{"id":576,"date":"2013-04-05T17:51:12","date_gmt":"2013-04-05T19:51:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/?p=576"},"modified":"2018-02-10T21:43:52","modified_gmt":"2018-02-10T23:43:52","slug":"desenvolver-uma-visao-inequivoca-da-realidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/desenvolver-uma-visao-inequivoca-da-realidade\/","title":{"rendered":"Desenvolver uma vis\u00e3o inequ\u00edvoca da realidade"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><i><a href=\"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/terlua1.jpg\" class=\"broken_link\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-556\" alt=\"terlua1\" src=\"http:\/\/www.shunya.com.br\/shunya\/blog\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/terlua1-300x223.jpg\" width=\"300\" height=\"223\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/terlua1-300x223.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/terlua1-1024x763.jpg 1024w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/terlua1-402x300.jpg 402w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/terlua1.jpg 1095w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>REFUTAR A <\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\nEXIST\u00caNCIA INTR\u00cdNSECA DE FORMA CORRETA<\/div>\n<p><\/i><\/strong><\/p>\n<p><b>\u00a0<\/b>Toda a discuss\u00e3o filos\u00f3fica anterior sugere o seguinte ponto b\u00e1sico: o modo como tendemos a perceber as coisas n\u00e3o est\u00e1 de acordo com o que elas s\u00e3o. Por\u00e9m, isso n\u00e3o nega de forma niilista o fato de nossa experi\u00eancia. A <i>exist\u00eancia<\/i> das coisas e dos eventos n\u00e3o \u00e9 questionada; \u00e9 de que <i>maneira<\/i> elas existem que deve ser esclarecida. Esse \u00e9 o objetivo de se passar por essa an\u00e1lise complexa.<\/p>\n<p>\u00c9 essencial para qualquer aspirante espiritual cultivar uma perspectiva que se oponha de forma direta \u00e0 cren\u00e7a err\u00f4nea que se agarra \u00e0 exist\u00eancia concreta das coisas e eventos. Somente pelo cultivo de uma vis\u00e3o assim podemos come\u00e7ar a diminuir o poder das afli\u00e7\u00f5es que nos dominam. Quaisquer pr\u00e1ticas di\u00e1rias em que nos empenhemos \u2013 recita\u00e7\u00e3o de <i>mantra<\/i>, visualiza\u00e7\u00f5es e outras \u2013 por si s\u00f3 ser\u00e3o incapazes de se opor \u00e0 ignor\u00e2ncia fundamental. Simplesmente idealizar a aspira\u00e7\u00e3o \u201cPossa esse apego enganoso \u00e0 exist\u00eancia emp\u00edrica desaparecer\u201d, n\u00e3o \u00e9 suficiente; devemos esclarecer inteiramente nosso entendimento da natureza da vacuidade. Esse \u00e9 o \u00fanico jeito de se ficar livre do sofrimento. Al\u00e9m disso, sem esse entendimento claro, \u00e9 de se imaginar que, em vez de nos ajudar <i>contra<\/i> nosso apego \u00e0 realidade concreta, a visualiza\u00e7\u00e3o de deidades e a recita\u00e7\u00e3o de <i>mantras<\/i> possa at\u00e9 refor\u00e7ar nosso apego enganoso \u00e0 realidade objetiva do mundo e do eu.<\/p>\n<p>Muitas pr\u00e1ticas budistas funcionam a aplica\u00e7\u00e3o de um ant\u00eddoto. Por exemplo, cultivamos a aspira\u00e7\u00e3o de beneficiar os outros como um ant\u00eddoto para o interesse pessoal, e cultivamos nosso entendimento da natureza impermanente da realidade como ant\u00eddoto para ver as coisas e eventos como fixos. Da mesma maneira, cultivando o <i>insight<\/i> correto sobre a natureza da realidade \u2013 a vacuidade das coisas e eventos \u2013 somos capazes de nos liberar gradativamente do apego \u00e0 exist\u00eancia intr\u00ednseca e por fim elimin\u00e1-lo.<\/p>\n<p align=\"center\"><strong>ENTENDER AS DUAS VERDADES<\/strong><\/p>\n<p>No <i>Sutra do Cora\u00e7\u00e3o<\/i> l\u00ea-se:<\/p>\n<p><b><i>Deve-se perceber perfeitamente que at\u00e9 os cinco agregados s\u00e3o vazios de exist\u00eancia intr\u00ednseca. Forma \u00e9 vacuidade, vacuidade \u00e9 forma; vacuidade n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o forma; forma tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o vacuidade<\/i><\/b><b><i>.<\/i><\/b><\/p>\n<p><i>\u00a0<\/i>Essa passage<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">m apresenta o resumo da resposta de Avalokiteshvara para a pergunta de Shariputra sobre como praticar a perfei\u00e7\u00e3o da sabedoria. A express\u00e3o \u201cvazios de exist\u00eancia intr\u00ednseca\u201d \u00e9 a refer\u00eancia de Avalokiteshvara ao entendimento mais sutil da vacuidade, da aus\u00eancia de exist\u00eancia intr\u00ednseca. Avalokiteshvara detalha sua resposta que come\u00e7a com as seguintes frases: \u201c<i>Forma \u00e9 vacuidade, vacuidade \u00e9 forma; vacuidade n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o forma; forma tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o vacuidade\u201d.<\/i><\/p>\n<p><i>\u00a0<\/i>Para n\u00f3s \u00e9 importante evitar a apreens\u00e3o err\u00f4nea de que a vacuidade \u00e9 uma realidade absoluta ou uma verdade independente. A vacuidade deve ser entendida como verdadeira natureza das coisas e eventos. Por isso l\u00ea-se: <i>\u201cForma \u00e9 vacuidade, vacuidade \u00e9 forma; vacuidade n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o forma; forma tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o vacuidade\u201d. <\/i>N\u00e3o se refere a alguma esp\u00e9cie de Grande Vacuidade em algum lugar l\u00e1 fora, mas sim \u00e0 vacuidade de um fen\u00f4meno espec\u00edfico, no caso, da forma ou mat\u00e9ria.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>A afirma\u00e7\u00e3o de que, \u201c\u00e0 parte da forma n\u00e3o existe vacuidade\u201d sugere que a vacuidade da forma n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o a natureza \u00faltima da forma. A forma carece de exist\u00eancia intr\u00ednseca ou independente; por isso sua natureza \u00e9 vacuidade. Essa natureza \u2013 a vacuidade \u2013 n\u00e3o \u00e9 independente da forma, mas sim uma <i>caracter\u00edstica<\/i> da forma; a vacuidade \u00e9 o modo de ser da forma. Deve-se entender a forma e sua vacuidade em unidade; n\u00e3o s\u00e3o duas realidades independentes.<\/p>\n<p>Vamos olhar as duas declara\u00e7\u00f5es de Avalokiteshvara mais detidamente: que forma \u00e9 vacuidade e vacuidade \u00e9 forma. A primeira afirma\u00e7\u00e3o, \u201cforma \u00e9 vacuidade\u201d, indica que o que reconhecemos com<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">o forma vem a existir como resultado da agrega\u00e7\u00e3o de muitas causas e condi\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o por meios pr\u00f3prios independentes. Forma \u00e9 um fen\u00f4meno composto constitu\u00eddo por muitas partes. Porque vem a existir, e continua a existir baseado em outras causas e condi\u00e7\u00f5es, \u00e9 um fen\u00f4meno dependente. Essa depend\u00eancia significa que a forma \u00e9 conseq\u00fcentemente vazia de qualquer realidade intr\u00ednseca e auto-existente e, portanto, diz-se que forma \u00e9 vacuidade.<\/p>\n<p>Vamos nos deter agora na declara\u00e7\u00e3o seguinte, de que vacuidade \u00e9 forma. Entendido que a forma carece de exist\u00eancia independente, jamais pode ser isolada de outros fen\u00f4menos. Conseq\u00fcentemente, a depend\u00eancia sugere um tipo de abertura e maleabilidade em rela\u00e7\u00e3o a outras coisas. Devido a essa abertura fundamental, a forma n\u00e3o \u00e9 fixa, mas sim sujeita a mudan\u00e7a e causalidade. Em outras palavras, uma vez que as formas surgem a partir da intera\u00e7\u00e3o de causas e condi\u00e7\u00f5es e n\u00e3o possuem realidade independente e fixa, prestam-se \u00e0 possibilidade de intera\u00e7\u00e3o com outras formas e, portanto,\u00a0 com outras causas e condi\u00e7\u00f5es. Tudo isso faz parte de uma realidade complexa e interconectada. Como as formas n\u00e3o possuem identidade fixa e isolada, podemos dizer que a vacuidade \u00e9 a base para a exist\u00eancia da forma. De fato, em certo sentido, \u00e9 poss\u00edvel dizer at\u00e9 que a vacuidade <i>cria<\/i> a forma. Pode-se entender a afirma\u00e7\u00e3o de que \u201cvacuidade \u00e9 forma\u201d no sentido de a forma ser uma manifesta\u00e7\u00e3o ou express\u00e3o da vacuidade, algo que adv\u00e9m da vacuidade.<\/p>\n<p>Esse relacionamento aparentemente abstrato de forma e vacuidade \u00e9 de algum modo an\u00e1logo ao relacionamento de objetos materiais e espa\u00e7o. Sem espa\u00e7o vazio, os objetos materiais n\u00e3o podem existir; o espa\u00e7o \u00e9 o meio para o mundo f\u00edsico. Contudo, essa analogia sucumbe na medida em que se pode dizer que os objetos materiais, em certo sentido, s\u00e3o separados do espa\u00e7o que ocupam, ao passo que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel dizer isso da forma e da vacuidade.<\/p>\n<p>No <i>Lankavatara Sutra<\/i>, encontramos descri\u00e7\u00f5es de sete diferentes maneiras em que uma coisa pode ser considerada vazia. Aqui, seguindo nossos prop\u00f3sitos, vamos examinar duas maneiras de ser vazio. A primeira \u00e9 conhecida como \u201cvacuidade do outro\u201d \u2013 no sentido de que um templo pode estar vazio de monges. Nesse exemplo, a vacuidade (do templo) \u00e9 separada do que est\u00e1 sendo negado (a presen\u00e7a de monges).<\/p>\n<p>Em contraste, quando dizemos que \u201cforma \u00e9 vacuidade\u201d, estamos negando uma ess\u00eancia intr\u00ednseca da forma. Essa maneira de ser \u00e9 chamada de <i>vacuidade da exist\u00eancia intr\u00ednseca<\/i> (em tibetano, significa literalmente \u201cvacuidade do eu\u201d). Contudo, n\u00e3o devemos entender a vacuidade do eu ou vacuidade da natureza do eu como significando que a forma \u00e9 vazia <i>de si mesma<\/i>; isso seria equivalente a negar a realidade da forma, o que, conforme tenho repetido enfaticamente, esses ensinamentos n\u00e3o fazem. Forma <i>\u00e9<\/i> forma: a realidade da forma sendo forma n\u00e3o \u00e9 rejeitada, apenas a realidade <i>independente e, portanto,\u00a0 a ess\u00eancia intr\u00ednseca<\/i> dessa realidade. Portanto, o fato de forma ser forma n\u00e3o contradiz de modo algum o fato de forma ser vacuidade.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um ponto crucial, e vale a pena reiter\u00e1-lo. Vacuidade n\u00e3o implica n\u00e3o-exist\u00eancia; vacuidade implica vacuidade de exist\u00eancia <i>intr\u00ednseca<\/i>, o que implica necessariamente origina\u00e7\u00e3o dependente. Depend\u00eancia e interdepend\u00eancia est\u00e3o na natureza de todas as coisas; coisas e eventos v\u00eam a existir apenas como resultado de causas e condi\u00e7\u00f5es. A vacuidade possibilita a lei de causa e efeito.<\/p>\n<p>Podemos expressar o que foi dito ainda de outra maneira, conforme o seguinte racioc\u00ednio. Todas as coisas se originam de modo dependente, dessa maneira, dessa maneira pode-se observar a causa e o efeito. Causa e efeito s\u00f3 s\u00e3o poss\u00edveis em um mundo desprovido de exist\u00eancia intr\u00ednseca, ou seja, em um mundo que \u00e9 vazio. Assim, podemos dizer que vacuidade \u00e9 forma, outra maneira de dizer que a forma surge a partir da vacuidade, e que <\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">a vacuidade \u00e9 a base que permite a origina\u00e7\u00e3o dependente da forma. Portanto, o mundo da forma \u00e9 uma <i>manifesta\u00e7\u00e3o<\/i> da vacuidade. <i>(formas da vacuidade)<\/i><\/p>\n<p>\u00c9 importante esclarecer que n\u00e3o estamos falando da vacuidade como sendo algum tipo de estrato absoluto da <\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">realidade, aparentado, por assim\u00a0 dizer, com o antigo conceito indiano de <i>Brahman<\/i>, concebido como uma realidade absoluta subjacente, a partir da qual emerge o mundo ilus\u00f3rio da multiplicidade. A vacuidade n\u00e3o \u00e9 uma realidade essencial, que reside de algum modo no cora\u00e7\u00e3o do universo, da qual surge a diversidade de fen\u00f4menos. A vacuidade s\u00f3 pode ser concebida em rela\u00e7\u00e3o a coisas e eventos individuais. Por exemplo, quando falamos de vacuidade de uma forma, estamos falando sobre a realidade absoluta <i>daquela forma<\/i>,o fato dela ser desprovida de exist\u00eancia intr\u00ednseca. <i>Aquela vacuidade<\/i> \u00e9 a natureza absoluta <i>daquela forma<\/i>. A vacuidade existe como uma qualidade de um fen\u00f4meno espec\u00edfico; e n\u00e3o separada e independentemente de um fen\u00f4meno espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Alem disso, uma vez que a vacuidade s\u00f3 pode ser entendida como realidade absoluta em rela\u00e7\u00e3o a um fen\u00f4meno individual, coisas e eventos individuais, quando um fen\u00f4meno individual termina, a vacuidade daquele fen\u00f4meno tamb\u00e9m cessa. Assim, embora a vacuidade n\u00e3o seja ela pr\u00f3pria o produto de causas e condi\u00e7\u00f5es, quando uma base para a identifica\u00e7\u00e3o da vacuidade n\u00e3o mais existe, a vacuidade n\u00e3o mais existe, a vacuidade daquela coisa tamb\u00e9m cessa*.<\/p>\n<p>A linha \u201cVacuidade n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o forma; forma tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 outra coisa sen\u00e3o vacuidade\u201d indica a necessidade de se entender o ensinamento do Budha sobre as duas verdades. A primeira \u00e9 a verdade da conven\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, ao passo que a segunda, a verdade absoluta, \u00e9 a verdade a que se chega por meio da an\u00e1lise sobre o modo de ser absoluto das coisas.<\/p>\n<p>Nagarjuna faz refer\u00eancia a isso nos <i>Fundamentos do Caminho do Meio:<\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00a0&#8220;<b><i>Os ensinamentos revelados pelos budhas<\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>Assim o s\u00e3o em termos de duas verdades \u2013<\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>a verdade convencional do mundo<\/i><\/b><\/p>\n<p align=\"center\"><b><i>e a verdade \u00faltima&#8221;.<\/i><\/b><\/p>\n<p>\u00a0Percebemos a verdade convencional, ou seja, o mundo relativo em toda a sua diversidade, por meio do uso cotidiano da mente e de nossas faculdades sensoriais. Contudo, somente por meio da an\u00e1lise penetrante somos capazes de perceber a verdade absoluta, a verdadeira natureza das coisas e eventos. Perceber isso \u00e9 perceber a <i>talidade<\/i> dos fen\u00f4menos, seu modo absoluto de ser, que \u00e9 a verdade absoluta sobre a natureza da realidade.<\/p>\n<p>Embora muitas tradi\u00e7\u00f5es indianas de pensamento \u2013 tanto budistas quanto n\u00e3o-budistas \u2013 entendam a natureza da realidade em termos de duas verdades, o entendimento mais sutil acarreta a realiza\u00e7\u00e3o das duas verdades n\u00e3o como duas realidades separadas e independentes, mas sim como dois aspectos de uma \u00fanica realidade. \u00c9 essencial que captemos essa distin\u00e7\u00e3o com clareza. [&#8230;]<\/p>\n<p>* Na pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o Vajrayana, \u00e9 enfatizado que, quando se medita sobre a vacuidade no contexto do <i>yoga<\/i> da deidade, \u00e9 importante escolher uma base para a medita\u00e7\u00e3o. Essa base pode ser o aspecto da mente que manter\u00e1 sua continuidade ao longo das vidas de um individuo at\u00e9 que alcance a ilumina\u00e7\u00e3o. O fato de que a mente prosseguir\u00e1 no est\u00e1gio da ilumina\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos principais motivos para a mente ser freq\u00fcentemente enfatizada como foco da medita\u00e7\u00e3o sobre a vacuidade. Tamb\u00e9m \u00e9 assim em outras pr\u00e1ticas, tais como <i>Mahamudra<\/i> e <i>Dzogchen<\/i>, onde o foco principal da medita\u00e7\u00e3o sobre a vacuidade \u00e9 a mente do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p><i>Do livro: A Ess\u00eancia Do Sutra Do Cora\u00e7\u00e3o \u2013 Dalai Lama \u2013 10\u00ba. Cap\u00edtulo \u2013 p\u00e1gs. 103-108<\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>REFUTAR A EXIST\u00caNCIA INTR\u00cdNSECA DE FORMA CORRETA \u00a0Toda a discuss\u00e3o filos\u00f3fica anterior sugere o seguinte ponto b\u00e1sico: o modo como tendemos a perceber as coisas n\u00e3o est\u00e1 de acordo com o que elas s\u00e3o. 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