{"id":5099,"date":"2018-06-13T13:07:26","date_gmt":"2018-06-13T15:07:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5099"},"modified":"2018-06-13T13:09:30","modified_gmt":"2018-06-13T15:09:30","slug":"religiao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/religiao\/","title":{"rendered":"Religi\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/religiao\/religiao-2\/\" rel=\"attachment wp-att-5102\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Religi\u00e3o.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"225\" class=\"alignleft size-full wp-image-5102\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Religi\u00e3o.jpg 225w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Religi\u00e3o-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Religi\u00e3o-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><br \/>\n<b>Religi&atilde;o<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sempre-zen\/\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>As pessoas que v&ecirc;m a um Centro Zen est&atilde;o em geral aborrecidas ou desiludidas em virtude de suas experi&ecirc;ncias religiosas passadas. O sentido original do termo &quot;religi&atilde;o&quot; e interessante: vem do latim religare que significa &quot;reatar, unir o homem e os deuses&quot;. Re quer dizer de novo, ligare &eacute; atar, ligar, unir.<\/p>\n<p>O que estamos unindo? Antes de mais nada, unimo-nos a n&oacute;s mesmos, porque mesmo em nosso &iacute;ntimo estamos separados, e unimo-nos aos outros; enfim, a todas as coisas, as sens&iacute;veis e as insens&iacute;veis. Unimos os outros a eles mesmos. Tudo que n&atilde;o estiver unido &eacute; nossa responsabilidade. Mas, a maior parte do tempo, nossa tarefa &eacute; nos unirmos a nossos companheiros, a nosso trabalho, a nossos parceiros, filhos e amigos; depois, &eacute; nos unirmos a Sri Lanka, ao M&eacute;xico, e a todas as coisas do mundo, ao universo.<\/p>\n<p>Isso parece uma beleza! No entanto, na realidade, n&atilde;o &eacute; sempre que vemos a vida assim. Qualquer pr&aacute;tica religiosa verdadeira consiste em retomar a vis&atilde;o do que j&aacute; existe: &eacute; enxergar a unidade fundamental de todas as coisas, &eacute; ver nossa verdadeira face. &Eacute; remover a barreira entre n&oacute;s, outrem e as coisas: &eacute; remover ou enxergar atrav&eacute;s da natureza dos obst&aacute;culos.<\/p>\n<p>As pessoas, em geral, costumam me perguntar: se essa unidade fundamental &eacute; o verdadeiro estado das coisas, por que quase nunca &eacute; vista? N&atilde;o &eacute; pela falta de informa&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas adequadas. Conhe&ccedil;o muitos f&iacute;sicos que t&ecirc;m o conhecimento intelectual, mas n&atilde;o vivem sua suposta percep&ccedil;&atilde;o das coisas em suas atividades di&aacute;rias.<\/p>\n<p>A causa principal desse obst&aacute;culo e a principal raz&atilde;o que nos leva a n&atilde;o ver o que j&aacute; existe, &eacute; nosso medo de ser ferido pelo que parece estar separado de n&oacute;s. &Eacute; mais do que sabido que nosso ser f&iacute;sico precisa efetivamente ser protegido ou n&atilde;o consegue funcionar. Por exemplo, se estamos fazendo um piquenique num trilho ferrovi&aacute;rio e uma locomotiva vem vindo, &eacute; uma excelente id&eacute;ia sair dali. &Eacute; necess&aacute;rio evitar e reparar danos f&iacute;sicos. Por&eacute;m existe uma enorme confus&atilde;o entre esse tipo de dano e outras ocorr&ecirc;ncias menos tang&iacute;veis, que parecem nos ferir. &quot;Meu amor me deixou, d&oacute;i ficar sozinha.&quot; &quot;Jamais vou conseguir um emprego.&quot; &quot;Os outros s&atilde;o t&atilde;o ruins!&quot; Consideramos todas essas circunst&acirc;ncias como fontes de dor. Costumamos sentir que fomos feridos pelas outras pessoas.<\/p>\n<p>Se olharmos para nosso passado, fazemos uma lista de pessoas e situa&ccedil;&otilde;es que nos magoaram. Todos t&ecirc;m a sua. Com base nessa longa lista de dores desenvolvemos uma vis&atilde;o de vida condicionada: aprendemos padr&otilde;es de evita&ccedil;&atilde;o, tecemos julgamentos e opini&otilde;es sobre tudo e todos que receamos possam nos magoar.<\/p>\n<p>Nossas capacidades inatas s&atilde;o postas em funcionamento para evita&ccedil;&otilde;es, para queixas de sermos vitimas, para tentativas de arranjarmos as coisas a fim de continuarmos mantendo o controle. A vida de verdade, a unidade fundamental, nos escapa. &Eacute; lament&aacute;vel, mas h&aacute; quem morra sem jamais ter vivido, porque ficou completamente obcecado com as tentativas de evitar ser magoado. De uma coisa podemos ter certeza: se fomos magoados, n&atilde;o queremos que isso nos ocorra de novo. E nossos mecanismos de evita&ccedil;&atilde;o s&atilde;o quase infind&aacute;veis.<\/p>\n<p>Todavia, em muitas tradi&ccedil;&otilde;es religiosas, em particular na tradi&ccedil;&atilde;o zen, h&aacute; muitas expectativas de se vivenciar o que &eacute; chamado de &quot;abertura&quot; ou experi&ecirc;ncias de ilumina&ccedil;&atilde;o. Essas experi&ecirc;ncias s&atilde;o muito variadas. Por&eacute;m, se forem genu&iacute;nas, iluminam nossa aten&ccedil;&atilde;o para aquilo que j&aacute; &eacute;, levam at&eacute; a&iacute; nossa aten&ccedil;&atilde;o. O que j&aacute; &eacute;, &eacute; a verdadeira natureza da vida, a unidade fundamental. O que encontrei, contudo, (e sei que muitos dentre voc&ecirc;s tamb&eacute;m) &eacute; que, em si, essas experi&ecirc;ncias s&atilde;o insuficientes. Podem ser &uacute;teis, mas se nos apegarmos e ficarmos dependentes delas, elas se tornam barreiras. Para algumas pessoas, elas n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o dif&iacute;ceis de acontecer. Somos variados nesse sentido e a varia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute;, tampouco, uma quest&atilde;o de virtude. Contudo, sem o empenho de um s&eacute;rio esfor&ccedil;o de unifica&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria vida, essas experi&ecirc;ncias n&atilde;o fazem muita diferen&ccedil;a. O que de fato conta &eacute; a pr&aacute;tica que temos de efetuar, a cada momento, com aquilo que parece nos magoar, nos amea&ccedil;ar ou nos desagradar, com nosso marido ou mulher, com qualquer pessoa. A menos que, em nossa pr&aacute;tica, tenhamos alcan&ccedil;ado um ponto em que reagimos muito pouco, uma experi&ecirc;ncia de ilumina&ccedil;&atilde;o &eacute; quase in&uacute;til.<\/p>\n<p>Se realmente desejarmos enxergar a unidade fundamental n&atilde;o s&oacute; de vez em quando, mas na maior parte do tempo \u2014 o que enfim &eacute; a pr&oacute;pria vida religiosa \u2014 ent&atilde;o nossa pr&aacute;tica elementar tem de construir o que Menzan Zenji (erudito e mestre do zen Soto) chama de &quot;barreira da emo&ccedil;&atilde;o~pensamento . Ele quer dizer que, quando alguma coisa parece nos amea&ccedil;ar, reagimos. No mesmo instante em que reagimos, ergue-se uma barreira e nossa vis&atilde;o fica obscurecida. Uma vez que quase todos n&oacute;s reagimos em m&eacute;dia, uma vez a cada cinco minutos, fica &oacute;bvio que a maior parte do tempo a vida nos est&aacute; oculta por tr&aacute;s dessa barreira. Ficamos presos no interior de n&oacute;s mesmos, ficamos presos dentro dos confinados limites dessa barreira.<br \/>\nNossa pr&aacute;tica elementar &eacute; com essa barreira. Sem essa pr&aacute;tica, sem o entendimento dos dentro e fora das barreiras que erguemos \u2014 o que em si n&atilde;o &eacute; absolutamente f&aacute;cil \u2014 permanecemos escravizados e separados. Pode ser que enxerguemos nossa verdadeira face de vez em quando, mas ainda assim pensaremos que &eacute; imposs&iacute;vel sermos n&oacute;s mesmos, a cada momento. Em outras palavras: a vida religiosa n&atilde;o ter&aacute; sido realizada e a humanidade e os deuses permanecer&atilde;o separados. Existe eu e existe a vida, do lado de l&aacute;, que considero amea&ccedil;adora; e essas dimens&otilde;es n&atilde;o se re&uacute;nem.<br \/>\nEssa barreira da emo&ccedil;&atilde;o-pensamento costuma assumir a forma de uma hesita&ccedil;&atilde;o entre dois p&oacute;los. Um &eacute; o da conformidade: o sacrif&iacute;cio aos deuses, o sacrif&iacute;cio de n&oacute;s mesmos, agradar a vida e os outros, ser bom, tentar ser uma pessoa ideal, asfixiar o que &eacute; verdadeiro para n&oacute;s a cada momento. Essa &eacute; a pessoa que tenta ser boa, que tenta se empenhar com sua pr&aacute;tica, que tenta obter a ilumina&ccedil;&atilde;o, que tenta, tenta e tenta. Esses esfor&ccedil;os s&atilde;o extremamente comuns, em especial nos c&iacute;rculos de alunos do zen. Mas se praticarmos com intelig&ecirc;ncia, come&ccedil;aremos a perceber o estilo conformista em que nos afundamos e depois sentiremos o &iacute;mpeto de ir at&eacute; o extremo oposto, adotando outro tipo de escravid&atilde;o: a rebeldia ou o inconformismo. E quando as pessoas insistem: &quot;Ningu&eacute;m vai me dizer o que fazer! Preciso de meu pr&oacute;prio espa&ccedil;o e quero que todo mundo fique fora dele!&quot;. Nesta fase julgamos os outros com muita brutalidade e formulamos opini&otilde;es negativas. Em vez de vermo-nos como inferiores e dependentes, vemo-nos como superiores e independentes. Esses estados (de conformismo e inconformismo) fluem um para outro em quest&atilde;o de instantes. Nos primeiros anos de pr&aacute;tica, a maioria das pessoas sai de um primeiro est&aacute;gio para cair em cheio no segundo. Nessa altura, parece que a vida ficou muito pior, em vez de melhorar: &quot;Onde est&aacute; aquela bela pessoa que eu costumava conhecer?&quot;. No entanto, os dois estados s&atilde;o de escravid&atilde;o, porque ainda estamos reagindo &agrave; vida. Ou nos conformamos a ela ou nos revoltamos contra ela. As pessoas e os deuses continuam separados.<\/p>\n<p>Todos n&oacute;s oscilamos entre os dois est&aacute;gios. Certo dia da semana passada, resolvi, &agrave;s 9 h, que ia responder uma carta, uma carta dif&iacute;cil que eu n&atilde;o queria escrever. As 15 h dei-me conta de que ainda n&atilde;o havia redigido a resposta. Eu tinha encontrado quinze coisas para fazer entre 9 h e 15 h, que n&atilde;o me haviam permitido respond&ecirc;-la. Minha rea&ccedil;&atilde;o inicial foi: &quot;Preciso responder aquela carta&quot;. Isso &eacute; conformismo. &quot;&Eacute; necess&aacute;rio que eu o fa&ccedil;a. Devo faz&ecirc;-lo&quot;. A segunda rea&ccedil;&atilde;o foi: &quot;Voc&ecirc; n&atilde;o vai me for&ccedil;ar. Eu n&atilde;o tenho de fazer nada. Posso muito bem deixar essa carta, mofando na mesinha&quot;. Por&eacute;m, no instante em que o observador enxergar os dois estados, o que acontece? Quando observei os dois tipos de pensamento, sentei-me e respondi a carta.<\/p>\n<p>Qual &eacute; a resolu&ccedil;&atilde;o? O que resolve essa batalha incessante em nosso &iacute;ntimo? O que nos faz reunir aos deuses novamente? At&eacute; que tenhamos compreendido esse enigma, estamos presos em suas malhas. A primeira coisa a ser vista &eacute; o que estamos fazendo. Quando sentarmos isso se revelar&aacute; por si. Primeiro teremos um pensamento &quot;devo fazer isso&quot;. Se continuarmos sentados mais um pouco, vir&aacute; o segundo pensamento &quot;mas eu n&atilde;o quero&quot;. Come&ccedil;amos a observar que oscilamos entre esses pensamentos, como um balan&ccedil;o.<\/p>\n<p>Em todo esse processo infind&aacute;vel de ida-e-volta, n&atilde;o h&aacute; sen&atilde;o separa&ccedil;&otilde;es. Como resolver a situa&ccedil;&atilde;o? Resolvemos vivenciando o que n&atilde;o queremos vivenciar. Precisamos experimentar n&atilde;o-verbalmente a sensa&ccedil;&atilde;o de inc&ocirc;modo, de desconforto, a raiva, o medo, tudo que est&aacute; por tr&aacute;s da pr&aacute;tica de sentar, por tr&aacute;s da oscila&ccedil;&atilde;o entre um p&oacute;lo e outro. Esse &eacute; o verdadeiro zazen, a verdadeira ora&ccedil;&atilde;o, a verdadeira pr&aacute;tica religiosa. Com o tempo, a raiva (assim como a experi&ecirc;ncia f&iacute;sica) come&ccedil;ar&aacute; a se modificar. Se estivermos de fato aborrecidos, a mudan&ccedil;a pode levar semanas ou meses. Mas se nos entregarmos &agrave;s viv&ecirc;ncias, se &quot;abra&ccedil;armos o tigre&quot;, ela sempre mudar&aacute;, porque quando a estamos vivenciando em si, n&atilde;o h&aacute; mais sujeito nem objeto e, nesse estado de indeferencia&ccedil;&atilde;o, desaparece a barreira imposta pelas emo&ccedil;&otilde;es-pensamentos e, pela primeira vez, conseguiremos enxergar com clareza. Quando conseguimos ver, sabemos o que fazer. Nosso ato ser&aacute; amoroso e compassivo. A vida religiosa pode ser vivida.<\/p>\n<p>Enquanto n&atilde;o nos sentirmos abertos e amorosos, nossa pr&aacute;tica est&aacute; bem ali, esperando por n&oacute;s. Uma vez que na maior parte do tempo n&atilde;o nos sentimos abertos e amorosos, devemos praticar de modo meticuloso o tempo todo. Essa &eacute; a vida religiosa: essa e a religi&atilde;o&quot;, embora n&atilde;o precisemos usar essa palavra. Trata-se da reconcilia&ccedil;&atilde;o das pessoas e de suas no&ccedil;&otilde;es separatistas; trata-se da reconcilia&ccedil;&atilde;o de nossos pontos de vista a respeito de como as coisas deveriam ser, como as pessoas deveriam se comportar, trata-se da reconcilia&ccedil;&atilde;o de nossos receios. A reconcilia&ccedil;&atilde;o de tudo que &eacute; a experi&ecirc;ncia \u2014 do qu&ecirc;? de Deus? Daquilo que simplesmente &eacute;. A vida religiosa &eacute; um processo incessante de reconcilia&ccedil;&atilde;o, de um segundo a outro.<\/p>\n<p>Cada vez que atravessamos essa barreira, algo muda dentro de n&oacute;s. Com o tempo, vamos ficando cada vez menos separados. Isso, por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; f&aacute;cil, porque desejamos ficar dependentes daquilo que nos &eacute; familiar: estarmos separados, sermos superiores ou inferiores, sermos &quot;algu&eacute;m&quot; diante do mundo. Um dos aspectos distintivos de uma pr&aacute;tica s&eacute;ria &eacute; o estado de alerta e de reconhecimento para os momentos de separa&ccedil;&atilde;o. No exato instante que tivermos mesmo que seja uma fugaz no&ccedil;&atilde;o de estar julgando outra pessoa, a luz vermelha da pr&aacute;tica se acende e podemos perceb&ecirc;-la.<\/p>\n<p>Todos cometemos a&ccedil;&otilde;es prejudiciais de que n&atilde;o temos consci&ecirc;ncia de estar praticando. Mas, quanto mais praticarmos, mais veremos o que antes nos era imposs&iacute;vel enxergar. Isso n&atilde;o &eacute; o mesmo que dizer que chegar&aacute; o momento em que veremos tudo. Sempre haver&aacute; algo que n&atilde;o conseguiremos ver. Isso n&atilde;o &eacute; nem bom, nem mau; &eacute; apenas a natureza das coisas.<\/p>\n<p>Sendo assim, a pr&aacute;tica n&atilde;o &eacute; s&oacute; vir aos sesshins ou praticar zazen todo dia de manh&atilde;. Isso &eacute; muito importante, contudo n&atilde;o basta. A for&ccedil;a de nossa pr&aacute;tica, a capacidade de a comunicarmos a outros, est&aacute; em sermos nos mesmos. N&atilde;o precisamos tentar ensinar os outros. N&atilde;o precisamos dizer nada. Se nossa pr&aacute;tica &eacute; forte, ficar&aacute; evidente o tempo todo. N&atilde;o temos de falar sobre dharma; dharma &eacute; simplesmente o que somos.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Religi&atilde;o Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; As pessoas que v&ecirc;m a um Centro Zen est&atilde;o em geral aborrecidas ou desiludidas em virtude de suas experi&ecirc;ncias religiosas passadas. 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