{"id":6264,"date":"2020-06-17T21:44:03","date_gmt":"2020-06-17T23:44:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=6264"},"modified":"2020-06-17T21:44:32","modified_gmt":"2020-06-17T23:44:32","slug":"revelacao-direta-da-budeidade-alem-de-toda-classificacao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/revelacao-direta-da-budeidade-alem-de-toda-classificacao\/","title":{"rendered":"Revela\u00e7\u00e3o direta da budeidade al\u00e9m de toda classifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Khordong-Terchen-Nuden-Dorje.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Khordong-Terchen-Nuden-Dorje.jpg\" alt=\"\" width=\"397\" height=\"541\" class=\"aligncenter size-full wp-image-6261\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Khordong-Terchen-Nuden-Dorje.jpg 397w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/Khordong-Terchen-Nuden-Dorje-220x300.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 397px) 100vw, 397px\" \/><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><font FACE=\"Verdana\" SIZE=\"2\"><a NAME=\"inicio\"><\/p>\n<div STYLE=\"text-align:center\"><font SIZE=\"4\"><b>A REVELA&Ccedil;&Atilde;O DIRETA DA BUDEIDADE AL&Eacute;M DE TODA CLASSIFICA&Ccedil;&Atilde;O<\/b><\/font><\/div>\n<p><\/a><\/p>\n<div STYLE=\"text-align:right\"><b>de Nuden Dorje<\/b><\/p>\n<p><font SIZE=\"1\"><i>Texto extra\u00eddo do livro<br \/> &#8220;La Simplicit\u00e9 de la Grande Perfection&#8221;<br \/> Traduzido do tibetano e apresentado por James Low<br \/>Traduzido para o portugu\u00eas por: Karma Tenpa Dhargye<\/i><\/font><\/div>\n<div STYLE=\"text-align:center\"><font SIZE=\"1\"><b>SE&Ccedil;&Atilde;O SOBRE A INSTRU&Ccedil;&Atilde;O DA GRANDE PERFEI&Ccedil;&Atilde;O PRIMORDIALMENTE PURA QUE PERTENCE &Agrave; COLET&Acirc;NEA DE ENSINAMENTOS MUITO SECRETOS DAS DAKINIS, EXTRAIDO DA  &#8220;A COMPOSI&Ccedil;&Atilde;O DA VERDADE ESSENCIAL PROFUNDA&#8221;<\/b><\/font><\/div>\n<p><b><\/p>\n<p ALIGN=\"CENTER\">INTRODU&Ccedil;&Atilde;O<\/p>\n<p><\/b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Este ensinamento <i>dzogchen<\/i> faz parte dos tesouros [<i>gTer-Chos<\/i>] descobertos por Nuden Dropen Lingpa Drolo Tsal, no meado do s&eacute;culo passado. Ele passa a maior parte de sua vida no Tibet oriental e viveu finalmente no Kham Trehor Gompa, que foi fundado por Sherab Mebar, um disc&iacute;pulo de Padma  Trinlae, ele mesmo disc&iacute;pulo do quinto Dala&iuml; Lama. Nuden Dorje foi reconhecido como uma encarna&ccedil;&atilde;o de Ke\u2019u Chung Lotsawa, um disc&iacute;pulo direto de Padmasambhava, do qual ele recebeu este ensinamento.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O texto come&ccedil;a de uma maneira tipicamente <i>nyingma<\/i>, com uma admoesta&ccedil;&atilde;o para fugir do <i>samsara<\/i> seguida d\u2019uma instru&ccedil;&atilde;o para utilizar a medita&ccedil;&atilde;o sobre uma divindade como via de entrada no estado natural. O <i>dzogchen<\/i> &eacute; visto aqui como uma afirma&ccedil;&atilde;o do estado natural e n&atilde;o como um sistema exclusivo \u2013 tudo o que pode ajudar o estudante a acessar seu pr&oacute;prio e verdadeiro estado de liberdade inata &eacute; v&aacute;lido, porque o <i>dzogchen<\/i> come&ccedil;a somente quando acessamos a esse estado. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim, a esperan&ccedil;a de sa&uacute;de e o desejo de evitar os sofrimentos do <i>samsara<\/i> s&atilde;o &uacute;teis ao mesmo tempo como atitudes preliminares de orienta&ccedil;&atilde;o e como partes d\u2019uma via de integra&ccedil;&atilde;o que &eacute; n&atilde;o-via. Exclus&atilde;o, hierarquia, totaliza&ccedil;&atilde;o e todos  os outros m&eacute;todos para impor uma ordem s&atilde;o ao mesmo tempo sup&eacute;rfluos e problem&aacute;ticos nesta abertura pluralista que &eacute; a Via do <i>dzogchen<\/i>.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Na segunda p&aacute;gina da tradu&ccedil;&atilde;o, Nuden Dorje apresenta o <i>dzogchen<\/i> como uma aproxima&ccedil;&atilde;o iniciando a escolha e a responsabilidade individuais. H&aacute; numerosas maneiras diferentes de praticar. &Eacute; da responsabilidade do professor assegurar que os estudantes estejam familiarizados. Mas &eacute; da responsabilidade dos estudantes serem conscientes de seu pr&oacute;prio estado e de aplicar o estilo ou a t&eacute;cnica mais apropriada. O mestre &eacute; uma ajuda mais do que um diretor. N&atilde;o se trata de aplicar ant&iacute;dotos espec&iacute;ficos &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es especificas, mas, sobretudo de utilizar a energia de tudo o que surge para se liberar essas apari&ccedil;&otilde;es  por si mesmas, simplesmente permanecendo relaxado em seu pr&oacute;prio estado natural. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Esse texto n&atilde;o tem por objeto descrever a complexidade dos exerc&iacute;cios <i>dzogchen<\/i> para nos relaxar e estar em harmonia com o tempo, o lugar e os corpos, descritos na literatura [<i>Klong-sDe<\/i>]. Aqui, a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; dirigida muito mais simplesmente sobre a dupla tarefa de entrar no estado natural, e de apreender como fazer face de maneira n&atilde;o-reativa a tudo aquilo que poderia nos fazer sair.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A forma do texto &eacute; de um discurso espont&acirc;neo; a exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o segue um encadeamento preciso de id&eacute;ias, como na Chetsangpa. Cada par&aacute;grafo &eacute; uma declara&ccedil;&atilde;o, uma instru&ccedil;&atilde;o ou uma evid&ecirc;ncia. O texto est&aacute; impregnado do sentido do valor absoluto do que &eacute; exposto; &eacute; realmente um ensinamento do cora&ccedil;&atilde;o, uma revela&ccedil;&atilde;o da mais &iacute;ntima e da mais cara experi&ecirc;ncia do autor. Encontramos esse estilo em numerosos textos reagrupados aqui: eles n&atilde;o querem apresentar o <i>Dharma<\/i> (quer dizer, no caso o <i>dzogchen<\/i>) como um sistema filos&oacute;fico, mas eles querem antes partilhar a verdade que experimentaram,  e fazer compreender o valor de tais pr&aacute;ticas.<\/p>\n<p ALIGN=\"RIGHT\">James Low<\/p>\n<p><b><\/p>\n<p ALIGN=\"CENTER\">O TEXTO<\/p>\n<p><\/b><i><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Homenagem &agrave; minha pr&oacute;pria consci&ecirc;ncia desperta, o soberano supremo.<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Para a pr&aacute;tica dessas instru&ccedil;&otilde;es sobre o conhecimento primordial da grande perfei&ccedil;&atilde;o natural e primordialmente pura, a paz profunda livre de toda interpreta&ccedil;&atilde;o, todos n&oacute;s, <i>yoguis<\/i> meditantes, devemos receber integralmente o n&eacute;ctar das instru&ccedil;&otilde;es dos santos mestres que se seguem.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Nascidos neste <i>samsara<\/i> impuro, devemos fugir da sociedade e viver sozinhos em lugares isolados. Mantendo nosso corpo na postura em sete pontos de Vairochana<sup>1<\/sup>. Conservemos nossa fala livre de conversa&ccedil;&atilde;o e de recita&ccedil;&otilde;es. Expulsemos o ar de nosso corpo e permane&ccedil;amos repousados em nosso pr&oacute;prio lugar. N&atilde;o conservemos as confus&otilde;es passadas e n&atilde;o encorajemos as futuras. Permane&ccedil;amos no presente sem d&uacute;vidas nem incertezas. Sem pensar em nada, sem nada desenvolver \u2013 permanecendo justo e espontaneamente no estado de n&atilde;o-distra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Meditemos sobre a forma de nossa divindade sem lhe dar uma apar&ecirc;ncia fortemente real. Rezemos muito energicamente, depois permitamos &agrave; divindade se dissolver em luz e de se fundir em n&oacute;s, afim de que ela se torne insepar&aacute;vel de nossa pr&oacute;pria mente. O meditante e a experi&ecirc;ncia s&atilde;o claros, tamb&eacute;m permane&ccedil;amos relaxados na n&atilde;o-distra&ccedil;&atilde;o al&eacute;m da express&atilde;o.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Poderemos tamb&eacute;m concentrar nossa aten&ccedil;&atilde;o sobre uma est&aacute;tua, um texto, um instrumento simb&oacute;lico ou uma pedra. \u2013 o que nos parecer mais apropriado. Depois sem pensarmos em nada com nossa mente, n&atilde;o meditaremos, n&atilde;o perseguiremos os objetos dos seis sentidos, mas permaneceremos naturalmente sem estar misturados com nenhum pensamento de ser, n&atilde;o-ser, etc., mesmo os mais sutis. <\/p>\n<hr ALIGN=\"LEFT\" WIDTH=\"30%\" SIZE=1\/><sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">1. Pernas em l&oacute;tus, rosto direito, peito alto, queixo baixado, m&atilde;os ao n&iacute;vel do colo, olhar colocado ligeiramente a um metro diante de si, l&iacute;ngua no palato.<\/p>\n<p><\/sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Nesse momento, n&atilde;o bloqueemos o processo por pensamentos; de quanto este estado vai durar, ou nos perguntando quanto tempo isso vai levar. Quaisquer que sejam os pensamentos repentinos que apare&ccedil;am, reconhe&ccedil;amo-los imediatamente e continuemos sem distra&ccedil;&otilde;es no estado em que n&atilde;o nos apegamos ao lugar de onde os pensamentos surgiram.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se nos surpreendemos n&atilde;o parando a corrente dos pensamentos, mas seguindo-os, guardamos nosso corpo na postura dos sete pontos, conservando uma aten&ccedil;&atilde;o aguda e observamos com uma mente bem concentrada.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Podemos tamb&eacute;m praticar permanecendo relaxados, sem for&ccedil;ar a concentra&ccedil;&atilde;o. E podemos praticar fundindo a aten&ccedil;&atilde;o nos objetos dos seis sentidos. Devemos saber tamb&eacute;m como praticar isso de acordo com a inspira&ccedil;&atilde;o, a reten&ccedil;&atilde;o e a expira&ccedil;&atilde;o da respira&ccedil;&atilde;o.  Para os <i>yoguis <\/i>iniciantes que pratiquem assim, os pensamentos podem aparecer de numerosas maneiras diferentes. N&atilde;o consideremos isso como um erro, porque se prosseguirmos nossa pr&aacute;tica nos tornaremos capazes de permanecer simplesmente na consci&ecirc;ncia desperta, livre de pensamentos. Ent&atilde;o n&atilde;o gostaremos mais da distra&ccedil;&atilde;o, falaremos pouco e permaneceremos em um reconhecimento concentrado sobre um ponto. Eis o m&eacute;todo da pr&aacute;tica que consiste em &quot;permanecer na calma l&uacute;cida&quot; [<i>Zhi-gNas<\/i>]<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Os objetos exteriores nos quais n&oacute;s acreditamos, todos os fen&ocirc;menos que podemos experimentar no <i>samsara<\/i> e no <i>nirvana<\/i> s&atilde;o, desde o in&iacute;cio, como o c&eacute;u. Todas as id&eacute;ias dualistas do funcionamento mental n&atilde;o s&atilde;o mais que palavras, sem um &uacute;nico &aacute;tomo de verdadeira realidade. Consideramos em termos de entidades particulares o turbilh&atilde;o enganoso das apar&ecirc;ncias ilus&oacute;rias que s&atilde;o vazias e despidas de natureza pr&oacute;pria inerente e lhes aplicamos nomes. Assim devemos decidir que sua natureza transcende o fato de ser o objeto de uma interpreta&ccedil;&atilde;o limitada. Quaisquer que eles sejam, os objetos que surgem se liberam por eles mesmos, e em face da corrente incessante de todas as apar&ecirc;ncias que podemos ver, devemos permanecer livres da marca de os considerar como existindo realmente. Claro, vazio e livre de amarras \u2013 &eacute; esse o reconhecimento que surgir&aacute; ent&atilde;o. Permanecer espontaneamente neste estado, &eacute; o desenvolvimento da &quot;vis&atilde;o penetrante&quot; [<i>Lhag-mThong<\/i>].<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando praticamos, quaisquer que seja a maneira que fa&ccedil;amos, numerosos tipos de pensamentos e de experi&ecirc;ncia aparecem. Precisamos ent&atilde;o examina-los impertubavelmente segundo os crit&eacute;rios seguintes: de onde eles vieram, onde eles permanecem, para onde v&atilde;o eles, e qual a forma e que cor tem eles?<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Olhamos tamb&eacute;m a consci&ecirc;ncia em si. Se n&atilde;o vemos nada, examinemos ent&atilde;o atentamente o que &eacute; olhado e quem &eacute; aquele que olha. Se n&atilde;o vemos nada que tenha uma subst&acirc;ncia pr&oacute;pria, examinemos ent&atilde;o extremamente atentos os diferentes pensamentos. Permane&ccedil;amos espontaneamente sem nos agarrar num estado ilimitado semelhante ao c&eacute;u, livre do objeto, e fiquemos assim totalmente e claramente persuadidos do fato que a mente &eacute; despida de qualquer raiz.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se compreendermos e examinarmos desse modo, e se percebermos claramente todas as variedades de erros ligados &agrave; calma e ao movimento, ent&atilde;o, se permanecermos longo tempo nesta pr&aacute;tica, compreenderemos realmente.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim, diante de qualquer pensamento que possa surgir, permanecemos sem encorajamento[entusiasmo] nem expectativa, sem aceita&ccedil;&atilde;o nem rejei&ccedil;&atilde;o \u2013 observemos sua apari&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea e sua libera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">E mais, quando h&aacute; numerosos pensamentos turbilhonantes, n&atilde;o consideremos isso como uma falta. N&atilde;o nos enganemos com as id&eacute;ias que n&atilde;o percebem as qualidades da claridade e da vacuidade nuas, mas pratiquemos a manifesta&ccedil;&atilde;o da realidade sem artif&iacute;cio.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando estamos sentados na postura dos sete pontos, os olhos corretamente focalizados, se a presen&ccedil;a familiar de objetos conhecidos se manifesta, pelo poder dos pensamentos sutis, &eacute; ent&atilde;o muito importante n&atilde;o cairmos sobre o poder desses movimentos &iacute;nfimos.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Depois de tempos sem come&ccedil;o, a vacuidade n&atilde;o tem natureza pr&oacute;pria inerente, livre de toda interpreta&ccedil;&atilde;o. <b>&Eacute; muito importante saber que nossa consci&ecirc;ncia nesse momento, al&eacute;m da intelectualiza&ccedil;&atilde;o, &eacute; justamente a pr&oacute;pria consci&ecirc;ncia desperta. <\/b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Isso que &eacute; olhado, o olhar e aquele que olha, a calma e o movimento, &eacute; a claridade da express&atilde;o espont&acirc;nea natural. Ficar sem se prender diante disso, &eacute; reconhecer sua pr&oacute;pria natureza ou decidir da &uacute;nica Base de conhecimento, isso &eacute; de uma import&acirc;ncia capital. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se n&atilde;o temos essa compreens&atilde;o, ent&atilde;o o que olhamos, o olhar e aquele que olha v&atilde;o ser diferenciados. Calma e movimento ser&atilde;o examinados e etiquetados e estaremos presos por conceitos de ser e n&atilde;o-ser, pela inibi&ccedil;&atilde;o e o encorajamento. Tamb&eacute;m, n&atilde;o somente para a qualifica&ccedil;&atilde;o da vacuidade em termos de exterior e interior, mas tamb&eacute;m diante do apego ao objeto de medita&ccedil;&atilde;o e as no&ccedil;&otilde;es de bem e de mal, as esperan&ccedil;as e d&uacute;vidas, prestem verdadeiramente aten&ccedil;&atilde;o de estar presos a tudo isso.  N&atilde;o deixem suas mentes ficarem distra&iacute;das pelos movimentos ocultos dos pensamentos. &Eacute; essencial obter a compreens&atilde;o despida do objeto e al&eacute;m de todo limite. Quando estamos instalados sem distra&ccedil;&atilde;o em uma postura e uma maneira de ver diferente desta erramos automaticamente na confus&atilde;o da incompreens&atilde;o de nossos pr&oacute;prios pensamentos, e esse processo n&atilde;o &eacute; reconhecido. Em outros termos, n&atilde;o sabemos nada, somos ignorantes, e giramos sem parar na n&atilde;o-claridade. Descrevemos isso como a incapacidade de manter a espontaneidade do pensamento, e isso conduz ao fato de estarmos presos pela necessidade da distra&ccedil;&atilde;o, de modo que n&atilde;o podemos penetrar na livre express&atilde;o. Assim, o movimento e o reconhecimento<sup>2<\/sup> devem estar sob o controle da compreens&atilde;o.<\/p>\n<hr ALIGN=\"LEFT\" WIDTH=\"33%\" SIZE=1\/><sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">2. O termo &quot;reconhecimento&quot; &eacute; utilizado aqui por significar o retorno da aten&ccedil;&atilde;o sobre o objeto. N&atilde;o estamos mais presos nas redes da rela&ccedil;&atilde;o dualista ao objeto, mas utilizamos um objeto afim de re-focalizar nossa aten&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Al&eacute;m disso, podemos perseguir os pensamentos resultantes da apari&ccedil;&atilde;o dos diversos objetos dos seis sentidos. Ent&atilde;o examinamos e julgamos, perseguindo cada um, um ap&oacute;s o outro, de modo que o retorno da aten&ccedil;&atilde;o seja refor&ccedil;ado. Igualmente, quando a mente n&atilde;o repousa nela mesma, os pensamentos vagam continuamente sem atender um limite, e n&oacute;s devemos reconhecer isso como obst&aacute;culos em nossa Via e na nossa medita&ccedil;&atilde;o. Se nossa pr&aacute;tica se desenvolve desse modo, ent&atilde;o, como foi explicado mais acima, n&atilde;o obscure&ccedil;amos as coisas com uma compreens&atilde;o err&ocirc;nea. Evitemos os artif&iacute;cios conceituais e mantenhamos a espontaneidade autom&aacute;tica. Quaisquer que sejam os movimentos e seus retornos que surgem, permane&ccedil;amos sobre nossa compreens&atilde;o e nossa claridade. N&atilde;o nos ponhamos a avaliar, n&atilde;o aceitemos nem rejeitemos, n&atilde;o adotemos nem descartemos. E n&atilde;o sigamos tudo o que possa aparecer.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">N&atilde;o bloqueemos o movimento e nem inibamos a cessa&ccedil;&atilde;o. <b>O ponto essencial da Via &eacute; permanecermos exatamente sobre a consci&ecirc;ncia desperta da verdadeira natureza daquele que d&aacute; nascimento aos pensamentos.<\/b> <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Temos necessidade de reconhecer o que &eacute; chamado &quot;pr&aacute;tica ou trabalho do jogo da realidade&quot;, quer dizer compreender a vis&atilde;o que acabamos de enunciar. Nesse est&aacute;gio, se a raiz do movimento n&atilde;o foi cortada, de modo que  tenhamos a experi&ecirc;ncia do fato de que os pensamentos se mant&eacute;m e que protegemos sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria familiar, ent&atilde;o numerosos pensamentos surgir&atilde;o  enquanto objetos de uma consci&ecirc;ncia que n&atilde;o tem compreens&atilde;o. Nosso conhecimento imediato declina e experimentamos o obst&aacute;culo da quietude embrutecida. Ent&atilde;o, guardemos a mente alerta e clara. Pratiquemos em curtas sess&otilde;es e lembremos da morbidez da mente. &Eacute; muito importante reconhecermos o movimento e a estabilidade.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Por outro lado, se seguirmos os movimentos, sutis ou grosseiros, o obst&aacute;culo da agita&ccedil;&atilde;o da mente aparece, controlemos, pois tamb&eacute;m a aten&ccedil;&atilde;o. Como anteriormente, desenvolver a claridade consiste em permanecer sem inibir a compreens&atilde;o da calma e do movimento. <b>O ponto essencial da Via &eacute; a experi&ecirc;ncia direta da verdadeira natureza desta claridade. <\/b>Se os erros do entorpecimento ou da agita&ccedil;&atilde;o se produzem, eles podem ser eliminados meditando respectivamente sobre a forma vermelha ou branca de <i>Padmasambhava.<\/i><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se os pensamentos se elevam com for&ccedil;a, como a sensa&ccedil;&atilde;o de estarmos doentes ou de experimentarmos fortes dores, se n&atilde;o somos capazes de permanecer sentados e que n&atilde;o saibamos como meditar, esse &eacute; o obst&aacute;culo da produ&ccedil;&atilde;o da dispers&atilde;o e da agita&ccedil;&atilde;o.  Ent&atilde;o relaxemos o corpo, a fala e a mente, e com a mente olhemos o espa&ccedil;o do c&eacute;u. Na metade da letra (quer dizer  3V ) ao n&iacute;vel do umbigo, visualizemos um fogo ardente no qual queimamos os agregados e as potencialidades<sup>3<\/sup>, e todas as entidades exteriores e interiores do mundo e de seus habitantes, de maneira que n&atilde;o haja nada mais que a vacuidade. Meditemos sobre isso de uma maneira repetida.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se os obst&aacute;culos do entorpecimento, da confus&atilde;o e da ignor&acirc;ncia surgem, de modo que a mente &eacute; obscurecida de maneira repetida, controlemos o corpo, a fala e a mente. Apliquemo-nos &agrave;s pr&aacute;ticas de purifica&ccedil;&atilde;o e de acumula&ccedil;&atilde;o de sabedoria e de m&eacute;rito. &Eacute; importante obter essas duas acumula&ccedil;&otilde;es e oferecer a felicidade &agrave;s divindades que residem nos canais fazendo subir e descer nossa pr&oacute;pria energia.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando praticamos a experi&ecirc;ncia nua da consci&ecirc;ncia desperta, &eacute; poss&iacute;vel que os objetos dos seis sentidos se manifestem. N&atilde;o deixem a mente se extraviar atr&aacute;s deles.  E quando a mente n&atilde;o est&aacute; concentrada no interior, permaneceremos sem encorajar, inibir e auto-identificar. Ainda que os objetos dos seis sentidos possam aparecer, n&atilde;o permane&ccedil;amos ligados por esperan&ccedil;as ou desejos. Por exemplo, qualquer que seja o n&uacute;mero de vagas que apare&ccedil;am no oceano, elas surgem todas espontaneamente e se dissolvem espontaneamente. <\/p>\n<p><sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">3. Os agregados: a forma, as sensa&ccedil;&otilde;es, as percep&ccedil;&otilde;es, as associa&ccedil;&otilde;es e a consci&ecirc;ncia. As potencialidades s&atilde;o os seis &oacute;rg&atilde;os dos sentidos, seus seis objetos e suas seis consci&ecirc;ncias.<\/p>\n<p><\/sub><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se pudermos verdadeiramente evitar acumular todos os pensamentos que apare&ccedil;am, quaisquer que sejam eles, ent&atilde;o nesse momento, n&oacute;s permaneceremos no estado de manuten&ccedil;&atilde;o da calma o mais elevado.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se os pensamentos se manifestam, eles se manifestar&atilde;o ent&atilde;o como o grande jogo da cogni&ccedil;&atilde;o primordial. Com a experi&ecirc;ncia progressiva da mente ela pr&oacute;pria, haver&aacute; a claridade livre das vagas do movimento e do reconhecimento<sup>1<\/sup>. E com a claridade natural disso, a express&atilde;o espont&acirc;nea &eacute; incessante, como uma irradia&ccedil;&atilde;o brilhante. &Eacute; o ponto de entrada essencial no equil&iacute;brio meditativo da uni&atilde;o da claridade e da clara energia.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Os iniciantes experimentam uma mar&eacute; incessante de m&uacute;ltiplos pensamentos, seus numerosos erros v&atilde;o progressivamente e espontaneamente se pacificar por si mesmos e n&atilde;o persistem sen&atilde;o por instantes. Assim, como pelos erros dos objetos exteriores tais como os sons, os pensamentos v&ecirc;m, e chamamos isso o movimento. A compreens&atilde;o que distingue entre movimento e calma &eacute; chamada reconhecimento. Eis a introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; calma [<i>gNas<\/i>], ao movimento [<i>\u2018Gyu<\/i>] e a consci&ecirc;ncia desperta [<i>Rig<\/i>].<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">&Agrave;s vezes h&aacute; uma grande calma, depois o movimento se produz. N&atilde;o persigam o movimento, mas mantenham o reconhecimento. Fa&ccedil;am isso ainda e ainda. E mais, n&atilde;o consideremos as boas qualidades da calma e os problemas do movimento.  Permanecer [<i>gNas<\/i>] sobre a consci&ecirc;ncia desperta, sobre a claridade, &eacute; o modo natural. O movimento &eacute; o modo da manifesta&ccedil;&atilde;o e a claridade o modo radiante. Assim, n&atilde;o h&aacute; mesmo uma \u2018grama\u2019 de bons ou maus pensamentos. Se isso n&atilde;o &eacute; realizado e se manifestamos apego pelos bons pensamentos e repulsa pelos maus, ent&atilde;o se gostamos de nos entregar &agrave; experi&ecirc;ncia da vacuidade, renasceremos no mundo do sem-forma. Se gostarmos de nos entregar &agrave; experi&ecirc;ncia de alegria, renasceremos no reino do desejo. E se perseguirmos ou se nos entregarmos &agrave; experi&ecirc;ncia de claridade, renasceremos no reino da forma.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Se estivermos livres dos movimentos, portanto da confus&atilde;o que assim surge e se praticarmos a claridade durante longo tempo, ent&atilde;o teremos a vacuidade [<i>sTong-pa<\/i>] devemos ficar  pacificamente e durante bastante tempo no estado desta condi&ccedil;&atilde;o natural, com a experi&ecirc;ncia de felicidade que n&atilde;o pode ser mudada ou eliminada. O incessante aparecimento dos pensamentos, que &eacute; o poder da consci&ecirc;ncia desperta, &eacute; claridade. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">As expectativas para com essas experi&ecirc;ncias e a tristeza quando elas se dissolvem e chegam ao fim, e o fato de n&atilde;o ver a pureza primordial da ess&ecirc;ncia da medita&ccedil;&atilde;o \u2013 reconhecer a base dessas coisas que devem ser purificadas, &eacute; o ponto essencial.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim, se a confus&atilde;o surge, devido aos numerosos pensamentos,  tendo todo o conhecimento da pacifica&ccedil;&atilde;o [<i>Zhi-Ba<\/i>] das dispers&otilde;es exteriores e interiores em seu pr&oacute;prio lugar, permanecemos [<i>gNas<\/i>] claramente sem artif&iacute;cio. Essa &eacute; a verdadeira natureza de &quot;permanecer na calma&quot; [<i>Zhi-gNas<\/i>].<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Sobre a base desta condi&ccedil;&atilde;o natural, sem modifica&ccedil;&atilde;o ou adultera&ccedil;&atilde;o, a express&atilde;o poderosa e n&atilde;o obscurecida da consci&ecirc;ncia desperta &eacute; vista diretamente, e &eacute; esta a introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; &quot;vis&atilde;o penetrante&quot; [<i>Lhag-mThong<\/i>].<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim, qualquer que seja a emo&ccedil;&atilde;o perturbadora que surja, quer seja a avers&atilde;o, apego, ignor&acirc;ncia, etc., e quaisquer que sejam os pensamentos que surjam, bons ou maus, n&atilde;o os inibamos. N&atilde;o os consideremos como inimigos. N&atilde;o os julguemos. Sua verdadeira natureza &eacute; vazia desde o in&iacute;cio e eles n&atilde;o v&atilde;o al&eacute;m disso. Assim &eacute; muito importante desenvolver nossa capacidade em permanecer na espontaneidade livre de apegos.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">No <i>&quot;Thal \u2013 \u2018Gyur&quot;<\/i>, &eacute; dito:<\/p>\n<p><i><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Todos os pensamentos poss&iacute;veis que surgem<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Liberam-se por si mesmos como o n&oacute; em uma serpente lan&ccedil;ada ao ar.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Sabendo o que deve ser abandonado,<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Eles buscam o ant&iacute;doto alhures,<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Esses yoguis que, tendo suas aten&ccedil;&otilde;es concernentes aos benef&iacute;cios e as dificuldades,<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">S&atilde;o prisioneiros da dualidade.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Experimentemos a libera&ccedil;&atilde;o primordial desse esfor&ccedil;o err&ocirc;neo!<\/p>\n<p><\/i><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Assim, para os objetos dos seis sentidos nos quais buscamos ant&iacute;dotos, &agrave;s emo&ccedil;&otilde;es perturbadoras que devem ser abandonadas: se mantivermos a espontaneidade \u2013 pouco importa quais pensamentos de apego surjam, &#8211; h&aacute; libera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea dos objetos dos seis sentidos. Quaisquer que sejam os bons ou maus pensamentos que surjam, n&atilde;o os persigamos &agrave; procura do benef&iacute;cio ou do malef&iacute;cio. Pratiquemos o estado daquele que n&atilde;o desenvolve os pensamentos alegres ou tristes. <\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A medita&ccedil;&atilde;o permanece em seu pr&oacute;prio lugar, os pensamentos se manifestam e o reconhecimento &eacute; mantido. Como para um homem &eacute; f&aacute;cil realizar as tr&ecirc;s a&ccedil;&otilde;es de caminhar, dormir e sentar-se, n&oacute;s devemos realizar que a realidade desses tr&ecirc;s fatos (permanecer, manifestar e reconhecer) &eacute; sua inseparabilidade em uma s&oacute; natureza.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">&quot;Permanecer na calma&quot; \u2013 a pacifica&ccedil;&atilde;o de todos os pensamentos em seu pr&oacute;prio lugar \u2013 e &quot;vis&atilde;o penetrante&quot; \u2013 ver diretamente a consci&ecirc;ncia, tem uma s&oacute; natureza. Todas as apar&ecirc;ncias poss&iacute;veis da energia da Base se liberam por si mesmas.<\/p>\n<p><b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Para resumir isso, calma e movimento, reconhecimento e consci&ecirc;ncia desperta, bons ou maus pensamentos, qualquer que seja a maneira como eles surjam, n&atilde;o representam coisas separadas! <\/p>\n<p><\/b>N&atilde;o nos engajemos no processo de inibir ou encorajar, rejeitar ou aceitar. No estado livre da apar&ecirc;ncia e da interpreta&ccedil;&atilde;o, mantenhamos diretamente a consci&ecirc;ncia desperta e vacuidade.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quando os pensamentos surgem &eacute; muito importante n&atilde;o se descartar das instru&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Desta maneira,  para tudo o que possa aparecer ou surgir, mantenhamos o reconhecimento da distin&ccedil;&atilde;o e a conservemos, quaisquer que sejam, e permane&ccedil;amos assim no equil&iacute;brio meditativo. Depois pratiquemos com o conhecimento dotado d\u2019uma confian&ccedil;a natural na verdadeira natureza  imut&aacute;vel e n&atilde;o-cambiante, afim de que da&iacute; resulte o ganho da mutabilidade cambiante do movimento e do reconhecimento.<\/p>\n<p><b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">De maneira que, a agita&ccedil;&atilde;o  dos pensamentos conduz &agrave; aus&ecirc;ncia de pensamentos, ap&oacute;s o que h&aacute; um espa&ccedil;o vazio no qual os pensamentos se manifestam &#8211;  tamb&eacute;m compreendamos isso realmente, quaisquer que sejam os pensamentos que apare&ccedil;am. Mantenhamos a experi&ecirc;ncia direta, instant&acirc;nea, sem res&iacute;duo. Mantenhamos a libera&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea. N&atilde;o misturemos isso com uma atividade constrangedora. Conservemos em n&oacute;s mesmos um conhecimento direto disso.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Algu&eacute;m que encontre esta instru&ccedil;&atilde;o ser&aacute; algu&eacute;m de bom <i>carma<\/i> e com boas oportunidades. Se isso for realizado de manh&atilde;, seremos um <i>budha<\/i> de manh&atilde;. Se isso for realizado a noite, seremos um <i>budha<\/i> &agrave; noite. Algu&eacute;m que pratique assim obter&aacute; a <i>budeidade<\/i> nesta vida, se ele tiver alta capacidade.  Se for de capacidade m&eacute;dia, obter&aacute; no bardo da morte.  E aqueles de capacidade comum ser&atilde;o liberados dos maus renascimentos. Sem nenhuma d&uacute;vida. Este ensinamento est&aacute; sob a prote&ccedil;&atilde;o dos doze Tanma e de Nyanchen Thangla.<\/p>\n<p><\/b><\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Quanto &agrave; esta quintess&ecirc;ncia de todas as verdades essenciais e profundas, se bem que existam numerosas pr&aacute;ticas de todos os ensinamentos especiais e muito secretos, esse &eacute; a quintessencia final extra&iacute;da da ess&ecirc;ncia &uacute;ltima. Ela n&atilde;o pode ser descoberta sen&atilde;o por uma pessoa afortunada e de bom <i>carma<\/i>, porque ela &eacute; selada no segredo. Ela &eacute; selada contra aqueles que n&atilde;o tem votos e que tem vis&otilde;es falsas. Os protetores do tesouro t&ecirc;m a ordem de o proteger. Ela &eacute; selada al&eacute;m da classifica&ccedil;&atilde;o por Urgyen Padma. &Eacute; o sangue do cora&ccedil;&atilde;o e o tesouro do cora&ccedil;&atilde;o das <i>dakinis<\/i>. Selo secreto. Corpo, Fala, Mente n&atilde;o mudar&atilde;o. Voto <i>vajra<\/i>. Selo. Selo. Selo. Selo tesouro. Selo oculto. Selo profundo. Selo secreto. <i>Mandala<\/i>. Esse &eacute; o ensinamento especial de Nuden Dorje Drophan Lingpa Drolo Tsal. <\/p>\n<p><\/font><\/div>\n<hr \/>\n<div STYLE=\"text-align:right\"><a HREF=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A REVELA&Ccedil;&Atilde;O DIRETA DA BUDEIDADE AL&Eacute;M DE TODA CLASSIFICA&Ccedil;&Atilde;O de Nuden Dorje Texto extra\u00eddo do livro &#8220;La Simplicit\u00e9 de la Grande Perfection&#8221; Traduzido do tibetano e apresentado por James LowTraduzido para o portugu\u00eas por: Karma Tenpa Dhargye SE&Ccedil;&Atilde;O SOBRE A &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/revelacao-direta-da-budeidade-alem-de-toda-classificacao\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6261,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39,25],"tags":[62],"class_list":["post-6264","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-dzogchen","category-mestres","tag-philip-kapleau"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6264"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6266,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6264\/revisions\/6266"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6261"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}