{"id":6229,"date":"2020-06-16T20:29:58","date_gmt":"2020-06-16T22:29:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=6229"},"modified":"2020-06-16T20:30:59","modified_gmt":"2020-06-16T22:30:59","slug":"a-iluminacao-e-a-meta","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/a-iluminacao-e-a-meta\/","title":{"rendered":"A ilumina\u00e7\u00e3o \u00e9 a meta"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"320\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6055\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas.jpg 320w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas-300x300.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><a name=\"inicio\"><\/p>\n<div style=\"text-align:center\"><font size=\"4\"><b>A ilumina&ccedil;&atilde;o &eacute; a meta<\/b><\/font><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><font size=\"1\"><b><i>Do livro<a href=\"default.asp?menu=505\" class=\"broken_link\"><font size=\"1\"> &#8220;O despertar do buda interior&#8221;<\/font><\/a><br \/>de <a href=\"default.asp?menu=504\" class=\"broken_link\"><font size=\"1\"><b>Lama Surya Das<\/b><\/font><\/a><\/i><\/b><\/font><\/div>\n<div style=\"text-align:justify\">\n<p align=\"JUSTIFY\"> Voc&ecirc; &eacute; o Buda, voc&ecirc; &eacute; a verdade. Ent&atilde;o porque n&atilde;o sente isso? Por que n&atilde;o conhece isto muito bem? Por que n&atilde;o conhece isto muito bem? Por que existe um v&eacute;u no caminho, que &eacute; o apego &agrave;s apar&ecirc;ncias, como por exemplo a convic&ccedil;&atilde;o de que voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; Buda, de que voc&ecirc; &eacute; um indiv&iacute;duo separado, um ego. Sen&atilde;o puder remover este v&eacute;u de uma s&oacute; vez, ent&atilde;o ele ter&aacute; que ser dissolvido gradualmente.<\/p>\n<p><i><\/p>\n<p align=\"CENTER\">Se voc&ecirc; conseguir enxergar atrav&eacute;s dele,<br \/> totalmente, mesmo que apenas por um instante, ent&atilde;o poder&aacute; fazer isso novamente a qualquer momento.<br \/>Onde quer que esteja, o que quer que esteja diante de voc&ecirc;, de qualquer forma que as coisas se apresentem; simplesmente retorne &agrave; esta clareza e abertura espa&ccedil;osas e sempre presentes.<\/p>\n<p align=\"CENTER\">Kalu Rinpoche<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Quando praticamos a medita&ccedil;&atilde;o, o que fazemos equivale a descascar as camadas da persona. N&oacute;s continuamos a descascando, camada por camada, cada vez mais, em dire&ccedil;&atilde;o ao centro, trazendo &agrave;  superf&iacute;cie e soltando, um ap&oacute;s o outro, os muitos rostos que apresentamos ao mundo e a n&oacute;s mesmos. Se n&oacute;s n&atilde;o somos os nossos pensamentos, ent&atilde;o quem somos? Quem &eacute; esta pessoa que tenta meditar? Quem &eacute; o experimentador que experimenta? &eacute; nossa mente, nosso corpo, nossa alma, nosso esp&iacute;rito? A grande quest&atilde;o &eacute; esta, a quest&atilde;o da identidade.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">A maioria dos meditadores traz consigo uma aspira&ccedil;&atilde;o comum: experimentar as coisas diretamente como s&atilde;o, no momento presente. Agora &eacute; o &uacute;nico lugar onde podemos estar. Tanto as lembran&ccedil;as quanto os planos ocorrem no momento presente. Na medita&ccedil;&atilde;o n&oacute;s voltamos sempre a este presente que &eacute; o &uacute;nico, despertando gradualmente para a verdade de quem e do que somos. N&oacute;s sabemos que n&atilde;o podemos fugir, que precisamos voltar sempre. Respiramos, praticamos a aten&ccedil;&atilde;o plena e descascamos camadas e mais camadas. Cada vez mais fundo. Vendo os nossos estados mentais, soltando o que nos prende, desmascarando, descascando, at&eacute; finalmente chegar ao estado original, n&atilde;o processado, o estado natural, o ser genu&iacute;no. Esta &eacute; a natureza b&uacute;dica, a natureza verdadeira &#8211; a mente natural. O Buda interior est&aacute; desperto.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Simplesmente ser &#8211; em meio a todo o fazer, o atingir e o vir-a-ser. Este &eacute; o estado natural da mente, nosso estado original e fundamental de ser. &Eacute; a natureza b&uacute;dica aut&ecirc;ntica. &Eacute; como o reencontrar o nosso equil&iacute;brio.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">&nbsp;<\/p>\n<p><b><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Mente grande \/ mente pequena.<\/p>\n<p><\/b><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Para nos ajudar a compreender que n&atilde;o somos aquilo que pensamos, os ensinamentos de Buda fazem uma distin&ccedil;&atilde;o entre o que &eacute; chamado de Grande Mente, ou Mente Natural, e a mente &quot;pequena&quot; ou mente comum e iludida. A mente pequena ou iludida &eacute; a mente habitual, barulhenta, imprevis&iacute;vel e constantemente fora de controle. &Eacute; a nossa mente finita, conceitual, racional, discursiva, pensante. A mente iludida tem muitos impulsos e necessidades, ela deseja muitas coisas. Est&aacute; quase sempre confusa, atravessa flutua&ccedil;&otilde;es constantes de &acirc;nimo e &eacute; muito inquieta. Fica com raiva, deprimida ou hiper-ativa. Alguns textos tradicionais antigos chamam esta mente pequena de &quot;mente de macaco&quot;, e a descrevem como um cavalo selvagem e indom&aacute;vel, ou ent&atilde;o como um pequeno macaco simp&aacute;tico mas totalmente ca&oacute;tico, pulando de &aacute;rvore em &aacute;rvore, procurando satisfa&ccedil;&atilde;o nos lugares errados. O que se quer dizer com Grande &eacute; a natureza essencial da mente. &Eacute; isto que chamamos de natureza b&uacute;dica ou mente natural. Esta &eacute; a nossa verdadeira natureza &#8211; a consci&ecirc;ncia pura e ilimitada que reside no cora&ccedil;&atilde;o, e que &eacute; parte integrante de todos n&oacute;s. O Buda a descreveu como im&oacute;vel, clara, l&uacute;cida, vazia, profunda, simples (descomplicada) e em paz. Na verdade, n&atilde;o &eacute; aquilo que chamamos habitualmente de nossa mente. &Eacute; a natureza luminosa e mais fundamental no &acirc;mago de nosso ser. Isto &eacute; <i>rigpa<\/i>, o cerne da ilumina&ccedil;&atilde;o. &Eacute; a nossa cota de nirvana aqui na terra.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\"> O Dogchen ensina que tudo o que precisamos fazer para nos tornarmos iluminados &eacute; o reconhecer e repousar nesse estado mental natural. No zen eles chamam isto de mente original. &Eacute; a percep&ccedil;&atilde;o crua, nua, e n&atilde;o algo que aprendemos ou fabricamos. Isto &eacute; o Buda interior -a presen&ccedil;a perfeita na qual podemos confiar. Despertar para esta mente natural, esta natureza b&uacute;dica, &eacute; sobre o que a medita&ccedil;&atilde;o se ocupa.<\/p>\n<p><b><\/p>\n<p align=\"CENTER\">Mantendo a vis&atilde;o panor&acirc;mica: Lembrando-se do quadro maior<\/p>\n<p><\/b><i><\/p>\n<p align=\"CENTER\">A Grande Perfei&ccedil;&atilde;o Inata combina a vis&atilde;o iluminada, a medita&ccedil;&atilde;o e a a&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p align=\"CENTER\">Com uma vis&atilde;o t&atilde;o larga e aberta quanto o infinito c&eacute;u luminoso; <\/p>\n<p align=\"CENTER\">A medita&ccedil;&atilde;o t&atilde;o inabal&aacute;vel quanto uma montanha imponente;<\/p>\n<p align=\"CENTER\">A a&ccedil;&atilde;o t&atilde;o espontaneamente livre e desimpedida quanto &agrave;s ondas do oceano, <\/p>\n<p align=\"CENTER\">O resultado &eacute; a realiza&ccedil;&atilde;o da mente natural \u2013<\/p>\n<p align=\"CENTER\"> A Grande Perfei&ccedil;&atilde;o Inata.<\/p>\n<p align=\"CENTER\">Can&ccedil;&atilde;o de alegria yogue, da tradi&ccedil;&atilde;o oral Dzogchen.<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Quando os mestres Dzogchen falam em permanecer na vis&atilde;o, o que querem dizer &eacute; reconhecer o estado natural da mente, a natureza b&uacute;dica, e repousar nesta percep&ccedil;&atilde;o l&uacute;cida. Isto implica uma imedia&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea e uma consci&ecirc;ncia sem separa&ccedil;&otilde;es ou escolhas. Esta vis&atilde;o ampla, ou panor&acirc;mica, significa ser capaz de viver as coisas como s&atilde;o, com clareza total. Essa vis&atilde;o, ou vis&atilde;o superior, n&atilde;o distorce. Ela &eacute; totalmente aberta e sem julgamentos. Quando permanecemos com a vis&atilde;o, n&atilde;o tentamos manipular ou alterar a verdade do que &eacute;. Um espelho n&atilde;o escolhe o que reflete. Da mesma maneira, a medida que os objetos surgem na mente, eles simplesmente aparecem, sem distor&ccedil;&otilde;es nem corre&ccedil;&otilde;es, no espelho l&iacute;mpido da consci&ecirc;ncia.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Com esse tipo de vis&atilde;o, n&oacute;s nos lembramos do todo \u2013 Dzogchen, a Perfei&ccedil;&atilde;o Natural das coisas justamente como s&atilde;o. Na medita&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, praticamos a aten&ccedil;&atilde;o plena &agrave; respira&ccedil;&atilde;o. O treinamento Dzogchen &eacute; mais avan&ccedil;ado; ele nos ensina como estar despertos e unos com o que &eacute;. Na pr&aacute;tica, Dzogchen, levamos conosco aonde quer que formos, nossa consci&ecirc;ncia sem separa&ccedil;&otilde;es, para que cada momento seja um momento de aten&ccedil;&atilde;o plena, um momento de realidade, de liberdade e ilumina&ccedil;&atilde;o. Como disse um mestre zen: &quot;A eternidade &eacute; um &uacute;nico instante, e esse instante &eacute; agora. Acorde para ela!&quot;. <\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Isso pode soar esot&eacute;rico, mas na verdade &eacute; um ensinamento muito pr&aacute;tico. [&#8230;] <\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Tudo o que se tem a fazer &eacute; permanecer com a vis&atilde;o.<\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">Este ensinamento introduz uma forma de manter a perspectiva maior em mente e ao mesmo tempo fluir com a grande corrente da realidade, sem ficar preso nos redemoinho da vida. Quer voc&ecirc; esteja praticando a medita&ccedil;&atilde;o formal ou dando banho no cachorro da fam&iacute;lia, preserve sua mente natural, permane&ccedil;a consciente e desperto, em vez de se deixar carregar por pensamentos e proje&ccedil;&otilde;es. S&atilde;o todos apenas apar&ecirc;ncias ilus&oacute;rias. Se voc&ecirc; puder manter esta vis&atilde;o, ent&atilde;o a medita&ccedil;&atilde;o em a&ccedil;&atilde;o se desenvolver&aacute; espontaneamente, e haver&aacute; menos separa&ccedil;&atilde;o entre a pr&aacute;tica religiosa formal e os atos mundanos da vida cotidiana.<\/p>\n<p><i><\/p>\n<p align=\"CENTER\">N&oacute;s vivemos na ilus&atilde;o e na apar&ecirc;ncia das coisas.<br \/>Existe uma realidade.<br \/>Quando voc&ecirc; compreender isto, <br \/>ver&aacute; que voc&ecirc; n&atilde;o &eacute; nada.<br \/>E n&atilde;o sendo nada, voc&ecirc; &eacute; tudo.<br \/>&Eacute; s&oacute; isso.<\/p>\n<p align=\"CENTER\">Kalu Rinpoche<\/p>\n<p><\/i><\/div>\n<p><\/font><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A ilumina&ccedil;&atilde;o &eacute; a meta Do livro &#8220;O despertar do buda interior&#8221;de Lama Surya Das Voc&ecirc; &eacute; o Buda, voc&ecirc; &eacute; a verdade. 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