{"id":5071,"date":"2018-06-12T13:29:46","date_gmt":"2018-06-12T15:29:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5071"},"modified":"2018-06-12T13:30:39","modified_gmt":"2018-06-12T15:30:39","slug":"prisioneiros-do-medo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/prisioneiros-do-medo\/","title":{"rendered":"Prisioneiros do medo"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/prisioneiros-do-medo\/prisioneiros-do-medo-2\/\" rel=\"attachment wp-att-5073\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Prisioneiros-do-medo-300x168.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5073\" \/><\/a><br \/>\n<b>Prisioneiros do medo<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sempre-zen\/\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>Todos conhecem a imagem do executivo importante que trabalha at&eacute; &agrave;s 22 h, atendendo o telefone, comendo um sandu&iacute;che apressado entre os compromissos. Seu pobre corpo est&aacute; sendo muito mal tratado. Ele acredita que seus esfor&ccedil;os fren&eacute;ticos s&atilde;o essenciais para uma &quot;boa vida&quot;. N&atilde;o consegue enxergar que o desejo est&aacute; dominando sua vida, assim como domina as nossas tamb&eacute;m. Uma vez que somos controlados por nossos desejos, s&oacute; temos uma vaga no&ccedil;&atilde;o da verdade b&aacute;sica de nossa exist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>A maioria das pessoas que n&atilde;o conhece algum tipo de pr&aacute;tica &eacute; bastante ego&iacute;sta. Est&atilde;o presas a seus desejos:<\/p>\n<p>ser importante, possuir isto ou aquilo, ficar rica, ficar famosa. Claro que vale para todos n&oacute;s, em variados graus. No entanto, quando praticamos, come&ccedil;amos a suspeitar que nossa vida n&atilde;o est&aacute; indo bem do jeito que os comerciais de TV dizem que ir&aacute;. Os comerciais sugerem que, se voc&ecirc; quiser ter o tipo mais novo de spray para os cabelos, ou a linha de maquiagem, ou o abridor de porta de garagem, sua vida ficar&aacute; fant&aacute;stica. Certo? Bem, a maioria descobre que n&atilde;o &eacute; verdade. Ao percebermos, come&ccedil;amos a enxergar que o modo como estamos vivendo n&atilde;o est&aacute; funcionando. A cobi&ccedil;a ego&iacute;sta que domina nossas vidas n&atilde;o est&aacute; dando certo.<\/p>\n<p>Ent&atilde;o, damos in&iacute;cio a um segundo est&aacute;gio: &quot;Bem, se ser ego&iacute;sta n&atilde;o est&aacute; funcionando, ent&atilde;o vou ser altru&iacute;sta&quot;. A maior parte das pr&aacute;ticas religiosas (e de algumas modalidades zen, lamento diz&ecirc;-lo) trata do altru&iacute;smo. Quando enxergamos nossa mesquinharia, nossa falta de delicadeza, decidimos ir em busca de um novo desejo: sermos delicados, bons, pacientes. A culpa est&aacute; emaranhada nesse desejo, como uma esp&eacute;cie de irm&atilde;ozinho beb&ecirc;; quando n&atilde;o correspondemos &agrave; imagem de como dever&iacute;amos ser, sentimos culpa. Ainda estamos tentando ser o que n&atilde;o somos. Estamos tentando imaginar uma forma de ser diferente do que somos. Quando n&atilde;o conseguimos dar realidade a nossos ideais, alimentamos culpa e depress&atilde;o. Em nossa pr&aacute;tica, oscilamos de um a outro desses est&aacute;gios. Notamos que somos mesquinhos, cobi&ccedil;adores, violentos, ego&iacute;stas, ambiciosos. Ent&atilde;o, formamos uma nova ambi&ccedil;&atilde;o: ser altru&iacute;sta. &quot;Eu n&atilde;o deveria estar tendo tais pensamentos. J&aacute; estou praticando o sentar h&aacute; bastante tempo. Por que &eacute; que ainda sou t&atilde;o mesquinho e avarento? Deveria estar melhor j&aacute;.&quot; Todos estamos fazendo isso. Muitas pr&aacute;ticas religiosas objetivam, de maneira equivocada, a produ&ccedil;&atilde;o de uma boa pessoa que n&atilde;o fa&ccedil;a nem pense coisas feias. H&aacute; alguns Centros Zen que tamb&eacute;m est&atilde;o nesse tipo de armadilha; ela conduz a uma esp&eacute;cie de arrog&acirc;ncia e hipocrisia, porque se voc&ecirc; &eacute; quem est&aacute; fazendo certo, o que dizer a respeito de todos os outros que n&atilde;o conhecem a verdade e n&atilde;o est&atilde;o fazendo a coisa certa? J&aacute; houve quem me falasse: &quot;Nossos sesshins come&ccedil;am &agrave;s 3 h da madrugada. A que horas come&ccedil;am os de voc&ecirc;s? As 4:15 h? Oh&#8230;&quot; O segundo est&aacute;gio, ent&atilde;o, cont&eacute;m muita arrog&acirc;ncia. A culpa tamb&eacute;m cont&eacute;m muita arrog&acirc;ncia. N&atilde;o estou dizendo que &eacute; ruim ser arrogante, mas &eacute; o que somos, quando n&atilde;o vemos.<\/p>\n<p>Mesmo assim, fazemos um grande esfor&ccedil;o para sermos bons. J&aacute; ouvi pessoas comentando: &quot;Bem, tinha acabado de sair de um sesshin e algu&eacute;m me cortou o caminho na rua, e sabe de uma coisa, fiquei com muita raiva. Que mau aluno eu sou&#8230;&quot;. Todos fazem isso. Atentem: todo querer \u2014 principalmente o querer ser de certo jeito \u2014 est&aacute; centrado no ego e no medo. &quot;Se eu conseguir ser perfeita, se eu puder me realizar ou iluminar, conseguirei domar o medo.&quot; Voc&ecirc;s enxergam o desejo que est&aacute; a&iacute;? Existe um enorme desejo de distanciar-se do que se &eacute;, de ir na dire&ccedil;&atilde;o de um ideal. Algumas pessoas n&atilde;o d&atilde;o import&acirc;ncia &agrave; ilumina&ccedil;&atilde;o, mas podem sentir que n&atilde;o deveriam gritar com o marido. Claro que voc&ecirc; n&atilde;o deve gritar com ele, mas o esfor&ccedil;o de ser dessa maneira, s&oacute; aumenta a tens&atilde;o.<\/p>\n<p>Deixar de ser ego&iacute;sta e ambicioso para tentar n&atilde;o ser desse jeito &eacute; como tirar todas as gravuras feias e sem gra&ccedil;a do quarto e pendurar outras mais bonitas. Por&eacute;m, se esse quarto for uma pris&atilde;o, voc&ecirc; ter&aacute; mudado a decora&ccedil;&atilde;o e. o aposento ter&aacute; um aspecto melhor, mas a liberdade desejada ainda n&atilde;o estar&aacute; ali e voc&ecirc; continuar&aacute; preso do mesmo jeito, no mesmo quarto. Mudar as gravuras da parede, trocando a cobi&ccedil;a, a raiva e a ignor&acirc;ncia por ideais (de n&atilde;o sermos ambiciosos, nem irados, tampouco ignorantes) melhora a decora&ccedil;&atilde;o talvez, mas continua privando-nos de liberdade.<\/p>\n<p>Isso me faz lembrar de uma antiga hist&oacute;ria a respeito de um rei que desejava o homem mais s&aacute;bio dentre seus s&uacute;ditos para seu primeiro-ministro. Quando a escolha estava por fim entre tr&ecirc;s, o rei submeteu-os a um teste supremo: colocou-os num aposento do pal&aacute;cio e instalou uma engenhosa fechadura na porta. Os candidatos foram informados de que o primeiro a conseguir abrir a porta seria nomeado primeiro-ministro. Dois come&ccedil;aram a elaborar complicadas f&oacute;rmulas matem&aacute;ticas, a fim de descobrir a combina&ccedil;&atilde;o do segredo. O terceiro ficou apenas sentado em sua cadeira por um certo tempo. De repente, sem nem se incomodar com l&aacute;pis e papel, foi at&eacute; a porta, girou a ma&ccedil;aneta e a porta se abriu. Tinha estado destrancada o tempo todo. Qual &eacute; a moral da hist&oacute;ria? A pris&atilde;o em que vivemos, cujas paredes redecoramos de maneira fren&eacute;tica o tempo todo, n&atilde;o &eacute; uma pris&atilde;o. Ali&aacute;s, a porta nunca esteve trancada. N&atilde;o h&aacute; fechadura, nem tranca. N&atilde;o precisamos ficar sentados em celas, lutando pela liberdade, tentando nos mudar a qualquer pre&ccedil;o: estamos livres desde sempre.<\/p>\n<p>Entretanto, o mero enunciar, n&atilde;o nos resolve o problema, &eacute; &oacute;bvio. De que modo podemos perceber esse fato da liberdade? Dissemos que ser ego&iacute;sta e ter o desejo de ser ego&iacute;sta s&atilde;o ambas viv&ecirc;ncias do medo. At&eacute; mesmo o desejo de ser s&aacute;bio e de ser perfeito baseiam-se no medo. N&atilde;o ir&iacute;amos &agrave; ca&ccedil;a do desejo se v&iacute;ssemos que j&aacute; somos livres. Sendo assim, nossa pr&aacute;tica sempre volta ao mesmo ponto: como enxergar com mais clareza, como n&atilde;o entrar em becos sem sa&iacute;da, como tentar n&atilde;o ser ego&iacute;sta, por exemplo. Em vez de ir de um ego&iacute;smo inconsciente para um altru&iacute;smo consciente, o que precisamos fazer &eacute; ver a tolice do segundo est&aacute;gio, ou, se nos divertirmos e brincarmos nessa dimens&atilde;o, &eacute; no m&iacute;nimo enxergar que estamos procedendo dessa maneira. O que precisamos &eacute; ir para o terceiro est&aacute;gio, que &eacute;&#8230; qual?<\/p>\n<p>De in&iacute;cio, devemos desarticular os dois primeiros est&aacute;gios e conseguimos isso quando nos tornamos testemunha. Em vez de afirmar: &quot;Eu n&atilde;o deveria ser impaciente&quot;, observamo-nos sendo impacientes. Damos um passo atr&aacute;s e observamos. Vemos a verdade de nossa impaci&ecirc;ncia. A verdade, com certeza, n&atilde;o &eacute; uma imagem mental de n&oacute;s mesmos como pessoas agrad&aacute;veis e pacientes. Quando criamos essa imagem, apenas enterramos a irrita&ccedil;&atilde;o e a raiva, que mais tarde vir&atilde;o &agrave; superf&iacute;cie. Qual &eacute; a verdade de qualquer momento de aborrecimento ou de impaci&ecirc;ncia, ci&uacute;me, depress&atilde;o? Quando come&ccedil;amos a trabalhar desta forma, quer dizer, observando de fato nossas mentes, vemos que &eacute; t&atilde;o constante o desenrolar de imagens como em sonhos, a respeito de devermos ou n&atilde;o ser de uma determinada maneira, ou de outra pessoa que deveria ou n&atilde;o ser assim ou assado. Ou imagens de como fomos no passado e de como seremos no futuro, de como iremos dar um jeito nas coisas para que tudo se arrume como queremos.<\/p>\n<p>Ao darmos um passo atr&aacute;s e tornarmo-nos uma testemunha paciente e persistente, come&ccedil;amos a compreender que nenhum desses dois est&aacute;gios faz algum bem a n&oacute;s ou a outrem. S&oacute; ent&atilde;o podemos passar para o terceiro est&aacute;gio, sem que tenhamos sequer tentado. Isto significa que apenas vivenciamos a verdade de todo momento de impaci&ecirc;ncia, que vivenciamos o mero fato de estarmos nos sentindo impacientes. Quando estivermos podendo fazer isso, teremos sa&iacute;do do &acirc;mbito da dualidade que diz que existe um eu e um modo como devo ser; no terceiro est&aacute;gio, voltamos a ser quem somos e, quando nos vivenciamos dessa maneira, sendo os pensamentos a &uacute;nica coisa que est&aacute; mantendo a impaci&ecirc;ncia, esta come&ccedil;a a se resolver por si.<\/p>\n<p>Nossa pr&aacute;tica, portanto, refere-se a tornar consciente o medo, em vez de ficarmos correndo em c&iacute;rculos, dentro de nossa cela de medo, tentando faz&ecirc;-la ter melhor apar&ecirc;ncia, tentando nos sentir melhor. Todos os esfor&ccedil;os que fazemos na vida s&atilde;o tentativas de fuga: tentamos esquivar-nos ao sofrimento, &agrave; dor do que somos. At&eacute; o sentimento de culpa &eacute; escapismo. A verdade de qualquer momento &eacute; sempre ser apenas o que somos, que significa experimentar nossa indelicadeza, quando estamos sendo indelicados. N&atilde;o gostamos de agir assim. Gostamos de nos idealizar como pessoas delicadas, mas muitas vezes n&atilde;o o somos.<\/p>\n<p>Quando nos vivenciamos tais como somos, da morte desse ego, desse fenecimento, brotam flores. De uma &aacute;rvore fenecida brota uma flor \u2014 que linda frase de Sh&otilde;y&otilde; R&otilde;ku. Brota uma flor, n&atilde;o numa &aacute;rvore decorada, mas numa &aacute;rvore fenecida. Ao darmos um passo atr&aacute;s em rela&ccedil;&atilde;o a ideais e os investigamos como testemunha, voltamos ao que somos; essa &eacute; a intelig&ecirc;ncia da pr&oacute;pria vida.<\/p>\n<p>Como o processo que mencionamos se relaciona com a ilumina&ccedil;&atilde;o? Quando voltamos da irrealidade, porque a testemunhamos, vemo-la tal e qual ela &eacute;, ca&iacute;mos na realidade. Talvez, a princ&iacute;pio, s&oacute; a vejamos um segundo por vez, contudo ao longo do tempo essa porcentagem aumenta. Quando estivermos em condi&ccedil;&otilde;es de passar 90% do tempo com a vida, como ela estiver, veremos o que ela &eacute;. Somos a vida, ent&atilde;o. Quando somos qualquer coisa, sabemos o que &eacute;. Somos como o peixe esfor&ccedil;ado que passou a vida toda nadando de um professor a outro. Ele queria saber o que era o oceano. Alguns professores lhe disseram: &#8220;Bem, voc&ecirc; precisa se esfor&ccedil;ar bastante se quiser ser um bom peixe. A &aacute;rea que voc&ecirc; est&aacute; explorando &eacute; imensa. Voc&ecirc; precisa meditar por muitas horas, tem de se punir, e se esfor&ccedil;ar de verdade para ser um bom peixe&quot;. Mas um dia o peixe chegou a um mestre e perguntou-lhe: &quot;O que &eacute; o grande oceano? O que &eacute; o grande oceano?&quot;. O professor, ent&atilde;o, apenas riu.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prisioneiros do medo Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Todos conhecem a imagem do executivo importante que trabalha at&eacute; &agrave;s 22 h, atendendo o telefone, comendo um sandu&iacute;che apressado entre os compromissos. 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