{"id":5382,"date":"2018-06-28T15:41:35","date_gmt":"2018-06-28T17:41:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5382"},"modified":"2018-06-28T15:41:35","modified_gmt":"2018-06-28T17:41:35","slug":"o-estado-de-buda","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-estado-de-buda\/","title":{"rendered":"O Estado de Buda"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=5383\" rel=\"attachment wp-att-5383\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/O-Estado-de-Buda-273x300.jpg\" alt=\"\" width=\"273\" height=\"300\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5383\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/O-Estado-de-Buda-273x300.jpg 273w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/O-Estado-de-Buda-768x845.jpg 768w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/06\/O-Estado-de-Buda.jpg 930w\" sizes=\"auto, (max-width: 273px) 100vw, 273px\" \/><\/a><br \/>\n<b>O Estado de Buda<\/b><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><i><b>Dilgo Khyentse Rinpoche<\/b><\/i><\/div>\n<p>Como o samsara se manifesta? O que quer que percebamos ao nosso redor com nossos cinco sentidos, todos os tipos de sentimentos de rela\u00e7\u00e3o e repuls\u00e3o, se formam em nossa mente. N\u00e3o s\u00e3o as percep\u00e7\u00f5es em si que nos mant\u00e9m no ciclo de exist\u00eancias, mas sim o modo pelo qual reagimos a elas e o modo pelo qual as interpretamos. \u00c9 nisso que o Vajrayana nos d\u00e1 meios extraordin\u00e1rios para n\u00e3o perpetuar o samsara: ele nos mostra como perceber os fen\u00f4menos como sendo a exibi\u00e7\u00e3o pura da sabedoria.<\/p>\n<p>O \u00f3dio ou a raiva que possamos sentir por algu\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o inerentes \u00e0quela pessoa. Eles existem apenas em nossa mente. Assim que vemos o nosso inimigo, nossos pensamentos se fixam na mem\u00f3ria do mal que ele fez para n\u00f3s, em seus ataques presentes e naqueles que poder\u00e1 fazer no futuro. Nos tornamos irritados a ponto de n\u00e3o sermos mais capazes de suportar o som de seu nome.  Quanto mais liberdade n\u00f3s damos a estes pensamentos, mais a raiva ir\u00e1 nos invadir e, com ela, a vontade irresist\u00edvel de pegar uma pedra para lhe jogar, ou de um bast\u00e3o para lhe bater. Deste modo, um simples instante de raiva nos conduz ao paradoxo do \u00f3dio.<\/p>\n<p>O \u00f3dio parece muito poderoso para voc\u00eas, mas de onde ele tira o poder de domin\u00e1-los a esse ponto? \u00c9 uma for\u00e7a externa, com bra\u00e7os e pernas, armas e guerreiros? Ou \u00e9 uma for\u00e7a interna, que est\u00e1 dentro de voc\u00eas? Se esse for o caso, voc\u00eas podem identific\u00e1-la em seu c\u00e9rebro, em seu cora\u00e7\u00e3o, ou em alguma parte de voc\u00eas?<\/p>\n<p>Apesar de ser imposs\u00edvel de localiz\u00e1-lo, o \u00f3dio parece ter uma presen\u00e7a muito concreta que tende a amarrar a mente, a solidific\u00e1-la, e desse modo a desatrelar todo um processo de sofrimento para voc\u00eas e para os outros. Assim como as nuvens que, apesar de serem insubstanciais para suportar o menor peso, podem encobrir o c\u00e9u e o sol, do mesmo modo os pensamentos podem obscurecer o brilho da consci\u00eancia iluminada. Reconhe\u00e7am a vacuidade da mente, sua transpar\u00eancia, e ela retornar\u00e1 por si mesma ao seu estado natural de liberdade. Reconhe\u00e7a a vacuidade do \u00f3dio e ele perder\u00e1 seu poder de fazer o mal. Ele se tornar\u00e1 a sabedoria que \u00e9 como o espelho.<\/p>\n<p>Quando falamos da ignor\u00e2ncia, nos referimos ao fato de que n\u00e3o estamos conscientes de nossa natureza de Budha. Nos comportamos como um mendigo que segura uma j\u00f3ia preciosa, mas a joga fora porque n\u00e3o sabe do seu valor. \u00c9 por causa da ignor\u00e2ncia que n\u00e3o acreditamos no karma, nas conseq\u00fc\u00eancias inevit\u00e1veis de nossos atos. Congelados pela ignor\u00e2ncia, falhamos em reconhecer a vacuidade e persistimos em acreditar na realidade dos fen\u00f4menos. Esta cren\u00e7a \u00e9 a fonte de todas as percep\u00e7\u00f5es ilus\u00f3rias e \u00e9 a raiz das oitenta e quatro mil emo\u00e7\u00f5es negativas.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, ao contr\u00e1rio das trevas de uma caverna subterr\u00e2nea, escondida da luz solar, a ignor\u00e2ncia n\u00e3o \u00e9 eterna. Como qualquer fen\u00f4meno, ela pode emergir apenas da vacuidade e n\u00e3o tem exist\u00eancia independente. Uma vez que voc\u00eas tenham reconhecido sua verdadeira natureza, a vacuidade, a ignor\u00e2ncia se transforma na sabedoria da dimens\u00e3o absoluta.<\/p>\n<p>Deixados por si mesmos, os pensamentos criam o ciclo das exist\u00eancias. Na aus\u00eancia do exame cr\u00edtico, eles ret\u00eam sua realidade aparente, perpetuando o samsara com uma for\u00e7a que aumenta cada vez mais. Por\u00e9m, nenhum deles, seja bom ou ruim, possui a menor realidade tang\u00edvel. Todos, sem exce\u00e7\u00e3o, s\u00e3o inteiramente vazios, como arco-\u00edris, imateriais e intoc\u00e1veis. Nada pode alterar a natureza de Budha, mesmo quando os v\u00e9us superficiais a escondem de nossa vis\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pensamentos s\u00e3o o jogo da consci\u00eancia. Eles surgem nela e se dissolvem nela. Se reconhecermos que esta consci\u00eancia est\u00e1 na pr\u00f3pria origem dos pensamentos, deveremos compreender que os pensamentos nunca come\u00e7aram, continuaram ou deixaram de existir. Neste ponto, os pensamentos s\u00e3o incapazes de perturbar a mente.<\/p>\n<p>Enquanto corrermos atr\u00e1s de nossos pensamentos, seremos como o cachorro que corre atr\u00e1s de uma pedra; n\u00e3o importa quantas pedras joguemos, ele correr\u00e1 atr\u00e1s delas a toda hora. Por\u00e9m, se olharmos para a consci\u00eancia, que est\u00e1 na origem de todos os pensamentos, cada pensamento surgir\u00e1 e se dissolver\u00e1 dentro do espa\u00e7o dessa consci\u00eancia, sem gerar outros pensamentos. Deste modo, seremos como um le\u00e3o, que n\u00e3o corre atr\u00e1s da pedra, mas sim atr\u00e1s daquele que a jogou&#8230; e s\u00f3 se joga uma pedra em um le\u00e3o!<\/p>\n<p>Para conquistar a cidadela n\u00e3o-criada da natureza da mente, devemos ir \u00e0 fonte e reconhecer a origem dos pensamentos. De outro modo, um pensamento dar\u00e1 origem a um segundo, ent\u00e3o a um terceiro e assim por diante. Assim, estamos constantemente obcecados pelas mem\u00f3rias do passado, antecipamos o futuro e perdemos a consci\u00eancia do momento presente.<\/p>\n<p>Vamos preservar o estado da simplicidade. Se experimentarmos felicidade, sucesso, abund\u00e2ncia e outras condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, devemos consider\u00e1-las como sonhos, ilus\u00f5es, e n\u00e3o nos apegarmos a elas. Se formos golpeados pela doen\u00e7a, cal\u00fania, destitui\u00e7\u00e3o ou por outras prova\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ou morais, devemos evitar ficar desencorajados, reavivar nossa compaix\u00e3o e desejar que os sofrimentos de todos os seres se exaurem pelo nosso sofrimento. Ent\u00e3o, em todas as circunst\u00e2ncias, sem cair nos estados de euforia ou desespero, vamos permanecer livres, \u00e0 vontade, desfrutando da serenidade imperturb\u00e1vel.<\/p>\n<p>Se a nossa mente, sendo livre do passado e do futuro, repousa em um estado de consci\u00eancia clara, sem ser atra\u00edda por objetos externos ou se preocupar pelas elabora\u00e7\u00f5es mentais, ela ficar\u00e1 na simplicidade primordial. Neste estado, a m\u00e3o de ferro da vigil\u00e2ncia for\u00e7ada n\u00e3o tem a necessidade de imobilizar os pensamentos. Diz-se que &#8220;o estado de Budha \u00e9 a simplicidade natural da mente&#8221;. Uma vez que tenhamos esta simplicidade, devemos preserv\u00e1-la com uma aten\u00e7\u00e3o livre de esfor\u00e7o. Devemos assim desfrutar da liberdade interior, dentro da qual \u00e9 desnecess\u00e1rio bloquear os pensamentos ou temer que eles interrompam a medita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estado de Budha parece ser uma meta distante, virtualmente fora de nosso alcance. Por\u00e9m, a vacuidade natural de nossa mente \u00e9 o Corpo Absoluto, sua express\u00e3o luminosa \u00e9 o Corpo do \u00caxtase Perfeito, a compaix\u00e3o universal que emana dele \u00e9 o Corpo Manifesto, e a unidade intr\u00ednseca destes tr\u00eas corpos \u00e9 o Corpo Essencial. Estes quatro corpos do Budha, ou kayas, sempre estiveram presentes em n\u00f3s; \u00e9 apenas por ignorar a sua presen\u00e7a que n\u00f3s os consideramos como sendo uma meta externa.<\/p>\n<p>&#8220;Minha medita\u00e7\u00e3o est\u00e1 correta? Quando farei progresso? Jamais atingirei o n\u00edvel de meu mestre espiritual&#8221;. Dividida entre a esperan\u00e7a e a d\u00favida, nossa mente nunca est\u00e1 em paz. Conforme o nosso humor, um dia praticamos intensamente e, no dia seguinte, nem tanto. Somos apegados \u00e0s experi\u00eancias agrad\u00e1veis que emergem do estado de calma mental e desejamos abandonar a medita\u00e7\u00e3o quando falhamos em tentar reduzir o fluxo de pensamentos. Esse n\u00e3o \u00e9 o modo correto de praticar.<\/p>\n<p>Qualquer que seja o estado em que nossos pensamentos estejam, devemos nos aplicar constantemente \u00e0 pr\u00e1tica regular, dia ap\u00f3s dia, observando o movimento de nossos pensamentos e voltando at\u00e9 a origem deles. N\u00e3o devemos esperar ser imediatamente capazes de manter, dia e noite, o fluxo de nossa concentra\u00e7\u00e3o. Quando come\u00e7amos a meditar sobre a natureza da mente, \u00e9 prefer\u00edvel fazer sess\u00f5es curtas de medita\u00e7\u00e3o, v\u00e1rias vezes por dia. Com perseveran\u00e7a, realizamos progressivamente a natureza de nossa mente, e essa realiza\u00e7\u00e3o se tornar\u00e1 mais firme. Neste est\u00e1gio, os pensamentos ter\u00e3o perdido o poder de nos perturbar e de nos subjugar.<\/p>\n<p>A vacuidade, a natureza \u00faltima do Dharmakaya, o Corpo Absoluto, n\u00e3o \u00e9 um simples &#8220;nada&#8221;. Ela possui, intrinsecamente, a faculdade de conhecer os fen\u00f4menos. Esta faculdade \u00e9 o aspecto luminoso ou cognitivo do Dharmakaya, cuja express\u00e3o \u00e9 espont\u00e2nea. O Dharmakaya n\u00e3o \u00e9 o produto de causas e condi\u00e7\u00f5es; \u00e9 a natureza original da mente.<\/p>\n<p>O reconhecimento desta natureza primordial assemelha-se ao nascer do sol da sabedoria na noite de ignor\u00e2ncia: a escurid\u00e3o \u00e9 dissipada instantaneamente.  A claridade do Dharmakaya n\u00e3o aumenta e diminui como a lua; \u00e9 como a luz imut\u00e1vel que brilha no centro do sol.<\/p>\n<p>Quando as nuvens se amontoam, a natureza do c\u00e9u n\u00e3o \u00e9 corrompida; e quando as nuvens se dispersam, ela n\u00e3o \u00e9 melhorada. O c\u00e9u n\u00e3o se torna menos ou mais vasto. Ele n\u00e3o muda. \u00c9 o mesmo com a natureza da mente: ela n\u00e3o \u00e9 deteriorada pela chegada dos pensamentos, nem melhorada pelo desaparecimento deles.<\/p>\n<p>A natureza da mente \u00e9 a vacuidade; sua express\u00e3o \u00e9 a claridade. Estes dois aspectos s\u00e3o, essencialmente, um \u00fanico aspecto &#8211; simples imagens projetadas para indicar as diversas modalidades da mente. Seria in\u00fatil se apegar em torno da no\u00e7\u00e3o de &#8220;vacuidade&#8221; e ent\u00e3o da &#8220;claridade&#8221;, como se fossem entidades independentes. A natureza \u00faltima da mente est\u00e1 al\u00e9m de todos os conceitos, de toda defini\u00e7\u00e3o e de toda fragmenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;Eu poderia caminhar sobre as nuvens!&#8221;, diz uma crian\u00e7a. Mas se ela alcan\u00e7asse as nuvens, n\u00e3o encontraria lugar algum para colocar seus p\u00e9s.  Igualmente, se n\u00e3o examinarmos os pensamentos, eles apresentam uma aparente solidez; mas se os examinarmos, nada h\u00e1 l\u00e1. Isso \u00e9 o que \u00e9 chamado de ser, ao mesmo tempo, vazio e aparente.<\/p>\n<p>A vacuidade da mente n\u00e3o \u00e9 o nada, nem um estado de entorpecimento, pois ela possui, por sua pr\u00f3pria natureza, uma faculdade luminosa de conhecimento, que \u00e9 chamada de consci\u00eancia, ou consci\u00eancia iluminada. Estes dois aspectos, a vacuidade e a Consci\u00eancia, n\u00e3o podem ser separados. Eles s\u00e3o essencialmente um, como a superf\u00edcie do espelho e as imagens que s\u00e3o refletidas nela.<\/p>\n<p>Os pensamentos se manifestam dentro da vacuidade e s\u00e3o reabsorvidos nela, assim como um rosto que aparece e desaparece em um espelho; o rosto nunca esteve no espelho, e quando cessa o reflexo, ele n\u00e3o deixou de existir realmente. O pr\u00f3prio espelho nunca mudou. Assim, antes de entrarmos no caminho espiritual, permanecemos no assim chamado estado &#8220;impuro&#8221; do samsara, que \u00e9, aparentemente, governado pela ignor\u00e2ncia. Quando nos comprometemos a esse caminho, cruzamos por um estado onde a ignor\u00e2ncia e a sabedoria est\u00e3o misturadas. Ao final, no momento da Ilumina\u00e7\u00e3o, apenas o conhecimento puro existe, mas ao longo do caminho desta jornada espiritual, apesar de aparentemente existir uma transforma\u00e7\u00e3o, a natureza da mente nunca mudou: ela n\u00e3o foi corrompida ao entrar no caminho e n\u00e3o foi melhorada na hora da realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As qualidades infinitas e inexprim\u00edveis do conhecimento primordial &#8211; o verdadeiro nirvana &#8211; s\u00e3o inerentes \u00e0 nossa mente. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio cri\u00e1-las, fabricar algo novo. A realiza\u00e7\u00e3o espiritual serve apenas para revel\u00e1-las atrav\u00e9s da purifica\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o pr\u00f3prio caminho. Finalmente, se considerarmos do ponto de vista \u00faltimo, estas qualidades s\u00e3o, por si mesmas, apenas o vazio. Assim, o samsara \u00e9 vacuidade, o nirvana \u00e9 vacuidade &#8211; e, conseq\u00fcentemente, um n\u00e3o \u00e9 &#8220;mal&#8221; e nem o outro \u00e9 &#8220;bom&#8221;. Quem realizou a natureza da mente \u00e9 livre do impulso de rejeitar o samsara e de obter o nirvana. \u00c9 como uma crian\u00e7a que contempla o mundo com uma simplicidade inocente, sem conceitos de beleza ou fei\u00fara, de bem ou mal. Ele n\u00e3o \u00e9 mais v\u00edtima de tend\u00eancias conflitantes, a fonte dos desejos ou avers\u00f5es.<\/p>\n<p>De nada serve se preocupar com os rompimentos da vida di\u00e1ria, como uma crian\u00e7a que se alegra ao construir um castelo de areia e que chora quando ele desmorona. Veja como os seres pueris se jogam nas dificuldades, como uma borboleta que mergulha na chama de um lampi\u00e3o, para se apropriar do que desejam e se libertar do que odeiam. \u00c9 melhor deixar o fardo, que todos estes apegos imagin\u00e1rios trazem, do que suport\u00e1-lo em cima de n\u00f3s.<\/p>\n<p>O estado de Budha cont\u00e9m, em si mesmo, cinco &#8220;corpos&#8221; ou aspectos do estado b\u00fadico: o Corpo Manifesto, o Corpo do \u00caxtase Perfeito, o Corpo Absoluto, o Corpo Essencial e o Imut\u00e1vel Corpo de Diamante. Eles n\u00e3o devem ser buscados fora de n\u00f3s: eles s\u00e3o insepar\u00e1veis do nosso ser, de nossa mente. Assim que tenhamos reconhecido esta presen\u00e7a, h\u00e1 um fim para a confus\u00e3o. N\u00e3o teremos mais qualquer necessidade de buscar a Ilumina\u00e7\u00e3o a partir de fora. O navegante que aportou em uma ilha feita inteiramente de fino ouro n\u00e3o ir\u00e1 encontrar uma simples pepita, n\u00e3o importa o quanto procure. Devemos entender que todas as qualidades do Budha sempre existiram inerentemente em nosso ser.     <\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de Buda Dilgo Khyentse Rinpoche Como o samsara se manifesta? O que quer que percebamos ao nosso redor com nossos cinco sentidos, todos os tipos de sentimentos de rela\u00e7\u00e3o e repuls\u00e3o, se formam em nossa mente. 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