intermin&aacute;vel, al&eacute;m de n&atilde;o muito dif&iacute;cil.<\/p>\n<p>O quinto obst&aacute;culo, comum para aqueles que dedicam muito tempo &agrave; pr&aacute;tica nos Centros, &eacute; a substitui&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica persistente por conversas, discuss&otilde;es e leituras. Quanto menos dissermos a respeito da pr&aacute;tica, melhor. Al&eacute;m de uma situa&ccedil;&atilde;o professor-aluno direta, a &uacute;ltima coisa sobre o que falo &eacute; a pr&aacute;tica zen. E n&atilde;o falo sobre dharma. Por que falar a esse respeito? Minha tarefa &eacute; observar como eu o violo. Voc&ecirc;s conhecem o antigo ditado: &quot;Aquele que sabe n&atilde;o fala, e aquele que fala n&atilde;o sabe&quot;. Quando falamos sobre pr&aacute;tica o tempo todo, nossa conversa torna-se uma outra forma de resist&ecirc;ncia, um obst&aacute;culo, um disfarce. &Eacute; como os acad&ecirc;micos que salvam o mundo diariamente na hora do jantar. Falam, falam e falam \u2014 mas que diferen&ccedil;a isso faz? Na outra ponta dessa linha estaria algu&eacute;m como Madre Teresa de Calcut&aacute;. N&atilde;o penso que ela fale muito. Ela est&aacute; ocupada fazendo.<\/p>\n<p>A pr&aacute;tica inteligente sempre lida com uma &uacute;nica coisa: o medo que est&aacute; na base mesma da exist&ecirc;ncia humana, o medo de que eu n&atilde;o seja. Claro que eu n&atilde;o sou, mas a &uacute;ltima coisa que desejo saber &eacute; isso. Sou a pr&oacute;pria imperman&ecirc;ncia dentro de um inv&oacute;lucro humano em r&aacute;pida transforma&ccedil;&atilde;o, que d&aacute; a impress&atilde;o de s&oacute;lido. Temo ver o que sou: um campo energ&eacute;tico em constante mudan&ccedil;a. N&atilde;o quero ser isso. Portanto, a boa pr&aacute;tica diz respeito ao medo. O medo assume a forma de um constante pensar, especular, analisar e fantasiar. Com toda essa az&aacute;fama, criamos um revestimento tipo nuvem, que nos mant&eacute;m protegidos dentro de uma pr&aacute;tica de faz-de-conta. A verdadeira pr&aacute;tica n&atilde;o &eacute; segura; pode ser qualquer coisa, menos segura. Mas n&atilde;o gostamos disso e assim, ficamos obcecados com nossos esfor&ccedil;os febris para concretizar a vers&atilde;o de nossos sonhos pessoais. Essa pr&aacute;tica obsessiva &eacute;, em si, s&oacute; uma outra nuvem entre n&oacute;s e a realidade. A &uacute;nica coisa que importa &eacute; vermos com o concurso de uma lanterna impessoal: vermos as coisas como elas s&atilde;o. Quando a barreira pessoal se desmancha, por que &eacute; que precisamos cham&aacute;-la de alguma coisa? Simplesmente vivemos nossa vida. Quando morrermos. estaremos simplesmente mortos. Sem problemas de esp&eacute;cie alguma.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Suzuki Roshi disse: &quot;A ren&uacute;ncia n&atilde;o consiste em desistir das coisas deste mundo, mas em aceitar que elas se v&atilde;o&quot;. Tudo &eacute; impermanente; cedo ou tarde, tudo se vai. Ren&uacute;ncia &eacute; &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/renuncia\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,40],"tags":[70],"class_list":["post-5025","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-joko","category-zen","tag-pratica-zen"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5025","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5025"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5025\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5934,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5025\/revisions\/5934"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}