{"id":5986,"date":"2020-06-11T12:09:00","date_gmt":"2020-06-11T14:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=5986"},"modified":"2020-06-11T12:21:40","modified_gmt":"2020-06-11T14:21:40","slug":"o-ponto-essencial-em-tres-aforismos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-ponto-essencial-em-tres-aforismos\/","title":{"rendered":"O PONTO ESSENCIAL EM TR\u00caS AFORISMOS"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<font FACE=\"Verdana\" SIZE=\"2\"><a NAME=\"inicio\"><\/p>\n<div STYLE=\"text-align:center\"><b><font SIZE=\"4\">O PONTO ESSENCIAL EM TR&Ecirc;S AFORISMOS<br \/><\/font><font SIZE=\"2\">Que \u00e9 o Ensinamento Especial de Khepa Sri Gyalpo<\/font><\/b><\/div>\n<p><\/a><\/font><\/div>\n<div STYLE=\"text-align:right\"><b>de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/patrul-rimpoche\/\">Patrul Riponche<\/a><\/b><\/p>\n<p><font SIZE=\"1\"><i>Texto extra\u00eddo do livro<br \/> &#8220;La Simplicit\u00e9 de la Grande Perfection&#8221;<br \/> Traduzido do tibetano e apresentado por James Low<br \/>Traduzido para o portugu\u00eas por: Karma Tenpa Dhargye<\/i><\/font><\/div>\n<div STYLE=\"text-align:justify\"><b><\/p>\n<p ALIGN=\"CENTER\">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O<\/p>\n<p><\/b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">[&#8230;] A estrutura particular deste texto &eacute; muito difundida entre os textos tibetanos. Ele tem desde o in&iacute;cio um enunciado da vis&atilde;o, da medita&ccedil;&atilde;o e da a&ccedil;&atilde;o. Em seguida, um esclarecimento de sua significa&ccedil;&atilde;o nos termos dos tr&ecirc;s aforismos de Garab Dorje, que representam a suma da apresenta&ccedil;&atilde;o inicial do dzogchen nesta &eacute;poca (Norbu 1984): Depois  vem o coment&aacute;rio de Patrul Rinpoche sobre seu pr&oacute;prio texto, no qual ele deslinda e aprofunda o significado de cada linha. Estamos longe de um coment&aacute;rio ocidental moderno que buscaria ser cr&iacute;tico, e a sublinhar as contradi&ccedil;&otilde;es a fim de &quot;fazer avan&ccedil;ar&quot; as id&eacute;ias. O coment&aacute;rio de Patrul Rinpoche n&atilde;o busca elaborar id&eacute;ias e a criar um sistema de pensamento coerente em si. Ele mostra sobretudo a profundidade, o poder e a completude da simplicidade. Se o significado dos tr&ecirc;s aforismos &eacute; realizado em uma experi&ecirc;ncia concreta, nenhum outro estudo intelectual &eacute; necess&aacute;rio. E assim, o coment&aacute;rio explora o que apresentam esses aforismos de um modo que conduz  aos aforismos em si. Desta maneira, os aforismos de Garab Dorje n&atilde;o &quot;corroboram&quot; o &quot;sistema&quot; dzogchen; antes, tudo o que se trata no dzogchen visa &agrave; simples experi&ecirc;ncia de ser o que esses aforismos descrevem.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Os tr&ecirc;s aforismos s&atilde;o:<\/p>\n<ol><b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">\n<li>A introdu&ccedil;&atilde;o direta sobre nossa natureza verdadeira.<\/li>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">\n<li>Se determinar claramente sobre esses pontos precisos;<\/li>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">\n<li>Permanecer na confian&ccedil;a da libera&ccedil;&atilde;o.<\/li>\n<p><\/b><\/ol>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Pode parecer estranho falar de uma introdu&ccedil;&atilde;o &quot;sobre&quot; nossa verdadeira natureza ao inv&eacute;s de uma introdu&ccedil;&atilde;o &quot;&agrave;&quot; esta natureza. Todavia, como sabemos, a ignor&acirc;ncia, &eacute; n&atilde;o se conhecer a si-mesmo. Se conhecer a si-mesmo, n&atilde;o &eacute; se reconhecer como objeto, como uma coisa separada do conhecimento. Estamos habituados a nos descrever em termos de fragmenta&ccedil;&atilde;o, por exemplo: &quot;uma parte de mim est&aacute; com raiva a prop&oacute;sito disto, mas uma outra parte sente tristeza&#8230;&quot;. Tais declara&ccedil;&otilde;es se tornam mais e mais comuns pelo fato da influ&ecirc;ncia das terapias modernas. Mas a ilumina&ccedil;&atilde;o ou a integra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o consiste em apresentar diferentes &quot;partes&quot; de si-mesmo a cada outra afim de que elas se tornem amigas ou colaborem melhor, nem em dissolver um eu &quot;inferior&quot; em um eu &quot;superior&quot;. Uma tal linguagem n&atilde;o faz mais que prolongar o pensamento dualista e julgador. A introdu&ccedil;&atilde;o dzogchen n&atilde;o &eacute; alguma coisa de nova, de m&iacute;stica, ou de mais elevada. &Eacute; como levantar um v&eacute;u a fim de podermos instantaneamente reconhecer o lugar onde estamos \u2013 um lugar que nos &eacute; familiar porque &eacute; a realidade primordial, a presen&ccedil;a luminosa de nosso ser. Levantando o v&eacute;u, nos despertamos &quot;sobre&quot; a experi&ecirc;ncia da &quot;coisa&quot; \u2013 um reconhecimento que inclui a &quot;coisa&quot;, diferente do sentimento de &quot;sim, eu estou nessa coisa&quot;, que seria justamente uma conceitua&ccedil;&atilde;o. Qualquer que seja a &quot;coisa&quot;, estamos exatamente &quot;sobre&quot; isso, precisamente na ess&ecirc;ncia do cora&ccedil;&atilde;o da experi&ecirc;ncia vibrante desta. Reconhecer nossa natureza, n&atilde;o &eacute; como ter uma vis&atilde;o fugitiva de Deus, n&atilde;o &eacute; um &quot;outro&quot;, mas ser esse outro, diferente, aberto. &Eacute; um estado de ser integrado que inclui o eu e o outro em uma experi&ecirc;ncia  que est&aacute; muito al&eacute;m das palavras.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Ainda que a aten&ccedil;&atilde;o deva estar concentrada, sem vacilar, n&atilde;o &eacute; uma via de esfor&ccedil;o, n&atilde;o &eacute; uma luta her&oacute;ica para ultrapassar isto ou atingir aquilo. &Eacute; antes uma via onde nos detemos mais e mais em uma realiza&ccedil;&atilde;o sem esfor&ccedil;o, gra&ccedil;as &agrave; confian&ccedil;a na verdade da experi&ecirc;ncia direta que tivermos. Patrul Rinpoche descreve os tr&ecirc;s modos essenciais da libera&ccedil;&atilde;o: &quot;Assim, primeiramente, h&aacute; a libera&ccedil;&atilde;o dos pensamentos os reconhecendo, como reconhecemos qualquer um que j&aacute; tenhamos encontrado antes. Depois os pensamentos se liberam eles mesmos por si-mesmos, como uma serpente se desenrola por si mesma. E finalmente, os pensamentos s&atilde;o liberados sem benef&iacute;cio nem malef&iacute;cio, como um ladr&atilde;o se deslocando numa casa vazia&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim, no in&iacute;cio, trabalhamos para nos antecipar &agrave;s respostas habituais ao que surge reconhecendo o que surge pelo que &eacute;. Depois que isso se torna espont&acirc;neo, n&atilde;o h&aacute; nada da parte do &quot;sujeito&quot;, que venha alterar o que surge, pois o que surge se libera por si-mesmo. Finalmente, a totalidade dos pensamentos, sutis ou grosseiros, podem vagabundear na consci&ecirc;ncia sem provocar a menor perturba&ccedil;&atilde;o. O <i>yogui<\/i> ent&atilde;o &eacute; uno com o mundo porque ele n&atilde;o &eacute; nada que possa lhe prejudicar. Como diz o texto: &quot;a diferen&ccedil;a essencial reside no modo de libera&ccedil;&atilde;o&quot;. Sob este &acirc;ngulo, o dzogchen ajuda o <i>yogui<\/i> a relaxar realmente a inten&ccedil;&atilde;o, os julgamentos e os pensamentos de aperfei&ccedil;oamento. Quando tudo o que surge se libera por si-mesmo, n&atilde;o h&aacute; nada a ganhar ou perder.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Patrul Rinpoche considera esta &quot;libera&ccedil;&atilde;o pura e sem tra&ccedil;o pela auto-libera&ccedil;&atilde;o dos pensamentos&quot; como o ensinamento especial e extraordin&aacute;rio do dzogchen. Isso n&atilde;o &eacute; uma teoria, nem mais uma pr&aacute;tica sobre a qual devemos trabalhar. &Eacute; antes um estado de ser, uma experi&ecirc;ncia direta que n&atilde;o tem nenhuma necessidade de valida&ccedil;&atilde;o da parte dos outros. De fato, &eacute; um estado que coloca em quest&atilde;o &quot;a estaticidade&quot; (em ingl&ecirc;s: stateness) de um &quot;estado&quot;. O ponto essencial &eacute; de &quot;permanecer na confian&ccedil;a da libera&ccedil;&atilde;o&quot;. &Eacute; a caracter&iacute;stica especial do dzogchen, que faz com que ele convenha a todos os tipos de pessoa, e compreende os piores e os mais depreciados. Mesmo se lhes faltam totalmente o sentido do bem e que cometam continuamente erros que provoquem dor a si mesmos e aos outros, se podemos penetrar estas instru&ccedil;&otilde;es e aplicar, o sucesso est&aacute; assegurado. O dzogchen n&atilde;o exige que a mente seja limpada, que tudo que surge de mau \u2013 pensamentos, lembran&ccedil;as, sentimentos, etc&#8230; \u2013 seja substitu&iacute;do pelo bom. O essencial &eacute; n&atilde;o se levar pela intera&ccedil;&atilde;o dualista com o que surge, mas se relaxar e permitir a eles se liberar, de permitir &agrave; realidade ser tal qual &eacute;. Desta maneira, a confian&ccedil;a na libera&ccedil;&atilde;o se encarrega de todas as inseguran&ccedil;as, imperfei&ccedil;&otilde;es, etc&#8230;, e libera a experi&ecirc;ncia da perfei&ccedil;&atilde;o inata.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A beleza do texto de Patrul Rinpoche reside na fluidez do ensinamento. Ele faz parecer simples,  excitante e verdadeiramente valiosa, a entrada na pr&aacute;tica do dzogchen. Patrul Rinpoche, se concentrando sobre o essencial e colocando em relevo os pontos cruciais das instru&ccedil;&otilde;es, comunica aos leitores o sentimento que se trata de uma aproxima&ccedil;&atilde;o v&aacute;lida, muito pragm&aacute;tica e terra a terra, totalmente enraizada na necessidade de trabalhar com as experi&ecirc;ncias da vida cotidiana.<\/p>\n<p><b><\/p>\n<p ALIGN=\"CENTER\">O TEXTO<\/p>\n<p><\/b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Homenagem ao Mestre.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A Vis&atilde;o &eacute; imensid&atilde;o infinita. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A Medita&ccedil;&atilde;o &eacute; irradia&ccedil;&atilde;o de compreens&atilde;o e compaix&atilde;o. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A A&ccedil;&atilde;o &eacute; como os filhos do <i>Budha<\/i><sup>1<\/sup>. Quanto a esta pr&aacute;tica, ela d&aacute; uma chance de obter a <i>budeidade<\/i> nesta vida. E se n&atilde;o a atingimos, ao menos seremos felizes. Como &eacute; maravilhoso!<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">No que concerne &agrave; Via de imensid&atilde;o infinita, o sentido dos tr&ecirc;s aforismos toca o ponto essencial.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Primeiramente, conservemos a mente relaxada. Nem dispersa nem concentrada, livre de pensamentos. Quando estamos calmos e relaxados neste estado, gritemos de repente &quot;<i>Phat<\/i>!&quot; com uma grande for&ccedil;a e um vigor intenso. Maravilhoso!<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Nada se choca com o espa&ccedil;o. Neste espanto, h&aacute; o direto sem obst&aacute;culo. Um direto total que &eacute; inexprim&iacute;vel. Reconheceremos a consci&ecirc;ncia desperta do modo natural!<\/p>\n<p><b><\/p>\n<p ALIGN=\"CENTER\">1.&#9;A INTRODU&Ccedil;&Atilde;O DIRETA &Agrave; NOSSA VERDADEIRA NATUREZA &Eacute; O PRIMEIRO PONTO ESSENCIAL.<\/p>\n<p><\/b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Ent&atilde;o,  quer estejamos dispersos ou calmos, em c&oacute;lera ou cheios de desejo, alegres ou tristes, em todo momento e em todas as circunst&acirc;ncias, reconheceremos o modo natural que foi  compreendido. Assim, a claridade &quot;filha&quot; reencontra a claridade &quot;m&atilde;e&quot; que foi percebida anteriormente. Permanecemos no estado de presen&ccedil;a inexprim&iacute;vel.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Mais e mais, destruiremos quietude, alegria, claridade e dispers&atilde;o gritando rapidamente a palavra do m&eacute;todo e sabedoria (quer dizer: <i>Phat<\/i>!). O equil&iacute;brio na medita&ccedil;&atilde;o e na experi&ecirc;ncia p&oacute;s meditativa n&atilde;o tem diferen&ccedil;a. As sess&otilde;es de pr&aacute;tica e seu fim n&atilde;o s&atilde;o diferenciados. Assim permaneceremos continuamente no estado de n&atilde;o-separa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Todavia, enquanto n&atilde;o tenhamos adquirido a estabilidade, abandonemos o estimulo social e guardemos cuidadosamente a pr&aacute;tica. Fa&ccedil;amos sess&otilde;es claras durante as quais praticamos o equil&iacute;brio meditativo. E em todo momento  e em toda situa&ccedil;&atilde;o, mantenhamos simplesmente a manifesta&ccedil;&atilde;o do modo natural. Decidamos que n&atilde;o h&aacute; nada fora disto.<\/p>\n<p><dir><sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">1.&#9;Isso evoca tamb&eacute;m a linhagem do ensinemento: Longchen Rabjam, Khyentse Ozer (Jigme Lingpa) e Gyalwai Nyugu.<\/p>\n<p><\/sub> <\/dir><b><\/p>\n<p ALIGN=\"CENTER\">2.&#9;SE DETERMINAR CLARAMENTE QUANTO A ISTO, &Eacute; O SEGUNDO PONTO ESSENCIAL.<\/p>\n<p><\/b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Nesse momento, desejo e c&oacute;lera, alegria e tristeza, e todos os pensamentos repentinos n&atilde;o perduram no estado de reconhecimento. Ao realizar o modo natural liberador, como quando desenhamos sobre a &aacute;gua, o surgimento espont&acirc;neo e a libera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea s&atilde;o continuas.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Tudo o que pode surgir nutre a consci&ecirc;ncia desperta nua e vazia. Todo movimento &eacute; a energia do supremo modo natural. Sem vest&iacute;gio, ele &eacute; naturalmente puro \u2013 como &eacute; maravilhoso! O modo de emerg&ecirc;ncia (dos fen&ocirc;menos) &eacute; o mesmo que anteriormente, a diferen&ccedil;a essencial reside na maneira como eles se liberam.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Sem isso, a medita&ccedil;&atilde;o &eacute; um meio de confus&atilde;o. Com isso, teremos o estado natural sem necessidade de medita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">3.&#9;PERMANECER NA CONFIAN&Ccedil;A DA LIBERA&Ccedil;&Atilde;O, &Eacute; O TERCEIRO PONTO ESSENCIAL.&#9;<\/p>\n<p><\/b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A Vis&atilde;o possuindo os tr&ecirc;s pontos essenciais &eacute; sustentada pela medita&ccedil;&atilde;o que une a compreens&atilde;o, a compaix&atilde;o e a a&ccedil;&atilde;o  dos filhos de <i>Budha<\/i>. Mesmo se os <i>Budhas<\/i> dos tr&ecirc;s tempos debatessem juntos, eles n&atilde;o poderiam encontrar melhor ensinamento que este.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A energia da consci&ecirc;ncia desperta, o revelador do modo natural, extraiu esse tesouro da imensidade da sabedoria. Isso n&atilde;o &eacute; como  as ess&ecirc;ncias que podem ser retiradas da terra e das pedras. &Eacute; o testamento de Garab Dorje. &Eacute; a ess&ecirc;ncia do cora&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s transmiss&otilde;es<sup>1<\/sup>.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Isso &eacute; confiado aos meus filhos do cora&ccedil;&atilde;o<sup>2<\/sup>. Esse sentido profundo &eacute; ensinado do meu cora&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Sendo expresso pelo cora&ccedil;&atilde;o, ele leva o sentido essencial. N&atilde;o deixemos esse sentido essencial se extinguir. N&atilde;o permitamos que essas instru&ccedil;&otilde;es sejam desperdi&ccedil;adas.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Isso conclui o ensinamento especial de Khepa Sri Gyalpo.<\/p>\n<ol><sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">\n<li>Transmiss&atilde;o direta, transmiss&atilde;o simb&oacute;lica e transmiss&atilde;o verbal.<\/li>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">\n<li>Verdadeiros disc&iacute;pulos, com os quais podemos contar.<\/li>\n<p><\/sub><\/ol>\n<p><b><\/p>\n<p ALIGN=\"CENTER\">[Agora vem o coment&aacute;rio de <i>Patrul Rinpoche<\/i> sobre seu pr&oacute;prio texto]<\/p>\n<p><i><\/i><\/b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Homenagem a meu caro mestre raiz, detentor da compaix&atilde;o sem igual.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Eu vou brevemente explicar aqui o m&eacute;todo da pr&aacute;tica dos pontos essenciais da vis&atilde;o, da medita&ccedil;&atilde;o e da a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Primeiramente, como o mestre &eacute; a encarna&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s J&oacute;ias, lhe render homenagem, &eacute; render &agrave; todos os objetos de ref&uacute;gio. &Eacute; por isso que o texto diz: &quot;Homenagem ao mestre&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim, para explicar a import&acirc;ncia disso: se praticarmos com a compreens&atilde;o que todos os mestres ra&iacute;zes e todos os mestres da linhagem n&atilde;o s&atilde;o diferentes de nossa pr&oacute;pria mente, ent&atilde;o a Vis&atilde;o, a Medita&ccedil;&atilde;o e a A&ccedil;&atilde;o estar&atilde;o tamb&eacute;m inclusas nessa pr&aacute;tica. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">&Eacute; por isso que a instru&ccedil;&atilde;o sobre a Vis&atilde;o, a Medita&ccedil;&atilde;o e a A&ccedil;&atilde;o &eacute; dada lhes associando &agrave; significa&ccedil;&atilde;o dos nomes dos mestres ra&iacute;zes e aqueles da linhagem. Assim, em primeiro lugar. Na imensid&atilde;o [<i>Klong-Chen<\/i>] da realidade da natureza de <i>Budha<\/i>, vasto espa&ccedil;o livre de toda interpreta&ccedil;&atilde;o, a infinidade [<i>Rab-\u2018Byams<\/i>] de todas as apar&ecirc;ncias do <i>samsara<\/i> e do <i>nirvana<\/i>, s&atilde;o todas, t&atilde;o numerosas sejam, percebidas como perfeitas no seio da igualdade da realidade. &Eacute; a Vis&atilde;o, tamb&eacute;m o texto diz: &quot;A vis&atilde;o &eacute; imensid&atilde;o infinita&quot; (Longchen Rabjam).<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Pela penetra&ccedil;&atilde;o da sabedoria que compreende [<i>mKhyen<\/i>] a natureza desta Vis&atilde;o livre de toda interpreta&ccedil;&atilde;o, examinemos e nos determinemos quanto &agrave; vacuidade. E nos mantenhamos focalizados sobre o equil&iacute;brio meditativo, que n&atilde;o separa esta sabedoria do m&eacute;todo de permanecer calmo na grande bondade e compaix&atilde;o [<i>brTse<\/i>]. Deste modo, a uni&atilde;o da vacuidade e da compaix&atilde;o, tamb&eacute;m diz o texto:  &quot;A medita&ccedil;&atilde;o &eacute; irradia&ccedil;&atilde;o da compreens&atilde;o e da compaix&atilde;o&quot; (Khyentse Ozer).<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Do estado que comporta esta Vis&atilde;o e esta Medita&ccedil;&atilde;o prov&eacute;m a pr&aacute;tica dos seis <i>paramitas <\/i>para o bem de todos, segundo o m&eacute;todo de todos os <i>bodisatvas<\/i>, os filhos dos  Budhas [<i>rgyal-Ba\u2019i Myu-gu<\/i>]. &Eacute; a A&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m diz o texto: &quot;A A&ccedil;&atilde;o &eacute; como os filhos dos Budhas&quot; (Gyalwai Nyugu).<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A fim de mostrar a boa fortuna que tem aqueles que praticam a Vis&atilde;o, a Medita&ccedil;&atilde;o e a A&ccedil;&atilde;o, o texto diz: &quot;Quanto a esta pr&aacute;tica&#8230;&quot;<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se pudermos praticar ficando focalizados sobre esse ponto, tendo abandonado  todo afazer mundano nesta vida e vivendo numa ermida isolada, ent&atilde;o nesta exist&ecirc;ncia, poderemos obter a libera&ccedil;&atilde;o sobre a base primordialmente pura. &Eacute; por isso que o texto diz: &quot;&#8230; ela d&aacute; uma chance de obter a <i>budeidade<\/i> nesta vida&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Mesmo se n&atilde;o realizarmos isso, se tivermos algum interesse na Vis&atilde;o, na Medita&ccedil;&atilde;o e na A&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o saberemos como nos comportar nas situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis desta vida. Poucas esperan&ccedil;as e d&uacute;vidas surgir&atilde;o concernentes as atividades desta vida e da nossa pr&oacute;xima vida, nos tornaremos mais e mais felizes. &Eacute; por isso que o texto diz: &quot;No que concerne a Vis&atilde;o da imensid&atilde;o infinita&#8230;&quot;<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">E mais, como o significado da instru&ccedil;&atilde;o em tr&ecirc;s aforismos toca o ponto essencial da pr&aacute;tica, ela corta a for&ccedil;a vital da confus&atilde;o. Assim o texto diz: &quot;&#8230; o sentido dos tr&ecirc;s aforismos toca o ponto essencial&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Primeiramente, o m&eacute;todo gra&ccedil;as ao qual a Vis&atilde;o que n&atilde;o foi reconhecida pode ser introduzida com sucesso. Em geral, os ve&iacute;culos que se ap&oacute;iam sobre signos clarificam a Vis&atilde;o por meio de afirma&ccedil;&otilde;es e de debates aut&ecirc;nticos. Ent&atilde;o segundo  a via <i>t&acirc;ntrica<\/i> comum, sobre a base dos exemplos de cogni&ccedil;&atilde;o primordial da terceira inicia&ccedil;&atilde;o, h&aacute; uma introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; verdadeira cogni&ccedil;&atilde;o primordial na quarta inicia&ccedil;&atilde;o. E h&aacute; numerosos m&eacute;todos semelhantes. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Entretanto aqui, de acordo com o sistema daqueles que pertencem a esta santa linhagem de pr&aacute;tica, temos a introdu&ccedil;&atilde;o ao eclipse da mente. E mais, quando as vagas de pensamentos desconcertantes fazem furor, os pensamentos pesados que perseguem o objeto cobrem a natureza da mente tal como ela &eacute;. Assim, ainda que a mente possa ser introduzida, ela n&atilde;o ser&aacute; reconhecida. &Eacute; por isso que os pensamentos pesados devem ser afastados. Assim diz o texto: &quot;Primeiramente, conservem a mente relaxada&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">E mais, guardar a mente sem artif&iacute;cios &eacute; em si mesmo a claridade da cogni&ccedil;&atilde;o primordial. A condi&ccedil;&atilde;o natural n&atilde;o pode ser realizada por meio de artif&iacute;cios. Assim, a fim de poder se mostrar &agrave; si-mesma a cogni&ccedil;&atilde;o primordial co-emergente livre de artif&iacute;cio, o texto diz: &quot;&#8230; nem dispersa nem concentrada, livre de pensamentos&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Enquanto iniciantes, podemos tentar conservar o estado imut&aacute;vel da manuten&ccedil;&atilde;o natural da mente, mas n&atilde;o seremos capazes de escapar ao estado onde h&aacute; o apego pelas experi&ecirc;ncias de alegria, de claridade e de n&atilde;o-pensamento que pertencem a calma. &Eacute; por isso que o texto diz: &quot;Quando estamos pac&iacute;ficos e relaxados neste estado&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A fim de nos liberar da armadilha do apego a essas experi&ecirc;ncias e de mostrar diretamente a condi&ccedil;&atilde;o natural da consci&ecirc;ncia desperta natural n&atilde;o obstru&iacute;da, o texto diz: &quot;&#8230; gritemos de repente <i>Phat!<\/i>&quot;.  <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">&Eacute; muito importante cortar a corrente dos pensamentos e de destruir a medita&ccedil;&atilde;o conceitual, tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;rio lan&ccedil;ar o <i>Phat!<\/i> Com uma intensidade feroz. &Eacute; Por isso que o texto diz: &quot;&#8230; com muita for&ccedil;a e um vigor intenso. Maravilhoso!&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Neste instante, somos liberados de toda certeza objetivante, tal como &quot;a mente, &eacute; isso&quot;, e a libera&ccedil;&atilde;o &eacute; manifesta. Assim diz o texto: &quot;Nada se choca com o espa&ccedil;o&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Com o estado natural livre de toda depend&ecirc;ncia a um objeto, permanecemos exatamente como cogni&ccedil;&atilde;o primordial al&eacute;m da mente; consci&ecirc;ncia desperta direta e nua. Assim: &quot;neste espanto, h&aacute; o direto n&atilde;o obstru&iacute;do&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Esse direto est&aacute; al&eacute;m das limita&ccedil;&otilde;es de come&ccedil;o e fim, ser e n&atilde;o-ser. Al&eacute;m do estado  do objeto de uma conceitualiza&ccedil;&atilde;o artificial da palavra e do mental, &eacute; o ponto essencial da inexprim&iacute;vel cogni&ccedil;&atilde;o primordial permanecendo ela-mesma. Assim: &quot;&#8230; um direto total que &eacute; inexprim&iacute;vel&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Esta significa&ccedil;&atilde;o essencial &eacute; a Vis&atilde;o do sentido primordialmente puro livre de interpreta&ccedil;&atilde;o que &eacute; a Via do <i>yogui<\/i>, o modo natural da consci&ecirc;ncia desperta permanecendo na base. Desse modo, ent&atilde;o durante longo tempo se isso n&atilde;o &eacute; realizado, se bem que meditemos e pratiquemos, n&atilde;o podemos  transcender a Vis&atilde;o e a medita&ccedil;&atilde;o conceituais e artificiais. A Via da Grande Perfei&ccedil;&atilde;o natural ser&aacute; ent&atilde;o afastada como o c&eacute;u e n&atilde;o alcan&ccedil;aremos o ponto essencial do c&iacute;rculo da claridade sem Medita&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m &eacute; extremamente importante reconhecer esta natureza no in&iacute;cio. Assim: &quot;Reconhe&ccedil;am a consci&ecirc;ncia desperta do modo natural&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Esta compreens&atilde;o &eacute; a primeira das tr&ecirc;s asser&ccedil;&otilde;es do ponto essencial. Se n&atilde;o somos introduzidos &agrave; nossa natureza pela Vis&atilde;o, ent&atilde;o n&atilde;o seremos capazes de manter nosso estado pela Medita&ccedil;&atilde;o. Assim esta introdu&ccedil;&atilde;o e este reconhecimento iniciais da Vis&atilde;o s&atilde;o absolutamente cruciais.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">E ainda, sendo introduzidos como permanecer em si-mesmos na cogni&ccedil;&atilde;o primordial que mora nela mesma, n&atilde;o h&aacute; necessidade de a procurar alhures. E isso n&atilde;o &eacute; como se ela houvesse surgido em nossa mente depois, e n&atilde;o tivesse existido anteriormente. Assim o texto diz: &quot;A introdu&ccedil;&atilde;o direta &agrave; nossa pr&oacute;pria verdadeira natureza &eacute; o primeiro ponto essencial&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Temos agora uma explica&ccedil;&atilde;o detalhada, sobre a maneira de praticar a Medita&ccedil;&atilde;o. Agora a cada instante e em qualquer situa&ccedil;&atilde;o a Medita&ccedil;&atilde;o consiste em permanecer sem cessar nesse estado, se ficamos livres de inibir ou encorajar [os pensamentos] \u2013 quer haja calma ou dispers&atilde;o \u2013 teremos a ess&ecirc;ncia do modo natural.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se a dispers&atilde;o surge, ent&atilde;o compreendamo-la como a energia natural da cogni&ccedil;&atilde;o primordial. Da&iacute;: &quot;Ent&atilde;o, dispersos ou calmos&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">As emo&ccedil;&otilde;es perturbadoras da atra&ccedil;&atilde;o, da avers&atilde;o, etc., surgem a partir da energia dos pensamentos da mente e est&atilde;o inclusos na verdade da origem do sofrimento [2<sup>a<\/sup>. N. V.]. A experi&ecirc;ncia dos sentimentos de alegria e tristeza, etc., est&aacute; inclusa na verdade do sofrimento [1<sup>a<\/sup>. N.V.]. Se pudermos reconhecer que todos esses pensamentos e todos esses sentimentos t&ecirc;m a natureza da realidade inata em si, eles se tornam ent&atilde;o o jogo do modo natural. Ent&atilde;o o texto diz: &quot;&#8230; em c&oacute;lera ou cheios de desejos, alegres ou tristes&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Ainda, mesmo se formos introduzidos gra&ccedil;as &agrave; Vis&atilde;o, se n&atilde;o tivermos feito um pouco de pr&aacute;tica e se caimos na confus&atilde;o comum, ent&atilde;o estaremos ligados ao <i>samsara<\/i> pela continuidade de nossos pr&oacute;prios pensamentos. N&oacute;s nos separaremos da realidade e n&atilde;o seremos de nenhuma maneira diferentes de uma pessoa comum. Tamb&eacute;m &eacute; importante que n&atilde;o nos separemos jamais da n&atilde;o-medita&ccedil;&atilde;o que consiste em nos manter na nossa verdadeira natureza. Ent&atilde;o: &quot;&#8230; em todo tempo e em todas as circunst&acirc;ncias&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim, quer haja calma ou dispers&atilde;o, n&atilde;o tentemos tratar cada pensamento ou cada emo&ccedil;&atilde;o perturbadora separadamente lhe aplicando um ant&iacute;doto individual. Pouco importa quais pensamentos ou emo&ccedil;&otilde;es perturbadoras surjam,  um &uacute;nico ant&iacute;doto &eacute; suficiente para liberar a todos. E s&oacute; podemos encontra-lo no reconhecimento da vis&atilde;o que foi introduzida mais acima. Da&iacute;; &quot;&#8230; reconhe&ccedil;amos o modo natural que foi compreendido&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Pouco importa quais pensamentos ou emo&ccedil;&otilde;es perturbadoras surjam, esses pensamentos n&atilde;o s&atilde;o diferentes da cogni&ccedil;&atilde;o primordial do modo natural porque sua natureza &eacute; a verdadeira claridade da Base do modo natural. Se isso for reconhecido, ent&atilde;o a experi&ecirc;ncia &eacute; chamada &quot;a claridade imut&aacute;vel da Base&quot;. Reconhecer sua pr&oacute;pria natureza gra&ccedil;as &agrave; Vis&atilde;o da claridade da consci&ecirc;ncia desperta inata, introduzida anteriormente por seu mestre, &eacute; &quot;a claridade da Via da pr&aacute;tica&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Chamamos &quot;uni&atilde;o das claridades M&atilde;e e Filha&quot; o fato de permanecer na sua pr&oacute;pria natureza que &eacute; a inseparabilidade das claridades da Base e da Via. Por esse fato o texto diz: &quot;Assim a claridade Filha reencontra a claridade M&atilde;e que foi reconhecida anteriormente&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Estejamos sempre conscientes da claridade do reconhecimento de nossa natureza  tal como a Vis&atilde;o a descreve. Permanecendo neste estado, &eacute; verdadeiramente importante de n&atilde;o inibir nem encorajar, adotar nem rejeitar nenhum dos pensamentos e emo&ccedil;&otilde;es perturbadoras que s&atilde;o a manifesta&ccedil;&atilde;o de nossa energia. Da&iacute;: &quot;Permanecer no estado de consci&ecirc;ncia desperta inexprim&iacute;vel&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se praticarmos neste estado durante muito tempo, ent&atilde;o a camada das sensa&ccedil;&otilde;es de alegria, de claridade e de aus&ecirc;ncia de pensamento que cobre a natureza original daqueles que iniciam na pr&aacute;tica ser&aacute; eliminada, E se a consci&ecirc;ncia desperta est&aacute; nua, ent&atilde;o a cogni&ccedil;&atilde;o primordial come&ccedil;ar&aacute; a irradiar do interior.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Como se diz;<\/p>\n<p><i><\/p>\n<p ALIGN=\"CENTER\">O yogui melhora destruindo sua medita&ccedil;&atilde;o,<\/p>\n<p ALIGN=\"CENTER\">O rio melhora quando ele corre rapidamente.<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\"> Assim &eacute; dito, tamb&eacute;m o texto enuncia: &quot;Ainda e ainda, destruam quietude, alegria, claridade e dispers&atilde;o&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Para esse que &eacute; agora chamado o m&eacute;todo  de destrui&ccedil;&atilde;o: quando as sensa&ccedil;&otilde;es de quietude, de alegria e de claridade come&ccedil;am a surgir, ou quando sentimos prazer e alegria, gritemos <i>Phat! <\/i>como um raio, afim que esta uni&atilde;o da silaba embelezadora do m&eacute;todo \u2013 <i>Pha<\/i> \u2013 com a silaba cortante da sabedoria \u2013 <i>Ta<\/i> \u2013 aniquile a crosta de apego &agrave;s sensa&ccedil;&otilde;es. Da&iacute;: &quot;&#8230; gritando subitamente a palavra de m&eacute;todo e sabedoria&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Agora a todo momento  e em toda circunst&acirc;ncia a consci&ecirc;ncia desperta direta e inexprim&iacute;vel que &eacute; insepar&aacute;vel da ess&ecirc;ncia da pr&aacute;tica, o equil&iacute;brio meditativo e a experi&ecirc;ncia p&oacute;s meditativa s&atilde;o sem diferen&ccedil;a&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Por causa disto, n&atilde;o h&aacute; nenhuma diferen&ccedil;a entre a medita&ccedil;&atilde;o feita durante uma sess&atilde;o enquanto tal e a medita&ccedil;&atilde;o feita no per&iacute;odo de atividade seguinte ao fim da se&ccedil;&atilde;o. Desse fato: &quot;As sess&otilde;es de pr&aacute;tica e seu fim n&atilde;o s&atilde;o diferenciados&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">&Eacute; a grande medita&ccedil;&atilde;o da n&atilde;o-medita&ccedil;&atilde;o. Ent&atilde;o n&atilde;o nos desviemos nem que seja por um instante, da consci&ecirc;ncia desperta continua da cogni&ccedil;&atilde;o primordial imensa e inata que n&atilde;o tem mesmo necessidade de um pouquinho de medita&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Como &eacute; dito: <\/p>\n<p><i><\/p>\n<p ALIGN=\"CENTER\">Essa n&atilde;o &eacute; a experi&ecirc;ncia da medita&ccedil;&atilde;o e essa n&atilde;o &eacute; a experi&ecirc;ncia de separa&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p ALIGN=\"CENTER\">N&atilde;o nos separemos da realidade da n&atilde;o-medita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O sentido foi expresso dessa maneira e por isso o texto diz: &quot;Ent&atilde;o fiquemos continuamente no estado de n&atilde;o-separa&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Aqueles que s&atilde;o recipientes adaptados &agrave; Via inata da Grande Perfei&ccedil;&atilde;o natural, aqueles que podem ser instantaneamente liberados ao escutar as instru&ccedil;&otilde;es podem praticar como segue: com a grande libera&ccedil;&atilde;o do sujeito e do objeto sobre a Base, tudo o que surge &eacute; o jogo do modo natural e n&atilde;o h&aacute; meditante nem objeto de medita&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Todavia, as pessoas menos afortunadas que est&atilde;o sob o poder de pensamentos dualistas desorientantes devem adotar uma aproxima&ccedil;&atilde;o progressiva e praticar regularmente at&eacute; que tenham atingido a estabilidade&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Com esta medita&ccedil;&atilde;o, todas as condi&ccedil;&otilde;es da concentra&ccedil;&atilde;o podem ser realizadas, de modo que a experi&ecirc;ncia meditativa se produza. Entretanto, pouco importa por quanto tempo praticamos, se estivermos no meio da divers&atilde;o e da distra&ccedil;&atilde;o, nenhuma experi&ecirc;ncia surgir&aacute;. Ent&atilde;o diz o texto: &quot;&#8230; abandonemos os est&iacute;mulos sociais e guardemos caramente a pr&aacute;tica&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">E mais, quando praticamos, se bem que n&atilde;o haja nenhuma diferen&ccedil;a entre equil&iacute;brio meditativo e o efeito que da&iacute; deriva, se n&atilde;o dermos ao equil&iacute;brio meditativo o espa&ccedil;o que lhe &eacute; necess&aacute;rio, n&atilde;o seremos capazes de fundir a cogni&ccedil;&atilde;o primordial da experi&ecirc;ncia da pr&aacute;tica com a experi&ecirc;ncia p&oacute;s-meditativa.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim, mesmo se estamos aplicados a fazer uma pr&aacute;tica regular, continuaremos a nos perder nos maus h&aacute;bitos costumeiros. Da&iacute;: &quot;Fa&ccedil;amos sess&otilde;es claras durante as quais praticaremos&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Mesmo se praticamos por sess&otilde;es e se tivermos a certeza de sermos capazes de manter um verdadeiro equil&iacute;brio meditativo, se n&atilde;o soubermos como fazer durar nossa fus&atilde;o com as experi&ecirc;ncias que seguem, n&atilde;o seremos capazes de aplicar o ant&iacute;doto &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es que possam aparecer.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Seremos conduzidos por pensamentos e recairemos nos obst&aacute;culos comuns. Assim &eacute; muito importante sempre manter a compreens&atilde;o das experi&ecirc;ncias p&oacute;s-meditativas. Da&iacute;: &quot;E a todo momento e em todas as situa&ccedil;&otilde;es&#8230;&quot;<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">N&atilde;o h&aacute; necessidade de buscar nenhum outro objeto de medita&ccedil;&atilde;o. Com o estado de n&atilde;o-separa&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio meditativo que &eacute; a Vis&atilde;o do modo natural, estamos livres dos pensamentos avaliadores e da atividade sujeito\/objeto. Sem os inibir ou os encorajar, podemos ficar c&ocirc;modos e permanecer no estado de &quot;vem facilmente, e se vai facilmente&quot;. Ent&atilde;o o texto diz: &quot;&#8230; mantenhamos simplesmente a manifesta&ccedil;&atilde;o do modo natural&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Esta pr&aacute;tica consiste em manter a natureza da realidade, o <i>yoga<\/i> imut&aacute;vel, n&atilde;o obstru&iacute;do e espont&acirc;neo que &eacute; livre da interpreta&ccedil;&atilde;o, insepar&aacute;vel da manuten&ccedil;&atilde;o da calma e da vis&atilde;o penetrante, que &eacute; a ess&ecirc;ncia de todas as pr&aacute;ticas da sess&atilde;o dos <i>tantras<\/i> do <i>vajrayana<\/i> dos <i>mantras<\/i> secretos. &Eacute; a cogni&ccedil;&atilde;o primordial original da quarta inicia&ccedil;&atilde;o. &Eacute; a doutrina especial da linhagem da pr&aacute;tica acolhendo os desejos. &Eacute; a compreens&atilde;o sem erro de todas as linhagens de adeptos da &Iacute;ndia e do Tibet, nas escolas da antiga e da nova tradi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Por esse fato, se n&atilde;o formos capazes de desenvolver uma f&eacute; real nisso e que n&atilde;o possamos nos impedir de salivar ao pensar em outros ensinamentos, seremos como aquele que guarda sua vaca em casa e parte a procurar por suas pegadas na floresta. Seremos presos nas malhas das atividades mentais e a libera&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se produzir&aacute; jamais. Ent&atilde;o devemos ter uma total confian&ccedil;a na nossa pr&aacute;tica. &Eacute; por isso que o texto diz: &quot;Decidamos que n&atilde;o h&aacute; outra coisa fora disso&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Decidir claramente que a cogni&ccedil;&atilde;o primordial do modo natural que &eacute; nua e que permanece por ela mesma &eacute; a <i>budeidade<\/i> n&atilde;o tocada pela confus&atilde;o, e a manter sempre, &eacute; a segunda afirmativa essencial e secreta, e &eacute; realmente importante. Da&iacute;: &quot;Se determinar claramente quanto a isso, &eacute; o segundo ponto essencial&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Agora, quando fazemos assim, se temos confian&ccedil;a na maneira como se produz a libera&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o se nossa medita&ccedil;&atilde;o consistir somente em repousar a mente n&atilde;o iremos al&eacute;m de chegar aos reinos superiores no seio do <i>samsara<\/i>. Ent&atilde;o, n&atilde;o seremos capazes de controlar as situa&ccedil;&otilde;es nas quais h&aacute; o desejo e c&oacute;lera. N&atilde;o seremos capazes de parar a corrente de atividade construtiva.  N&atilde;o seremos capazes de ter confian&ccedil;a em nossa pr&oacute;pria decis&atilde;o. Ent&atilde;o esse &eacute; um assunto de grande import&acirc;ncia.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">E mais, quando um apego intenso surge por um objeto de desejo, ou uma intensa avers&atilde;o por um objeto indesej&aacute;vel, ou da alegria que acolhe a vinda de riquezas e boas circunst&acirc;ncias, ou a tristeza quando de uma doen&ccedil;a ou m&aacute;s circunst&acirc;ncias \u2013 pouco importa o que surja, &eacute; a exibi&ccedil;&atilde;o da energia da consci&ecirc;ncia desperta. Tamb&eacute;m &eacute; muito importante reconhecer a cogni&ccedil;&atilde;o primordial da libera&ccedil;&atilde;o da Base. Ent&atilde;o o texto diz: &quot;Nesse momento, desejo e c&oacute;lera, alegria e tristeza&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">E mais, se na nossa pr&aacute;tica falta o ponto vital da libera&ccedil;&atilde;o sobre a emerg&ecirc;ncia, ent&atilde;o todos os pensamentos que passam desapercebidos e as produ&ccedil;&otilde;es mentais v&atilde;o acumular <i>carma sams&aacute;rico<\/i>. Ent&atilde;o para todos os pensamentos que surgem, quer sejam eles sutis ou grosseiros, &eacute; vital praticar a libera&ccedil;&atilde;o sem res&iacute;duo sobre a emerg&ecirc;ncia. Da&iacute;: &quot;&#8230; e todos os pensamentos repentinos&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Por esta raz&atilde;o, n&atilde;o deixemos passar nenhum pensamento desapercebido ou disfar&ccedil;ado, e n&atilde;o nos liguemos a eles fortemente de maneira conceitual. Mas antes, no estado que &eacute; insepar&aacute;vel do estado do reconhecimento espont&acirc;neo imut&aacute;vel, experimentemos a realiza&ccedil;&atilde;o da verdadeira natureza de todo pensamento que aparece. Assim, devemos manter o estado de libera&ccedil;&atilde;o sem tra&ccedil;o sobre o que surge [emerg&ecirc;ncia], como se desenh&aacute;ssemos sobre a &aacute;gua. Da&iacute;: &quot;&#8230; n&atilde;o perduram no estado de reconhecimento&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Nesse momento, se os pensamentos n&atilde;o podem ser totalmente liberados por si s&oacute;, pelo &uacute;nico fato de os reconhecer, n&atilde;o travaremos a corrente da atividade confusa. Olhando diretamente nossa pr&oacute;pria natureza ao mesmo tempo em que reconhecemos o pensamento, poderemos conservar a cogni&ccedil;&atilde;o primordial que n&oacute;s j&aacute; conhecemos. Mantendo este estado, temos o ponto essencial da pureza do pensar perfeito e sem tra&ccedil;o. Da&iacute;; &quot;Realizando o modo natural liberador&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Por exemplo, quando desenhamos sobre a &aacute;gua, o desenho se desintegra ao mesmo tempo em que n&oacute;s o fazemos, assim o desenho e sua dissolu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o simult&acirc;neos. Do mesmo modo, os pensamentos surgem e s&atilde;o liberados no mesmo momento e assim, surgimento espont&acirc;neo  e libera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea se produzem sem interrup&ccedil;&atilde;o. Da&iacute;: &quot;&#8230; como quando desenhamos sobre a &aacute;gua&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Por esse fato, n&atilde;o inibamos a emerg&ecirc;ncia, mas deixemos vir tudo que pode surgir. Devemos manter esse ponto essencial da pr&aacute;tica, o m&eacute;todo que consiste em reconhecer, no estado imut&aacute;vel, a pureza de tudo isso que pode surgir. Assim diz o texto: &quot;&#8230; a emerg&ecirc;ncia espont&acirc;nea e a libera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea s&atilde;o cont&iacute;nuas&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Desse modo, os pensamentos surgem enquanto energia do modo natural, ent&atilde;o  quaisquer que sejam os pensamentos que venham, eles aparecem como o desenvolvimento da energia da consci&ecirc;ncia desperta, a libera&ccedil;&atilde;o ser&aacute; desenvolvida proporcionalmente ao car&aacute;ter bruto dos pensamentos das cinco emo&ccedil;&otilde;es perturbadoras<sup>1<\/sup>. <\/p>\n<p><sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">1- Ignor&acirc;ncia, avers&atilde;o, atra&ccedil;&atilde;o, orgulho, e inveja.<\/p>\n<p><\/sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Da&iacute;: &quot;Tudo o que possa surgir nutre a consci&ecirc;ncia desperta nua e vazia&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando realizarmos que todos os pensamentos que surgem s&atilde;o a energia natural do estado da condi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o obstru&iacute;da da consci&ecirc;ncia desperta, poderemos ficar livres de aceitar ou de rejeitar. Desse modo, o momento da emerg&ecirc;ncia d&aacute; nascimento &agrave; libera&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o n&atilde;o h&aacute; a&iacute; sen&atilde;o a manifesta&ccedil;&atilde;o do modo natural. Da&iacute;: &quot;Todo movimento &eacute; a energia do supremo modo natural&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Os pensamentos as formas de ignor&acirc;ncia e da confus&atilde;o s&atilde;o purificadas na imensid&atilde;o do modo natural, a cogni&ccedil;&atilde;o primordial da consci&ecirc;ncia desperta. Assim, no meio da imensid&atilde;o da claridade infinita, todos os pensamentos e todos os movimentos que surgem t&ecirc;m a natureza da vacuidade. &Eacute; por isso que o texto diz: &quot;Sem tra&ccedil;o, ele &eacute; naturalmente puro \u2013 como &eacute; maravilhoso!&quot;<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando tenhamos praticado desse modo longo tempo, nossos pensamentos surgir&atilde;o como medita&ccedil;&atilde;o. Quietude e movimento estar&atilde;o em harmonia de modo que a calma n&atilde;o seja perturbada. Da&iacute;: &quot;O modo de emerg&ecirc;ncia &eacute; o mesmo que anteriormente&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Ent&atilde;o, a energia emergir&aacute; enquanto pensamentos alegres ou tristes, de esperan&ccedil;a ou de d&uacute;vida, etc., do mesmo modo que para os seres comuns. Todavia, a inibi&ccedil;&atilde;o e o encorajamento se produzem de maneira muito intensa para as pessoas comuns, de modo que elas acumulam <i>carma<\/i> e elas est&atilde;o sob o poder dualista do apego e da avers&atilde;o. Isso n&atilde;o se produz para os <i>yoguis<\/i> porque para eles, a libera&ccedil;&atilde;o se efetua no momento da emerg&ecirc;ncia.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim, h&aacute; de inicio a libera&ccedil;&atilde;o dos pensamentos ao reconhece-los, como reconhecemos uma pessoa conhecida.  Depois os pensamentos se liberam por eles mesmos, como uma serpente se desenrola. E finalmente, os pensamentos s&atilde;o liberados sem dano nem beneficio, como um saltimbanco se deslocando em uma casa vazia. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Esses s&atilde;o os tipos essenciais de libera&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o o texto diz; &quot;&#8230; A diferen&ccedil;a essencial reside na maneira como eles se liberam&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">&Eacute; por isso que se diz:<\/p>\n<p><i><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Conhecer a medita&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o conhecer a libera&ccedil;&atilde;o,<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Em que isso &eacute; diferente dos deuses do reino da absor&ccedil;&atilde;o?<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim, se n&oacute;s n&atilde;o temos confian&ccedil;a nesses m&eacute;todos essenciais de libera&ccedil;&atilde;o e que cremos somente na medita&ccedil;&atilde;o de absor&ccedil;&atilde;o na calma mental, iremos nos extraviar nas absor&ccedil;&otilde;es dos reinos superiores do sem-forma. Aqueles que sentem que &eacute; bastante reconhecer a calma e o movimento n&atilde;o s&atilde;o diferentes das pessoas comuns com seus pensamentos confusos.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se bem que possamos ter uma compreens&atilde;o conceitual clara da vacuidade e do modo natural, quando as situa&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis surgem, a fraqueza desta esp&eacute;cie de ant&iacute;doto se revela e n&atilde;o seremos capazes de resolver as coisas por n&oacute;s mesmos. Da&iacute;: &quot;Sem isso, a medita&ccedil;&atilde;o &eacute; um meio de confus&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Ainda que diferentes nomes lhes sejam dados, como &quot;libera&ccedil;&atilde;o sobre a emerg&ecirc;ncia&quot;, &quot;libera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea&quot; e &quot;libera&ccedil;&atilde;o nua&quot;, este m&eacute;todo de libera&ccedil;&atilde;o pura e sem tra&ccedil;o, pela libera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea dos pensamentos &eacute; o &uacute;nico ponto essencial que demonstra claramente a libera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea. <u>&Eacute; o ensinamento extraordin&aacute;rio, especial, da Grande Perfei&ccedil;&atilde;o natural.<\/u><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se guardarmos esse ponto essencial, ent&atilde;o, quaisquer que sejam as emo&ccedil;&otilde;es perturbadoras e os pensamentos que surjam, eles se manifestam como o modo natural e os pensamentos desnorteantes s&atilde;o purificados enquanto cogni&ccedil;&atilde;o primordial. As circunst&acirc;ncias dif&iacute;ceis se revelam como auxiliares [ajudas].  As emo&ccedil;&otilde;es perturbadoras se tornam a Via. Sem ser abandonado, o <i>samsara<\/i> &eacute; purificado em seu pr&oacute;prio lugar. Somos liberados dos apegos do <i>samsara<\/i> e do <i>nirvana<\/i>. Permanecemos no estado livre de atividade e de esfor&ccedil;o. Da&iacute;: &quot;Com isso, teremos o estado do modo natural sem necessidade de medita&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se n&atilde;o tivermos confian&ccedil;a neste tipo de libera&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o, mesmo que possamos crer com firmeza em nossa Vis&atilde;o a mais elevada e em nossa Medita&ccedil;&atilde;o a mais profunda, isso n&atilde;o ser&aacute; ben&eacute;fico para nossa mente. Isso n&atilde;o servir&aacute; como ant&iacute;doto &agrave;s afli&ccedil;&otilde;es, ent&atilde;o n&atilde;o &eacute; a Via pura.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se guardarmos esse ponto essencial de &#8211; emerg&ecirc;ncia espont&acirc;nea \u2013 libera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea,  ent&atilde;o, mesmo se n&atilde;o possu&iacute;mos um &aacute;tomo de capacidade para apreender a via mais elevada ou a estabilizar a medita&ccedil;&atilde;o a mais profunda, &eacute; imposs&iacute;vel que n&atilde;o liberemos nossa mente dos liames da dualidade.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se formos a um pa&iacute;s feito de ouro. Mesmo se buscarmos n&atilde;o encontraremos nem terra nem pedras comuns. Igualmente, quando a calma, o movimento e todos os pensamentos sobrev&ecirc;m enquanto Medita&ccedil;&atilde;o, mesmo se buscarmos a confus&atilde;o e o erro, n&atilde;o os encontraremos mais. Assim isto &eacute; como um teste <i>standard<\/i> pelo qual podemos ver se, sim ou n&atilde;o, teremos atingido o ponto essencial da verdadeira pr&aacute;tica. &Eacute; por isso que o texto diz: &quot;Permanecer na confian&ccedil;a da libera&ccedil;&atilde;o, &eacute; o terceiro ponto essencial&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Esses tr&ecirc;s pontos essenciais s&atilde;o a pr&aacute;tica infal&iacute;vel, essencial e suficiente que mant&eacute;m a Vis&atilde;o, a Medita&ccedil;&atilde;o, a A&ccedil;&atilde;o e o Resultado da Grande Perfei&ccedil;&atilde;o natural no estado de consci&ecirc;ncia desperta direta. Eles s&atilde;o, pois igualmente uma instru&ccedil;&atilde;o sobre a Medita&ccedil;&atilde;o e a A&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Segundo a linguagem t&eacute;cnica geral das escrituras, o conhecimento intelectual deve ser colocado &agrave; prova pela confronta&ccedil;&atilde;o com os coment&aacute;rios e as provas tradicionais, afim de que a clara compreens&atilde;o possa ser realizada. Mas isso n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio para n&oacute;s (no <i>dzogchen<\/i>), porque uma vez revelada, a cogni&ccedil;&atilde;o primordial nua &eacute; realizada; teremos a Vis&atilde;o da cogni&ccedil;&atilde;o primordial da consci&ecirc;ncia desperta.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">As numerosas vis&otilde;es e medita&ccedil;&otilde;es n&atilde;o t&ecirc;m mais que um s&oacute; sabor, ent&atilde;o a explica&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica da Via segundo os termos dos tr&ecirc;s pontos essenciais n&atilde;o pode ser contradito. Da&iacute;: &quot;A Via possuindo os tr&ecirc;s pontos essenciais&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Esta pr&aacute;tica &eacute; o ponto essencial infal&iacute;vel da Via da Grande Perfei&ccedil;&atilde;o natural e primordialmente pura, e &eacute; o pin&aacute;culo dos nove ve&iacute;culos<sup>1<\/sup>. Ent&atilde;o, como &eacute; imposs&iacute;vel a um rei deslocar-se sem sua corte e sua armada, os pontos essenciais da Vis&atilde;o de todos os outros ve&iacute;culos caminham a nosso lado como assistentes e ajudantes.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">E mais, quando reencontrarmos nossa pr&oacute;pria natureza verdadeira de luz que existe por si mesma da consci&ecirc;ncia desperta primordial, a energia disso faz irradiar a sabedoria emanada da pr&aacute;tica, e a imensid&atilde;o da compreens&atilde;o se derrama sobre tudo como chuva de ver&atilde;o. A Vacuidade aparece  enquanto grande  Compaix&atilde;o e esta compaix&atilde;o amorosa &eacute; sem falha. Assim &eacute; a realidade. Da&iacute;: &quot;&#8230;&eacute; sustentada pela Medita&ccedil;&atilde;o que une a compreens&atilde;o (sabedoria\/prajna) e a compaix&atilde;o&#8230;&quot;<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando o ponto essencial desta Via da uni&atilde;o da vacuidade e da compaix&atilde;o se torna manifesta, as qualidades do <i>bodhisatva<\/i>, semelhantes ao oceano, que est&atilde;o contidas nos seis <i>paramitas<\/i><sup>2<\/sup>, aparecem enquanto irradia&ccedil;&atilde;o natural, a semelhan&ccedil;a do sol e de seus raios.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Como esta a&ccedil;&atilde;o &eacute; ligada &agrave; acumula&ccedil;&atilde;o de m&eacute;rito, tudo o que fazemos &eacute; ben&eacute;fico aos outros e assim, a Via a mais elevada nos ajuda a n&atilde;o nos extraviar nas atividades unicamente para nossa paz e nossa felicidade pessoais. Da&iacute;: &quot;&#8230; e a a&ccedil;&atilde;o dos filhos de <i>Budha<\/i>&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Esta Via, esta Medita&ccedil;&atilde;o, e esta A&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a compreens&atilde;o unificada de todos os <i>budhas<\/i> que vieram no passado, que est&atilde;o no presente agora e que vir&atilde;o no futuro. Em conseq&uuml;&ecirc;ncia, o texto diz: &quot;mesmo se os <i>Budhas <\/i>dos tr&ecirc;s tempos debatessem juntos&#8230;&quot;.<\/p>\n<ol><sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">\n<li>Os nove ve&iacute;culos ou yanas compreendem os tr&ecirc;s yanas exotericos (Sravakayana, Pratyekabudhayana, e bodhisatvayana), os tr&ecirc;s tantras exteriores (Kriyayoga, Caryayoga e Yogatantra), e os tr&ecirc;s tantras interiores (Mahayoga, Anuyoga e Atyoga).<\/li>\n<p><\/sub><sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">\n<li>a paci&ecirc;ncia, a diligencia, a estabilidade mental e a sabedoria.<\/li>\n<p><\/sub><\/ol>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">N&atilde;o h&aacute; nada melhor que o resultado do ponto essencial desta via da ess&ecirc;ncia indestrut&iacute;vel do <i>Budha<\/i>, o pin&aacute;culo de todos os ve&iacute;culos. Da&iacute;: &quot;&#8230; eles n&atilde;o poderiam encontrar melhor ensinamento que este&quot;.<\/p>\n<p><u><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O sentido expresso nesta instru&ccedil;&atilde;o &eacute; seguramente o cora&ccedil;&atilde;o dos ensinamentos esot&eacute;ricos da linhagem<\/p>\n<p><\/u>. Todavia,  algumas palavras que, aqui, exprimem esse sentido, deveriam tamb&eacute;m emergir enquanto energia da consci&ecirc;ncia desperta. Assim diz o texto: &quot;A energia da consci&ecirc;ncia desperta, o revelador do tesouro do modo natural&#8230;&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se bem que eu n&atilde;o tenha experimentado a sabedoria de meditar sobre esta significa&ccedil;&atilde;o, gra&ccedil;as &agrave;s instru&ccedil;&otilde;es sem defeito de meus santos mestres, verdadeiramente destru&iacute; minhas d&uacute;vidas pela sabedoria do estudo e da pr&aacute;tica. Depois, com a compreens&atilde;o da sabedoria da reflex&atilde;o, compus isto. Da&iacute;: &quot;&#8230; extrai esse tesouro da imensid&atilde;o da sabedoria&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">N&atilde;o &eacute; como um tesouro comum e mundano que n&atilde;o pode eliminar sen&atilde;o a pobreza imprevista. Ent&atilde;o o texto diz: &quot;Isso n&atilde;o &eacute; como as ess&ecirc;ncias que podem ser tiradas da terra e das pedras&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Esta Vis&atilde;o possuindo os tr&ecirc;s pontos essenciais &eacute; chamada &quot;o Ponto Essencial em Tr&ecirc;s Aforismos&quot;. Quando Tulku Garab Dorje estava para deixar este mundo, ele deu este ensinamento a Jampal Shenyen desde uma esfera de luz de arco-&iacute;res, no c&eacute;u. &Eacute; a instru&ccedil;&atilde;o perfeita da indissociabilidade da sua compreens&atilde;o. Da&iacute;: &quot;&Eacute; o testamento de Garab Dorje&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Tendo atingido o ponto essencial dessas instru&ccedil;&otilde;es, o onisciente rei do Dharma (Longchen Rabjam) realizou verdadeiramente a extin&ccedil;&atilde;o primordialmente pura da relatividade e ganhou assim a <i>budeidade<\/i> perfeita. Ele revelou sua forma de cogni&ccedil;&atilde;o primordial ao Rigdzin Jigme  Lingpa (Khyentse Ozer) e o aben&ccedil;oou, gra&ccedil;as aos s&iacute;mbolos, com a transmiss&atilde;o da consci&ecirc;ncia desperta.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Deste, meu mestre raiz (Jigme Gyalwai Nyugu) recebeu diretamente a transmiss&atilde;o oral da instru&ccedil;&atilde;o sobre a introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; sua pr&oacute;pria natureza e ele reencontrou diretamente a realidade.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Essas ent&atilde;o s&atilde;o as instru&ccedil;&otilde;es que eu ouvi dele, ele que permanece um glorioso benfeitor dos seres. Da&iacute;: &quot;&Eacute; a ess&ecirc;ncia do cora&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s transmiss&otilde;es&quot;.  <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Essas instru&ccedil;&otilde;es s&atilde;o como o ouro fino. Elas s&atilde;o o significado essencial do cora&ccedil;&atilde;o e &eacute; um desperd&iacute;cio mostrar &agrave;s pessoas que n&atilde;o as praticar&atilde;o. Todavia, &eacute; um engano n&atilde;o as mostrar &agrave;queles  que lhes proteger&atilde;o como sua vida e que, praticando o sentido essencial, se esfor&ccedil;ar&atilde;o para atingir a <i>budeidade<\/i> em uma vida. Da&iacute;: &quot;Isto &eacute; confiado a meus filhos do cora&ccedil;&atilde;o. Esse sentido profundo &eacute; ensinado diretamente do meu cora&ccedil;&atilde;o. Sendo expresso pelo cora&ccedil;&atilde;o, ele carrega o sentido essencial. N&atilde;o deixem esse sentido essencial se extinguir. N&atilde;o permitamos que essas instru&ccedil;&otilde;es sejam desperdi&ccedil;adas&quot;.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Isso conclui a breve explica&ccedil;&atilde;o do Ensinamento Especial de Khepa Sri Gyalpo.<b> <\/b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Que isso seja virtuoso, virtuoso, virtuoso!<\/p>\n<\/div>\n<hr \/>\n<div STYLE=\"text-align:right\"><a HREF=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O PONTO ESSENCIAL EM TR&Ecirc;S AFORISMOSQue \u00e9 o Ensinamento Especial de Khepa Sri Gyalpo de Patrul Riponche Texto extra\u00eddo do livro &#8220;La Simplicit\u00e9 de la Grande Perfection&#8221; Traduzido do tibetano e apresentado por James LowTraduzido para o portugu\u00eas por: Karma &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-ponto-essencial-em-tres-aforismos\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1941,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,40],"tags":[62],"class_list":["post-5986","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meditacao","category-zen","tag-philip-kapleau"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5986"}],"version-history":[{"count":8,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5986\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5999,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5986\/revisions\/5999"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1941"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}