{"id":6549,"date":"2020-07-01T17:14:25","date_gmt":"2020-07-01T19:14:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=6549"},"modified":"2020-07-01T17:14:25","modified_gmt":"2020-07-01T19:14:25","slug":"mente-zen","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/mente-zen\/","title":{"rendered":"Mente Zen"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Shunryu-Suzuki.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Shunryu-Suzuki.jpg\" alt=\"\" width=\"254\" height=\"199\" class=\"alignleft size-full wp-image-3885\" \/><\/a><\/p>\n<p><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><\/p>\n<div style=\"text-align:justify\">\n<div style=\"text-align:right\"><font size=\"1\"><i><b>Texto de <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/shunryu-suzuki\/\"><font size=\"1\">Shunryu Suzuki<\/font><\/a>, extra\u00eddo do livro<br \/>&#8220;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/mente-zen-mente-de-principiante\/\"><font size=\"1\">Mente ZEN, mente de principiante<\/font><\/a>&#8220;<\/b><\/i><\/font><\/div>\n<p><\/p>\n<div style=\"text-align:center\">\n<div style=\"text-align:center\"><i>&#8220;Antes que a chuva pare podemos ouvir o trinar de um p\u00e1ssaro. Mesmo sob o peso da neve vemos camp\u00e2nulas brancas e alguns rebentos.&#8221;.<\/i><\/div>\n<p>Aqui, na Am\u00e9rica do Norte, n\u00e3o podemos definir os zen budistas da mesma maneira como no Jap\u00e3o. Os estudantes americanos n\u00e3o s\u00e3o monges e n\u00e3o s\u00e3o inteiramente leigos. Que voc\u00eas n\u00e3o sejam monges \u00e9 f\u00e1cil de entender, mas que n\u00e3o sejam exatamente leigos j\u00e1 \u00e9 mais dif\u00edcil. Acho que s\u00e3o especiais e querem uma pr\u00e1tica especial que n\u00e3o \u00e9 exatamente a do monge, mas tampouco \u00e9 a do leigo. Voc\u00eas est\u00e3o a caminho de descobrir uma forma apropriada de viver. Penso que assim \u00e9 nossa comunidade Zen, nosso grupo aqui.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m devemos saber o que \u00e9 o nosso caminho original indiviso e o que \u00e9 a pr\u00e1tica de Dogen. O mestre Dogen disse que alguns podem atingir a ilumina\u00e7\u00e3o e outros n\u00e3o. Essa \u00e9 uma quest\u00e3o que muito me interessa. Embora todos sigamos a mesma pr\u00e1tica fundamental e a realizemos da mesma forma, alguns atingir\u00e3o a ilumina\u00e7\u00e3o e outros n\u00e3o. Isto significa que, mesmo que n\u00e3o tenhamos qualquer experi\u00eancia de ilumina\u00e7\u00e3o, se sentarmos de maneira adequada, com atitude e compreens\u00e3o da pr\u00e1tica corretas, isto \u00e9 Zen. O ponto principal \u00e9 praticar com seriedade, e a atitude mais importante \u00e9 compreender e ter confian\u00e7a na mente grande.<\/p>\n<p>Dizemos &#8220;mente grande&#8221; ou &#8220;mente pequena&#8221; ou &#8220;mente de Buda&#8221; ou &#8220;mente Zen&#8221;, e essas palavras significam algo, voc\u00eas sabem, mas aigo que n\u00e3o podemos e n\u00e3o devemos tentar entender em termos de experi\u00eancia. Falamos sobre a experi\u00eancia de ilumina\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia que possa ser formulada em termos de bom ou mau, tempo ou espa\u00e7o, passado ou futuro. E uma experi\u00eancia ou consci\u00eancia que est\u00e1 al\u00e9m dessas distin\u00e7\u00f5es e sentimentos. Por isso n\u00e3o devemos perguntar: &#8220;O que \u00e9 experi\u00eancia de ilumina\u00e7\u00e3o?&#8221; Tal pergunta significa que voc\u00ea n\u00e3o sabe o que \u00e9 a experi\u00eancia Zen. A ilumina\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser indagada pelo modo ordin\u00e1rio de pensar. Quando voc\u00ea n\u00e3o estiver envolvido nesse modo de pensar, ter\u00e1 alguma chance de entender o que \u00e9 a experi\u00eancia Zen.<\/p>\n<p>A mente grande na qual devemos confiar n\u00e3o \u00e9 algo que se possa experimentar objetivamente. \u00c9 algo que est\u00e1 sempre com voc\u00ea, sempre ao seu lado. Seus olhos est\u00e3o junto de voc\u00ea, por isso n\u00e3o os pode ver e seus olhos n\u00e3o podem ver a si pr\u00f3prios. Os olhos s\u00f3 v\u00eam as coisas externas, os objetos. Se voc\u00ea reflete sobre si mesmo, este si mesmo j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o verdadeiro si mesmo. Voc\u00ea n\u00e3o pode projetar a si mesmo como alguma coisa objetiva para pensar a respeito. A mente que est\u00e1 sempre a seu lado n\u00e3o \u00e9 apenas a sua mente, \u00e9 a mente universal, sempre a mesma e n\u00e3o distinta de qualquer outra mente. E a mente Zen. E a grande, grande mente. Est\u00e1 em qualquer coisa que se v\u00ea. Sua mente verdadeira est\u00e1 sempre com tudo quanto se v\u00ea. Embora voc\u00ea n\u00e3o conhe\u00e7a sua pr\u00f3pria mente, ela est\u00e1 ali &#8211; no exato momento que voc\u00ea v\u00ea alguma coisa, ali est\u00e1 ela. Isto \u00e9 muito interessante. Sua mente est\u00e1 sempre com as coisas que voc\u00ea observa. Assim essa mente \u00e9 ao mesmo tempo todas as coisas.<\/p>\n<p>A mente verdadeira \u00e9 a mente observadora. N\u00e3o se pode dizer: &#8220;Isto sou eu mesmo, minha mente pequena ou minha mente limitada, e aquilo \u00e9 a mente grande&#8221;. Isto \u00e9 limitar-se a si mesmo, restringir sua verdadeira mente, fazer de sua mente um objeto. Bodhidharma disse: &#8220;Para ver um peixe voc\u00ea tem de observar a \u00e1gua&#8221;. Na verdade quando voc\u00ea v\u00ea a \u00e1gua, voc\u00ea v\u00ea o verdadeiro peixe. Antes de ver a natureza de Buda voc\u00ea tem que observar a pr\u00f3pria mente. Quando voc\u00ea v\u00ea a \u00e1gua ali est\u00e1 a verdadeira natureza. A verdadeira natureza \u00e9 observar a \u00e1gua. Quando voc\u00ea diz: &#8220;Meu zazen \u00e9 muito pobre&#8221;, eis a\u00ed a verdadeira natureza, mas voc\u00ea, tolamente, n\u00e3o a percebe. Voc\u00ea a ignora propositalmente. H\u00e1 uma imensa import\u00e2ncia no &#8220;eu&#8221; com o qual voc\u00ea observa sua mente. Este eu n\u00e3o e o grande eu&#8221;; e o eu incessantemente ativo, sempre nadando, sempre voando pelo vasto espa\u00e7o com suas asas. Por asas quero dizer pensamento e atividade. O vasto c\u00e9u \u00e9 o lar, meu lar. N\u00e3o h\u00e1 p\u00e1ssaro, nem ar. Quando o peixe nada, a \u00e1gua e o peixe s\u00e3o o peixe. N\u00e3o h\u00e1 nada a n\u00e3o ser peixe. Compreende? Voc\u00ea n\u00e3o pode encontrar a natureza de Buda por vivissec\u00e7\u00e3o. A realidade n\u00e3o pode ser apreendida pela mente pensante ou senciente Observar sua postura, observar sua respira\u00e7\u00e3o, momento ap\u00f3s momento, \u00e9 a verdadeira natureza. Al\u00e9m deste ponto n\u00e3o h\u00e1 segredo algum.<\/p>\n<p>N\u00f3s, budistas, n\u00e3o concebemos que tudo seja apenas mat\u00e9ria, ou apenas mente, ou produto de nossa mente ou que a mente seja atributo do ser. O que estamos sempre falando \u00e9 que mente e corpo, mente e mat\u00e9ria s\u00e3o sempre uma coisa s\u00f3. Mas se voc\u00ea n\u00e3o ouve com aten\u00e7\u00e3o soa como se estiv\u00e9ssemos falando sobre algum atributo do ser ou acerca de algo &#8220;material&#8221; ou &#8220;espiritual&#8221;. Esta, talvez, seja uma vers\u00e3o poss\u00edvel. Mas na realidade, o que estamos indicando \u00e9 a mente que est\u00e1 sempre ao lado, que \u00e9 a verdadeira mente. A experi\u00eancia de ilumina\u00e7\u00e3o \u00e9 descobrir, compreender, perceber esta mente que est\u00e1 sempre conosco e que n\u00e3o podemos ver. Compreendem? Se tentar alcan\u00e7ar a ilumina\u00e7\u00e3o do mesmo modo como v\u00ea uma estrela brilhante no c\u00e9u, ser\u00e1 bonito e talvez pense: &#8220;Ah, isto \u00e9 ilumina\u00e7\u00e3o&#8221;. Mas n\u00e3o \u00e9. Tal compreens\u00e3o \u00e9 literalmente uma heresia. Mesmo que n\u00e3o o saiba, neste tipo de compreens\u00e3o voc\u00ea est\u00e1 abrigando a id\u00e9ia de apenas mat\u00e9ria. Muitas das experi\u00eancias de ilumina\u00e7\u00e3o s\u00e3o assim: algo apenas material, algum objeto da mente, como se atrav\u00e9s de uma boa pr\u00e1tica voc\u00ea tivesse encontrado aquela estrela brilhante. Esta \u00e9 a concep\u00e7\u00e3o de sujeito e objeto, e n\u00e3o \u00e9 a maneira certa de se buscar a ilumina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A escola Zen baseia-se em nossa natureza real, em nossa mente verdadeira, tal como \u00e9 expressa e manifesta na pr\u00e1tica. O Zen n\u00e3o depende de um ensinamento especial, nem substitui o ensino pela pr\u00e1tica. Praticamos zazen para exprimir nossa verdadeira natureza, n\u00e3o para atingir a ilumina\u00e7\u00e3o. O budismo de Bodhidharma \u00e9 ser a pr\u00e1tica, ser a ilumina\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio talvez seja uma esp\u00e9cie de cren\u00e7a, por\u00e9m mais tarde torna-se algo que o estudante sente ou j\u00e1 tem. Pr\u00e1ticas f\u00edsicas e regras n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de entender, particularmente, qui\u00e7\u00e1, para os norte-americanos. Voc\u00eas t\u00eam uma concep\u00e7\u00e3o de liberdade voltada para a liberdade f\u00edsica, a liberdade de a\u00e7\u00e3o. Essa id\u00e9ia lhes causa uma certa afli\u00e7\u00e3o mental e perda de liberdade. Voc\u00eas pensam que querem limitar seus pensamentos porque acham que alguns deles s\u00e3o desnecess\u00e1rios, dolorosos ou emaranhados; mas n\u00e3o pensam em limitar suas atividades f\u00edsicas. Esta \u00e9 a raz\u00e3o pela qual Hyakujo estabeleceu as regras e o modo de viver o Zen na China. Seu interesse era exprimir e transmitir a liberdade da verdadeira mente. A mente Zen \u00e9 transmitida em nosso modo Zen de viver baseado nas regras de Hyakujo.<\/p>\n<p>Penso que precisamos de um modo de viver enquanto grupo e enquanto estudantes Zen nos Estados Unidos, e que, da mesma maneira que Hyakujo estabeleceu o modo de vida mon\u00e1stica na China, temos que estabelecer a forma norte-americana de vida Zen. N\u00e3o digo isto brincando, falo s\u00e9rio. Mas n\u00e3o quero ficar muito s\u00e9rio. Se nos tornamos s\u00e9rios demais perdemos o caminho. Se brincamos, tamb\u00e9m. Aos poucos, com paci\u00eancia e persist\u00eancia devemos encontrar o caminho adequado para n\u00f3s, o modo de viver conosco mesmo e com os outros. Por essa trilha descobriremos nossos preceitos. Se praticamos com afinco, nos concentramos no zazen e organizamos nossa vida de modo a poder sentar bem, descobriremos o que estamos fazendo. Mas temos que ser cuidadosos nas regras e no modo em que se estabelecem. Se elas forem demasiadamente estritas, voc\u00ea falhar\u00e1; se forem muito frouxas n\u00e3o funcionar\u00e3o. Nosso caminho deve ser estrito o suficiente para que tenha autoridade, uma autoridade que todos possam obedecer. As regras devem ser pass\u00edveis de serem cumpridas. Assim foi institu\u00edda a tradi\u00e7\u00e3o Zen, delineada pouco a pouco, criada por n\u00f3s mesmos na nossa pr\u00e1tica. N\u00e3o podemos for\u00e7ar nada. Contudo, uma vez definidas as regras, devemos obedec\u00ea-las por completo at\u00e9 que mudem. N\u00e3o se trata de algo bom ou mau, conveniente ou inconveniente. Apenas fa\u00e7a-o, sem questionar. Dessa maneira sua mente fica livre. O importante \u00e9 observar as regras sem discrimina\u00e7\u00e3o. Assim, voc\u00ea conhecer\u00e1 a mente Zen pura. Ter nossa pr\u00f3pria maneira de viver significa encorajar os outros a levarem uma forma de vida mais espiritual e adequada aos seres humanos. Eu acredito que chegar\u00e1 o dia em que os norte-americanos ter\u00e3o a sua pr\u00f3pria pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>A \u00fanica maneira de estudar a mente pura \u00e9 atrav\u00e9s da pr\u00e1tica. Nossa natureza mais profunda quer algum meio, algum ve\u00edculo pelo qual expressar-se e realizar-se. N\u00f3s atendemos a esse apelo atrav\u00e9s de nossas regras, e patriarca ap\u00f3s patriarca t\u00eam nos mostrado sua verdadeira mente, colocando \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o uma compreens\u00e3o mais exata e profunda da pr\u00e1tica. Devemos adquirir mais experi\u00eancia em nossa pr\u00e1tica. Ter, pelo menos, alguma experi\u00eancia de ilumina\u00e7\u00e3o. Devemos confiar na mente grande que est\u00e1 sempre conosco. Temos de ser capazes de apreciar as coisas como uma express\u00e3o da mente grande. Isto \u00e9 mais do que f\u00e9. \u00c9 a verdade \u00faltima que n\u00e3o pode ser rejeitada.<\/p>\n<p>Seja dif\u00edcil ou f\u00e1cil de praticar, dif\u00edcil ou f\u00e1cil de entender, a \u00fanica coisa a fazer \u00e9 praticar Ser leigo ou ser monge n\u00e3o vem ao caso. O que importa \u00e9 descobrir-se como algu\u00e9m que est\u00e1 realizando algo, que est\u00e1 reassumindo seu verdadeiro ser atrav\u00e9s da pr\u00e1tica, reassumindo esse si pr\u00f3prio que est\u00e1 sempre com todas as coisas, com o Buda, que est\u00e1 completamente sustentado por tudo. Neste exato momento! Voc\u00ea pode dizer que isto \u00e9 imposs\u00edvel. Mas \u00e9 poss\u00edvel! Ainda que por um instante, voc\u00ea pode faz\u00ea-lo! Este instante \u00e9 poss\u00edvel! E \u00e9 este o instante! Se \u00e9 poss\u00edvel neste instante, \u00e9 poss\u00edvel sempre. Portanto, se voc\u00ea tem confian\u00e7a, essa \u00e9 a sua experi\u00eancia de ilumina\u00e7\u00e3o. Se tiver essa confian\u00e7a firme em sua mente grande, j\u00e1 \u00e9 um budista em seu verdadeiro sentido, mesmo que n\u00e3o alcance a ilumina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eis a raz\u00e3o pela qual o mestre Dogen disse: &#8220;N\u00e3o esperem que todos os que praticam zazen alcancem a ilumina\u00e7\u00e3o a respeito desta mente que est\u00e1 sempre conosco&#8221;. Ele quis dizer que se voc\u00ea acha que a mente grande est\u00e1 em algum lugar fora de voc\u00ea, separada de sua pr\u00e1tica, est\u00e1 enganado. A mente grande est\u00e1 sempre conosco. Por isso repito as mesmas coisas quando percebo que n\u00e3o entenderam. Zen n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para aquele que pode cruzar as pernas ou tem grande habilidade espiritual. Todos t\u00eam natureza de Buda. Cada um de n\u00f3s deve encontrar uma forma de realizar sua verdadeira natureza. O prop\u00f3sito da pr\u00e1tica \u00e9 termos uma experi\u00eancia direta da natureza de Buda, comum a todos. Tudo quanto voc\u00ea fizer deve ser uma experi\u00eancia direta da natureza de Buda. Natureza de Buda significa estar consciente da natureza de Buda. Seus esfor\u00e7os devem ser dirigidos para a salva\u00e7\u00e3o de todos os seres vivos. Se minhas palavras n\u00e3o bastarem, eu baterei em voc\u00eas! Ent\u00e3o compreender\u00e3o o que quero dizer. E se n\u00e3o entenderem agora, algum dia o far\u00e3o. Algum dia voc\u00eas entender\u00e3o. Esperarei pela ilha que, conforme me disseram, est\u00e1 se deslocando lentamente costa acima, de Los Angeles para Seattle.<\/p>\n<p>Sinto que este povo, especialmente os jovens, t\u00eam uma grande oportunidade de encontrar a verdadeira forma de vida para os seres humanos. Voc\u00eas est\u00e3o bastante livres de preocupa\u00e7\u00f5es materiais e come\u00e7am a pr\u00e1tica Zen com mente pura, com mente de principiante. Podem entender os ensinamentos do Buda exatamente como ele os deu a conhecer. Mas n\u00e3o devemos nos apegar a este pa\u00eds, ao budismo ou mesmo \u00e0 nossa pr\u00e1tica. O que devemos \u00e9 ter a mente de principiante, desapegada da posse de qualquer coisa, uma mente que sabe que tudo est\u00e1 em processo de mudan\u00e7a. Nada existe a n\u00e3o ser momentaneamente, em sua forma e cor presentes. Uma coisa se transforma em outra e n\u00e3o pode ser detida. Antes que a chuva pare ouvimos o trinar de um p\u00e1ssaro. Mesmo sob o peso da neve vemos camp\u00e2nulas brancas e alguns rebentos. J\u00e1 vi ruibarbos no Leste. No Jap\u00e3o, comemos pepino na primavera.\n<\/p><\/div>\n<\/div>\n<p><\/font><\/p>\n<hr \/>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Texto de Shunryu Suzuki, extra\u00eddo do livro&#8220;Mente ZEN, mente de principiante&#8220; &#8220;Antes que a chuva pare podemos ouvir o trinar de um p\u00e1ssaro. Mesmo sob o peso da neve vemos camp\u00e2nulas brancas e alguns rebentos.&#8221;. Aqui, na Am\u00e9rica do Norte, &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/mente-zen\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3885,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25,40],"tags":[],"class_list":["post-6549","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mestres","category-zen"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6549","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6549"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6549\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6550,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6549\/revisions\/6550"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3885"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}