{"id":5131,"date":"2018-06-14T10:48:42","date_gmt":"2018-06-14T12:48:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5131"},"modified":"2018-06-14T10:51:43","modified_gmt":"2018-06-14T12:51:43","slug":"seja-feita-a-vossa-vontade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/seja-feita-a-vossa-vontade\/","title":{"rendered":"Seja feita a vossa vontade"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/seja-feita-a-vossa-vontade\/seja-feita-a-vossa-vontade-2\/\" rel=\"attachment wp-att-5133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Seja-feita-a-vossa-vontade-300x289.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"289\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5133\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Seja-feita-a-vossa-vontade-300x289.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Seja-feita-a-vossa-vontade-768x740.jpg 768w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Seja-feita-a-vossa-vontade-311x300.jpg 311w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/Seja-feita-a-vossa-vontade.jpg 900w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<b>Seja feita a vossa vontade<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sempre-zen\/\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>Muitos aqui assistiram esta semana a um document&aacute;rio de televis&atilde;o sobre a vida e a obra de Madre Teresa. H&aacute; quem a chame de santa. Duvido que esse t&iacute;tulo signifique alguma coisa para ela; mas o que considerei mais extraordin&aacute;rio foi que ela apenas ficava fazendo a pr&oacute;xima coisa, a pr&oacute;xima coisa, a pr&oacute;xima coisa, totalmente absorta em cada tarefa. &Eacute; o que precisamos aprender. Sua vida &eacute; seu trabalho, &eacute; fazer cada tarefa com uma entrega irrestrita, um momento ap&oacute;s o outro.<\/p>\n<p>N&oacute;s, americanos sofisticados, temos dificuldade para compreender tal modo de vida; &eacute; muito dif&iacute;cil e, no entanto, &eacute; nossa pr&aacute;tica. N&atilde;o a minha, mas a Vossa vontade seja feita. Isto n&atilde;o significa que Vossa seja outra coisa que n&atilde;o eu mesmo, contudo &eacute; o outro no seguinte sentido: minha vida &eacute; uma forma particular, no tempo e no espa&ccedil;o, por&eacute;m, a Vossa Vontade n&atilde;o &eacute; tempo nem espa&ccedil;o e, sim, seu funcionamento; o crescimento de uma unha, a purifica&ccedil;&atilde;o que o f&iacute;gado realiza, a explos&atilde;o de uma estrela \u2014 a agonia e o &ecirc;xtase do universo. O Mestre.<\/p>\n<p>Um dos problemas inerentes a algumas pr&aacute;ticas religiosas &eacute; a tentativa prematura de seus adeptos de levarem uma vida na qual &quot;seja feita a Vossa vontade&quot;, antes de terem chegado a uma compreens&atilde;o das suas implica&ccedil;&otilde;es. Antes, que eu possa entender a Vossa Vontade, devo come&ccedil;ar enxergando a ilus&atilde;o da minha vontade. Preciso saber com a m&aacute;xima clareza poss&iacute;vel que minha vida consiste em &quot;eu quero&quot;, e outro &quot;eu quero&quot; e mais &quot;eu quero ainda, O que eu quero? Quase tudo: &agrave;s vezes, coisas triviais, em outras, coisas espirituais&quot; e (mais comumente) desejo que voc&ecirc; seja do jeito que eu imagino que voc&ecirc; deveria ser.<\/p>\n<p>Surgem dificuldades na vida porque eu quero algo que, mais cedo ou mais tarde, colidir&aacute; com o que voc&ecirc; quer. &Eacute; inevit&aacute;vel que se sigam dores e sofrimentos. Quando observamos Madre Teresa, &eacute; &oacute;bvio que, onde n&atilde;o existe eu quero, existe alegria a alegria de fazer o que tem de ser feito, sem qualquer pensamento eu quero.<\/p>\n<p>Um aspecto que ela assinala &eacute; a diferen&ccedil;a entre o trabalho que a pessoa faz e sua voca&ccedil;&atilde;o. Todos n&oacute;s temos um trabalho, como m&eacute;dicos, advogados, alunos, construtores, encanadores, mas essas ocupa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o nossa voca&ccedil;&atilde;o. Por qu&ecirc;? O dicion&aacute;rio revela que &quot;voca&ccedil;&atilde;o&quot; deriva do latim vocatio, convocar, chamar. Todos n&oacute;s (independente de termos consci&ecirc;ncia ou n&atilde;o) somos chamados ou convocados por nosso Verdadeiro Eu (Vossa Vontade); n&atilde;o estar&iacute;amos num centro Zen se n&atilde;o existisse alguma coisa se mexendo em nosso &iacute;ntimo. A vida de Madre Teresa n&atilde;o &eacute; servir aos pobres, mas corresponder ao chamado, &agrave; convoca&ccedil;&atilde;o. Seu trabalho n&atilde;o &eacute; servir aos pobres; essa e sua voca&ccedil;&atilde;o. Ensinar n&atilde;o &eacute; meu trabalho, &eacute; minha voca&ccedil;&atilde;o, O mesmo vale para voc&ecirc;s.<\/p>\n<p>Na realidade, nosso trabalho e nossa voca&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a mesma coisa. O casamento, por exemplo, implica muitos tipos de trabalho (ter dinheiro, cuidar de filhos e de uma casa, servir a o parceiro e &agrave; comunidade), por&eacute;m a voca&ccedil;&atilde;o do casamento permanece como o Mestre. &Eacute; nosso verdadeiro eu, nosso chamado, somos n&oacute;s nos convocando. Quando tivermos clareza quanto a quem &eacute; o Mestre, o trabalho fluir&aacute; com facilidade. Se n&atilde;o tivermos clareza, nosso trabalho sair&aacute; imperfeito, nossas rela&ccedil;&otilde;es ficar&atilde;o defeituosas, toda situa&ccedil;&atilde;o da qual participamos ficar&aacute; complicada.<\/p>\n<p>Vamos todos adiante, esfuziantes, fazendo nosso trabalho, mas pode ser que estejamos cegos para qual seja nossa voca&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o, como nos tornarmos menos cegos, como reconhecermos nossa voca&ccedil;&atilde;o, nosso Mestre? Como entender &quot;Seja feita a Vossa vontade&quot;?<\/p>\n<p>S&atilde;o necess&aacute;rios dois est&aacute;gios de pr&aacute;tica (e hesitamos entre ambos). O primeiro consiste em reconhecer com honestidade que eu n&atilde;o quero fazer a Vossa vontade, que ali&aacute;s, deixa para l&aacute;, n&atilde;o tenho o menor interesse em execut&aacute;-la. Desejo fazer s&oacute; o que eu quero praticamente o tempo todo; desejo conseguir s&oacute; o que eu quero; n&atilde;o quero nada que me seja desagrad&aacute;vel; quero sucesso, prazer, sa&uacute;de e mais nada. Esse senso do eu quero est&aacute; presente em cada c&eacute;lula de nosso corpo e nos &eacute; imposs&iacute;vel conceber uma vida sem isso.<\/p>\n<p>No entanto, ao praticarmos o sentar com paci&ecirc;ncia, ao longo dos anos, com tanta clareza, presen&ccedil;a e consci&ecirc;ncia poss&iacute;vel, estar&aacute; se consolidando um segundo est&aacute;gio: vai crescendo em nossas c&eacute;lulas o conhecimento de quem na realidade somos e, ao mesmo tempo, nossas cren&ccedil;as conceituais (as minhas) aos poucos enfraquecem. Algumas pessoas gostam de considerar a pr&aacute;tica zen como uma realidade esot&eacute;rica, afastada, em separado. O que ela absolutamente n&atilde;o &eacute;. Devagar, uma lenta modifica&ccedil;&atilde;o no n&iacute;vel celular vai nos ensinando que &eacute; outra coisa, conforme o tempo passa. Sem que precisemos nos ater a pondera&ccedil;&otilde;es filos&oacute;ficas, come&ccedil;amos a ver quem &eacute; o Mestre. Cada vez mais a Vossa vontade e a minha vontade se tornam una.<\/p>\n<p>N&atilde;o tenho pena de Madre Teresa. Ela faz aquilo que lhe d&aacute; as maiores alegrias. Tenho pena de todos n&oacute;s que estamos encurralados e cegos numa vida na qual minhas vontades sejam feitas, paralisados pela ansiedade e pela inquieta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Todas as vidas cont&ecirc;m problemas: ou ser&aacute; que nos s&atilde;o oferecidas oportunidades? Somente quando tivermos aprendido como praticar e pudermos escolher n&atilde;o nos furtar &agrave;s nossas oportunidades, e sim sentarmos com nossa raiva, resist&ecirc;ncia, dores e decep&ccedil;&otilde;es, &eacute; que poderemos enxergar o outro lado. O outro lado n&atilde;o &eacute; sempre a minha, mas seja feita a Vossa vontade, a vida que na verdade desejamos.<\/p>\n<p>O&#9;que &eacute; necess&aacute;rio. Uma vida inteira de pr&aacute;tica.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seja feita a vossa vontade Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; Muitos aqui assistiram esta semana a um document&aacute;rio de televis&atilde;o sobre a vida e a obra de Madre Teresa. H&aacute; quem a chame de santa. Duvido &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/seja-feita-a-vossa-vontade\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5133,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,40],"tags":[70],"class_list":["post-5131","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-joko","category-zen","tag-pratica-zen"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5131"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5131\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5135,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5131\/revisions\/5135"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5133"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}