{"id":5143,"date":"2018-06-14T11:08:56","date_gmt":"2018-06-14T13:08:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5143"},"modified":"2020-06-10T14:15:33","modified_gmt":"2020-06-10T16:15:33","slug":"a-parabola-de-mushin","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-parabola-de-mushin\/","title":{"rendered":"A par\u00e1bola de Mushin"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/A-par\u00e1bola-de-Mushin.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/A-par\u00e1bola-de-Mushin-300x154.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"154\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5891\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/A-par\u00e1bola-de-Mushin-300x154.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/A-par\u00e1bola-de-Mushin-500x257.jpg 500w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/A-par\u00e1bola-de-Mushin.jpg 512w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\">Charlotte Joko Beck<\/a>,<br \/>\nextra\u00eddo do livro&#8221;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sempre-zen\/\">Sempre Zen<\/a>&#8220;<\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>H&aacute; muito tempo, numa cidade chamada Esperan&ccedil;a, vivia um rapaz chamado Joe. Ele estava muito dedicado ao estudo do dharma e, por isso, tinha um nome budista: Mushin.<\/p>\n<p>Sua vida era igual &agrave; de todo mundo. Ia para o trabalho e tinha uma boa esposa; mas, apesar de seu interesse pelo dharma, era mach&atilde;o, sabido, amargo. Ali&aacute;s, era tanto desse jeito que um dia, depois de ter criado toda esp&eacute;cie de confus&atilde;o no trabalho, seu patr&atilde;o lhe disse: &quot;Basta, Joe. Voc&ecirc; est&aacute; despedido!&quot;. Assim Joe saiu. Desempregado. Quando chegou em casa, encontrou uma carta da esposa na qual dizia: &quot;Para mim chega, Joe. Fui embora. Foi desta maneira que ele ficou com o apartamento, consigo mesmo, e nada mais.<\/p>\n<p>Mas Joe, Mushin, n&atilde;o era algu&eacute;m que desistia com facilidade. Jurou que embora n&atilde;o tivesse emprego nem esposa iria conseguir aquilo que realmente importava: a ilumina&ccedil;&atilde;o. Foi at&eacute; a livraria mais pr&oacute;xima. Procurou nas edi&ccedil;&otilde;es mais atualizadas como chegar &agrave; ilumina&ccedil;&atilde;o. Encontrou um livro que lhe chamou a aten&ccedil;&atilde;o em particular. Chamava-se How to catch the train ofenlightenment (Como pegar o trem da ilumina&ccedil;&atilde;o). Comprou-o e come&ccedil;ou a l&ecirc;-lo com muito cuidado. Depois de t&ecirc;-lo estudado at&eacute; o fim, foi para casa e abriu m&atilde;o do apartamento, colocou todos os seus pertences seculares numa mochila e dirigiu-se &agrave; esta&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria nos limites da cidade. O livro dizia que se a pessoa seguisse todas as instru&ccedil;&otilde;es \u2014 fa&ccedil;a isso, fa&ccedil;o aquilo \u2014 o trem chegaria e ela conseguiria peg&aacute;-lo. Ele pensou: &quot;Fant&aacute;stico!&quot;.<\/p>\n<p>Joe foi at&eacute; a esta&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria, que era um local deserto, leu o livro mais uma vez, decorando as instru&ccedil;&otilde;es, e acomodou-se para esperar. Esperou muito tempo. Por dois, tr&ecirc;s, quatro dias, esperou a chegada do Trem da Ilumina&ccedil;&atilde;o porque o livro dizia que viria com certeza. Ele tinha uma f&eacute; imensa no livro. Quando, no quarto dia, ouviu aquele enorme rumor &agrave; dist&acirc;ncia, aquele resfolegar imenso. Sabia que devia ser o Trem. Ent&atilde;o se aprontou. Ficou t&atilde;o excitado porque o Trem estava vindo, que mal conseguia acreditar&#8230; e&#8230; uuush&#8230; o Trem passou direto! Foi t&atilde;o r&aacute;pido que n&atilde;o passou de uma mancha. O que tinha acontecido? Ele n&atilde;o tinha conseguido peg&aacute;-lo!<\/p>\n<p>Joe ficou admirado, mas n&atilde;o desanimou. Pegou de novo o livro e estudou mais alguns outros exerc&iacute;cios; trabalhou bastante enquanto sentava-se na plataforma, entregando tudo que tinha &agrave;quela decis&atilde;o. Cerca de tr&ecirc;s ou quatro dias depois ouviu de novo o imenso barulho ao longe e, desta vez, estava seguro de apanhar o Trem. De repente, l&aacute; estava ele&#8230; uusshh&#8230; passando sem parar. Bem, o que fazer? E evidente que havia um Trem, n&atilde;o era o caso de n&atilde;o existir. Ele sabia disso, por&eacute;m n&atilde;o conseguiu apanh&aacute;-lo. Ent&atilde;o, estudou e tentou cada vez mais, trabalhou sem parar e toda vez acontecia a mesma coisa.<\/p>\n<p>Com o tempo, outras pessoas tamb&eacute;m foram &agrave; livraria e compraram o livro. Ent&atilde;o, Joe come&ccedil;ou a ter companhia. Primeiro eram umas quatro ou cinco pessoas, esperando pelo Trem, e logo depois reuniram-se trinta ou quarenta. A excita&ccedil;&atilde;o era imensa! Ali estava a Resposta, vindo sem sombra de d&uacute;vida. Todos podiam ouvir o barulho que o Trem fazia ao passar e, apesar de ningu&eacute;m jamais conseguir subir nele, havia uma grande f&eacute; de que algum dia, de algum jeito, um deles finalmente o apanharia. Se ao menos uma s&oacute; pessoa conseguisse peg&aacute;-lo, serviria de inspira&ccedil;&atilde;o para as demais. Assim, foi aumentando a pequena multid&atilde;o e a excita&ccedil;&atilde;o era maravilhosa.<\/p>\n<p>Com o tempo, por&eacute;m, Mushin observou que algumas daquelas pessoas traziam seus filhos pequenos. E ficavam t&atilde;o absortas procurando pelo Trem que, quando as crian&ccedil;as queriam a aten&ccedil;&atilde;o de seus pais, estes lhes diziam: &quot;N&atilde;o incomodem, v&atilde;o brincar!&quot;. Aquelas criancinhas estavam realmente sendo negligenciadas. Mushin, que afinal de contas n&atilde;o era um sujeito t&atilde;o ruim assim, come&ccedil;ou a ponderar: &quot;E, cara, eu bem que gostaria de esperar o Trem, mas algu&eacute;m tem de tomar conta dessas crian&ccedil;as&quot;. Por isso, come&ccedil;ou a dedicar um certo tempo a elas. Olhou em sua mochila e tirou de l&aacute; nozes, passas e barras de chocolate e distribuiu tudo entre a garotada. Algumas estavam mesmo esfomeadas. Os pais que estavam esperando pelo Trem n&atilde;o pareciam sentir fome, mas seus filhos sentiam, e estavam com os joelhos esfolados. Ent&atilde;o, Mushin encontrou uns curativos na mochila, cuidou dos arranh&otilde;es, e depois leu para eles hist&oacute;rias dos livrinhos que tinham.<\/p>\n<p>Come&ccedil;ou a acontecer que, embora ele ainda desse uma certa aten&ccedil;&atilde;o para o Trem, as crian&ccedil;as passaram a ser sua principal preocupa&ccedil;&atilde;o. Havia um n&uacute;mero cada vez maior delas. Em poucos meses havia adolescentes tamb&eacute;m e com a chegada deles acumulou-se muita energia e vigor. Mushin ent&atilde;o organizou os adolescentes e criou um time de beisebol atr&aacute;s da esta&ccedil;&atilde;o. Come&ccedil;ou a cultivar um jardim para mant&ecirc;-los ocupados, e chegou a incentivar algumas das crian&ccedil;as mais ordeiras a ajud&aacute;-lo. Antes que percebesse, ele tinha um grande empreendimento em andamento. Tinha cada vez menos tempo para o Trem e estava com raiva disso. O que era importante estava acontecendo com os adultos que esperavam pelo Trem, contudo ele tinha de tomar contar de tudo aquilo com os garotos e assim sua raiva e amargura estavam fervilhando. Por&eacute;m, independente disso, sabia que tinha de cuidar das crian&ccedil;as e tomava conta delas.<\/p>\n<p>O tempo passava, e centenas e milhares de observadores do Trem chegavam com seus filhos e parentes. Mushin estava t&atilde;o atolado com as necessidades das pessoas que teve de aumentar as instala&ccedil;&otilde;es da esta&ccedil;&atilde;o. Providenciou mais alojamentos para dormir; teve de construir um correio e escolas, e estava sempre ocupado, mas sua raiva e seu ressentimento tamb&eacute;m estavam bem ali. &quot;Sabe, s&oacute; estou interessado na ilumina&ccedil;&atilde;o. Aquelas outras pessoas todas est&atilde;o esperando o Trem e o que eu estou de fato fazendo?&quot; Entretanto, continuava tomando conta de tudo.<\/p>\n<p>Ent&atilde;o, certo dia, lembrou-se de que embora tivesse dado a maioria dos livros que tinha em seu apartamento, por algum motivo, tinha guardado um pequeno volume. Pegou-o de dentro da mochila. O livro era How to do zazen (Como fazer zazen). Agora Joe tinha um novo conjunto de instru&ccedil;&otilde;es para estudar, e essas n&atilde;o pareciam t&atilde;o ruins. Acomodou-se para aprender como fazer zazen. Bem cedo de manh&atilde;, antes que os outros se levantassem, ele se sentava em uma almofada para praticar um pouco. Com o passar do tempo, aquele programa fren&eacute;tico e exigente de trabalho em que inadvertidamente se envolvera n&atilde;o lhe parecia mais t&atilde;o opressor. Come&ccedil;ou a pensar que talvez existisse alguma liga&ccedil;&atilde;o entre este zazen, este sentar, e a paz que estava come&ccedil;ando a sentir. Uns poucos na esta&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m come&ccedil;avam a ficar desencorajados com o Trem que n&atilde;o conseguiam apanhar, e come&ccedil;aram a se sentar com Joe. O grupo fazia zazen todas as manh&atilde;s e, ao mesmo tempo, a empresa da espera-do-Trem continuava em expans&atilde;o. Na pr&oacute;xima esta&ccedil;&atilde;o, logo mais abaixo na linha, havia uma col&ocirc;nia inteiramente nova de aguardadores do Trem. Os mesmos problemas de sempre j&aacute; estavam aparecendo ali, por isso seu grupo ia at&eacute; l&aacute; de vez em quando para ajudar a solucionar as dificuldades. Chegou mesmo a ser constru&iacute;da uma terceira esta&ccedil;&atilde;o&#8230; um trabalho infind&aacute;vel.<\/p>\n<p>Estavam todos trabalhando muito mesmo. De manh&atilde; &agrave; noite alimentavam as crian&ccedil;as, faziam servi&ccedil;os de carpintaria, administravam o correio,, instalavam uma nova cl&iacute;nica pequena, tudo que uma comunidade precisa para funcionar e sobreviver. Nesse tempo todo eles n&atilde;o estavam conseguindo esperar pelo Trem. As coisas apenas se mantinham em andamento. Eles conseguiam ouvir o barulh&atilde;o e ainda restava um pouco de ci&uacute;me e de amargura. Contudo, apesar disso, eram for&ccedil;ados a admitir, n&atilde;o era mais o mesmo. Estava ali, mas tamb&eacute;m n&atilde;o estava. O ponto de muta&ccedil;&atilde;o para Mushin ocorreu quando tentou fazer uma coisa que seu livrinho descrevia como sesshin. Reuniu-se com seu grupo, num canto da esta&ccedil;&atilde;o ferrovi&aacute;ria, criaram um espa&ccedil;o em separado e durante quatro ou cinco dias praticavam intensamente o zazen. De vez em quando ouviam o trovejar do Trem &agrave; dist&acirc;ncia, mas ignoravam-no e continuavam sentados. Apresentaram essa dif&iacute;cil pr&aacute;tica tamb&eacute;m nas demais esta&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Mushin estava agora com cinq&uuml;enta e poucos anos. Demonstrava o efeito do tempo de tens&atilde;o e de trabalho. Estava ficando arcado e cansado. Mas, nesse momento, n&atilde;o se preocupava mais com as coisas da mesma maneira que antes. Esquecera-se das grandes quest&otilde;es filos&oacute;ficas que costumavam apreend&ecirc;-lo: &quot;Existo de fato?&quot;; &quot;A vida &eacute; real?&quot;; &quot;A vida &eacute; um sonho?&quot;. Estava t&atilde;o ocupado sentado e trabalhando que tudo o mais se esvanecia, exceto o que precisava ser feito a cada dia. A amargura desapareceu. As grandes quest&otilde;es desapareceram. Finalmente, n&atilde;o havia mais nada para ele, exceto o que tinha de ser feito. No entanto, Mushin n&atilde;o sentia mais que era o que tinha de ser feito; apenas o fazia.<\/p>\n<p>Havia, por essa &eacute;poca, uma comunidade imensa de pessoas nas esta&ccedil;&otilde;es ferrovi&aacute;rias, trabalhando, vindo com seus filhos, al&eacute;m dos que estavam esperando pelo Trem. Algumas destas voltavam aos poucos para a comunidade, enquanto outras iam chegando. Mushin por fim come&ccedil;ou a amar as pessoas que tamb&eacute;m estavam esperando pelo Trem. Ele as servia e as ajudava a esperar. Isso prosseguiu por muitos anos. Mushin foi ficando cada vez mais velho e cansado. As quest&otilde;es que tinha foram acabando at&eacute; n&atilde;o restar mais nenhuma. Havia apenas Mushin e sua vida, fazendo a cada segundo o que precisava ser feito.<\/p>\n<p>Certa noite, por uma raz&atilde;o ou outra, Mushin pensou: &quot;Vou ficar sentado a noite toda. N&atilde;o sei por que desejo fazer isso. Vou apenas faz&ecirc;-lo&quot;. Para ele, o sentar n&atilde;o era mais uma quest&atilde;o de ir em busca de alguma coisa, de tentar melhorar, de tentar ser santo. Todas aquelas id&eacute;ias j&aacute; se desfizeram h&aacute; muitos anos. Para ele, n&atilde;o havia mais nada, exceto sentar: ouvir uns poucos carros passando ao longe. Sentir o ar frio noturno. Apreciar as mudan&ccedil;as que se processavam em seu corpo. Mushin sentou .a noite inteira e, com o raiar do dia, ouviu o ru&iacute;do do Trem. Ent&atilde;o, muito devagar, este acabou parando exatamente em sua frente. Foi quando percebeu que desde o in&iacute;cio tinha estado no Trem. Ali&aacute;s, ele era o pr&oacute;prio Trem. N&atilde;o havia necessidade de peg&aacute;-lo. Nada a compreender. Lugar algum aonde ir. Apenas a totalidade da pr&oacute;pria vida. Todas as antigas quest&otilde;es que n&atilde;o eram quest&otilde;es se respondiam por si. Finalmente, o Trem evaporou e havia apenas um velho sentado noite afora.<\/p>\n<p>Mushin espregui&ccedil;ou-se e levantou-se da almofada. Saiu para preparar o caf&eacute; que compartilharia com quem estava chegando para trabalhar. A &uacute;ltima vez em que o viram foi na carpintaria com alguns dos meninos mais velhos, construindo um balan&ccedil;o para o parquinho. Essa &eacute; a hist&oacute;ria de Mushin. O que Mushin descobriu? Deixarei que voc&ecirc;s mesmos respondam.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Charlotte Joko Beck, extra\u00eddo do livro&#8221;Sempre Zen&#8220; H&aacute; muito tempo, numa cidade chamada Esperan&ccedil;a, vivia um rapaz chamado Joe. Ele estava muito dedicado ao estudo do dharma e, por isso, tinha um nome budista: Mushin. 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