{"id":6235,"date":"2020-06-16T20:42:26","date_gmt":"2020-06-16T22:42:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=6235"},"modified":"2020-06-16T20:43:18","modified_gmt":"2020-06-16T22:43:18","slug":"o-vagar-voluntario-ou-descobrir-a-meditacao-natural-em-sua-propria-vida","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-vagar-voluntario-ou-descobrir-a-meditacao-natural-em-sua-propria-vida\/","title":{"rendered":"O vagar volunt\u00e1rio ou descobrir a medita\u00e7\u00e3o natural em sua pr\u00f3pria vida"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas.jpg\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"320\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6055\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas.jpg 320w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas-150x150.jpg 150w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas-300x300.jpg 300w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/LamaSuryaDas-50x50.jpg 50w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><a name=\"inicio\"><\/p>\n<div style=\"text-align:center\"><font size=\"4\"><b>O VAGAR VOLUNT&Aacute;RIO <br \/><font size=\"3\">OU DESCOBRIR A MEDITA&Ccedil;&Atilde;O NATURAL EM SUA PR&Oacute;PRIA VIDA<\/font><\/b><\/font><\/div>\n<p><\/a>  <\/p>\n<div style=\"text-align:right\">Lama Surya Das<font size=\"1\"><br \/>Extrato do livro: &Eacute;VEILLEZ VOTRE SPIRITUALIT&Eacute;<br \/>As sabedorias orientais do cotidiano<br \/>[p&aacute;gs 370-373]<br \/>Tradu&ccedil;&atilde;o ao portugu&ecirc;s: Karma Tenpa Dhargye<\/font><\/div>\n<p><\/font><font face=\"Verdana\" size=2><\/p>\n<p align=\"JUSTIFY\">\n<p>A mente natural ou intelig&ecirc;ncia primordial instrui-nos nos instantes em que somos sinceros conosco. De tais ocorr&ecirc;ncias aparecem instantes que chamaremos de &quot;vagar consciente&quot;. Esses vagares d&atilde;o-nos uma percep&ccedil;&atilde;o de nosso estado id&iacute;lico natural, estado que existe agora em n&oacute;s, e n&atilde;o que deva ser insuflado do exterior.<\/p>\n<p>Eis um exemplo de vagar consciente: a contempla&ccedil;&atilde;o de um lago, do mar, de um rio, de uma floresta, de um jardim ou do oceano. Alguns se dir&atilde;o surpresos se digo ter um pendor por uma aspira&ccedil;&atilde;o natural e instintiva &agrave; paz, ao espa&ccedil;o, &agrave; solid&atilde;o e &agrave; uma forma natural de suavidade contemplativa. Um matem&aacute;tico, amigo de meu irm&atilde;o, aficionado por passar longas horas, &agrave; noite, na sua banheira compulsando folhas cobertas de equa&ccedil;&otilde;es, empilhadas sobre uma estante articulada. Indo ao correio, me acontece freq&uuml;entemente aperceber-me de uma mulher passeando um enorme c&atilde;o. Um e outro parecem igualmente felizes. O vagar consciente n&atilde;o se parece em nada com uma fuga diante de suas responsabilidades ou de suas preocupa&ccedil;&otilde;es. Seria antes o inverso. O s&iacute;mbolo escolhido por Thich Nhat Hanh para sua ermida no sul da Fran&ccedil;a &eacute; uma rede, a qual, melhor que qualquer outra coisa, ilustra a palavra &quot;vagar&quot;. <\/p>\n<p>Podemos vagar s&oacute;s ou acompanhados.  &quot;Vamos fazer um passeio&quot;, dizemos a um amigo. Depois partimos, sem destino preciso. &quot;Creio que h&aacute; um concerto no parque. Proponho irmos escutar um pouco de m&uacute;sica, a menos que prefiras um passeio de bicicleta&quot;. Vagar, &eacute; deixar-se levar pela corrente dos acontecimentos, &eacute; autorizar-se &agrave; vagabundagem espiritual, sentar-se numa espregui&ccedil;adeira e olhar o desfile das nuvens. O segredo inerente a uma tal pr&aacute;tica caracteriza-se por um renunciar, um abandono &agrave; sua natureza confiante. N&atilde;o &eacute; uma grande ocupa&ccedil;&atilde;o, pois que tudo ir&aacute; bem.<\/p>\n<p>Em que o vagar consciente &eacute; uma pr&aacute;tica espiritual? Perguntariam voc&ecirc;s. Ela &eacute; o que favorece o contato com nossa natureza profunda, com o caractere  inato de nossa exist&ecirc;ncia. Permanecer um s&oacute; minuto sem querer fazer o menor gesto, sem ter o menor pensamento, eis o que substitui a disciplina espiritual. Isso nos impregna da mente do momento, express&atilde;o espont&acirc;nea de nossa unicidade. Estamos no lugar certo e no momento certo, sem que nada seja requerido de nossa pessoa.  <\/p>\n<p>Para um Ocidental, isso seria um grande salto para frente ao ver em uma tal espontaneidade um instante de espiritualidade, uma uni&atilde;o com o sagrado. Sobre a veracidade de que essa mente natural seja a mente b&uacute;dhica, o mestre Dzogchen Kongtrul Rinpoche declara: &quot;Isso parece muito bom para ser verdadeiro, tamb&eacute;m recusamos acreditar. O fen&ocirc;meno parece-nos t&atilde;o familiar que n&oacute;s o ignoramos, t&atilde;o evidente que nem o notamos. Paradoxalmente, n&atilde;o podemos acess&aacute;-lo, porque somos a&iacute; como estrangeiros&quot;. <\/p>\n<p>Esses mestres Dzogchen afirmam tamb&eacute;m que esse tru&iacute;smo ilustra a maneira mais pessoal de nos reaproximar de nossa verdadeira natureza e da perfei&ccedil;&atilde;o. Entretanto, conv&eacute;m para cada um descobrir por n&oacute;s mesmos os vagares conscientes que nos sejam pr&oacute;prios. &Eacute; a maneira natural de reencontrar nosso Budha interior.<\/p>\n<p>Ao final de um retiro Dzogchen, em Santa Rosa, uma praticante trouxe um poema sobre a busca de seu modo de medita&ccedil;&atilde;o natural. Achei que &eacute; um eloq&uuml;ente reflexo da sabedoria inata, quanto &agrave; maneira de ser durante as medita&ccedil;&otilde;es naturais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>eu Nunca n&atilde;o soube <\/p>\n<p>P&otilde;e tua mochila &agrave;s costas.<\/p>\n<p>Alonga-te na relva verde<\/p>\n<p>Puxa para ti a ab&oacute;bada celeste.<\/p>\n<p>Entrega-te ao repouso.<\/p>\n<p>Tantos anos do dharma a pr&aacute;tica,<\/p>\n<p>As costas retas, aplicada, voltada para a ilumina&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p>Hoje, nada al&eacute;m do flanco da colina.<\/p>\n<p>Alonga-te na relva verde,<\/p>\n<p>Deixa a terra te levar,<\/p>\n<p>Pegadas de gamos, bosta de cavalo,<\/p>\n<p>E o olho no interior do olho m&oacute;vel e luminoso.<\/p>\n<p>Eu nunca n&atilde;o soube.<\/p>\n<p>N&atilde;o me disseram nunca?<\/p>\n<p>Lembro-me de meu mestre zen, na sala de entrevistas:<\/p>\n<p>&quot;Tenha f&eacute; em ti, disse-me. Seja somente voc&ecirc; mesma&quot;.<\/p>\n<p>Ele queria sem d&uacute;vida me dizer:<\/p>\n<p>P&otilde;e tua mochila &agrave;s costas,<\/p>\n<p>Deita-te na relva verde,<\/p>\n<p>Deixa o c&eacute;u te levar.<\/p>\n<p>Entrega-te ao repouso.<\/p>\n<p>Respira o espa&ccedil;o do espa&ccedil;o no espa&ccedil;o.<\/p>\n<p>Eu jamais conheci t&atilde;o grande luminosidade.<\/p>\n<p><\/font><\/div>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O VAGAR VOLUNT&Aacute;RIO OU DESCOBRIR A MEDITA&Ccedil;&Atilde;O NATURAL EM SUA PR&Oacute;PRIA VIDA Lama Surya DasExtrato do livro: &Eacute;VEILLEZ VOTRE SPIRITUALIT&Eacute;As sabedorias orientais do cotidiano[p&aacute;gs 370-373]Tradu&ccedil;&atilde;o ao portugu&ecirc;s: Karma Tenpa Dhargye A mente natural ou intelig&ecirc;ncia primordial instrui-nos nos instantes em &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/o-vagar-voluntario-ou-descobrir-a-meditacao-natural-em-sua-propria-vida\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6055,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[55],"class_list":["post-6235","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-meditacao","tag-lama-surya-das"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6235","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6235"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6235\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6237,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6235\/revisions\/6237"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6055"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6235"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6235"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6235"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}