{"id":5216,"date":"2018-06-14T23:51:45","date_gmt":"2018-06-15T01:51:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5216"},"modified":"2018-06-14T23:52:45","modified_gmt":"2018-06-15T01:52:45","slug":"imagens","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/imagens\/","title":{"rendered":"Imagens"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\"><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><\/p>\n<table>\n<tr>\n<td><a href=\"#a\">Portugu\u00eas 1<\/a><\/td>\n<td><a href=\"#b\">Portugu\u00eas 2<\/a><\/td>\n<td><a href=\"#c\">Ingl\u00eas<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p><a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=5215\" rel=\"attachment wp-att-5215\" class=\"broken_link\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/imagens-300x125.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"125\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5215\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/imagens-300x125.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/imagens.jpg 347w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<b><a name=\"a\">IMAGENS<\/a><\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b><i>de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/charlotte-joko-beck\/\"><b>Charlotte Joko Beck <\/b><\/a><br \/>\nPalestra do Darma<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas de<br \/>\nTenzin Nandrol<\/i><\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>Quase todas as religi&otilde;es tratam de imagens e de como as &#8220;sustentamos&#8221;. &#8220;N&atilde;o ter&aacute;s outros deuses al&eacute;m de mim&#8221;, comentou Yasutani Roshi, dirigindo-se a seus disc&iacute;pulos:  &#8220;N&atilde;o se fixem na imagem colocada no altar, procurem conhecer a imagem que cada um traz na mente.&#8221;<br \/>\nA minha raiva surge sempre que minha auto-imagem est&aacute; amea&ccedil;ada. Assim: qual &eacute; a imagem que voc&ecirc; tem de si mesmo? <i>&#8220;Sou uma pessoa generosa&#8221;. &#8220;Sou um bom pai (ou m&atilde;e)&#8221;. &#8220;Sou bem sucedido&#8221;. &#8220;Sou uma autoridade em (ci&ecirc;ncia, plantas, culin&aacute;ria, dieta, c&atilde;es&#8230;o que seja)&#8221;.<\/i><br \/>\nPode tamb&eacute;m ser o oposto.<i> &#8220;Sou mau&#8221;. &#8220;Sou um pai med&iacute;ocre&#8221;. &#8220;Sou um fracassado,&#8221;<\/i> e assim por diante. As imagens que temos de n&oacute;s mesmos s&atilde;o profundamente enraizadas; elas movem nossas vidas e nos apegamos a elas.<br \/>\nAlgumas terapias tentam substituir uma imagem negativa por outra positiva, e pode ser eficaz at&eacute; certo ponto. O apego a qualquer imagem, positiva ou negativa &#8211; o intuito de defender nossa imagem\/&iacute;dolo &#8211; conduz a uma esp&eacute;cie de escravid&atilde;o; o &iacute;dolo passa a reger nossa exist&ecirc;ncia e somos indefesos sob seu dom&iacute;nio.<br \/>\nTodos os relacionamentos insatisfat&oacute;rios, e os constantes argumentos que eles geram, partem da necessidade de defendermos  nossas imagens\/&iacute;dolos. Quando sob o efeito de uma tormenta emocional, questione-se, &#8220;<i>Qual &eacute; a imagem fa&ccedil;o de mim mesmo e o que creio precisar defender?<\/i>&#8221;<br \/>\nTenha em mente a diferen&ccedil;a entre &#8220;&Eacute; preciso que eu seja um bom professor (ou estudante, atleta, m&uacute;sico, terapeuta, ou&#8230;)&#8221; e apenas ser um bom professor. Ao defender uma imagem  perdemos a consci&ecirc;ncia da sua origem.  E a imagem &#8220;<i>Sou l&uacute;cido, realizado, iluminado<\/i>&#8221; &eacute; um obst&aacute;culo para uma vis&atilde;o aut&ecirc;ntica de mim mesmo porque ser &#8220;iluminado&#8221; &eacute; sobretudo ser destitu&iacute;do de qualquer imagem pr&eacute;-concebida; &eacute; ser aberto &agrave; vida como ela se manifesta. &Eacute; ser, capaz de condoer-se com as imagens de quem as defende desesperadamente . &Eacute; compaix&atilde;o, claro.<br \/>\nComo devemos ent&atilde;o praticar?<br \/>\n(1)   Tomando conhecimento das minhas imagens preferidas:  a tens&atilde;o corporal me indicar&aacute; sempre o momento em que a imagem surge.<br \/>\n(2)   Estando consciente das ess&ecirc;ncias destas imagens, dos pensamentos e sensa&ccedil;&otilde;es corp&oacute;reos que as acompanham.<br \/>\n(3)   Experimentar a sensa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica tal como &eacute;, isolada da imagem, sem qualquer pensamento associado a ela.<br \/>\nParece f&aacute;cil, mas n&atilde;o &eacute;. Persista, este &eacute; o caminho. Seja paciente.  Com o tempo nossas imagens enfraquecem e nossa liberdade cresce.<br \/>\n[Novembro 1991]<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<p><b><a name=\"b\">IMAGENS<\/a><\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><b><i>de <b>Charlotte Joko Beck<\/b><br \/>\nPalestra do Darma<br \/>\nTradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas de<br \/>\nMaria Heleosina Ribeiro Pess\u00f4a<\/i><\/b><\/div>\n<hr \/>\n<p>A maioria das religi&otilde;es falam sobre imagens e como n&oacute;s as mantemos; em nossas vidas. &quot;N&atilde;o ter&aacute;s outros deuses al&eacute;m de mim&#8230;&quot; . Yasutani Roshi, falando a seus alunos, dise: &quot;Voc&ecirc;s n&atilde;o precisam ficar preocupados com as imagens  externas, mas sim com as imagens formadas em suas mentes&quot;.<\/p>\n<p>Minha raiva autocentrada surge quando minha imagem de mim mesma est&aacute; amea&ccedil;ada. Assim: que imagem voc&ecirc; tem de voc&ecirc; mesmo? <i>&quot;Eu sou uma pessoa generosa&quot;. &quot;Eu sou um bom pai (ou m&atilde;e)&quot;. &quot;Eu fa&ccedil;o coisas que t&ecirc;m valor&quot;. &quot;Eu sou uma autoridade em (ci&ecirc;ncia, plantas, culin&aacute;ria, dieta, c&atilde;es&#8230;o que seja)&quot;<\/i>.<\/p>\n<p>Ou minha imagem pode ser o oposto. <i>&quot;Sou uma pessoa m&eacute;dia&quot;. &quot;Sou um pai med&iacute;ocre&quot;. &quot;Nunca realizo nada&quot;<\/i>. E assim por diante. Nossas imagens est&atilde;o enraizadas profundamente. N&oacute;s as amamos. Elas fazem nossas vidas funcionarem. Elas s&atilde;o o que n&oacute;s pensamos que somos.<\/p>\n<p>Algumas terapias psicol&oacute;gicas tentam substituir uma imagem negativa por uma positiva. Eficaz, mas s&oacute; at&eacute; certo ponto. Nosso apego a qualquer imagem, positiva ou negativa &#8211; desde que n&oacute;s defendemos (protegemos) nosso &iacute;dolo \u2013 nos deixa seguir numa esp&eacute;cie de escravid&atilde;o, o &iacute;dolo regula nossa exist&ecirc;ncia e n&oacute;s ficamos indefesos sob seu dom&iacute;nio.<\/p>\n<p>Todos os relacionamentos pobres (e seus constantes argumentos) est&atilde;o baseados na defesa de imagens. Quando for pego em uma tormenta emocional, pergunte a si mesmo, <i>&quot;Que imagem fa&ccedil;o de mim mesmo que eu preciso defender?&quot;<\/i><\/p>\n<p>Tenha em mente a diferen&ccedil;a entre <i>&quot;Eu preciso se um bom professor (ou estudante, atleta, m&uacute;sico, terapeuta, ou&#8230;)&quot;<\/i> e ser um bom professor. Qualquer imagem defendida invariavelmente bloqueia a consci&ecirc;ncia aberta do que realmente a a&ccedil;&atilde;o se origina. E a imagem <i>&quot;Eu sou uma pessoa que v&ecirc; claramente, que &eacute; realizada, e que &eacute; iluminada&quot;<\/i> &eacute; em si mesma uma barreira ao verdadeiro ver. Ser &quot;iluminado&quot; &eacute; n&atilde;o ter imagem; &eacute; ser indefinido e aberto &agrave; vida como ela &eacute;. &Eacute; ser, capaz de condoer-se das imagens dos outros que s&atilde;o defendidas desesperadamente . &Eacute;,  &eacute; claro, compaix&atilde;o.<\/p>\n<p>Qual &eacute; nossa pr&aacute;tica com tudo isso?<\/p>\n<ol>\n<li>Eu preciso conhecer minhas imagens favoritas; e a chave mais verdadeira para minha tend&ecirc;ncia para erigir uma imagem &eacute; a tens&atilde;o do corpo.<\/li>\n<li>Eu preciso estar consciente das ess&ecirc;ncias destas imagens, ou seja, quais s&atilde;o meus pensamentos e sensa&ccedil;&otilde;es corp&oacute;reas que acompanham a imagem.<\/li>\n<li>Finalmente eu preciso experimentar a sensa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica pura de minha imagem, eu preciso experimentar esta sensa&ccedil;&atilde;o livre de pensamentos com que me identifico.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Soa f&aacute;cil, mas n&atilde;o &eacute;. Persista, este &eacute; o caminho. Seja paciente. No seu tempo nossas imagens enfraquecem e nossa liberdade cresce.<\/p>\n<p>[Novembro 1991]<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<p><b><a name=\"c\">IMAGES<\/a><\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i><b>by Charlotte Joko Beck<\/b><br \/>\nDharma Talk<br \/>\nRetirado do site www.prairiezen.org<\/i><\/p>\n<p>Most religions have something to say about images and how we hold them in our lives. &#8216;Thou shalt have no other Gods before me&#8230;&#8217;. Yasutani Roshi, speaking to a student, &#8216;You need not be concerned about the image on the alter; you should be concerned about the image in your mind.&#8217; <\/p>\n<p>My self-centered anger arises when my image of myself is threatened. So: what image of yourself do you hold? &#8216;I am a kind person.&#8217; &#8216;I am a good parent.&#8217; &#8216;I accomplish worthwhile things.&#8217; &#8216;I am an authority on (science, plants, cooking, diet, dogs &#8230; whatever).&#8217; <\/p>\n<p>Or my image can be the opposite. &#8216;I am a mean person.&#8217; &#8216;I am a mediocre parent.&#8217; &#8216;I never accomplish anything.&#8217; On and on. Our images are deeply rooted. We love them. They run our lives. They are who we think we are. <\/p>\n<p>Some psychological therapies attempt to replace a negative image with a positive one. Effective but only to a point. Our attachment to any image, positive or negative&#8211;since we will defend our idol&#8211;leaves us in the long run in a state of slavery; the idol rules our existence and we are helpless under its domination. <\/p>\n<p>All poor relationships (and their constant arguments) are based on the defense of images. When caught in an emotional storm, ask yourself, &#8216;What image do I have of myself that I feel I must defend?&#8217; <\/p>\n<p>Keep in mind the difference between &#8216;I must be a good teacher (or student, athlete, musician, therapist, or &#8230;) and just being a good teacher. Any defended image invariably blocks the open awareness from which effective action springs. And the image &#8216;I am one who sees clearly, who has realization, who is enlightened&#8217; is itself the barrier to true seeing. Being &#8216;enlightened&#8217; is being without image; undefended and open to life as it is. It is being able to feel the pain of the desperately defended images of others. It is, of course, compassion. <\/p>\n<p>What is our practice with all this? <\/p>\n<p>(1) I need to know my favorite images; and the most reliable clue to my tendency to erect an image is bodily tension.<br \/>\n(2) I need to be aware of the mental and physical substance of these images, that is, what my thoughts and bodily sensations accompanying the image are.<br \/>\n(3) Finally I need to experience the pure physical sensation of my image; I need to experience this sensation free of thoughts with which I identify.  <\/p>\n<p>Sounds easy. It&#8217;s not. Still, the Way is just this.<br \/>\nBe patient. In time our images weaken and our freedom grows. <\/p>\n<p>[November 1991]<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<p><\/font><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portugu\u00eas 1 Portugu\u00eas 2 Ingl\u00eas IMAGENS de Charlotte Joko Beck Palestra do Darma Tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas de Tenzin Nandrol Quase todas as religi&otilde;es tratam de imagens e de como as &#8220;sustentamos&#8221;. &#8220;N&atilde;o ter&aacute;s outros deuses al&eacute;m de mim&#8221;, comentou &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/imagens\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5215,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,40],"tags":[70],"class_list":["post-5216","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-joko","category-zen","tag-pratica-zen"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5216","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5216"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5216\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5217,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5216\/revisions\/5217"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5215"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5216"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5216"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5216"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}