{"id":548,"date":"2013-03-26T12:46:46","date_gmt":"2013-03-26T14:46:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/?p=548"},"modified":"2018-02-10T22:20:27","modified_gmt":"2018-02-11T00:20:27","slug":"qual-e-o-caminho","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/qual-e-o-caminho\/","title":{"rendered":"Qual \u00e9 o caminho?"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>N\u00f3s sofremos e reclamamos. Isolados, mal-compreendidos, alheios, sozinhos, fazendo um pouco de bem, evitando um pouco o mal, parecemos abandonados pelo que h\u00e1 de melhor. \u00c9 como se uma luz que deveria estar brilhando se apagasse e f\u00f4ssemos tragados pelo lusco-fusco do sofrimento. A vida \u00e9 baseada no sofrimento e o sofrimento \u00e9 subjacente a tudo que fazemos. Sofremos porque temos fome e sofremos porque estamos saciados, sofremos por ter e por sentir falta. Sofremos por causa do amor, por medo de vir a perder o que amamos, e sofremos quando odiamos. H\u00e1 um ciclo constante de medo, \u00f3dio, avidez, t\u00e9dio, esperan\u00e7a, desespero. H\u00e1 \u00e9 verdade, per\u00edodos de prazer que v\u00eam como o\u00e1sis no deserto. Podem ser puros, n\u00e3o contaminados, mas causam-nos sofrimento por sua pr\u00f3pria beleza. Passamos a viver no amanh\u00e3, o amanh\u00e3 se torna uma doen\u00e7a. Vivemos na esperan\u00e7a; a esperan\u00e7a nos sustenta: algo por que ansiar, algo a agarrar. E assim, sendo usada e maltratada, a esperan\u00e7a \u00e9 destru\u00edda. A vida pode ser dolorosa agora, dizemos, mas isso ocorre porque temporariamente as coisas n\u00e3o est\u00e3o bem como deveriam. Quando conseguir aquele novo emprego ou aquela nova casa, meu diploma, namorado\/a, mais dinheiro, outro diploma minha vida vai se estabilizar \u2013 calma, serena, e feliz. A dor, acreditamos, \u00e9 um acidente, uma intromiss\u00e3o, uma trapalhada de um destino descuidado. [&#8230;] mas, mesmo assim, por tr\u00e1s do temor \u2013 vislumbramos \u00e0s vezes, por assim dizer, pelo canto do olho \u2013 que h\u00e1 alguma coisa, alguma esperan\u00e7a, e a f\u00e9 nunca est\u00e1 totalmente perdida. [&#8230;]<\/p>\n<p>Por que esta f\u00e9 de que existe uma sa\u00edda? Por que esta constante, mesmo que disfar\u00e7ada, busca pelo caminho? [&#8230;]<br \/>\nPor que esta convic\u00e7\u00e3o, em tantas pessoas, de que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ser assim? Por que a cren\u00e7a de que esta vida amarga num mundo estranho n\u00e3o \u00e9 tudo, de que h\u00e1 um lar, um caminho para casa, mesmo que visto atrav\u00e9s de lentes a\u00e7ucaradas? [&#8230;]<\/p>\n<p>Apesar de toda evid\u00eancia da experi\u00eancia, nossa e de outros, a maioria, sen\u00e3o todos n\u00f3s estamos plenamente convencidos de que a paz e a satisfa\u00e7\u00e3o s\u00e3o nosso verdadeiro legado, mesmo que vivamos na mis\u00e9ria e em desespero, proclamamos que a vida n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o ruim. Quando o mestre Joshu pergunta \u201cQual \u00e9 o caminho?\u201d ele o faz como qualquer um, como voc\u00ea e eu, e ele pergunta por que sabe, l\u00e1 no fundo, que h\u00e1 um caminho. [&#8230;]<\/p>\n<p>Quando vamos a um mestre, esperamos por boas novas. N\u00e3o importa qu\u00e3o tediosa ou apavorante seja a nossa vida, n\u00e3o importa quanta ansiedade, e raiva sintamos, temos um \u201cinstinto\u201d que nos diz que, se ele for de fato um verdadeiro mestre, um que at\u00e9 certo ponto alcan\u00e7ou a verdade, ent\u00e3o ele ter\u00e1 uma mensagem de conforto e alegria.<br \/>\nFoi com certeza esse \u201cinstinto\u2019 que deu for\u00e7as a Joshu, enquanto prosseguia com dificuldades, ardendo com a sede pela verdade, que o ajudou ao longo de todos aqueles quil\u00f4metros intermin\u00e1veis e solit\u00e1rios de inverno e de luta. Podemos imagin\u00e1-lo ensaiando seu encontro: ora dizendo isso, ora aquilo, mas sempre com seu mestre Nansen dizendo as palavras confortadoras. Mas o que \u00e9 que Nansen diz?<\/p>\n<p>Joshu perguntou \u201dQual \u00e9 o caminho?\u201d<br \/>\nNansen disse: \u201cA mente comum \u00e9 o Caminho\u201d\u00a0[&#8230;]<\/p>\n<p>Por fim, voc\u00ea ouve falar de um mestre Zen que tem todas as respostas. Ele mora a algumas centenas de quil\u00f4metros, o que vai lhe custar uma semana ou mais de extenuante caminhada para ir at\u00e9 ele. Bem, farei isso! Se ele tiver as respostas, \u00e9 o lugar para onde ir. De modo que voc\u00ea arruma sua trouxa, pega algum dinheiro, e come\u00e7a a andar. [&#8230;]<\/p>\n<p>Por fim voc\u00ea chega l\u00e1, o encontra, ele est\u00e1 vivo e o receber\u00e1. E ent\u00e3o: \u201cQual \u00e9 o Caminho?\u201d \u2013 \u201cA mente cotidiana \u00e9 o Caminho\u201d.<br \/>\nO que voc\u00ea sente? O que voc\u00ea faz? Ele n\u00e3o sabe as respostas, o que ele quer dizer? Estar\u00e1 me testando? Quer dizer alguma outra coisa? Porque n\u00e3o d\u00e1 uma resposta direta? [&#8230;]<\/p>\n<p>Pode tamb\u00e9m ser bom fazer uma pausa para ver o que Nansen n\u00e3o quis dizer com o seu \u201cA mente de todo o dia \u00e9 o Caminho\u201d.<br \/>\nUm mestre, no seu coment\u00e1rio sobre esse koan, afirmou que Nansen quis significar a mente cotidiana expurgada de sua avidez, raiva, e ignor\u00e2ncia, j\u00e1 liberta das amarras da ansiedade e da dor. Mas, ent\u00e3o, ela n\u00e3o \u00e9 mais a mente comum! Ou se for, a pr\u00f3xima quest\u00e3o de Joshu teria de ser \u201cComo \u00e9 que se expurga a mente desse jeito? Como se vai da mente para a Mente?\u201d. Mas, Nansen est\u00e1 dizendo que \u201cmente \u00e9 Mente\u201d. N\u00e3o h\u00e1 Caminho de mente para Mente. \u201cQual \u00e9 o Caminho?\u201d significa \u201cComo me livro de todo este entulho que carrego por a\u00ed comigo?\u201d.<br \/>\nAlgumas pessoas interpretam Nansen como dizendo que a mente comum \u00e9 a mente med\u00edocre. Acham que o desenvolvimento e o uso de qualquer talento ou capacidade as afastariam da \u201cmente comum\u201d. Mas, para um professor universit\u00e1rio, a mente comum \u00e9 ser um professor universit\u00e1rio, a mente comum \u00e9 ser um professor universit\u00e1rio na mesma medida que ser um gar\u00e7om \u00e9 a mente comum para o gar\u00e7om. Um presidente de uma empresa tem os problemas de um presidente de empresas. Biscateiros t\u00eam os problemas de biscateiros. [&#8230;]<\/p>\n<p>Ainda outros dir\u00e3o que se o Zen \u00e9 a mente comum, ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 nada de que precisemos fazer, nada que tenhamos que aprender. Instrutores espirituais e guias ao longo do caminho s\u00e3o desnecess\u00e1rios. Alguns destes ir\u00e3o at\u00e9 citar um famoso di\u00e1logo entre o mestre Hyakujo e seus monges: \u201cVoc\u00eas s\u00e3o um bando de comedores de baga\u00e7o!\u201d (i.\u00e9., que comem os restos depois de extra\u00eddo o suco). \u201cPorque perdem seu tempo fazendo peregrina\u00e7\u00f5es por a\u00ed? N\u00e3o sabem que em toda terra de Tang n\u00e3o h\u00e1 nenhum professor de Zen?\u201d Um monge aproximou-se e disse: \u201cMas com certeza h\u00e1 os que instruem disc\u00edpulos e dirigem comunidades?\u201d Hyakujo disse: \u201cSei disso. N\u00e3o digo que n\u00e3o h\u00e1 Zen; \u00e9 s\u00f3 que n\u00e3o h\u00e1 mestres Zen\u201d. [&#8230;]<\/p>\n<p>Hyakujo n\u00e3o est\u00e1 desmerecendo os professores Zen, nem o ensinamento, nem os monges. N\u00e3o est\u00e1 dizendo que a religi\u00e3o, os templos, a educa\u00e7\u00e3o nos conduziram a esta confus\u00e3o pavorosa. H\u00e1 uma ironia em um mestre falar de outros mestres da maneira que Hyakujo faz. Uma ironia que \u00e9 plenamente exposta em: \u201cN\u00e3o digo que n\u00e3o h\u00e1 Zen; \u00e9 s\u00f3 que n\u00e3o h\u00e1 mestres Zen\u201d. \u00c9 parcialmente desta ironia, onde as palavras e a situa\u00e7\u00e3o referida pelas palavras est\u00e3o em conflito, que a afirma\u00e7\u00e3o de Hyakujo obt\u00e9m sua for\u00e7a sutil. De uma forma semelhante Nansen empurra Joshu na dire\u00e7\u00e3o de um conflito final ao dizer \u201cA mente de todo o dia \u00e9 o Caminho\u201d. O uso da ironia dessa forma d\u00e1 uma qualidade expansiva ao ensinamento que \u00e9 dado. \u00c9 como um gongo que \u00e9 tocado e continua a reverberar. Mas para verdadeiramente se juntar a Hyakujo, deve-se prosseguir para al\u00e9m desta ironia. \u00c9 verdade que \u201cN\u00e3o h\u00e1 mestres de Zen\u201d. Mas de que forma \u00e9 verdade? \u00c9 verdade que a mente cotidiana \u00e9 o Caminho, mas como podemos ver esta verdade? [&#8230;]<\/p>\n<p>Quantas pessoas podem tolerar a no\u00e7\u00e3o de serem iguais a todos os outros? Mas isto, diz Nansen, \u00e9 onde come\u00e7a e termina. Muitas t\u00eam a esperan\u00e7a de que o treinamento espiritual, o Zen, as tirar\u00e1 fora do ciclo comum da vida, que elas, em certo grau, se tornar\u00e3o extraordin\u00e1rias, especiais, ou que esperienciar\u00e3o estados mentais extraordin\u00e1rios, beatitude perp\u00e9tua, um \u201c\u00eaxtase\u201d incessante. No entanto, \u00e9 precisamente este desejo que \u00e9 a primeira e maior barreira \u00e0 verdadeira pr\u00e1tica. Humildade \u00e9 aceitar que se \u00e9 comum, nem melhor nem pior que o comum, mas comum. [&#8230;]<\/p>\n<p>Mas, esta mente comum, desprezada, escarnecida, e temida, qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 de ser alcan\u00e7ada, qu\u00e3o facilmente \u00e9 deixada de lado. A mente comum \u00e9 at\u00e9 mesmo a mente dos julgamentos, opini\u00f5es, cren\u00e7as e dogmas. N\u00f3s a julgamos m\u00e1 e procuramos pelo que \u00e9 elevado, espiritual, bom. Este julg\u00e1-la como m\u00e1, esta busca pelo que \u00e9 elevado, esta busca pelo caminho, \u00e9 a mente cotidiana. O \u201ccaminho da mente cotidiana\u201d n\u00e3o \u00e9 um caminho f\u00e1cil. [&#8230;]<\/p>\n<p>Ent\u00e3o o que Nansen quer dizer quando diz \u201cA mente cotidiana \u00e9 o Caminho\u201d? Joshu tamb\u00e9m ficou perplexo porque teve de perguntar \u201cEnt\u00e3o como \u00e9 que adentramos no Caminho?\u201d Nansen disse: \u201cNo momento em que voc\u00ea se direciona para ele, voc\u00ea se afasta dele. Quanto mais voc\u00ea procura, mais ele foge\u201d. Podes ver o que Nansen est\u00e1 fazendo? Podes ver com que firmeza sem remorso ele segura Joshu? Ele \u00e9 como um buldogue com enormes mand\u00edbulas. Joshu est\u00e1 encurralado. Nada que Nansen dissesse poderia ser mais direto ou despretensioso, mas n\u00e3o deve haver nem sequer um piscar de olhos. [&#8230;]<\/p>\n<p>Joshu est\u00e1 perguntando: como se trabalha para alcan\u00e7ar a verdade? E Nansen diz que at\u00e9 mesmo erguer uma m\u00e3o, bane a verdade para sempre.<br \/>\nJoshu devia estar transpirando a essa altura e se sai com a pergunta seguinte: \u201cSe n\u00e3o experimentarmos, como saberemos que \u00e9 o Caminho?\u201d. Esse \u00e9 o eixo sobre o qual todo o koan gira. \u00c9 como um divisor de \u00e1guas. [&#8230;]<\/p>\n<p>Se a mente cotidiana \u00e9 o caminho \u2013 escovar os dentes, ir ao banheiro, comer, andar, se apaixonar, ter sucesso, fracassar, adoecer, ficar zangado, se desesperar, ter esperan\u00e7a \u2013 se tudo isso \u00e9 o Caminho, como podemos saber que \u00e9 o caminho se n\u00e3o podemos nos esfor\u00e7ar?<br \/>\nA palavra chave \u00e9 \u201csaber\u201d. \u201cComo podemos saber que \u00e9 este o Caminho?\u201d Nansen se apodera dessa palavra e com um golpe de espada corta a confus\u00e3o de Joshu. \u201cO Tao n\u00e3o pertence ao saber ou ao n\u00e3o-saber. O conhecimento \u00e9 uma ilus\u00e3o; o n\u00e3o-saber \u00e9 um \u2018branco\u2019\u201d. [&#8230;]<\/p>\n<p>Algu\u00e9m perguntou a Baso \u201cO que \u00e9 Budha?\u201d esta \u00e9 uma outra maneira de dizer \u201cQual \u00e9 o Caminho?\u201d. Baso respondeu \u201cEsta mente mesma \u00e9 o Caminho\u201d. Se a mente n\u00e3o tem a ver com saber ou n\u00e3o-saber, tem rela\u00e7\u00e3o com qu\u00ea? A mente \u00e9 cogni\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 maneira de se aproximar de Nansen atrav\u00e9s de uma an\u00e1lise de palavras e estruturas l\u00f3gicas. Para se tornar um com Nansen \u00e9 necess\u00e1rio abrir o olho interior. Uma vez aberto esse olho, a verdade est\u00e1 em toda a parte. O que h\u00e1 para saber, como se pode n\u00e3o saber? Um peixe vive na \u00e1gua, um p\u00e1ssaro vive no ar. Para onde quer que olhemos, a\u00ed est\u00e1 ela. Uma can\u00e7\u00e3o Hindu diz \u201cMeu amor est\u00e1 em meus olhos, \u00e9 por isso que o vejo em toda a parte\u201d. Se a mente \u00e9 cogni\u00e7\u00e3o, o que h\u00e1 para saber? Se voc\u00ea realmente alcan\u00e7ar esta mente isenta de d\u00favida, ser\u00e1 como o grande vazio, t\u00e3o vasto, t\u00e3o ilimitado. Como pode haver qualquer divis\u00e3o nesta mente ou no Tao?<br \/>\nO Caminho \u00e9 a mente comum: a discuss\u00e3o com um amigo a xinga\u00e7\u00e3o de um vizinho, a cr\u00edtica de um chefe. \u00c9 como o grande vazio, t\u00e3o vasto, t\u00e3o ilimitado. N\u00e3o \u00e9 que primeiro voc\u00ea tenha um e depois tenha o outro.<\/p>\n<p>\u201cTodos os sistemas de ensinamento budista est\u00e3o na mente, onde tesouros incomensur\u00e1veis se originam. Todas as suas faculdades sobrenaturais e suas transforma\u00e7\u00f5es reveladas na disciplina, medita\u00e7\u00e3o e sabedoria est\u00e3o suficientemente contidas em nossa mente e nunca saem de l\u00e1. Todos os obst\u00e1culos para se chegar \u00e0 pura cogni\u00e7\u00e3o, que surgem das paix\u00f5es que geram karma, s\u00e3o originalmente inexistentes. Toda causa e efeito n\u00e3o passa de um sonho. N\u00e3o existe mundo comum para se largar, nem pura cogni\u00e7\u00e3o para procurar. O mundo interior e o mundo exterior profano s\u00e3o uma \u00fanica e mesma coisa. O Tao \u00e9 sem forma e ilimitado. Est\u00e1 livre de pensamento e ansiedade\u201d.<br \/>\n\u201cQuando tiver entendido este ensinamento budista ver\u00e1 que n\u00e3o falta nada em voc\u00ea, e voc\u00ea mesmo n\u00e3o difere do Budha\u201d. [&#8230;]<\/p>\n<p>Embora Joshu tenha enxergado dentro da mente de Nansen e se tornado um com ele naquele momento, ainda assim, levou 25 anos para compreender o que tinha visto, e outros 30 anos para poder reivindicar isto para si.<\/p>\n<p>Trechos retirados do livro:<br \/>\nPENSANDO ZEN<br \/>\nde Albert Low \u2013 Ed. Bodigaya\n<\/p><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s sofremos e reclamamos. Isolados, mal-compreendidos, alheios, sozinhos, fazendo um pouco de bem, evitando um pouco o mal, parecemos abandonados pelo que h\u00e1 de melhor. \u00c9 como se uma luz que deveria estar brilhando se apagasse e f\u00f4ssemos tragados pelo &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/qual-e-o-caminho\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1447,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,25],"tags":[],"class_list":["post-548","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meditacao","category-mestres"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/548","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=548"}],"version-history":[{"count":7,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/548\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1548,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/548\/revisions\/1548"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1447"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=548"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=548"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=548"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}