{"id":6592,"date":"2020-07-01T19:52:15","date_gmt":"2020-07-01T21:52:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/?p=6592"},"modified":"2020-07-02T16:01:02","modified_gmt":"2020-07-02T18:01:02","slug":"shobogenzo-zuimonki-introducao","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/shobogenzo-zuimonki-introducao\/","title":{"rendered":"Shobogenzo Zuimonki &#8211; Introdu\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><font FACE=\"Verdana\" SIZE=\"2\"><\/p>\n<div STYLE=\"text-align:justify\">\n<a NAME=\"inicio\"><\/a><a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Shobogenzo-Zuimonki.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Shobogenzo-Zuimonki.jpg\" alt=\"\" width=\"314\" height=\"500\" class=\"alignleft size-full wp-image-6594\" srcset=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Shobogenzo-Zuimonki.jpg 314w, http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/Shobogenzo-Zuimonki-188x300.jpg 188w\" sizes=\"auto, (max-width: 314px) 100vw, 314px\" \/><\/a><\/p>\n<div STYLE=\"text-align:center\"><font SIZE=\"4\"><b>Shobogenzo Zuimonki<br \/><font SIZE=\"2\">Introdu\u00e7\u00e3o por Yuho Yokoi da Universidade de Aichigakuin<\/font><\/b><\/font><\/div>\n<div STYLE=\"text-align:right\"><font SIZE=\"1\"><i><b>de <a href=\"default.asp?menu=122\" class=\"broken_link\"><font SIZE=\"1\">Eihei Dogen Zenji <\/font><\/a><br \/>Adaptado da tradu\u00e7\u00e3o do monge Ryokyu Marcos Beltr\u00e3o<\/b><\/i><\/font><\/div>\n<p><\/p>\n<p><font face=\"tahoma, verdana, arial\">[1] O <i>Shobogenzo Zuimonki<\/i>, um<br \/>\ntrabalho de seis cap\u00edtulos, \u00e9 onde Koun Ejo Zenji (1198-1280) gravou o que ouviu<br \/>\nseu mestre Dogen Zenji (1200-1253) dizer no monast\u00e9rio de Kosyo-ji, no per\u00edodo<br \/>\nde Katei (1235-1237). Este trabalho foi mais tarde editado pelos disc\u00edpulos de<br \/>\nEjo.<\/p>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<hr \/>\n<p>Dogen Zenji escreveu 120 livros em sua vida:<\/font><\/p>\n<ol>\n<li><font face=\"tahoma, verdana, arial\"><i>Shobogenzo <\/i>\u2014 95 volumes;<\/font>\n<\/li>\n<li><font face=\"tahoma, verdana, arial\"><i>Eihei-Koroku <\/i>\u2014 10<br \/>\n  volumes;<\/font>\n  <\/li>\n<li><font face=\"tahoma, verdana, arial\"><i>Eihei-Genzenji-Shingi <\/i>\u2014 2<br \/>\n  volumes;<\/font>\n  <\/li>\n<li><font face=\"tahoma, verdana, arial\"><i>Gakudo-Yojinshu <\/i>\u2014 1<br \/>\n  volume;<\/font>\n  <\/li>\n<li><font face=\"tahoma, verdana, arial\"><i>Shobogenzo-Sanbya Kusoku <\/i>\u2014 3<br \/>\n  volumes;<\/font>\n  <\/li>\n<li><font face=\"tahoma, verdana, arial\"><i>Hokyoki <\/i>\u2014 1 volume; e<\/font>\n  <\/li>\n<li><font face=\"tahoma, verdana, arial\"><i>Shobogenzo Zuimonki<\/i> \u2014 6<br \/>\n  volumes.<\/font> <\/li>\n<\/ol>\n<p><font face=\"tahoma, verdana, arial\">O <i>Shobogenzo<\/i> descreve sua experi\u00eancia pessoal de ilumina\u00e7\u00e3o no buddhismo Zen e \u00e9 complexo demais para principiantes. Contudo, o <i>Shobogenzo Zuimonki<\/i> tem um estilo f\u00e1cil de ser compreendido e apresenta hist\u00f3rias da pr\u00e1tica Budista. Neste sentido eu creio que o livro \u00e9 bom para principiantes e veteranos, como uma apresenta\u00e7\u00e3o do pensamento de Mestre Dogen.<\/p>\n<p>[2] Na revista Sum\u00e1rio Anual Filos\u00f3fico 2, h\u00e1 um ensaio \u2014 <i>Sobre o Shobogenzo Zuimonki<\/i>, escrito pelo Professor Toshiharu Akishige. Ali ele divide os conte\u00fados do <i>Shobogenzo Zuimonki <\/i>em sete t\u00f3picos principais:<\/font><\/p>\n<ol>\n<li>Praticantes Zen n\u00e3o devem ficar apegados \u00e0 roupa e \u00e0 comida;\n  <\/li>\n<li>Praticantes Zen n\u00e3o devem estudar o buddhismo para disto se aproveitarem;\n  <\/li>\n<li>O despertar da Mente que busca do Caminho;\n  <\/li>\n<li>Como se praticar o Caminho;\n  <\/li>\n<li>zazen;\n  <\/li>\n<li>Causalidade;\n  <\/li>\n<li>Uma mente harmoniosa. <\/li>\n<\/ol>\n<p>Em suas Notas sobre o <i>Shobogenzo Zuimonki<\/i>, o Dr. Dashui Okubo diz:<br \/>\n&#8220;Devemos estudar o buddhismo sem esperar derivar lucro disto. Entre os sete itens citados pelo Professor Toshikaru Akishige, o primeiro, segundo, terceiro e s\u00e9timo itens est\u00e3o nesta categoria de liberdade de ganho.&#8221;<\/p>\n<p>O \u00e2mago do buddhismo de Dogen \u00e9 ir al\u00e9m de &#8220;ser&#8221; e &#8220;n\u00e3o ser&#8221;. Podemos dividir em sete itens os conte\u00fados deste livro:<\/p>\n<h3>1. Verdade Budista<\/h3>\n<p>De acordo com Mestre Dogen, o buddhismo est\u00e1 al\u00e9m do espa\u00e7o e do tempo. Desde este ponto de vista, ele afirma: &#8220;\u00c9 s\u00f3 um meio habilidoso de dividir o buddhismo em tr\u00eas per\u00edodos: o per\u00edodo do buddhismo correto, o do buddhismo formal e o do decadente. No tempo de Buddha nem todos os monges eram excelentes. Alguns eram de habilidade inferior.&#8221; Assim ele negava a id\u00e9ia enraizada do buddhismo do<br \/>\nper\u00edodo Heian \u2014 a era do buddhismo decadente.<\/p>\n<p>A verdade buddhista \u00e9 universal. Assim ele comenta o k\u00f4an no qual Nan Ch&#8217;uan decepa um gato em dois, dizendo: &#8220;Nan Ch&#8217;uan matando o gato manifesta a liberdade do buddhismo e \u00e9 uma palavra iluminada que nos conduz \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o. Ao ouvirmos esta palavra, devemos compreender que este gato \u00e9, como ele \u00e9, o Buddha.&#8221; Isto significa que a fun\u00e7\u00e3o<br \/>\nuniversal do buddhismo est\u00e1 al\u00e9m da vis\u00e3o dualista de &#8220;gato&#8221; e &#8220;Buddha&#8221;. Esta verdade eterna e universal do buddhismo est\u00e1 al\u00e9m de nossa discrimina\u00e7\u00e3o dualista.<\/p>\n<p>Ele disse: &#8220;Praticantes Zen n\u00e3o devem seguir cegamente o que os mestres disserem, mas ter uma vis\u00e3o cr\u00edtica. A d\u00favida pode ser um pecado, mas tamb\u00e9m est\u00e1 errado n\u00e3o questionar o que deve ser questionado.&#8221; Isto significa que a verdade buddhista \u00e9 s\u00f3 a verdade, n\u00e3o as palavras de antigos mestres sobre o assunto.<\/p>\n<p>Suas palavras, &#8220;\u00c9 com esta mente que nos libertamos de &#8216;Buddha&#8217; e &#8216;n\u00e3o-Buddha'&#8221; \u2014 significam que o buddhismo \u00e9 a natureza do Dharma absoluta, al\u00e9m de uma vis\u00e3o dualista, tal como &#8216;ser&#8217; e &#8216;n\u00e3o-ser&#8217;, &#8216;bem&#8217; e &#8216;mal&#8217;, &#8216;bonito&#8217; e &#8216;feio&#8217;.<\/p>\n<p>Esta verdade buddhista est\u00e1 aberta a todos, independente de habilidade ou sexo. Da\u00ed v\u00eam as palavras &#8220;A verdadeira pr\u00e1tica do buddhismo n\u00e3o requer sabedoria, talento ou muita intelig\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p>Suas palavras &#8220;N\u00e3o devemos querer saber tudo \u2014 ensinamentos esot\u00e9ricos e exot\u00e9ricos, ou livros Budistas e n\u00e3o-Budistas&#8221; s\u00e3o um aviso contra a ideia de uma interpreta\u00e7\u00e3o literal dos Sutras como aux\u00edlio ao Caminho. Logo, um homem que<br \/>\npercebe a verdade buddhista deve notar a imperman\u00eancia do mundo, despertar a mente que busca o Caminho, crer profundamente no treinamento por toda a vida e fazer a a\u00e7\u00e3o pura \u2014 zazen, de acordo com os preceitos de Buddha.<\/p>\n<p>Encorajando outros a estudarem buddhismo, ele diz: &#8220;Monges Zen devem estudar os caminhos dos buddhas e ancestrais. Seus caminhos s\u00e3o diferentes na \u00cdndia, na China e no Jap\u00e3o, mas os aut\u00eanticos praticantes n\u00e3o planejam obter necessidades b\u00e1sicas vitais.&#8221; N\u00e3o nos apegando a assuntos mundanos, devemos<br \/>\nassiduamente nos aplicar ao Caminho.<\/p>\n<p>E enfatizando a import\u00e2ncia da pr\u00e1tica p\u00f3s-ilumina\u00e7\u00e3o, ele diz: &#8220;Mesmo que nos iluminemos, n\u00e3o devemos cessar nossa pr\u00e1tica, achando que tudo atingimos. A pr\u00e1tica do Caminho n\u00e3o tem fim.&#8221;<\/p>\n<h3>2. Despertando a Mente que busca o Caminho<\/h3>\n<p>O que \u00e9 vital para despertar a Mente que busca o Caminho \u00e9 que devemos perceber a incerteza do mundo e a import\u00e2ncia da vida e da morte. \u00c9 porque tendemos a achar que assuntos mundanos s\u00e3o eternos e imortais que nos apegamos a eles. Mestre Dogen diz a respeito: &#8220;Se nos aplicarmos ao Caminho absoluto e n\u00e3o ao mundo, forjaremos uma conex\u00e3o excelente com o buddhismo, mesmo que haja oposi\u00e7\u00e3o a isto.&#8221;<\/p>\n<p>Um tal despertar para a Mente que busca o Caminho est\u00e1 aberta para todos n\u00f3s, n\u00e3o importa qual seja nossa habilidade. Portanto ele diz:<br \/>\n&#8220;Todos somos dotados da natureza de Buddha. Logo n\u00e3o devemos nos humilhar&#8221;.<br \/>\n&#8220;Aqueles que despertaram para a Mente que busca o Caminho e se aplicam \u00e0 pr\u00e1tica<br \/>\nnunca deixam de se iluminar.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com Dogen, a import\u00e2ncia da pr\u00e1tica do buddhismo n\u00e3o reside tanto na habilidade da pessoa, quanto na intensidade da Mente que busca o Caminho. Ele nos exorta \u00e0 pr\u00e1tica Budista, dizendo: &#8220;Se n\u00e3o conseguirmos garantir a sobreviv\u00eancia do amanh\u00e3, devemos resolutamente estar dispostos a morrer de fome ou frio. Devemos em primeiro lugar ouvir o buddhismo neste momento mesmo e sermos resolutos na nossa pr\u00e1tica.&#8221;<\/p>\n<p>Mas este despertar para a Mente que busca o Caminho n\u00e3o nos levar\u00e1 jamais ao verdadeiro Caminho se n\u00e3o tivermos a orienta\u00e7\u00e3o dos mestres Zen. &#8220;Ao ouvirmos as palavras de pessoas excelentes, envergonhamo-nos de nossa estreiteza e despertamos para a verdadeira Mente que busca o Caminho.&#8221; Este \u00e9 um aviso contra uma ideia dogm\u00e1tica e auto-centrada do buddhismo.<\/p>\n<p>Contudo,<br \/>\ndespertando a Mente que busca o Caminho, n\u00e3o s\u00f3 ganharemos nossa ilumina\u00e7\u00e3o, mas salvaremos tamb\u00e9m aos demais. &#8220;Devemos ter compaix\u00e3o por todas as criaturas, e nos devotar aos preceitos de Buddha.&#8221;<\/p>\n<h3>3. Deixando o lar para ganhar o buddhismo<\/h3>\n<p>Dogen disse: &#8220;Renunciar ao mundo \u00e9 ser indiferente a sentimentos mundanos.&#8221; Ou seja, deixar o lar pelo buddhismo significa que sintonizamos a mente de Buddha. &#8220;N\u00e3o devemos apreender o Caminho de acordo com sentimentos ou moralidade mundanos, mas de acordo com o pr\u00f3prio Caminho.&#8221; Isto demonstra o abismo que existe entre o mundo e o buddhismo.<\/p>\n<p>Suas palavras &#8220;Os leigos em sua maior<br \/>\nparte, mesmo que sinceros em suas pr\u00e1ticas do Caminho, ser\u00e3o afetados enquanto estiverem apegados a dinheiro, resid\u00eancias ou parentes&#8221; \u2014 mostram-nos como \u00e9 dif\u00edcil para leigos estudarem o Caminho. \u00c9 devido a seus apegos a si e a outros que relutam em deixar o lar pelo buddhismo. Por isto ele diz: &#8220;Todos procuram a ilumina\u00e7\u00e3o, mas poucos o fazem bem.&#8221;<\/p>\n<p>A melhor forma de deixar o lar pelo<br \/>\nbuddhismo \u00e9 abandonar tudo resolutamente. No verdadeiro sentido, isto \u00e9 tamb\u00e9m piedade filial. Quanto a isto, Dogen diz: &#8220;De fato, pode ser muito dif\u00edcil cortar os la\u00e7os da afei\u00e7\u00e3o, mesmo num longo tempo de repetidos nascimentos e mortes, mas agora tens uma boa chance de ganhar o buddhismo com este corpo humano. Se agora renunciares \u00e0 bondade e \u00e0 afei\u00e7\u00e3o, podes ser considerado uma pessoa genuinamente agradecida.&#8221;<\/p>\n<h3>4. N\u00e3o ego<\/h3>\n<p>As palavras do Mestre Dogen &#8220;Se formos praticar o Caminho dos buddhas e ancestrais, devemos seguir as a\u00e7\u00f5es dos velhos mestres, n\u00e3o buscando recompensa para isto&#8221; \u2014 significam que nossa pr\u00e1tica livre do ganho, \u00e9 uma mente n\u00e3o ego\u00edsta, al\u00e9m do apego a n\u00f3s mesmos, e at\u00e9 ao buddhismo. Logo, devemos praticar o buddhismo apenas pelo buddhismo. Sobre isto ele diz: &#8220;Praticantes do Caminho n\u00e3o devem estudar para si mesmos, mas para o Caminho.&#8221; Nossa vida \u00e9 incerta e transiente demais. Neste contexto ele diz: &#8220;Se renunciarmos a esta vida<br \/>\ntransiente pelo buddhismo, mesmo que por um s\u00f3 dia, isto nos conduzir\u00e1 \u00e0 felicidade eterna.&#8221;<\/p>\n<p>O mesmo vale para nossa mentalidade e discrimina\u00e7\u00e3o. Ele diz: &#8220;Praticantes Zen devem estar livres do apego a coisas mundanas e estudar aplicadamente o buddhismo.&#8221;<\/p>\n<p>De acordo com Dogen, tanto a arrog\u00e2ncia quanto a humildade em demasia s\u00e3o apegos ao ego. Portanto ele diz:<br \/>\n&#8220;Estudem apenas o buddhismo, n\u00e3o seguindo sentimentos mundanos.&#8221;<\/p>\n<h3>5. Pobreza honesta<\/h3>\n<p>Os verdadeiros seguidores Budistas est\u00e3o sempre satisfeitos com a pobreza honesta. Logo, ele diz: &#8220;Praticantes Zen devem estudar o Caminho na pobreza.&#8221; Ou: &#8220;Quando tivermos muito dinheiro, perderemos nosso desejo pelo Caminho.&#8221;<br \/>\nRealmente, as riquezas e as honrarias s\u00e3o uma fonte de luxo e um grande obst\u00e1culo \u00e0 pr\u00e1tica do Caminho. Portanto Dogen nos diz que seguidores Budistas n\u00e3o devem se preocupar com comida e roupa, seguindo apenas os preceitos de Buddha.<\/p>\n<p>Seguidores Budistas devem ter uma vida pura. Eles est\u00e3o terminantemente proibidos de ganhar a vida com comida obtida atrav\u00e9s de uma forma de vida desonesta. Sobre isto ele diz: &#8220;Um pano tingido de azul parece azul e um tingido de amarelo parece amarelo, assim nosso corpo e mente sustentados por esta vida errada devem estar errados. Procurar o buddhismo com um tal corpo e uma tal mente errados \u00e9 t\u00e3o in\u00fatil quanto espremer areia querendo obter \u00f3leo.&#8221;<\/p>\n<p>Ele diz: &#8220;Mesmo que o monast\u00e9rio estiver aos peda\u00e7os, ser\u00e1 melhor praticar ali do que viver debaixo do c\u00e9u, ou de uma \u00e1rvore. Se uma parte do teto cair, devemos fazer zazen em uma outra parte.&#8221;<\/p>\n<p>O zazen esfor\u00e7ado na pobreza honesta \u00e9 o principal caminho para a ilumina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>6. Zazen<\/h3>\n<p>As palavras de Mestre Dogen \u2014 &#8220;Praticantes Budistas devem fazer zazen com todas as suas for\u00e7as, sem se ocupar com nada mais. O Caminho \u00fanico dos buddhas e ancestrais \u00e9 o zazen. Nunca pratique nada al\u00e9m disto.&#8221; \u2014 mostram-nos que o zazen \u00e9 a a\u00e7\u00e3o de Buddha e o port\u00e3o correto do buddhismo.<\/p>\n<p>O zazen n\u00e3o somente \u00e9 a a\u00e7\u00e3o absoluta livre de ganhos, mas tamb\u00e9m a pr\u00e1tica f\u00edsica do Caminho. Da\u00ed v\u00eam as palavras de Mestre Dogen: &#8220;Assim, \u00e9 atrav\u00e9s de nosso corpo decididamente que chegamos \u00e0 ilumina\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Mestre Dogen tamb\u00e9m diz: &#8220;Finalmente, \u00e9 in\u00fatil tentar conduzir outras pessoas e a mim mesmo meramente atrav\u00e9s do estudo intelectual de k\u00f4ans e biografias de mestres.&#8221; Ou: &#8220;\u00c9 verdade, podes ter um apanhado conceptual e intelectual de uma passagem do k\u00f4an, mas \u00e9 por isto que est\u00e1s longe do Caminho dos buddhas e ancestrais. Faze apenas o zazen ereto, dia e noite, livre da expectativa de obter a ilumina\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s disto, e imediatamente te identificar\u00e1s com o Caminho dos buddhas e ancestrais.&#8221;<\/p>\n<p>Devemos compreender que a a\u00e7\u00e3o concreta do zazen compreende os k\u00f4ans. Ele diz: &#8220;O zazen inclui todo tipo de m\u00e9rito e mandamentos.&#8221; Mostra que n\u00e3o h\u00e1 diferen\u00e7a entre os mandamentos e o zazen.<\/p>\n<p>Como foi mencionado acima, o zazen est\u00e1 aberto a todos, n\u00e3o importa qual seja a habilidade da pessoa. Da\u00ed v\u00eam suas palavras: &#8220;Mesmo um homem que seja est\u00fapido demais at\u00e9 para responder a uma s\u00f3 pergunta estar\u00e1 acima de um homem brilhante, se for esfor\u00e7ado na pr\u00e1tica do zazen. Logo, praticantes Budistas devem se dedicar a esta pr\u00e1tica \u00fanica \u2014 zazen, renunciando a todas as demais coisas.&#8221;<\/p>\n<h3>7. Salva\u00e7\u00e3o de todas as criaturas<\/h3>\n<p>Mestre Dogen explica isto assim: &#8220;Ao pensar em todas as criaturas, n\u00e3o se deve diferenciar entre &#8216;familiar&#8217; e &#8216;estranho&#8217;, mas ter a atitude de ajudar a todos igualmente, livre de seu pr\u00f3prio interesse, seja deste mundo ou fora dele; e se deve tamb\u00e9m fazer o bem devotadamente aos outros, sem se importar que notem ou apreciem, tentando manter mesmo esta sua bondade oculta deles.&#8221;<\/p>\n<p>Ele<br \/>\ncita Mestre Eisai: &#8220;Ser\u00e1 muito ben\u00e9fico a voc\u00eas monges que eu ajude a uma pessoa que ora necessita destes materiais, aos quais voc\u00eas relutavam em abandonar.&#8221;<\/p>\n<p>Assim Mestre Dogen enfatiza a import\u00e2ncia da pr\u00e1tica<br \/>\naltru\u00edsta do Caminho.<\/p>\n<p ALIGN=\"right\"><i><font SIZE=\"1\"><b>Extra\u00eddo do site www.dharmanet.com.br<\/b><\/font><\/i><\/p>\n<\/div>\n<p><\/font><\/p>\n<hr \/>\n<div STYLE=\"text-align:right\"><a HREF=\"#inicio\">Topo<\/a><\/div>\n<!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on the_content --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on the_content -->","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Shobogenzo ZuimonkiIntrodu\u00e7\u00e3o por Yuho Yokoi da Universidade de Aichigakuin de Eihei Dogen Zenji Adaptado da tradu\u00e7\u00e3o do monge Ryokyu Marcos Beltr\u00e3o [1] O Shobogenzo Zuimonki, um trabalho de seis cap\u00edtulos, \u00e9 onde Koun Ejo Zenji (1198-1280) gravou o que ouviu &hellip; <a href=\"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/shobogenzo-zuimonki-introducao\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><!-- AddThis Advanced Settings generic via filter on get_the_excerpt --><!-- AddThis Share Buttons generic via filter on get_the_excerpt --><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1276,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25,40],"tags":[62,64],"class_list":["post-6592","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mestres","category-zen","tag-philip-kapleau","tag-yasutani-hakunn"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6592","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6592"}],"version-history":[{"count":5,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6592\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6601,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6592\/revisions\/6601"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1276"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6592"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6592"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.nossacasa.net\/shunya\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6592"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}