{"id":6574,"date":"2020-07-01T19:25:16","date_gmt":"2020-07-01T21:25:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=6574"},"modified":"2020-07-01T19:25:16","modified_gmt":"2020-07-01T21:25:16","slug":"os-tres-elementos-essenciais-da-pratica-do-zen","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/os-tres-elementos-essenciais-da-pratica-do-zen\/","title":{"rendered":"Os tr\u00eas elementos essenciais da pr\u00e1tica do zen"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align:justify\">\n<font face=\"Verdana\" size=\"2\"><br \/>\n<a name=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Yasutani-Hakunn.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Yasutani-Hakunn.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"662\" class=\"alignleft size-full wp-image-6564\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Yasutani-Hakunn.jpg 500w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/Yasutani-Hakunn-227x300.jpg 227w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><br \/>\n<\/font><font face=\"Verdana\" size=\"2\"><\/p>\n<div style=\"text-align:right\"><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/hakuun-ryoko-yasutani\/\"><font size=\"2\"><b>Yasutani Hakunn<\/b><\/font><\/a><br \/><i><font size=\"1\">Texto extra\u00eddo de <br \/>&#8220;<a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/os-tres-pilares-do-zen\/\">Os tr\u00eas pilares do Zen<\/a>&#8220;<br \/> de <\/font><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/philip-kapleau\/\"><font size=\"1\">Philip Kapleau<\/font><\/a><\/i><\/div>\n<div STYLE=\"text-align:justify\">\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">O primeiro dos tr&ecirc;s elementos essenciais da pr&aacute;tica do Zen &eacute; uma f&eacute; vigorosa (<i>daishinkon<\/i>). Isto &eacute; mais do que uma simples cren&ccedil;a. O ideograma para <i>kon<\/i> significa raiz e para o <i>shin<\/i>, f&eacute;. Assim a frase implica uma f&eacute; que &eacute; firme e profundamente arraigada, im&oacute;vel, como uma &aacute;rvore imensa ou um grande penedo. &Eacute; uma f&eacute;, ainda mais, n&atilde;o maculada pela cren&ccedil;a no sobrenatural ou na supersti&ccedil;&atilde;o. O buddhismo tem sido freq&uuml;entemente descrito como uma religi&atilde;o ao mesmo tempo racional e de sabedoria. Mas &eacute; uma religi&atilde;o, e o que faz dele uma religi&atilde;o &eacute; este elemento de f&eacute;, sem o qual seria apenas uma filosofia. O buddhismo come&ccedil;a com a ilumina&ccedil;&atilde;o de Buddha, que ele obteve depois de um esfor&ccedil;o ardoroso. Por esse motivo, nossa f&eacute; suprema &eacute; na experi&ecirc;ncia da ilumina&ccedil;&atilde;o de Buddha, cuja subst&acirc;ncia ele proclamou ser esta natureza humana, toda exist&ecirc;ncia que &eacute; intrinsecamente total, impec&aacute;vel, onipotente \u2014 numa palavra perfeita. Sem uma f&eacute; firme nisto que &eacute; o cora&ccedil;&atilde;o do ensinamento de Buddha, &eacute; imposs&iacute;vel progredir muito na sua pr&aacute;tica.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">A segunda qualidade indispens&aacute;vel &eacute; um sentimento de forte d&uacute;vida (<i>daigidan<\/i>). N&atilde;o &eacute; uma simples d&uacute;vida, no tem, mas uma d&uacute;vida maci&ccedil;a por que n&oacute;s e o mundo parecemos t&atilde;o imperfeitos, t&atilde;o cheios de ansiedade, conflitos e sofrimentos, quando de fato nossa f&eacute; profunda nos diz exatamente que &eacute; verdade o oposto. &Eacute; uma d&uacute;vida que n&atilde;o nos deixa descansar. &Eacute; como se soub&eacute;ssemos perfeitamente bem que somos milion&aacute;rios e no entanto inexplicavelmente nos encontr&aacute;ssemos em extrema mis&eacute;ria sem um centavo nos bolsos. Uma forte d&uacute;vida, por isso existe proporcionalmente &agrave; f&eacute; firme.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">Surge deste sentimento de d&uacute;vida o terceiro elemento essencial, uma forte determina&ccedil;&atilde;o (<i>daifunshi<\/i>) que brota naturalmente. &Eacute; uma irresist&iacute;vel determina&ccedil;&atilde;o de dissipar essa d&uacute;vida com toda a capacidade de nossa energia e for&ccedil;a de vontade. Acreditando, no &acirc;mago de nosso ser, na verdade do ensinamento do Buddha de que somos todos dotados de uma mente-bodhi imaculada, tomamos a resolu&ccedil;&atilde;o de descobrir e experimentar a realidade desta mente para n&oacute;s mesmos.<\/p>\n<p ALIGN=\"JUSTIFY\">H&aacute; poucos dias, uma pessoa que havia compreendido muito mal o estado da mente exigido por estes tr&ecirc;s elementos essenciais, perguntou-me: &#8220;Acreditar que somos buddha &eacute; algo mais que aceitar o fato de que o mundo, assim como &eacute;, perfeito, tal como o salgueiro &eacute; verde e o cravo vermelho?&#8221; O sofisma a&iacute; &eacute; evidente. Se n&atilde;o perguntamos por que a ambi&ccedil;&atilde;o e o conflito existem, por que o homem ordin&aacute;rio age como qualquer outra coisa, menos como Buddha, nenhuma determina&ccedil;&atilde;o brota em n&oacute;s para resolvermos a &oacute;bvia contradi&ccedil;&atilde;o entre o que acreditamos como mat&eacute;ria de f&eacute; e o que nos parece ser justamente o contr&aacute;rio, e nosso zazen &eacute; por isso desprovido de sua principal fonte de energia.<\/p>\n<\/div>\n<p><\/font><\/p>\n<hr \/>\n<div STYLE=\"text-align:right\"><a HREF=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<hr \/>\n<\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Yasutani HakunnTexto extra\u00eddo de &#8220;Os tr\u00eas pilares do Zen&#8220; de Philip Kapleau O primeiro dos tr&ecirc;s elementos essenciais da pr&aacute;tica do Zen &eacute; uma f&eacute; vigorosa (daishinkon). 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