{"id":6224,"date":"2020-06-16T20:22:07","date_gmt":"2020-06-16T22:22:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=6224"},"modified":"2020-06-16T20:23:55","modified_gmt":"2020-06-16T22:23:55","slug":"vivendo-e-morrendo-conscientemente","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/vivendo-e-morrendo-conscientemente\/","title":{"rendered":"Vivendo e morrendo conscientemente"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"320\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6055\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas.jpg 320w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas-300x300.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><a name=\"inicio\"><\/p>\n<div style=\"text-align:center\"><font size=\"4\"><b>Vivendo e morrendo conscientemente<\/b><\/font><\/div>\n<p><\/a> <\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><font size=\"1\"><b><i>Do livro<a href=\"default.asp?menu=505\" class=\"broken_link\"><font size=\"1\"> &#8220;O despertar do buda interior&#8221;<\/font><\/a><br \/>de <a href=\"default.asp?menu=504\" class=\"broken_link\"><font size=\"1\"><b>Lama Surya Das<\/b><\/font><\/a><\/i><\/b><\/font><\/div>\n<div style=\"text-align:justify\">\n<p align=\"JUSTIFY\">Agora que o bardo da morte desponta diante de mim,<br \/>Eu vou parar de prender as coisas, de desejar e me apegar,<br \/>Vou entrar sem distra&ccedil;&otilde;es na clara percep&ccedil;&atilde;o dos ensinamentos,<br \/>E ejetar a minha consci&ecirc;ncia para a dimens&atilde;o da percep&ccedil;&atilde;o n&atilde;o nascida.<br \/>Quando eu deixar este corpo composto de carne e sangue,<br \/>Saberei ser ele apenas uma ilus&atilde;o passageira.<\/p>\n<p align=\"right\">Padma Sambhava  em O LIVRO TIBETANO DOS MORTOS<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Nos ensinamentos tibetanos, a morte &eacute; mais um momento no qual devemos praticar a aten&ccedil;&atilde;o plena. Lembrar-se da inevitabilidade de nossa morte, encarar o fato inescap&aacute;vel da nossa pr&oacute;pria mortalidade e da imperman&ecirc;ncia de todas as coisas, pode ser a mais liberadora das medita&ccedil;&otilde;es, porque apresentar a realidade das coisas como realmente s&atilde;o, ajuda a desalojar o ego&iacute;smo grosseiro, o apego e a miopia &#8211; colocando nossas vidas na perspectiva correta.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A morte &eacute; um espelho, que reflete e ilumina tanto a vaidade quanto o sentido de nossas vidas. A morte &eacute; o momento da verdade, quando nos encontramos com a realidade face a face. Para todos n&oacute;s, &eacute; tamb&eacute;m um momento de oportunidade, quando podemos atingir nossa natureza original. A morte &eacute; mais certa do que o amor, e com certeza aguarda a todos n&oacute;s na doen&ccedil;a ou na velhice. A sabedoria perene nos diz que dever&iacute;amos nos preparar para o nosso fim, o que nos tornar&aacute; melhor preparados para viver &#8211; ou morrer &#8211; de forma iluminada. <\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Diz-se que na morte apenas duas coisas contam: o que fizemos em nossas vidas e o estado interior que temos na hora de morrer. Estes dois fatores determinam o que vem depois. Buda ensinou que a experi&ecirc;ncia real do momento de morrer &eacute; crucial para o pr&oacute;ximo renascimento, e que no momento da morte ocorrem experi&ecirc;ncias espirituais extraordin&aacute;rias que oferecem um portal para a grande libera&ccedil;&atilde;o. Portanto, a atmosfera f&iacute;sica e os estados de esp&iacute;rito daqueles que est&atilde;o ao redor do moribundo s&atilde;o extremamente importantes, e paz, conforto, gentileza, amor, aceita&ccedil;&atilde;o e harmonia ajudam a guiar o morto, da melhor maneira poss&iacute;vel, em sua travessia.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Tradicionalmente no Tibet, o Bardo Thodol, conhecido no ocidente como o livro tibetano dos mortos, &eacute; lido na cabeceira da cama de algu&eacute;m que est&aacute; morrendo, tanto na hora da morte como por v&aacute;rios dias subseq&uuml;entes. Ele &eacute; uma medita&ccedil;&atilde;o guiada, lida em voz alta, normalmente por um lama, para ajudar a direcionar o morto ou o moribundo atrav&eacute;s dos v&aacute;rios estados de transi&ccedil;&atilde;o no bardo. Este maravilhoso livro antigo &eacute; uma escritura de sabedoria que nos conduz &agrave; liberdade e &agrave; ilumina&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do reconhecimento da clara luz da realidade na hora da morte, e depois. Ele tamb&eacute;m mostra como reconhecer e atingir a clara luz (a qualidade luminosa inata da mente natural) dentro de cada um de n&oacute;s, nesta vida. Apesar de ter sido ostensivamente escrito para oferecer ao morto ou moribundo conforto, orienta&ccedil;&atilde;o e liberta&ccedil;&atilde;o pela audi&ccedil;&atilde;o, o Bardo Thodol tamb&eacute;m nos mostra como viver, porque cada momento &eacute; tanto um nascimento quanto uma morte.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Bardo1 &eacute; uma palavra tibetana que significa &quot;No meio&quot; ou &quot;Em transi&ccedil;&atilde;o&quot;. Ensina-se que existem ao todo seis estados de bardo, acabam oferecendo suas oportunidades espec&iacute;ficas. Tr&ecirc;s delas ocorrem quando ainda estamos vivos: o bardo desta vida cobre o per&iacute;odo inteiro desde que nascemos at&eacute; a nossa morte; o bardo da medita&ccedil;&atilde;o se refere ao estado meditativo quando conseguimos reconhecer nossa natureza b&uacute;dica; e o bardo do sonho ocorre quando dormimos, e tamb&eacute;m pode ser usado para treinar a mente.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Os outros tr&ecirc;s estados de bardo cobrem o per&iacute;odo entre a morte e o renascimento, e constituem o foco prim&aacute;rio do Livro Tibetano dos Mortos.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O Bardo da Morte<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Este bardo se refere ao processo de morrer em si. No Tibet, a morte &eacute; considerado um processo de purifica&ccedil;&atilde;o, porque estamos voltando para clara luz, nosso estado natural intr&iacute;nseco de luminosidade &#8211; estamos nos dissolvendo nele. No momento da morte, esta clara luz da realidade desponta para cada um de n&oacute;s. &Eacute; a nossa pr&oacute;pria natureza radiante, algumas vezes chamada de Rigpa \u2013 o estado desperto e iluminado. Entretanto, para podermos realmente nos beneficiar deste &quot;Momento da Verdade&quot; e atingir a liberta&ccedil;&atilde;o, precisamos estar preparados. Se n&atilde;o, ele vai nos escapar rapidamente. Como a maioria de n&oacute;s ainda est&aacute; ligada aos h&aacute;bitos e padr&otilde;es de comportamento estabelecidos em vida, n&atilde;o reconhecemos a luminosidade pelo que ela &eacute;. Reagimos de forma n&atilde;o apropriada e inconsciente. Em vez de mergulharmos nela, em um ato de f&eacute;, nos entregando &agrave; luminosidade, nos fundindo nela. E assim o momento passa. As instru&ccedil;&otilde;es de Kalu Rinpoche para esse momento de grande luminosidade foram: &quot;Solte o corpo e a mente, e dissolva-se na clara luz da luminosidade interior. Reconhe&ccedil;a o raiar da clara luz e se liberte neste instante. Enxergue al&eacute;m das ciladas, do dualismo da vida e da morte&quot;.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O Bardo do Dharmata (Realidade)<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Neste segundo estado de bardo, temos outra oportunidade de atingir a liberta&ccedil;&atilde;o. Kalu Rinpoche dizia que a coisa mais importante para nos lembrarmos aqui &eacute; que, como nos sonhos, tudo o que veremos aqui &eacute; cria&ccedil;&atilde;o de nossas mentes, e pode ser mudado, da mesma forma que se pode acordar dentro dos sonhos e alter&aacute;-los. Neste estado, &eacute; como se sonh&aacute;ssemos, e nada mais pode realmente nos fazer mal. A liberta&ccedil;&atilde;o pode ocorrer se conseguirmos apagar a resist&ecirc;ncia e as d&uacute;vidas, soltar tudo e nos entregarmos &agrave; luminosidade inata da mente natural. Se n&atilde;o pudermos fazer isso, ent&atilde;o o pr&oacute;ximo bardo inexoravelmente come&ccedil;ar&aacute;.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O Bardo do Vir-a-Ser<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Neste terceiro estado de bardo p&oacute;s-morte, nossas percep&ccedil;&otilde;es est&atilde;o voltando. Novamente, temos prefer&ecirc;ncias e avers&otilde;es, e somos atra&iacute;dos para lugares e pessoas que nos s&atilde;o familiares. &Agrave; medida que nossos apegos, paix&otilde;es e propens&otilde;es c&aacute;rmicas come&ccedil;am a se afirmar, estamos nos aproximando do renascimento. Nesse momento, far&iacute;amos bem em voltar nossas mentes para as inten&ccedil;&otilde;es do bodhisativa, que s&atilde;o beneficiar e servir todos os seres sem exce&ccedil;&otilde;es. Livres das ciladas da atra&ccedil;&atilde;o e da repuls&atilde;o, devemos procurar o meio ambiente oportuno para exercer o voto de bodhisativa. Se voc&ecirc; achar que est&aacute; neste estado do bardo, atrav&eacute;s da coragem destemida e da vis&atilde;o pura, v&aacute; al&eacute;m e abandone sua atra&ccedil;&atilde;o e seu desejo pelo homem e mulher que se unem em uni&atilde;o sexual. Em vez disso, perceba este casal amoroso, que ser&atilde;o seus novos pais, como um casal b&uacute;dico &#8211; Sr. e Sra. Sabedoria e Compaix&atilde;o. Graciosamente, entre neste templo humano e encontre sua nova vida. <\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Vivendo a Morte: Uma Medita&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Todos n&oacute;s temos que nos defrontar com as quest&otilde;es da vida e da morte. Quer seja a morte de um familiar idoso ou o nascimento de um filho, o nascimento e a morte s&atilde;o parte da vida. A filosofia, a ci&ecirc;ncia, a religi&atilde;o, as artes lidam com a vida e a morte, e com a morte ou renascimento. Todos n&oacute;s nos perguntamos o que acontece quando morremos. Ser&aacute; que a morte &eacute; o nosso fim? E o que isso significa para n&oacute;s? Como podemos dar mais sentido &agrave;s nossas vidas?<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Existem diversas religi&otilde;es e culturas, mas todas compartilham de pelo menos um princ&iacute;pio comum: todas t&ecirc;m ritos, rituais e especialistas para lidar com a morte e o morrer. Estes ritos nos oferecem conforto e seguran&ccedil;a diante da precariedade e da inseguran&ccedil;a da exist&ecirc;ncia. Ser&aacute; que continuamos? Ser&aacute; que atingimos um fim abrupto? N&atilde;o existe mais nada? E o c&eacute;u? E o inferno? Existe vida depois da morte? Vamos nos defrontar com Deus ou com o carma? Verdade ou conseq&uuml;&ecirc;ncia? Como podemos ter certeza de qualquer coisa? Isso pode ser verificado ou est&atilde;o nos pedindo para acreditar e confiar em um mito ou na imagina&ccedil;&atilde;o? Devemos acreditar nas pessoas que dizem ter voltado das experi&ecirc;ncias de quase morte? Devemos acreditar em Edgar Cayce e nos outros videntes? Devemos acreditar nos lama encarnados, muitos dos quais dizem que se lembram de vidas passadas e parecem ter algum controle consciente sobre o processo &#8211; como se estivessem evoluindo, por escolha, atrav&eacute;s de diferentes n&iacute;veis da escola espiritual? Como podemos saber? Quem sabe? <\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Os budistas perceberam h&aacute; muito tempo que contemplar a pr&oacute;pria mortalidade &eacute; uma pr&aacute;tica que ajuda a ter foco e estabelecer prioridades. A vida espiritual, a jornada de despertar e dar sentido &agrave;s nossas vidas enquanto aprendemos a amar, &eacute; na verdade uma quest&atilde;o tanto de vida quanto de morte. A precariedade da vida nos ajuda a permanecer totalmente dispersos no aqui agora.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">O que o budismo tibetano nos oferece, juntamente com seus ensinamentos pragm&aacute;ticos e &eacute;ticos, &eacute; uma forma de lidar com a pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia da morte &#8211; uma forma de encarar a morte no momento presente. Este treinamento pode nos ajudar muito a lidar com o momento da morte. Passamos a apreciar mais, estar mais atentos e mais abertos a cada momento da vida, que se torna mais pungente devido &agrave; sua absoluta imperman&ecirc;ncia.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Ao aprender a deixar esta vida ir embora, aprendemos tamb&eacute;m a viver cada momento sem arrependimentos. Aprendemos a tomar decis&otilde;es sem arrependimentos. Cada decis&atilde;o se torna a decis&atilde;o certa. Quando aprendemos a largar as coisas em vida, abandonamos nossos rancores, obtemos o perd&atilde;o e nos aliviamos do fardo do ressentimento, da amargura e da hostilidade. Assim, encontramos uma conclus&atilde;o e podemos soltar velhas tristezas e antigas queixas, deixando estes padr&otilde;es congelados morrerem. &Eacute; assim que morremos sem arrependimentos, enquanto aprendemos a viver de novo. Aqui, neste momento. Respira&ccedil;&atilde;o por respira&ccedil;&atilde;o. Eis aqui uma medita&ccedil;&atilde;o que nos ajuda a fazer isso:<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Respire profundamente relaxe. Deixe tudo se acomodar. Esteja totalmente presente, naturalmente presente, sem esfor&ccedil;o. Voc&ecirc; est&aacute; se sentando por um instante, um instante eterno. N&atilde;o perca o momento. S&oacute; existe este.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Sinta tudo, como &eacute;. Esteja presente, alerta, desperto e relaxado. Abra-se para a presen&ccedil;a sem esfor&ccedil;o, para a consci&ecirc;ncia pura. A presen&ccedil;a total. Tenha consci&ecirc;ncia de estar consciente, uma percep&ccedil;&atilde;o luminosa, sem centro, aqui e agora. Deixe que tudo aconte&ccedil;a sem esfor&ccedil;o, de forma transparente. Abandone o controle, a manipula&ccedil;&atilde;o e o julgamento. <\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A cada respira&ccedil;&atilde;o, solte um pouco mais. A cada respira&ccedil;&atilde;o, solte, relaxe, abra e centre-se cada vez mais profundamente. Cada expira&ccedil;&atilde;o &eacute; uma pequena morte. Simplesmente esteja com a expira&ccedil;&atilde;o, e a cada expira&ccedil;&atilde;o solte um pouco mais. Um pouco mais &#8230; solte os n&oacute;s do seu psiquismo. Relaxe. Largue tudo. Solte a tens&atilde;o dos ombros, expire-a. Expire aquele pensamento, aquela lembran&ccedil;a, solte, solte, solte&#8230;<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Solte a expira&ccedil;&atilde;o. Morra um pouco a cada expira&ccedil;&atilde;o. Morra no momento presente. Qualquer sensa&ccedil;&atilde;o sinta, deixe-a partir. Largue o corpo, largue a mente, largue os pensamentos e a personalidade. Largue tudo. Solte. Largue sua auto-imagem, sua casa, suas posses, seus planos, sua carreira. Solte. Tudo est&aacute; perfeitamente resolvido na mente natural que n&atilde;o nasce nem morre. <\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Abandone as tentativas de controlar a mente. A cada expira&ccedil;&atilde;o, solte. Aperte a embreagem do desapego espiritual e desengrene a marcha. A cada expira&ccedil;&atilde;o, solte mais alguma coisa &#8211; o que vier &agrave; cabe&ccedil;a, uma sensa&ccedil;&atilde;o, uma emo&ccedil;&atilde;o, um sentimento,  um relacionamento uma pessoa, um medo, uma posse. Respira&ccedil;&atilde;o &agrave; respira&ccedil;&atilde;o, momento a momento &#8211; simplesmente solte tudo. Habitue-se a evoluir, a se transformar, a passar sem resist&ecirc;ncia, sem se agarrar, sem apegos. Respira&ccedil;&atilde;o a respira&ccedil;&atilde;o, v&aacute; soltando. Deixe todos fen&ocirc;menos ilus&oacute;rios irem embora.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A cada respira&ccedil;&atilde;o, perdoe aos outros. Perdoe &agrave;s pessoas de seu passado &#8211; aquelas com quem n&atilde;o tem mais contato, e tamb&eacute;m as que ainda est&atilde;o ao seu redor. Perdoe a s&iacute;. Aceite os outros como s&atilde;o. Aceite totalmente a si mesmo. Deixe tudo ser como &eacute;. Isto &eacute; a sabedoria em a&ccedil;&atilde;o. A cada respira&ccedil;&atilde;o, abandone o medo, a expectativa, a raiva, o arrependimento, o desejo, a frustra&ccedil;&atilde;o, a fadiga. Abandone a necessidade de aprova&ccedil;&atilde;o. Abandone os velhos julgamentos e as opini&otilde;es. Morra para tudo isto, e voe livremente. Eleve-se na liberdade da aus&ecirc;ncia de desejos. <\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Solte. Deixe. Veja atrav&eacute;s de tudo seja livre, completo, luminoso e volte para casa.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Com este tipo de medita&ccedil;&atilde;o, as camadas sutis que formam quem n&oacute;s somos come&ccedil;am a se arrumar, e n&oacute;s penetramos mais profundamente no nosso estado natural &#8211; o estado despojado do ser aut&ecirc;ntico. Isto &eacute; uma transforma&ccedil;&atilde;o ocorrida aqui e agora. Um renascimento espiritual.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Nota<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">1. per&iacute;odo<\/p>\n<\/div>\n<p><\/font><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivendo e morrendo conscientemente Do livro &#8220;O despertar do buda interior&#8221;de Lama Surya Das Agora que o bardo da morte desponta diante de mim,Eu vou parar de prender as coisas, de desejar e me apegar,Vou entrar sem distra&ccedil;&otilde;es na clara &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/vivendo-e-morrendo-conscientemente\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6055,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[55],"class_list":["post-6224","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meditacao","tag-lama-surya-das"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6224"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6224\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6227,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6224\/revisions\/6227"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6055"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}