{"id":5030,"date":"2018-06-12T12:16:28","date_gmt":"2018-06-12T14:16:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5030"},"modified":"2020-06-11T09:53:16","modified_gmt":"2020-06-11T11:53:16","slug":"esta-certo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/esta-certo\/","title":{"rendered":"Est\u00e1 certo"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Est\u00e1-certo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Est\u00e1-certo-300x275.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"275\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5941\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Est\u00e1-certo-300x275.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Est\u00e1-certo-768x703.jpg 768w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Est\u00e1-certo-328x300.jpg 328w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Est\u00e1-certo.jpg 770w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<b>Est&aacute; certo<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sempre-zen\/\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>A ilumina&ccedil;&atilde;o est&aacute; no pr&oacute;prio cerne de todas as religi&otilde;es. Por&eacute;m, muitas vezes compomos uma estranha imagem do que isso seja. Equacionamos o estado iluminado ao estado em que tivermos ficado perfeitos, muito calmos e tranq&uuml;ilos, sossegados e acolhedores. E n&atilde;o &eacute; isso.<\/p>\n<p>Farei agora algumas perguntas a respeito de certos estados desagrad&aacute;veis. N&atilde;o estou dizendo que n&atilde;o devamos tentar evit&aacute;-los ou mud&aacute;-los, tampouco que n&atilde;o devamos ter prefer&ecirc;ncia ou avers&otilde;es bem marcadas a seu respeito. Apesar disso, com esses exemplos, podemos come&ccedil;ar a ter algumas pistas e, quando temos pistas, podemos enxergar com mais nitidez o que estamos fazendo em nossa pr&aacute;tica. Eis as perguntas:<\/p>\n<p>\u2022 Se algu&eacute;m me diz: &quot;Joko, voc&ecirc; vai viver s&oacute; mais um dia&quot;, est&aacute; certo para mim? Ou se algu&eacute;m lhe diz isso, est&aacute; tudo bem?<br \/>\n\u2022 Se estou num acidente grave e minhas pernas e meus bra&ccedil;os t&ecirc;m de ser amputados, est&aacute; tudo bem? Se isso lhe acontecesse, estaria tudo bem?<br \/>\n\u2022 Se nunca mais eu fosse receber um coment&aacute;rio amistoso ou encorajador de outra pessoa, estaria tudo bem?<br \/>\n\u2022 Se, por algum motivo, tenho de ficar acamada e com dores pelo resto da minha vida, estaria tudo bem?<br \/>\n\u2022 Se eu me comportar como uma idiota na pior circunst&acirc;ncia poss&iacute;vel, estaria tudo bem?<br \/>\n\u2022 Se o relacionamento &iacute;ntimo que voc&ecirc; espera que aconte&ccedil;a nunca se concretizar, estaria tudo bem?<br \/>\n\u2022 Se, por alguma raz&atilde;o, eu tiver de levar minha vida como mendiga, comendo pouco, sem teto, exposta ao frio, estaria tudo bem comigo? E com voc&ecirc;?<br \/>\n\u2022 Se devo perder algu&eacute;m ou alguma coisa que me &eacute; muito importante, estaria tudo bem?<\/p>\n<p>Bem, n&atilde;o posso responder que para mim estaria tudo bem em qualquer uma dessas situa&ccedil;&otilde;es, e, se voc&ecirc;s forem honestos, n&atilde;o poder&atilde;o tamb&eacute;m. Mas responder que sim seria o estado de ilumina&ccedil;&atilde;o, se entendemos o que significa estar tudo bem em termos das coisas. N&atilde;o quer dizer que eu n&atilde;o v&aacute; gritar, chorar, protestar, odiar o que aconteceu. Cantar e dan&ccedil;ar s&atilde;o as vozes do dharma, assim como lamentar-se e reclamar. Estar tudo certo n&atilde;o implica que eu fique feliz com a situa&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o o que significa estar tudo certo? O que &eacute; o estado iluminado? Quando n&atilde;o houver mais qualquer separa&ccedil;&atilde;o entre eu e as circunst&acirc;ncias de minha vida, sejam elas quais forem, ent&atilde;o esse &eacute; o estado de ilumina&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Claro, apresentei um conjunto bastante desagrad&aacute;vel de op&ccedil;&otilde;es. Em vez disso, eu poderia ter perguntado: &quot;Se voc&ecirc; tivesse de ganhar um bilh&atilde;o de d&oacute;lares, estaria tudo bem?&quot;. Talvez voc&ecirc;s respondessem: &quot;Claro!&quot;. No entanto, ter um bilh&atilde;o de d&oacute;lares representa praticamente tantas dificuldades quanto as existentes na vida de um mendigo. De qualquer modo, a quest&atilde;o &eacute; se est&aacute; tudo bem com voc&ecirc;s levarem a vida que t&ecirc;m, com as circunst&acirc;ncias que a comp&otilde;em, com o que lhes acontecer. N&atilde;o me refiro a uma aceita&ccedil;&atilde;o cega. Tampouco a n&atilde;o fazer nada em caso de uma doen&ccedil;a, por exemplo. Mas as coisas, &agrave;s vezes, s&atilde;o inevit&aacute;veis. H&aacute; muito pouco que se possa fazer: nesses casos, est&aacute; tudo bem?<\/p>\n<p>Voc&ecirc;s podem alegar que a pessoa para quem qualquer situa&ccedil;&atilde;o &eacute; aceita sem reservas n&atilde;o &eacute; humana. De certo modo, voc&ecirc;s t&ecirc;m raz&atilde;o: ela n&atilde;o &eacute; humana. Ou talvez possamos dizer que &eacute; verdadeiramente humana. Podemos afirmar as duas coisas. Entretanto, a pessoa que n&atilde;o oferece nenhuma resist&ecirc;ncia &agrave;s circunst&acirc;ncias, sejam elas quais forem, n&atilde;o &eacute; um ser humano como nos acostumamos a conhec&ecirc;-lo. Conheci poucas pessoas que se aproximaram dessa condi&ccedil;&atilde;o. Esse &eacute; o estado iluminado: o estado de uma pessoa que, em grande grau, pode incorporar toda e qualquer condi&ccedil;&atilde;o, boa ou m&aacute;. N&atilde;o estou falando de um santo. Estou falando daquele estado (em geral precedido por uma luta imensa), em que fica tudo certo. Por exemplo, quantas vezes j&aacute; nos indagamos quando iremos morrer. A chave n&atilde;o &eacute; aprender a morrer com bravura, e sim aprender a n&atilde;o precisar morrer com bravura. Podemos ter essa aceita&ccedil;&atilde;o em pequenos setores de nossa vida, mas no geral gostar&iacute;amos de ser uma coisa bem diferente daquilo que somos. Uma atitude deveras interessante: n&atilde;o aprender a tolerar qualquer circunst&acirc;ncia, mas aprender a n&atilde;o precisar de uma atitude em particular para cada circunst&acirc;ncia.<\/p>\n<p>A maioria das terapias tem, como prop&oacute;sito, ajustar minhas necessidades e meus desejos aos seus, para propiciar uma paz entre n&oacute;s. Contudo suponhamos que n&atilde;o fa&ccedil;o obje&ccedil;&otilde;es a qualquer uma de minhas necessidades ou meus desejos, ou a qualquer uma das suas est&aacute; tudo perfeito s&oacute; do jeito que est&aacute; ent&atilde;o o que precisa ser ajustado? Pode-se dizer que algu&eacute;m que conseguisse responder &quot;sim&quot; a qualquer uma das perguntas seria uma pessoa muito estranha. N&atilde;o acho. Se a encontrassem n&atilde;o notariam nada de diferente. Provavelmente, sentiriam uma paz imensa na companhia dela. Algu&eacute;m que se d&ecirc; pouca import&acirc;ncia, que pouco se preocupa consigo, que est&aacute; disposto a ser como &eacute;, e a deixar que tudo o mais seja como &eacute;, verdadeiramente amorosa. Voc&ecirc;s sentiriam que essa pessoa seria encorajadora nos momentos apropriados ou n&atilde;o, quando isso tamb&eacute;m fosse adequado. Tal pessoa saberia fazer a distin&ccedil;&atilde;o, saberia o que fazer, porque ela seria voc&ecirc;.<\/p>\n<p>Portanto, gostaria que voc&ecirc;s considerassem o seguinte: qual &eacute; a base que lhes permite responder com um &quot;est&aacute; tudo certo, n&atilde;o tenho nenhuma reclama&ccedil;&atilde;o&quot; diante de qualquer condi&ccedil;&atilde;o da vida? N&atilde;o quer dizer que nunca fiquem aborrecidos, mas h&aacute; uma base sobre a qual se assenta a vida, de tal sorte que voc&ecirc;s possam responder &quot;est&aacute; tudo certo&quot; seja l&aacute; o que aconte&ccedil;a. O que estamos fazendo com nossa pr&aacute;tica (saibam-no ou n&atilde;o, queiram-no ou n&atilde;o) &eacute; aprender como usar essa base, esse fato que pode terminar nos ajudando a responder &quot;est&aacute; certo&quot;. Ou, como no Pai-Nosso: &quot;Seja feita a vossa vontade&quot;.<\/p>\n<p>Uma forma de avaliar nossa pr&aacute;tica &eacute; ver se a vida est&aacute; cada vez mais &quot;tudo bem&quot; para n&oacute;s. Claro que n&atilde;o h&aacute; problemas quando n&atilde;o podemos afirmar isso, mas ainda assim ser&aacute; essa a nossa pr&aacute;tica. Quando algo est&aacute; certo para n&oacute;s, aceitamos tudo aquilo; aceitamos nossos protestos, nossas lutas, nossa confus&atilde;o, o fato de que n&atilde;o estamos chegando a parte alguma com nossa maneira de enxergar a vida. Desejamos que todas essas coisas continuem: a luta, a dor, a confus&atilde;o. De certo modo, esse &eacute; o treinamento do sesshin. Enquanto ficamos sentados do come&ccedil;o ao fim dessa pr&aacute;tica, vai lentamente aumentando um certo entendimento: &quot;&Eacute; mesmo, estou passando por tudo isso e n&atilde;o gosto; gostaria de sair correndo. Mas tamb&eacute;m est&aacute; tudo certo, de algum modo&quot;. Isso vai crescendo. Por exemplo, voc&ecirc; pode estar desfrutando a vida com seu parceiro e pensar: &quot;Uau, &eacute; isso mesmo que eu desejo!&quot;. De repente, ele vai embora; o sofrimento agudo e a experi&ecirc;ncia dele &eacute; o que est&aacute; certo. Quando praticamos o zazen, ficamos em cima desse koan, desse paradoxo que d&aacute; base &agrave; nossa vida. Cada vez mais sentimos que, seja o que for que nos aconte&ccedil;a, independente de detestarmos ou n&atilde;o o acontecido, de termos ou n&atilde;o de lutar contra essa situa&ccedil;&atilde;o, ela est&aacute; certa, de alguma maneira. Parece que estou criando uma pr&aacute;tica dif&iacute;cil? Contudo, a pr&aacute;tica &eacute; dif&iacute;cil. O mais estranho, no entanto, &eacute; que as pessoas que praticam dessa forma s&atilde;o as que gozam a vida, como Zorba, o grego. Esperar nada da vida abre a possibilidade de desfrut&aacute;-la imensamente. Quando acontecem coisas que muitos considerariam desastrosas, aquelas pessoas podem at&eacute; lutar e espernear, mas ainda assim desfrutam-na: est&aacute; tudo certo.<\/p>\n<p>A menos que n&atilde;o compreendamos de jeito nenhum o que &eacute; a pr&aacute;tica em sesshin, cada vez mais seremos capazes de apreciar os esfor&ccedil;os, o desgaste, a dor, tudo que detestamos nela. N&atilde;o nos esque&ccedil;amos daqueles momentos maravilhosos do sesshin em que nossa alegria e capacidade de aprecia&ccedil;&atilde;o realmente nos surpreendem. Com essa pr&aacute;tica vai se acumulando um res&iacute;duo que &eacute; o entendimento. N&atilde;o tenho tanto interesse pelas experi&ecirc;ncias de ilumina&ccedil;&atilde;o como pela pr&aacute;tica que consolida o entendimento, porque, conforme vai aumentando, nossa vida muda de modo radical. Pode n&atilde;o mudar como gostar&iacute;amos. Aumenta nossa capacidade de compreender e de apreciar a perfei&ccedil;&atilde;o de cada momento: nossos joelhos e costas doloridos, o comich&atilde;o em nosso nariz, o suor. Aumenta nossa capacidade de dizer: &quot;&Eacute; est&aacute; tudo certo&quot;. O milagre de ficarmos no zazen &eacute; o milagre de~rec1ar.<\/p>\n<p>Para mim seria muito dif&iacute;cil se eu nunca mais pudesse receber um coment&aacute;rio amistoso ou gentil. Isso est&aacute; certo para mim? Claro que n&atilde;o, mas qual seria ent&atilde;o a pr&aacute;tica? Se eu fosse raptada em algum pa&iacute;s n&atilde;o civilizado, trancafiada numa cela, qual seria a pr&aacute;tica? Coisas assim t&atilde;o dr&aacute;sticas n&atilde;o acontecem com a maioria. Entretanto, numa escala menor, os desastres acontecem a te-dos e nossas imagens de como a vida deveria ser s&atilde;o desfeitas como bolhas de sab&atilde;o. E quando temos uma escolha: encararmos o desastre de frente e torn&aacute;-lo nossa pr&aacute;tica, ou correr mais uma vez, n&atilde;o aprendendo nada, nem crescendo com as dificuldades. Para termos uma vida pac&iacute;fica e produtiva, o que precisamos? Precisamos da habilidade (que aprendemos de forma lenta e contrariada) de sermos a experi&ecirc;ncia de nossa vida tal como ela &eacute;. A maior parte do tempo eu n&atilde;o a quero e suspeito que voc&ecirc;s tamb&eacute;m n&atilde;o. Por&eacute;m, &eacute; para aprender isso que estamos aqui. E, apesar de surpreendente, estamos aprendendo. Quase todos ficam mais felizes depois de um sesshin. Talvez porque tenha terminado, mas n&atilde;o s&oacute; por isso. Depois de um sesshin, o simples caminhar por uma rua &eacute; uma coisa fant&aacute;stica. N&atilde;o o era antes do sesshin, mas depois &eacute;. Pode ser que essa viv&ecirc;ncia n&atilde;o dure muito. Tr&ecirc;s dias depois j&aacute; estaremos procurando a pr&oacute;xima solu&ccedil;&atilde;o. No entanto, teremos aprendido algo a respeito do erro deste tipo de busca. Quanto mais tivermos vivenciado a vida em todas as suas manifesta&ccedil;&otilde;es como alguma coisa que sempre est&aacute; certa, menos seremos motivados a dar-lhe as costas numa busca ilus&oacute;ria de perfei&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est&aacute; certo Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; A ilumina&ccedil;&atilde;o est&aacute; no pr&oacute;prio cerne de todas as religi&otilde;es. Por&eacute;m, muitas vezes compomos uma estranha imagem do que isso seja. 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