{"id":5767,"date":"2018-08-02T18:46:56","date_gmt":"2018-08-02T20:46:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5767"},"modified":"2018-08-02T18:53:31","modified_gmt":"2018-08-02T20:53:31","slug":"a-palavra-correta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-palavra-correta\/","title":{"rendered":"A palavra correta"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-palavra-correta\/a-palavra-correta-2\/\" rel=\"attachment wp-att-5770\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/A-palavra-correta-300x168.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"168\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5770\" \/><\/a><strong>Aquilo que voc&ecirc; diz a uma pessoa, ela pode guardar para sempre<\/strong><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\">Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sylvia-boorstein\/\">Sylvia Boorstein<\/a>,<br \/>extra\u00eddo do livro<br \/>&#8220;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/e-mais-facil-do-que-voce-pensa\/\">\u00c9 mais f\u00e1cil do que voc\u00ea pensa<\/a>&#8220;<\/div>\n<hr \/>\n<p>Uma tabuleta no armaz&eacute;m de Jimtown, perto de onde moro, diz: Tome cuidado com as palavras que usa, Que sejam bem poucas e doces, Pois nunca se sabe qual delas um dia voc&ecirc; mesmo ter&aacute; de engolir.<\/p>\n<p>Penso muito no fato do Buda ter criado um categoria &agrave; parte para a Palavra Correta. Ele poderia ter incluindo-a na A&ccedil;&atilde;o Correta, pois falar &eacute; uma forma de a&ccedil;&atilde;o. Durante algum tempo, pensei que a fala ocupava uma categoria separada porque falamos muito. Mas depois mudei o meu ponto de vista &#8211; algumas pessoas n&atilde;o falam muito. Agora, acho que ela ocupa uma categoria separada por causa do poder que a palavra tem. Li uma frase em uma revista, alguns anos atr&aacute;s. Tratava-se de um tapa-buracos acrescentado ao final da coluna porque o artigo n&atilde;o era suficientemente grande. N&atilde;o me lembro do nome da revista nem do tema do artigo, mas lembro-me da frase. Ela dizia: &#8220;Paus e pedras talvez quebrem os meus ossos, mas as palavras podem me ferir para sempre.&#8221; &Agrave;s vezes, durante uma aula, eu digo: &#8220;Levantem a m&atilde;o os que j&aacute; sofreram algum tipo de fratura &oacute;ssea.&#8221; Depois que as pessoas levantam as m&atilde;os, eu digo: &#8220;N&atilde;o abaixem a m&atilde;o se o osso ainda estiver doendo.&#8221; Em geral, todas as m&atilde;os s&atilde;o abaixadas. Depois eu digo: &#8220;Levantem as m&atilde;os se ainda estiverem se sentindo magoados por causa de algo que lhes disseram no ano passado.&#8221; Muitas m&atilde;os s&atilde;o levantadas. &#8220;Mantenham as m&atilde;os erguidas se ainda estiverem magoados por causa de uma observa&ccedil;&atilde;o que algu&eacute;m lhes fez nos &uacute;ltimos cinco anos.&#8221; As m&atilde;os continuam levantadas. &#8220;Nos &uacute;ltimos dez anos &#8230; vinte anos &#8230; trinta anos &#8230; uma observa&ccedil;&atilde;o que tenha sido feita quando voc&ecirc;s tinham menos de cinco anos de idade.&#8221; <\/p>\n<p>Muitas pessoas ainda conservam uma das m&atilde;os erguida. Elas olham em torno e sorriem timidamente, mas n&atilde;o creio que algu&eacute;m estivesse achando a coisa engra&ccedil;ada. Este &eacute; um belo momento de comisera&ccedil;&atilde;o compartilhada, de sermos testemunha de que todos nascemos para carregar a carga representada pela dor das observa&ccedil;&otilde;es ofensivas. Talvez pensemos que, se f&ocirc;ssemos adultos maduros, ter&iacute;amos superado as reprimendas sofridas na inf&acirc;ncia. Pergunto-me se algum dia chegaremos a conseguir isso. Acho que somos todos muito vulner&aacute;veis, como bombas recheadas de creme &#8211; firmes por fora mas fr&aacute;geis por dentro, e muito doces. Na d&eacute;cada de 60, quando o esp&iacute;rito da &eacute;poca era n&atilde;o guardar nada consigo, pensei v&aacute;rias vezes em escrever um livro intitulado Guardando Tudo para Si. Acho que estava alarmada com a possibilidade de que as pessoas tivessem deixado de perceber o quanto todos n&oacute;s somos vulner&aacute;veis. Recentemente mudei o t&iacute;tulo de meu livro para Guardando Tudo para n&oacute;s at&eacute; Descobrirmos como Falar sobre Isso de uma Forma Proveitosa. Creio que somos obrigados a dizer a verdade. Dizer a verdade &eacute; uma maneira de cuidar das pessoas. O Buda pregou a honestidade completa, al&eacute;m de alertar para o fato de que tudo o que a pessoa diz deve ser verdadeiro e proveitoso. Quando o Buda ensinou a Palavra Correta, ele nos proporcionou um guia para fazer corre&ccedil;&otilde;es. Advert&ecirc;ncias e conselhos devem ser oportunos, sinceros, am&aacute;veis e proveitosos. Quando falo &agrave;s pessoas sobre esses crit&eacute;rios, elas freq&uuml;entemente exclamam: &#8220;Mas desse jeito nunca seria poss&iacute;vel advertir algu&eacute;m!&#8221; Penso de outra forma. Acho que com a Palavra Correta, as pessoas podem fazer sugest&otilde;es ou observa&ccedil;&otilde;es de modo que a outra pessoa possa ouvi-la e us&aacute;-la sem sentir-se diminu&iacute;da.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aquilo que voc&ecirc; diz a uma pessoa, ela pode guardar para sempre Texto de Sylvia Boorstein,extra\u00eddo do livro&#8220;\u00c9 mais f\u00e1cil do que voc\u00ea pensa&#8220; Uma tabuleta no armaz&eacute;m de Jimtown, perto de onde moro, diz: Tome cuidado com as palavras &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-palavra-correta\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5770,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[92],"class_list":["post-5767","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meditacao","tag-sylvia-boorstein"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5767"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5767\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5771,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5767\/revisions\/5771"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5770"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}