{"id":5773,"date":"2018-08-03T08:44:30","date_gmt":"2018-08-03T10:44:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5773"},"modified":"2018-08-03T08:48:29","modified_gmt":"2018-08-03T10:48:29","slug":"a-segunda-nobre-verdade-apegar-se-e-sofrer","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-segunda-nobre-verdade-apegar-se-e-sofrer\/","title":{"rendered":"A segunda nobre verdade: apegar-se \u00e9 sofrer"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-segunda-nobre-verdade-apegar-se-e-sofrer\/a-segunda-nobre-verdade\/\" rel=\"attachment wp-att-5775\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/A-segunda-nobre-verdade-300x66.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"66\" class=\"alignleft size-medium wp-image-5775\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/A-segunda-nobre-verdade-300x66.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/A-segunda-nobre-verdade.jpg 478w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align:right\">Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/sylvia-boorstein\/\">Sylvia Boorstein<\/a>,<br \/>extra\u00eddo do livro<br \/>&#8220;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/e-mais-facil-do-que-voce-pensa\/\">\u00c9 mais f\u00e1cil do que voc\u00ea pensa<\/a>&#8220;<\/div>\n<hr \/>\n<p>A Primeira Nobre Verdade declara taxativamente que a dor &eacute; inerente &agrave; vida simplesmente porque tudo est&aacute; mudando. A Segunda Nobre Verdade explica que o sofrimento &eacute; o que acontece quando lutamos contra aquilo que a vida nos oferece, em vez de aceitarmos as nossas experi&ecirc;ncias e de nos abrirmos a elas, com sabedoria e compaix&atilde;o. Considerando-se as coisas a partir desse ponto de vista, h&aacute; uma grande diferen&ccedil;a entre dor e sofrimento. A dor &eacute; inevit&aacute;vel; trata-se de algo inerente &agrave; vida. O sofrimento n&atilde;o &eacute; inevit&aacute;vel. Se o sofrimento ocorre quando lutamos contra aquilo que nos acontece, devido &agrave; nossa incapacidade de aceitar esses fatos, ent&atilde;o ele &eacute; algo que ocorre em fun&ccedil;&atilde;o de uma op&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Eu n&atilde;o compreendia isso quando comecei a praticar o Budismo, acreditando que, se eu me empenhasse o bastante na medita&ccedil;&atilde;o, faria cessar toda a dor. Isso revelou-se um grande engano. Fiquei desapontada quando descobri o erro e me senti constrangida por ter sido t&atilde;o ing&ecirc;nua. &Eacute; &oacute;bvio que n&atilde;o vamos acabar com a dor nesta exist&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>O Buda disse: \u2018Tudo o que nos &eacute; caro nos causa dor&quot;. Creio que isso seja verdade. Em geral, n&atilde;o costumo citar essa frase para alunos iniciantes porque n&atilde;o quero que eles pensem que o Budismo &eacute; algo melanc&oacute;iico. Mas o que o Buda disse &eacute; verdade. Como as coisas mudam, nosso relacionamento com qualquer coisa que amamos ou seu relacionamento conosco tamb&eacute;m mudar&aacute;, e sentiremos a dor da perda ou da separa&ccedil;&atilde;o. Aqueles dentre n&oacute;s que escolheram uma vida de relacionamentos fizeram uma op&ccedil;&atilde;o baseada no ponto de vista de que vale a pena sentir a dor. <\/p>\n<p>&Eacute; um constante desafio para mim (os budistas zen poderiam chamar a isso de <i>koan) <\/i>tra&ccedil;ar a t&ecirc;nue linha entre &quot;indiferen&ccedil;a &agrave;s experi&ecirc;ncias da vida&quot; e da &quot;aprecia&ccedil;&atilde;o compassiva das experi&ecirc;ncias da vida&quot;, sem apego. Dependo daquilo que &eacute; poss&iacute;vel, mas, como cada momento &eacute; um equil&iacute;brio entre o &quot;agrad&aacute;vel&quot; e o &quot;desagrad&aacute;vel&quot;, &eacute; dif&iacute;cil n&atilde;o desejar o &quot;agrad&aacute;vel&quot;. Basicamente, &eacute; dif&iacute;cil n&atilde;o querer.<\/p>\n<p>Consta que S&atilde;o Jo&atilde;o da Cruz fez o seguinte pedido numa ora&ccedil;&atilde;o: &quot;Senhor, poupe-me das vis&otilde;es!&quot; Quando comecei a praticar medita&ccedil;&atilde;o, eu queria ter vis&otilde;es. Est&aacute;vamos no final da d&eacute;cada de 60, os Beatles e o iogue Maharishi Mahesh estavam popularizando a medita&ccedil;&atilde;o, e a cultura era &quot;psicod&eacute;lica&quot;. Eu queria que algo extraordin&aacute;rio me acontecesse.<\/p>\n<p>Alguns anos depois, coisas extraordin&aacute;rias realmente aconteceram. Durante um per&iacute;odo de intensa pr&aacute;tica meditativa, senti-me cheia de luz, e era como se eu estivesse at&eacute; mesmo irradiando luz. Foi espantoso! (No &acirc;mbito da pr&aacute;tica intensiva da medita&ccedil;&atilde;o, isso n&atilde;o chega a ser grande coisa; para mim, por&eacute;m, tratava-se de algo incr&iacute;vel!) Em pouco tempo comecei a achar que n&atilde;o se tratava de algo t&atilde;o incr&iacute;vel assim. Comecei a pensar em Paulo, cego pela luz na estrada de Damasco e, como eu n&atilde;o fiquei ofuscada, comecei a desejar mais luz. Conquanto fosse verdade, eu n&atilde;o confessaria isso a ningu&eacute;m porque, nos grupos de medita&ccedil;&atilde;o \u2014 ou, pelo menos, no meu grupo \u2014 n&atilde;o era considerado de bom tom desejar mais &ecirc;xtase.<\/p>\n<p>A Segunda Nobre Verdade de Buda &eacute; que ansiar por algo &eacute; sofrer. Frequentemente, isso &eacute; traduzido como &quot;o anseio &eacute; a causa do sofrimento&quot;, mas penso que essa vers&atilde;o deixa de lado a ess&ecirc;ncia da id&eacute;ia. Causa sugere que algo acontece antes e produz um determinado resultado. Uma constru&ccedil;&atilde;o equivalente seria &quot;ansiar agora, sofrer mais tarde&quot;. Acho que uma express&atilde;o melhor seria &quot;ansiar agora, sofrer agora&quot;.<\/p>\n<p>Certa vez, ouvi algu&eacute;m dizer que um sinal de ilumina&ccedil;&atilde;o era a capacidade de dizer (e pensar realmente assim) em qualquer momento: &quot;Bem, isso n&atilde;o &eacute; o que eu quero mas &eacute; o que eu tenho; ent&atilde;o, tudo bem.&quot;<\/p>\n<p>A sogra do meu filho Peter n&atilde;o apenas tolera os contratempos como, em geral, parece apreci&aacute;-los. Ela &eacute; a &uacute;nica pessoa com a qual j&aacute; andei de carro pelas estradas de Los Angeles \u2014 com carros entrando e saindo arbitrariamente de ruas transversais, em congestionamentos confusos e cheios de fuma&ccedil;a \u2014 que diz, com genu&iacute;na admira&ccedil;&atilde;o: &quot;Uau! Olhe s&oacute; para todas essas pessoas que resolveram sair de casa!&quot;<\/p>\n<p>H&aacute; uma grande diferen&ccedil;a, obviamente, entre auto-estradas e fomes end&ecirc;micas e guerras, mas &eacute; &oacute;timo ter a confirma&ccedil;&atilde;o de que a ampla aceita&ccedil;&atilde;o &eacute; humanamente poss&iacute;vel. A pr&aacute;tica espiritual poderia ser a descoberta e a amplia&ccedil;&atilde;o do potencial que existe dentro de n&oacute;s mesmos. A Terceira Nobre Verdade diz que isso &eacute; de fato poss&iacute;vel.<\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Sylvia Boorstein,extra\u00eddo do livro&#8220;\u00c9 mais f\u00e1cil do que voc\u00ea pensa&#8220; A Primeira Nobre Verdade declara taxativamente que a dor &eacute; inerente &agrave; vida simplesmente porque tudo est&aacute; mudando. 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