{"id":555,"date":"2013-03-21T16:14:30","date_gmt":"2013-03-21T18:14:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/?p=555"},"modified":"2018-02-10T14:08:24","modified_gmt":"2018-02-10T16:08:24","slug":"nada-fazer-nao-ir-a-lugar-algum","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nada-fazer-nao-ir-a-lugar-algum\/","title":{"rendered":"Nada fazer, n\u00e3o ir a lugar algum"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<p><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?attachment_id=871\" rel=\"attachment wp-att-871\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/yogui-copy.jpg\" alt=\"\" width=\"656\" height=\"883\" class=\"aligncenter size-full wp-image-871\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/yogui-copy.jpg 656w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/yogui-copy-222x300.jpg 222w\" sizes=\"auto, (max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>Coment\u00e1rio 11\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Neste ensinamento, Mestre Linji nos diz que temos de regressar a n\u00f3s mesmos e confiar em n\u00f3s mesmos. N\u00e3o devemos mendigar migalhas de outras fontes, quer sejam Budas, mestres, professores espirituais, sutras ou outras escrituras. As coisas que procuramos n\u00e3o est\u00e3o nessas fontes. Esta mensagem aparece com freq\u00fc\u00eancia nos ensinamentos de Mestre Linji, mas \u00e9 especialmente clara aqui. Se procurarmos uma coisa fora de n\u00f3s mesmos, jamais a encontraremos. Temos todas as sementes da condi\u00e7\u00e3o de Buda dentro de n\u00f3s. O Buda e os mestres n\u00e3o pertencem ao passado, nem ao futuro, nem a qualquer outro lugar. Eles est\u00e3o aqui conosco neste momento.<\/p>\n<p>Mestre Linji perguntou: \u201cQuereis saber quem \u00e9 nos\u00adso mestre, o Buda? O Buda sois v\u00f3s mesmos, que estais aqui diante de mim, escutando-me ensinar o <i>Darma\u201d<\/i>. Essa afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 muito revolucion\u00e1ria. Nossa verdadeira pessoa \u00e9 o Buda e o mestre, e essa verdadeira pessoa est\u00e1 precisamente dentro de n\u00f3s. Todos os Budas e todos os mundos dos quais se fala nos <i>sutras<\/i> s\u00e3o produtos de nos\u00adsa mente, produtos da consci\u00eancia. N\u00e3o devemos procu\u00adr\u00e1-los no espa\u00e7o e n\u00e3o podemos encontr\u00e1-los no tempo. S\u00f3 podemos encontr\u00e1-los em nossa consci\u00eancia. Quando aprendemos os sutras e os coment\u00e1rios, quando\u00a0escutamos\u00a0o Darma, n\u00f3s temos de manter a nossa liberdade. Quando nos deixamos atrair, provocar e seduzir por\u00a0imagens\u00a0que as pessoas nos apresentam, n\u00f3s nos perdemos.<\/p>\n<p><i>\u201cAmigos na Senda, todos os virtuosos monges da\u00a0Antiguidade\u00a0ofereceram uma senda de liberta\u00e7\u00e3o aos seres humanos. A obriga\u00e7\u00e3o deste monge montanh\u00eas \u00e9 apenas encorajar-vos a n\u00e3o permitir que as pessoas vos iludam. Meu conselho deve ser aplicado de imediato. N\u00e3o sejais indecisos nem duvideis\u201d.<\/i><\/p>\n<p>Ao tratar seu p\u00fablico de \u201cAmigos na Senda\u201d, Mestre Linji queria dizer que eles eram seus colegas praticantes, pessoas que seguiam juntas pela mesma senda, como as \u00e1guas de um rio. Quando disse \u201ceste monge montanh\u00eas\u201d, ele referia-se a si mesmo. Professores budistas do passado t\u00eam mos\u00adtrado as portas do <i>Dharma<\/i>, meios h\u00e1beis para ajudar-nos a encontrar uma sa\u00edda do sofrimento. Entretanto, se n\u00e3o com\u00adpreendermos esses ensinamentos bem-intencionados podere\u00admos ficar presos a eles, amarrados a palavras e id\u00e9ias, e en\u00adt\u00e3o tais ensinamentos podem virar um empecilho.<\/p>\n<p><span><span style=\"text-decoration: underline;\">H\u00e1 professores que receiam perder seus seguidores e seu templo se falarem a verdade. Eles temem que, se n\u00e3o fizerem e disserem o que os seguidores querem, n\u00e3o\u00a0conseguir\u00e3o\u00a0pagar as contas de telefone e eletricidade e n\u00e3o ter\u00e3o onde viver nem praticar. Isto acontecia na China na \u00e9poca do Mestre Linji e acontece hoje na Europa, nos Estados\u00a0Unidos\u00a0e em outros pa\u00edses<\/span><\/span>. <span><span style=\"text-decoration: underline;\">Mas Mestre Linji n\u00e3o era como\u00a0outros\u00a0professores. Ele tinha a coragem de falar a verdade que tinha no cora\u00e7\u00e3o; ele s\u00f3 queria ser uma pessoa verdadeira<\/span><\/span>.<\/p>\n<p>O Vener\u00e1vel Manh Giac escreveu um poema sobre a\u00a0leitura\u00a0do Sutra do Diamante\u00a0<\/p>\n<p>Eis duas linhas desse poema:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0<i>N\u00e3o mais existe o Sutra do Diamante.<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>A porta zen desaparece e eu estou sem palavras. <\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>N\u00f3s somos expulsos do templo. <\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i>Temos a boca presa e n\u00e3o conseguimos dizer nada. <\/i><\/p>\n<p>\u00a0O que estes poemas est\u00e3o dizendo \u00e9 que se deixamos que outros nos desnorteiem, acabamos por perder-nos. N\u00e3o devemos correr atr\u00e1s de nada nem de ningu\u00e9m, nem mesmo de um mestre zen. Tudo o que aprendemos e\u00a0escutamos\u00a0deve ser capaz de trazer-nos de volta para n\u00f3s mesmos e aumentar a nossa capacidade de sermos livres,\u00a0felizes, est\u00e1veis.<\/p>\n<p>Pode ser que ou\u00e7amos este ensinamento e o entendamos. \u00a0Mas talvez sejamos ainda fracos e indecisos e pensemos &#8220;Tudo bem, amanh\u00e3 ou depois vou arrumar as coisas para poder ter liberdade&#8221;. Mas um rio nunca para de fluir; se hesitarmos, nunca teremos liberdade. Se compreendermos o ensinamento, devemos p\u00f4-lo em pr\u00e1tica de imediato.<\/p>\n<p>Mestre Linji disse que se os praticantes budistas de seu tempo n\u00e3o conseguiam alcan\u00e7ar a ilumina\u00e7\u00e3o, era porque eles n\u00e3o tinham confian\u00e7a. Hoje, assim como na China do s\u00e9culo IX, precipitamo-nos em busca de coisas externas e depois nos sentimos manipulados e controlados pelas situa\u00e7\u00f5es em que nos metemos. Se conseguirmos parar com essa\u00a0ideia\u00a0de procurar e correr atr\u00e1s de coisas,\u00a0veremos\u00a0que n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre n\u00f3s e os mestres, entre n\u00f3s e o Buda.<\/p>\n<p>N\u00f3s realizamos cerim\u00f4nias tais como tocar a terra, acender incenso ou estar em contato com uma est\u00e1tua ou um altar, para manter ou renovar nossa confian\u00e7a em n\u00f3s mesmos. Devemos prestar homenagem e tocar a terra diante do Buda de modo a percebermos que aquele que se inclina e quem \u00e9 destinat\u00e1rio da rever\u00eancia s\u00e3o um s\u00f3. Prestamos homenagem ao Buda de maneira tal que a f\u00e9 em nossa capacidade de ser iluminados &#8211; de ser felizes \u00adse fortale\u00e7a e cres\u00e7a a cada dia.<\/p>\n<p>A escritura budista diz que o Buda tem tr\u00eas corpos. Ent\u00e3o, n\u00f3s ficamos perdidos nas palavras \u201ctr\u00eas corpos\u201d e procuramos este ou aquele corpo, sem alcan\u00e7ar a paz, a liberta\u00e7\u00e3o e a grandeza que \u00e9 o Buda vivo em n\u00f3s. Os tr\u00eas corpos de Buda s\u00e3o o corpo do Dharma, o corpo de\u00a0retribui\u00e7\u00e3o\u00a0e o corpo de transforma\u00e7\u00e3o. O Buda tem milhares de corpos de transforma\u00e7\u00e3o e, se n\u00e3o tomarmos cuidado, n\u00f3s buscaremos esses corpos em todo canto menos em n\u00f3s pr\u00f3prios. N\u00f3s procuramos essas coisas sem perceber que s\u00e3o apenas produtos da imagina\u00e7\u00e3o da mente.\u00a0Alguns\u00a0chamam o criador de Todo-poderoso, como se fosse algu\u00e9m fora de n\u00f3s e que tem todo o poder. Se\u00a0acreditarmos\u00a0nessa imagem, acreditaremos que depois de morrer iremos para o Reino de Deus e sentaremos aos p\u00e9s do To\u00addo-poderoso. Pensamos que ele est\u00e1 num lugar superior e que tem o poder de conseguir o que quiser, enquanto n\u00f3s estamos aqui embaixo num lugar muito inferior.<\/p>\n<p>O mesmo acontece no budismo. Imaginamos o Re\u00adverenciado pelo Mundo rodeado de luz ilimitada e de in\u00fameros <i>bodisatvas.<\/i> Este Buda tem os trinta e dois si\u00adnais auspiciosos e as oitenta caracter\u00edsticas especiais, al\u00e9m de milhares de corpos de retribui\u00e7\u00e3o, corpos de transforma\u00e7\u00e3o e corpos do Dharma. Aonde iremos para encontrar um Buda? E para encontrar a Deus? N\u00e3o po\u00addemos ach\u00e1-los em belas imagens e obras liter\u00e1rias. As pessoas que escreveram a B\u00edblia e os sutras <i>Mahayana<\/i> eram artistas que se valiam de imagens para exprimir suas vis\u00f5es interiores.<\/p>\n<p>Disse o Mestre Linji: <i>\u201cSe neste exato momento v\u00f3s n\u00e3o sois capazes de encontrar o Buda em pessoa, por in\u00fame\u00adras vidas vindouras tereis de renascer nos tr\u00eas reinos do samsara, sempre buscando alguma coisa da qual vos apossar que vos fa\u00e7a sentir satisfeitos, nascendo\u00a0continuamente\u00a0no \u00fatero de um bovino ou asinino\u201d.<\/i><\/p>\n<p>Neste exato momento estamos escutando o Dharma, e o Buda est\u00e1 conosco, est\u00e1 dentro de n\u00f3s. Neste momento, se n\u00e3o conseguimos tocar o Buda, n\u00e3o dever\u00edamos falar sobre o futuro. S\u00f3 o momento presente \u00e9 real. Se\u00a0perdermos\u00a0o momento presente, n\u00e3o poderemos entrar em\u00a0contato\u00a0com o Buda e por milhares de vidas seguiremos no ciclo de <i>samsara, <\/i>sendo concebidos, nascendo e morrendo como os humanos e outros seres.<\/p>\n<p><em>Todos os mundos do Buda est\u00e3o contidos neste mo\u00admento<\/em>, n\u00f3s podemos chegar a eles com facilidade e esse \u00e9 o poder milagroso. Para termos acesso a esse poder, tudo o que precisamos \u00e9 escutar o sino da consci\u00eancia e dei\u00adxar que ele nos introduza plenamente no momento atual. Ao ouvirmos o sino, abandonamos todo pensamen\u00adto, retornamos \u00e0 respira\u00e7\u00e3o e fazemos contato com tempo e espa\u00e7o ilimitados, com o passado, o presente e todos os mundos. N\u00e3o h\u00e1 Budas com os quais n\u00e3o possamos fazer contato neste momento.<\/p>\n<p>Mestre Linji perguntou: <i>\u201cHoje, em toda atividade co\u00admum que v\u00f3s realizais, sentis falta de alguma coisa? H\u00e1 algum momento em que os seis raios de luz milagrosa n\u00e3o resplande\u00e7am?\u201d<\/i><\/p>\n<p>As seis luzes milagrosas s\u00e3o nossas consci\u00eancias sensoriais: vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, olfato, paladar, tato\u00ad e pensamento. Em nossa consci\u00eancia, a mente luminosa manifesta-se. Se usamos estas seis luzes milagro\u00adsas com habilidade, n\u00f3s somos os Budas. Isto \u00e9, em cada instante do nosso dia a dia temos de fazer brilhar a luz da plena aten\u00e7\u00e3o. Vemos alguma coisa e sabemos o que estamos vendo, ouvimos alguma coisa e sabemos o que estamos ouvindo. Quando olhamos, olhamos como o Buda. Quando cheiramos, cheiramos como o Buda. Quando tocamos, tocamos como o Buda. Quando pen\u00adsamos, pensamos como o Buda. Se em todo momento nossos seis poderes milagrosos estiverem irradiando, n\u00f3s n\u00e3o teremos nada a fazer. Tornaremo-nos o que Mestre Linji chamava de \u201cpessoa sem objetivo\u201d. Este \u00e9 o esp\u00edri\u00adto do ensinamento de Buda sobre a falta de prop\u00f3sitos, <i>apranihita, <\/i>uma das tr\u00eas portas da liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Mestre Linji ensinou que <i>\u201cnenhum dos tr\u00eas dom\u00ednios \u00e9 seguro. Estes dom\u00ednios s\u00e3o como uma casa em chamas. Eles n\u00e3o s\u00e3o o lugar para v\u00f3s terdes vossa morada da vida inteira. A imperman\u00eancia est\u00e1 constantemente l\u00e1, como um dem\u00f4nio, para estender sua m\u00e3o e tirar-vos a vida, sem distinguir entre jovens e velhos, nobres e humildes\u201d.<\/i><\/p>\n<p>Os tr\u00eas mundos de desejo, forma e n\u00e3o-forma carecem de paz. Eles s\u00e3o como uma casa em chamas, um lugar onde n\u00e3o devemos ficar muito \u00e0 vontade ou por muito tempo. A casa em chamas \u00e9 uma imagem do Sutra do L\u00f3tus. O dem\u00f4nio da imperman\u00eancia \u00e9 a morte. A m\u00e3o dele segura uma gadanha, com a qual ele destr\u00f3i inces\u00adsantemente, sem distinguir entre jovens e velhos. Como escapamos da casa em chamas?<\/p>\n<p>Mestre Linji ensinou: <i>\u201cSe n\u00e3o quereis ser diferentes do Buda, nosso mestre, n\u00e3o corrais atr\u00e1s de coisas que est\u00e3o fora de v\u00f3s. Todo instante em que vossa mente consegue refletir a luz da pureza \u00e9 o corpo do Dharma do Buda que est\u00e1 bem aqui em vosso lar\u201d.<\/i><\/p>\n<p><em id=\"__mceDel\">[&#8230;]<\/em><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Do livro: NADA FAZER, N\u00c3O IR A LUGAR ALGUM<\/strong><\/p>\n<p align=\"center\"><strong>Thich Nhat Hanh<\/strong><\/p>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coment\u00e1rio 11\u00a0 Neste ensinamento, Mestre Linji nos diz que temos de regressar a n\u00f3s mesmos e confiar em n\u00f3s mesmos. N\u00e3o devemos mendigar migalhas de outras fontes, quer sejam Budas, mestres, professores espirituais, sutras ou outras escrituras. As coisas que &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/nada-fazer-nao-ir-a-lugar-algum\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":871,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-555","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meditacao"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/555","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=555"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/555\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1463,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/555\/revisions\/1463"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/871"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=555"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=555"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=555"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}