{"id":5050,"date":"2018-06-12T12:58:00","date_gmt":"2018-06-12T14:58:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5050"},"modified":"2018-06-12T13:05:21","modified_gmt":"2018-06-12T15:05:21","slug":"correndo-no-lugar","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/correndo-no-lugar\/","title":{"rendered":"Correndo no lugar"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/correndo-no-lugar\/correndo-no-lugar-2\/\" rel=\"attachment wp-att-5052\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Correndo-no-lugar.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"225\" class=\"alignleft size-full wp-image-5052\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Correndo-no-lugar.jpg 225w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Correndo-no-lugar-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Correndo-no-lugar-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><br \/>\n<b>Correndo no lugar<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sempre-zen\/\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>Falo com muitas pessoas e fico sempre triste ao constatar que n&atilde;o vemos o que s&atilde;o nossa vida e nossa pr&aacute;tica. Ficamos confusas a respeito dos elementos b&aacute;sicos da pr&aacute;tica e desviamo-nos por vias secund&aacute;rias, seduzidas por toda esp&eacute;cie de no&ccedil;&otilde;es incorretas a respeito. Sofremos na mesma medida em que ficamos confusas ou nos deixamos levar por atalhos.<\/p>\n<p>A pr&aacute;tica pode ser enunciada em termos muitos simples. Trata-se de sair de uma vida em que causo m&aacute;goas a mim e aos outros, para levar uma vida em que n&atilde;o mag&ocirc;o ningu&eacute;m. Parece muito simples, exceto quando, em lugar da pr&aacute;tica real, inserimos alguma id&eacute;ia de que dever&iacute;amos ser diferentes ou melhores do que somos, ou que nossas vidas deveriam ser diferentes do que s&atilde;o. Quando colocamos id&eacute;ias a respeito do deveria acontecer (no&ccedil;&otilde;es como &quot;N&atilde;o deveria ficar com raiva, confuso, indisposto&quot;) no lugar do que nossa vida &eacute; verdadeiramente, perdemos a base e nossa pr&aacute;tica fica est&eacute;ril.<\/p>\n<p>Vamos supor que nos interessa saber como se sente um corredor de maratona: ao corremos dois quarteir&otilde;es, tr&ecirc;s ou sete quil&ocirc;metros, iremos saber um pouco do que seja, correr tais dist&acirc;ncias, mas ainda n&atilde;o saberemos nada sobre o que &eacute; correr uma maratona. Podemos ditar regras a respeito; podemos descrever tabelas a respeito da fisiologia dos maratonistas; podemos coletar in&uacute;meras informa&ccedil;&otilde;es sobre essa esp&eacute;cie de corrida; por&eacute;m isso n&atilde;o significa que saibamos o que &eacute;. S&oacute; podemos saber, quando formos aquele que corre. S&oacute; conhecemos nossa vida, quando a vivenciamos de modo direto, em vez de sonhar com o que poderia acontecer se fiz&eacute;ssemos isso ou aquilo. E a isso que chamo correr no lugar, estar presente do jeito que eu sou, exatamente aqui e agora.<\/p>\n<p>O primeiro est&aacute;gio da pr&aacute;tica &eacute; conscientizar-se de que n&atilde;o estamos correndo no lugar, que estamos sempre pensando em como nossa vida deveria ser (ou como era antes). O que h&aacute; em nossa vida neste preciso momento que desejamos evitar? Tudo que for repetitivo, mon&oacute;tono, doloroso ou infeliz; n&atilde;o queremos correr no lugar com isso. N&atilde;o mesmo! O primeiro est&aacute;gio da pr&aacute;tica &eacute; darmo-nos conta de que raramente estamos presentes, de que n&atilde;o estamos vivenciando a vida, de que estamos pensando sobre ela, conceituando-a, elaborando opini&otilde;es a seu respeito. Assusta correr no lugar. Um componente primordial da pr&aacute;tica &eacute; perceber at&eacute; onde esse medo e essa pouca vontade nos dominam.<\/p>\n<p>Se praticarmos com paci&ecirc;ncia e persist&ecirc;ncia, entraremos no segundo est&aacute;gio. Come&ccedil;amos aos poucos a tomar consci&ecirc;ncia das barreiras de ego existentes em nossa vida:<\/p>\n<p>os pensamentos, as emo&ccedil;&otilde;es, as evasivas, as manipula&ccedil;&otilde;es, a todas essas facetas podem ser agora observadas e objetivadas com mais facilidade. Essa objetiva&ccedil;&atilde;o &eacute; dolorosa e reveladora, mas se prosseguirmos, as nuvens que obscurecem o panorama ficar&atilde;o mais t&ecirc;nues.<\/p>\n<p>E qual &eacute; o terceiro e crucial est&aacute;gio curativo? &Eacute; a experi&ecirc;ncia direta de todo e qualquer panorama que nos apresente a vida, num dado instante, enquanto corremos no lugar. T&atilde;o simples assim? Sim. F&aacute;cil? N&atilde;o.<\/p>\n<p>Lembro-me de uma manh&atilde; de s&aacute;bado em que adiamos em vinte minutos o hor&aacute;rio marcado para a pr&aacute;tica, a fim de que alguns participantes pudessem andar uns poucos quarteir&otilde;es at&eacute; um trecho em que se pudesse gozar a grande oportunidade de ver os atletas da maratona de San Diego passando. As 9:05 h, eles apareceram. Fiquei admirada com a qualidade flu&iacute;da dos movimentos do l&iacute;der, embora estivesse nos &uacute;ltimos quil&ocirc;metros, ele simplesmente deslizava. N&atilde;o era dif&iacute;cil apreciar sua t&eacute;cnica de corrida; e quanto a n&oacute;s: onde &eacute; que temos de correr no lugar? Temos de praticar conosco tal como estamos, neste exato momento. E uma inspira&ccedil;&atilde;o assistir a corrida de um atleta da melhor qualidade, mas n&atilde;o &eacute; nada &uacute;til pensar que dever&iacute;amos ser daquele jeito. Temos de correr onde estamos, temos de aprender aqui e agora, partindo do ponto em que estamos, aqui e agora.<\/p>\n<p>Jamais crescemos se sonhamos com um estado futuro maravilhoso ou lembrando feitos passados. Crescemos sendo o que somos e estando onde estamos, vivenciando nossa vida tal como ela &eacute;, exatamente agora. Precisamos experimentar nossa raiva, nosso pesar, nossos fracassos, nossa apreens&atilde;o, e eles podem ser nossos professores, quando n&atilde;o nos afastamos deles. Quando fugimos do que nos &eacute; dado, n&atilde;o podemos aprender tampouco crescer. Isso n&atilde;o &eacute; nada dif&iacute;cil de entender, embora seja dif&iacute;cil de executar. Os que persistem, contudo, ser&atilde;o os que crescer&atilde;o em seu entendimento e em sua compaix&atilde;o. Por quanto tempo &eacute; necess&aacute;ria essa pr&aacute;tica? Para sempre.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Correndo no lugar Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Falo com muitas pessoas e fico sempre triste ao constatar que n&atilde;o vemos o que s&atilde;o nossa vida e nossa pr&aacute;tica. 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