{"id":532,"date":"2013-03-06T09:33:47","date_gmt":"2013-03-06T11:33:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/?p=532"},"modified":"2018-02-11T19:29:30","modified_gmt":"2018-02-11T21:29:30","slug":"relaxe-naquilo-que-ocorre","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/relaxe-naquilo-que-ocorre\/","title":{"rendered":"Relaxe naquilo que ocorre"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\nDo livro: \u201cQuando Tudo se Desfaz\u201d<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=783\" rel=\"attachment wp-att-783\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/YOGUE-HUM-2-1024x768.jpg\" alt=\"\" width=\"584\" height=\"438\" class=\"aligncenter size-large wp-image-783\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/YOGUE-HUM-2-1024x768.jpg 1024w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/YOGUE-HUM-2-300x225.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/11\/YOGUE-HUM-2-399x300.jpg 399w\" sizes=\"auto, (max-width: 584px) 100vw, 584px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Pema Ch\u00f6dr\u00f6n \u00e9 uma monja budista norte-americana e uma das estudantes mais brilhantes de Ch\u00f6gyam Trungpa Rinpoche, famoso mestre de medita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A instru\u00e7\u00e3o de medita\u00e7\u00e3o que Ch\u00f6gyam Trungpa Rinpoche dava a seus alunos chama-se medita\u00e7\u00e3o shamatha-vipashyana. Quando Trungpa Rinpoche ensinou pela primeira vez no Ocidente, disse a seus alunos para apenas abrir a mente e relaxar. Quando se sentissem distra\u00eddos pelos pensamentos, poderiam simplesmente deixar que eles se dissolvessem e voltar para o estado mental aberto e relaxado.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s alguns anos, Rinpoche percebeu que v\u00e1rias das pessoas que o haviam procurado achavam essa simples instru\u00e7\u00e3o, at\u00e9 certo ponto, imposs\u00edvel de ser praticada e precisavam de um pouco mais de t\u00e9cnica para poderem prosseguir.<br \/>\nNesse momento, sem realmente mudar a inten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da medita\u00e7\u00e3o, come\u00e7ou a dar instru\u00e7\u00f5es de forma um tanto diferente. Passou a dar mais \u00eanfase \u00e0 postura e ensinou as pessoas a voltar muito levemente sua aten\u00e7\u00e3o para a expira\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMais tarde, disse que o momento da expira\u00e7\u00e3o era o mais pr\u00f3ximo que se podia chegar de simplesmente repousar a mente em seu estado aberto natural e ainda assim ter um objeto ao qual retornar.<\/p>\n<p>Enfatizou ainda que estava se referindo \u00e0 simples expira\u00e7\u00e3o normal, sem qualquer manipula\u00e7\u00e3o, e que a aten\u00e7\u00e3o deveria ser suave, com um toque de leveza. Segundo ele, cerca de 25% da aten\u00e7\u00e3o estaria voltada para a respira\u00e7\u00e3o, de modo que ainda fosse poss\u00edvel ter consci\u00eancia do ambiente, sem consider\u00e1-lo como uma interfer\u00eancia ou obst\u00e1culo \u00e0 medita\u00e7\u00e3o. Anos mais tarde, usou uma analogia bem-humorada, ao comparar a medita\u00e7\u00e3o a uma pessoa fantasiada segurando uma colher cheia de \u00e1gua. \u00c9 poss\u00edvel estar tranq\u00fcilamente sentado ali, vestindo uma roupagem rebuscada e, ainda assim, estar bastante atento \u00e0 colher de \u00e1gua que se tem nas m\u00e3os. O objetivo n\u00e3o era tentar atingir algum estado especial ou transcender os sons e movimentos da vida normal. Em vez disso, \u00e9ramos encorajados a relaxar mais integralmente em nosso ambiente, apreciar o mundo mais integralmente em nosso ambiente, a apreciar o mundo que nos cerca e a verdade simples que acontece a todos os momentos.<\/p>\n<p>A maioria das t\u00e9cnicas de medita\u00e7\u00e3o utiliza um objeto \u2014 algo a que se retorna repetidamente, n\u00e3o importa o que esteja acontecendo na mente. Com chuva, granizo, neve, tempo bom ou ruim \u2014 simplesmente voltamos ao objeto da medita\u00e7\u00e3o. Neste acaso, a expira\u00e7\u00e3o \u00e9 objeto da medita\u00e7\u00e3o \u2014 a impalp\u00e1vel e fluida expira\u00e7\u00e3o sempre em muta\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o pode ser agarrada e que, mesmo assim, ocorre continuamente. Quando inspiramos, \u00e9 como se estiv\u00e9ssemos em uma pausa ou hiato. N\u00e3o h\u00e1 nada especial a fazer, a n\u00e3o ser esperar pela pr\u00f3xima expira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Certa vez expliquei esta t\u00e9cnica a uma amiga que h\u00e1 anos praticava uma concentra\u00e7\u00e3o muito direcionada tanto para a inspira\u00e7\u00e3o quanto para a expira\u00e7\u00e3o e ainda para um outro objeto. Quando terminei, ela disse: \u201cMas isso \u00e9 imposs\u00edvel! Ningu\u00e9m pode fazer isso! Existe todo um espa\u00e7o onde n\u00e3o h\u00e1 nada em que se concentrar!\u201d Pela primeira vez, percebi que, inserida exatamente dentro da instru\u00e7\u00e3o, estava a oportunidade de deixar fluir completamente. J\u00e1 havia ouvido mestres Zen dizerem que medita\u00e7\u00e3o \u00e9 a disposi\u00e7\u00e3o para morrer continuamente. E ali estava \u2014 \u00e0 medida que cada expira\u00e7\u00e3o ocorria e se dissolvia, havia a oportunidade de morrer para tudo o que havia acontecido anteriormente e de relaxar, em vez de entrar em p\u00e2nico.<\/p>\n<p>Rinpoche nos pediu que, como instrutores de medita\u00e7\u00e3o, deixassem de falar em \u201cconcentrar\u201d na expira\u00e7\u00e3o, mas que em vez disso, us\u00e1ssemos uma linguagem mais fluida. Ent\u00e3o, instru\u00edmos os alunos para \u201centrar em contato com a expira\u00e7\u00e3o e deix\u00e1-la ir\u201d, ou para \u201cprestar uma aten\u00e7\u00e3o leve e suave \u00e0 expira\u00e7\u00e3o\u201d, ou ainda \u201cser um com a respira\u00e7\u00e3o \u00e0 medida que se relaxa na expira\u00e7\u00e3o\u201d. A diretriz b\u00e1sica era ainda estar aberto e relaxar, sem adicionar nada nem conceituar, voltando sempre \u00e0 mente tal como ela simplesmente \u00e9 \u2014 clara, l\u00facida e fresca.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um certo tempo, Rinpoche refinou ainda mais as instru\u00e7\u00f5es, pedindo que coloc\u00e1ssemos em nossos pensamentos o r\u00f3tulo \u201cpensando\u201d. Fic\u00e1vamos ali sentados com nossa expira\u00e7\u00e3o e, sem saber como havia acontecido, est\u00e1vamos l\u00e1 fora \u2014 planejando, tendo preocupa\u00e7\u00f5es, fantasiando. Est\u00e1vamos completamente em um outro mundo feito inteiramente de pensamentos. No momento em que perceb\u00edamos que isso havia ocorrido, dever\u00edamos dizer a n\u00f3s mesmos \u201cpensando\u201d e, sem fazer disso algo muito importante, simplesmente voltar \u00e0 expira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Certa vez vi uma dan\u00e7a inspirada nesse processo. O dan\u00e7arino entrava no palco e sentava em posi\u00e7\u00e3o de medita\u00e7\u00e3o. Em poucos segundos, pensamentos de paix\u00e3o come\u00e7avam a surgir. O dan\u00e7arino movia-se dentro deles, tornando-se cada vez mais arrebatado, desde o momento em que um leve vest\u00edgio de paix\u00e3o come\u00e7ava a se desenvolver, at\u00e9 uma completa fantasia sexual. Soava, ent\u00e3o, um pequeno sino, uma voz tranq\u00fcila dizia \u201cpensando\u201d e o dan\u00e7arino voltava a relaxar na postura de medita\u00e7\u00e3o. Cerca de cinco segundos depois, come\u00e7ava a dan\u00e7a da raiva, mais uma vez iniciando-se com uma pequena irrita\u00e7\u00e3o e explodindo em movimenta\u00e7\u00e3o fren\u00e9tica. Veio, ent\u00e3o, a dan\u00e7a da solid\u00e3o, do entorpecimento e, a cada uma delas, o sino soava, a voz dizia \u201cpensando\u201d e ele simplesmente relaxava, mais e mais, no que come\u00e7ou a ser a imensa paz e espa\u00e7o de simplesmente estar sentado ali.<\/p>\n<p>Dizer internamente \u201cpensando\u201d constitui um ponto muito interessante da medita\u00e7\u00e3o. Nesse momento, podemos treinar conscientemente a suavidade e o desenvolvimento de uma atitude de julgamento. A palavra s\u00e2nscrita para bondade amorosa \u00e9 maitri, tamb\u00e9m traduzida como amizade incondicional. Portanto, sempre que dizemos a n\u00f3s mesmos \u201cpensando\u201d, estamos cultivando essa amizade incondicional por tudo que surge na mente. Esse m\u00e9todo simples e direto de despertar \u00e9 extremamente precioso, j\u00e1 que esse tipo de compaix\u00e3o incondicional n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de alcan\u00e7ar.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, sentimos culpa. \u00c0s vezes, somos arrogantes. Em outras, nossos pensamentos e lembran\u00e7as os aterrorizam e nos tornam muito infelizes. Os pensamentos cruzam nossa mente o tempo todo e, quando sentamos, estamos dando a todos eles muito espa\u00e7o para que surjam. Como nuvens em um c\u00e9u amplo ou ondas em um vasto mar, estamos dando a todos os nossos pensamentos espa\u00e7o para que apare\u00e7am. Quando um deles atrai nossa aten\u00e7\u00e3o e nos arrebata, quer seja agrad\u00e1vel ou desagrad\u00e1vel, devemos rotul\u00e1-lo \u201cpensando\u201d, com toda a abertura e bondade que pudermos reunir, e deixar que ele se dissolva no amplo c\u00e9u. N\u00e3o h\u00e1 problema se as nuvens e ondas imediatamente retornam. Simplesmente reconhecemos sua exist\u00eancia mais uma vez, com amizade incondicional, rotulamos \u201cpensando\u201d e deixamos que elas se dissolvam continuamente.<\/p>\n<p>\u00c0s vezes, as pessoas usam a medita\u00e7\u00e3o para tentar evitar mais sentimentos ou pensamentos perturbadores. Tentamos usar o r\u00f3tulo como uma forma de afastar o que nos incomoda e, quando nos conectamos com algo prazeroso ou inspirador, podemos achar que finalmente conseguimos e tentamos ficar nesse ponto onde h\u00e1 paz, harmonia e onde n\u00e3o temos nada a temer.<\/p>\n<p>Portanto, desde o in\u00edcio, \u00e9 bom lembrar sempre que meditar relaciona-se com abrir e relaxar, surja o que surgir, sem selecionar ou escolher.<br \/>\nDefinitivamente, n\u00e3o significa reprimir nada e tamb\u00e9m n\u00e3o tem a finalidade de estimular o apego. Allen Ginsberg usa a express\u00e3o \u201cmente surpresa\u201d. Voc\u00ea senta e \u2014 opa! \u2014 surge uma surpresa bem desagrad\u00e1vel. Tudo bem. Quem seja assim. N\u00e3o devemos rejeitar esse aspecto, mas compassivamente reconhece-lo como \u201cpensando\u201d e deixar que ele v\u00e1. Ent\u00e3o \u2014 opa! \u2014 aparece uma surpresa muito agrad\u00e1vel. Tudo bem. Que seja assim. Mais uma vez, n\u00e3o devemos nos apegar a esse aspecto, mas compassivamente reconhece-lo como \u201cpensando\u201d e deixar que ele v\u00e1. Percebemos que essas surpresas n\u00e3o t\u00eam fim. Milarepa, yogue tibetano do s\u00e9culo XII, cantava maravilhosamente suas can\u00e7\u00f5es sobre a forma correta de meditar. Uma delas dizia que h\u00e1 mais proje\u00e7\u00f5es na mente que part\u00edculas de poeira em um raio de sol e que nem mesmo centenas de lan\u00e7as podem p\u00f4r fim a isso. Portanto, como meditadores, tamb\u00e9m podem parar de lutar contra nossos pensamentos e perceber que honestidade e senso de humor s\u00e3o muito inspiradores e \u00fateis contra ou a favor de algo.<\/p>\n<p>De qualquer forma, o objetivo n\u00e3o \u00e9 tentar livrar-se dos pensamentos, mas ver sua verdadeira natureza. Ficaremos dando voltas in\u00fateis com nossos pensamentos se acreditarmos em sua solidez. Na verdade, eles s\u00e3o como imagens de sonho.<br \/>\nS\u00e3o como uma ilus\u00e3o \u2014 n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o s\u00f3lidos assim. Como dizemos, s\u00e3o apenas pensamentos.<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, Rinpoche continuou a aperfei\u00e7oar as instru\u00e7\u00f5es sobre postura, afirmando que aplicar esfor\u00e7o durante a medita\u00e7\u00e3o nunca era uma boa id\u00e9ia. Portanto, receb\u00edamos instru\u00e7\u00f5es de que n\u00e3o havia problema em nos movimentarmos quando sent\u00edamos dores nas pernas ou nas costas. Entretanto, logo se tornou claro que, trabalhando com a postura correta, era poss\u00edvel estar bem mais relaxado e acomodado no pr\u00f3prio corpo por meio de ajustes muito sutis. Os movimentos amplos traziam conforto por cerca de cinco ou dez minutos e, em seguida, precis\u00e1vamos nos mover outra vez. Acabamos seguindo os seis pontos da boa postura para conseguir realmente nos acomodar. Esses seis pontos s\u00e3o: (1) onde sentar, (2) pernas, (3) tronco, (4) m\u00e3os, (5) olhos e (6) boca.<\/p>\n<p>As instru\u00e7\u00f5es s\u00e3o as seguintes:<\/p>\n<p>1. Quer voc\u00ea esteja sentado em uma almofada colocada no ch\u00e3o ou em uma cadeira, o assento deve ser plano, sem inclina\u00e7\u00e3o para a esquerda ou para a direita, para frente ou para tr\u00e1s.<br \/>\n2. As pernas devem estar confortavelmente cruzadas \u00e0 frente \u2014 ou, se estiver sentado em uma cadeira, os p\u00e9s devem estar bem apoiados no ch\u00e3o e os joelhos afastados alguns cent\u00edmetros.<br \/>\n3. O tronco (da cabe\u00e7a at\u00e9 o assento) deve estar ereto, com a parte posterior firme e a parte anterior aberta. Se estiver em uma cadeira, \u00e9 melhor n\u00e3o se encostar Se voc\u00ea come\u00e7ar a encurvar, simplesmente sente ereto outra vez.<br \/>\n4. As m\u00e3os ficam abertas, com as palmas para baixo, repousadas sobre as coxas.<br \/>\n5. Os olhos permanecem abertos, indicando uma atitude de estar desperto e relaxado em tudo que acontece. O olhar dirige-se ligeiramente para baixo, para um ponto localizado aproximadamente dois metros \u00e0 frente.<br \/>\n6. A boca fica levemente entreaberta, de modo que o maxilar relaxe, permitindo que o ar circule livremente pela boca e pelo nariz. A ponta da l\u00edngua pode estar apoiada no c\u00e9u da boca.<\/p>\n<p>Sempre que sentamos para meditar, podemos percorrer esses seis pontos e, quando nos sentirmos distra\u00eddos durante a medita\u00e7\u00e3o, podemos trazer nossa aten\u00e7\u00e3o de volta para o corpo e repass\u00e1-los. Ent\u00e3o, com a sensa\u00e7\u00e3o de estar recome\u00e7ando, voltamos mais uma vez \u00e0 expira\u00e7\u00e3o. N\u00e3o devemos nos preocupar quando percebermos que fomos levados pelos pensamentos. Apenas dizemos internamente \u201cpensando\u201d, e voltamos \u00e0 abertura e relaxamento da expira\u00e7\u00e3o.<br \/>\nMais uma vez e mais uma vez \u2014 voltamos sempre a estar exatamente onde estamos.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, as pessoas acham essa medita\u00e7\u00e3o empolgante. \u00c9 como um novo projeto e achamos que a pr\u00e1tica talvez nos livre de nossos aspectos indesej\u00e1veis e nos torne pessoas alertas, isentas de julgamento e incondicionalmente cordiais.<br \/>\nEntretanto, ap\u00f3s um certo tempo, essa sensa\u00e7\u00e3o se esgota. Encontramos um tempo todos os dias e sentamos em nossa pr\u00f3pria companhia. Voltamos \u00e0 respira\u00e7\u00e3o continuamente, atravessamos o t\u00e9dio, a irrita\u00e7\u00e3o, o medo e o bem-estar. Essa perseveran\u00e7a e repeti\u00e7\u00e3o \u2014 quando cont\u00eam honestidade, leveza, humor e bondade \u2014 s\u00e3o a pr\u00f3pria recompensa.<\/p>\n<p>Quando recebemos as instru\u00e7\u00f5es, podemos coloc\u00e1-las em pr\u00e1tica. O que vai acontecer em seguida depende de n\u00f3s. Em \u00faltima an\u00e1lise, com que intensidade estamos dispostos a ter mais leveza e a soltar as r\u00e9deas? Quanto de honestidade existe no prop\u00f3sito de estar consigo mesmo?<\/p><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do livro: \u201cQuando Tudo se Desfaz\u201d Pema Ch\u00f6dr\u00f6n \u00e9 uma monja budista norte-americana e uma das estudantes mais brilhantes de Ch\u00f6gyam Trungpa Rinpoche, famoso mestre de medita\u00e7\u00e3o. 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